Lendo e ouvindo a música


Fofas


Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

domingo, 30 de maio de 2010

O prólogo de ser homem

Diz a história e dizem os antigos, que a analogia de um verdadeiro homem tem cinco ítens que jamais deverão cair no esquecimento, ou sejam: 1. Honrar pai e mãe; 2. Construir uma casa; 3. Plantar uma árvore; 4. Escrever um livro; 5. Gerar um filho Para mim,tudo isso não passa de pura ilusão. Vou estabelecer um novo critério de discordância, que, por certo, afirmará que o prólogo foi constituído no início do mundo, quando a vida era simplória e quando o homem era um instrumento intimamente ligado ao seu trabalho. Trabalho esse, relacionado à sua adaptação à vida na terra, numa época em que as relações de habitantes por metro quadrado, jamais iriam influir na criação de um novo item na regra internacional desse atestado. Por tudo isso, me arrisco a analisar item por item, com as configurações da mais atual e real forma de vida dos homens do século vinte. Pensemos juntos e sigamos para a análise de cada item dentro dos conceitos verdadeiros que influem na vida do homem de hoje.No primeiro deles, “honrar pai e mãe”, vejam os absurdos que podemos incluir, frutos do nosso novo modelo de vida, que nos mostra que o crescimento nos traz uma nova adaptação, vejamos: -aceitação total dos filhos, para que sejamos realmente pais 1. Sou filho legitímo? 2. Sou filho bastardo? 3. Sou filho adotivo? 4. Sou resultado de DNA? 5. Sou resultado de tutela? 6. Sou resultado de estupro? 7. Sou filho abandonado? 8. Sou filho órfão? 9. Sou filho da pílula de farinha? 10.Sou adotivo do tráfico? 11.Sou filho de aidéticos? 12.Sou filho deserdado? 13.Sou filho alienado? finalmente, quem sou eu? Ajude-me a me encontrar, pois necessito, urgentemente, “honrar pai e mãe”.O segundo nos diz: “construir uma casa”. Mais uma vez temos que questionar: 1. Tenho terra? 2. Tenho herança? 3. Tenho poupança? 4. Tenho FGTS? 5. Tenho crédito bancário? 6. Tenho saldo médio? 7. Tenho informação SFH? 8. Tenho renda familiar? 9. Tenho emprego vitalício? 10. Tenho certidão negativa? 11.Tenho garantias? 12.Tenho noção de economia? 13.Tenho crença no governo? 14.Tenho uso capião? l5.Tenho ligações com o MST? quanta inclusão... e ainda continuamos achando que o prólogo de ser homem continua correto... Se continuarmos questionando, ainda encontraremos inúmeros dados que teriam que ser acrescidos a esta afirmação.Em seguida, vamos analisar o item que nos fala diretamente à vida, “o ato de plantar uma árvore”, embora ainda assim, existam milhões de pessoas que dele não participaram e nunca se interessaram. Afirmo que se cada brasileiro tivesse o cuidado de assim proceder, teríamos o maior celeiro do mundo, com garantias de saúde e vida para muitas e muitas gerações, não só do nosso Continente, como também de todos os outros mais carentes, como a Ásia e a África. Verifiquemos então, mostrando a profundidade de “plantar uma árvore”: 1. Saber porque plantar; 2. Saber aonde plantar; 3. Saber a época certa para plantar; 4. Saber os benefícios do plantar; 5. Saber o seu uso e aplicação; 6. Saber dos cuidados; 7. Saber do bem-estar ao meio ambiente; 8. Saber da terra o benefício; 9. Saber do seu poder de cura; 10.Saber divulgar o valor; 11.Saber a importância do re-florestar.Estamos editando vida, nas mais diferentes formas, mas o maior absurdo é a afirmação de que todo o homem deve escrever um livro, eu particularmente não concordo com esta afirmativa, porque cada homem desde o dia do seu nascimento já iniciou a escrita do seu livro, vejamos então: 1. Nasceu de uma junção de vidas; 2. Cresceu de um produto de vidas; 3. Se educou das informações da vida; 4. Trabalhou por interesse de vida; 5. Sua primeira página foi a certidão de nascimento; 6. Sua última página, sua certidão de óbito 7. Foi alfabetizado ?Finalmente concluindo, vamos nos defrontar,com a afirmação de que todo homem deve ter um filho. Mais uma vez discordo profundamente, pois para mim, ter um filho, não é fazer um filho. Conheço várias pessoas que não fizeram um filho, mas sempre estiveram à frente de todas as causas de formação de filhos de outras pessoas. 1. Ser mãe de aluguel; 2. Ser pai como prova de hombridade; 3. Desejar um herdeiro; 4. Aumentar o salário-família; 5. Provar ao amigo que é “macho”; 6. Vingar-se das surras do papai no filho; 7. Fazer do filho aquele “doutor” 8. Ou querer provar que o seu “gen” é especial? Depois de todas estas afirmações, eu continuo dizendo que ser homem não será simplesmente seguir o prólogo.A variação constante na forma de vida, modifica a cada instante êste conceito, e se eu arriscasse pedir a opinião de outras pessoas em relação às questões acima, eu chegaria a conclusão de que este tema se tornaria um labirinto. E teríamos a certeza de que um minuto de vida hoje, representa mais do que centenas de minutos dos idos passados.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O nosso código de barras

