Lendo e ouvindo a música


Fofas


Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Brasil no campo financeiro

O nosso país, desde a época do seu descobrimento, já foi escravizado durante séculos pelas mais velhas nações européias.
Foi cercado por “pirataria” de grandes criadores de diferentes tipos de negócio. Aqui eles faziam seus ataques e suas infiltrações pelo nosso extenso litoral e ainda buscavam suas vantagens, favorecidos pela falta de segurança brasileira que ainda persiste até hoje, na maior dificuldade de proteção dos bens do nosso Brasil.
Custamos, mais chegamos.
O Brasil continua o mesmo país inocente em relação ao progresso e ao avanço de toda a tecnologia mundial. No entanto, mesmo assim, eu clamo aos brasileiros por calma, pois a nossa moeda devido aos grandes desencaixes da economia mundial européia, já está situada entre as cinco maiores forças financeiras que afirmam que os Brics não chegam neste momento de economia para bancar apenas o camelô de vendas.
Eles chegam sim para ficar na nova cultura de mundo dentro de uma base que, por certo, manterá esses países emergentes na melhor posição de defesa da segurança dos principais fundamentos de vida que são: aproveitamento da terra com cuidado, manutenção do equilíbrio de replantio nessa terra e discussão da oficialização de uma nova moeda de negociação que venha futuramente responsabilizar as grandes quedas de negócios e os grandes riscos financeiros que hoje, os Estados Unidos da América tem sido o causador e acusados de serem os grandes vilões do desfavoreci mento financeiro nacional.
Por que não pensar em instituir o ouro como padrão médio de todos os negócios mundiais, aliviando a responsabilidade americana do dólar tão cobiçado?
(Jorge Queiroz da Silva - 23/05/11, em ditado)
Fonte da imagem:brasil-turismo.com

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Na hora certa invadi um matadouro

Estávamos no final dos anos sessenta. O povo brasileiro se achava enganado pelo cartel da distribuição da carne de boi por todo o Brasil.


Todos sabemos que as crises num país emergente e de terceiro mundo, sobretudo no chamado Brasil, o país do futuro, faz as nações serem dominadas pelo comércio controlado por atravessadores.


Num daqueles dias de final de semana, usei da residência de minha mãe para reunir vizinhos e amigos, no sentido de em conjunto, descobrirmos uma forma de matarmos a saudade de comer carne de boi, produto tão explorado e de difícil obtenção naquele momento.


Ao final da reunião, decidi que naquela mesma noite tentaria comprar uma grande quantidade de carne num matadouro de nossa Cidade. Senti falta de confiança do pessoal na minha afirmativa, mas segui em frente no meu intento.


Peguei mulher e dois filhos menores e dirigi-me para o Matadouro São João, na Baixada Fluminense. Em lá chegando, apontei o carro na direção dos portões da garagem e pisquei os faróis acintosamente, como se fizesse parte daquela empresa. Diante de minha atitude, o vigia imediatamente abriu os portões e entrei rapidamente, indeciso do local onde deveria parar o carro.


Interpelado por um funcionário do local que quis saber o que eu ali fazia, expliquei que tinha ido averiguar o principal motivo da falta de carne no mercado. Para minha surpresa, ao invés de me mandar sair, ele respondeu-me educadamente que cumpria ordens do cartel, embora estivessem fazendo matanças reduzidas para atender a hospitais, casas de saúde e órgãos do governo.


Mais surpreso ainda fiquei, quando ele se propôs a me vender o produto, para que eu não perdesse a viagem. Aguardei o tempo necessário e pedi meio boi, o que equivalia a trezentos e cinqüenta quilos de carne.Depois de duas horas de espera, forrei com cuidado a mala do meu velho Chevrolet que, acondicionou parte do boi, sem as patas.


Segui de volta para a casa de minha mãe e o pessoal participante da reunião retornou para pegar sua cota de carne. Satisfeitos, comemoramos o feito e eu saí como herói nessa história.

Fonte de imagem:robsonpiresxerife.com

domingo, 7 de agosto de 2011

A tri-tributação

O Brasil continua sendo o país sempre citado pelos seus tributos de sua receita federal, como um dos vilões da maior taxa de juros em todo o tipo de negócio, apesar de já ter embutido em sua lei bancária, um tributo eterno, o conhecido IOF (Imposto sobre operações financeiras).
Mas eis que, já se acercam dos nossos negócios no exterior, pois não podemos viver economicamente simplesmente usurpando a população de trabalhadores brasileiros.
Considerando que a mesa brasileira de negócios cresceu, teremos a maior urgência e necessidade de equacionarmos os nossos negócios em áreas sazonais de fabricação, para atender a todas as nações do mundo.
Estamos agora na grande indecisão, apesar do nosso ministro Mantega já ter afirmado várias vezes que o pior já passou, mas temos que alertar que estamos em plena hora dos grandes motivos brasileiros da decisão: ou estagnamos ou seguimos.
Precisamos ainda avisar ao nossos grandes industriais que não colaborem com a tri-tributação, pois na área de custos das nossas fabricações até uma ração para cachorro, um material de limpeza e até mesmo alguns artigos de decoração destinados ao consumo dos donos de empresa, incorporam o custo industrial. Isso somente para citar alguns ínfimos produtos. A coisa é mais séria quando se trata de bens de valor elevado.
Acredito que devamos mudar esse jogo. Vamos destributar os nossos custos em relação a nossa competência dentro da participação da concorrência mundial.
(Jorge Queiroz da Silva -23/05/11, em ditado)
Fonte da imagem:desabafolandia2.blogsp...

sábado, 6 de agosto de 2011

Coração de mãe não se engana...

Desde muito pequeno, minha mãe não cansava de me dizer:- meu filho, vou te ensinar a crescer, como um ser humano organizado.Você deverá ser um constante observador.Para sair às ruas, duas coisas são essenciais: o sentido do trânsito e as sinalizações dos cruzamentos. Sua observação também deverá ser eficaz com relação às pessoas. Não só as pessoas bem vestidas e com destaque, devem ser observadas, mas principalmente o povo.


Aquelas suas palavras sempre marcavam minha mente e tenho uma lembrança bem forte quanto àquele ensinamento, quando já adulto, indo para o trabalho, fui agredido por dois mendigos, em dois dias diferentes. Eles se atracaram comigo pedindo auxílio. Um deles era um brasileiro e estava alcoolizado. Tinha as vestes enlameadas e quando me envolveu deixou parte daquela lama em minhas roupas. Lembro que meu terno de linho branco ficou preto e o povo nas filas de ônibus, em plena Praça Tiradentes, ria do incidente. Lembro também, que não senti revolta por aquele ataque, pois desde criança fui preparado por minha mãe, quando dizia que se um mendigo se aproximasse de mim,minha primeira observação deveria ser quanto ao seu odor, pois caso cheirasse mal eu deveria fugir dele.


De outra feita, um mendigo argentino me deu “uma gravata”, em plena Presidente Vargas. Portava um saco nas costas, com todos os apetrechos de morador de rua. Agarrado ao meu pescoço, manteve-me paralisado por um bom tempo.Gritava: por Dios, senor, por Dios, senor. Estoy faminto! Avaliei seu cheiro e não senti medo. Soltou-me quando eu fiz menção de pegar dinheiro para lhe dar.


Minha mãe tinha razão quanto ao cheiro. Ambos não tinham cheiro ruim e queriam apenas ajuda.

Fonte da imagem: estiloestilomeu.blogsp...