Parece incrível, mas é verdade! Nós, seres humanos, teremos num futuro bem próximo, o nosso código de barras. Nele, estarão definidos todos os conceitos e características, como se fôssemos um desses produtos de primeira linha, que existem nos mais famosos supermercados. Mas, não se assustem com isso. Não vamos virar um produto " Sendas!" Não vamos nos tornar um produto industrializado, que segue os conceitos das normas e especificações do INPI, que por imposição da lei, obriga aos seus fabricantes, a manter em suas embalagens, informações de extrema utilidade e importância, que na realidade servem para a orientação dos consumidores, pois necessitam estar seguros, no momento da sua utilização... Como seria então, configurado em nós, humanos, um código de barras? Muito simples... Exatamente, como são feitas as leituras nos produtos. Elas sempre se fazem através de uma leitura ótica. Será que nós teríamos que bordar o nosso código de barras, nos fundilhos de nossas calças? Claro que não seria necessário... Com a nova tecnologia, simplesmente iríamos convocar o famoso craque da informática, o Bill Gates, e ele bolaria para nós , um novo e revolucionário cartão de leitura magnética. Futuramente, quando chegarmos a um registro público para registrar um filho, vamos receber do escrivão, juntamente com a certidão de nascimento, um cartão magnético, que terá uma numeração especial, com adaptação e cadastramento nos principais orgãos de governo e nas principais empresas de economia mista. Assim, teríamos o nosso ingresso assegurado, desde o serviço de vacinação infantil, passando pelos registros escolares do jardim à faculdade, serviços militares, hospitais públicos e Ministério do Trabalho. Teríamos também a aposentadoria automática e o cadastramento nas casas de serviços funerários, restaurantes, casas de bingo, clubes, hotéis e motéis , etc. e etc. Assim , por conseguinte, tudo seria bem mais fácil para nós. Vocês já imaginaram? Chegarmos na portaria de um hospital público e ao passarmos o nosso cartão magnético, no visor ótico da portaria, recebermos imediatamente uma guia de consulta, nos seguintes termos:- Dirija-se ao terceiro andar, na ala B e procure na sala 308 o Dr. Cassio, que ele já está de posse da sua ficha de atendimento .Aguarde apenas 15 minutos que êle está terminando uma consulta. Ou então, fazermos uma solicitação ao Ministério do Trabalho, de uma nova via de ou de carteira profissional, ou de informações sobre nosso tempo de trabalho, tudo isso em fração de segundos. Será uma beleza! Vamos com certeza, ter uma vida bem administrada e controlada,pois este tipo de moderno e complicado cadastramento via código de barras, estará presente inclusive , no turismo, no esporte e no lazer. Com isto, será muito fácil identificarmos quantas viagens já fizemos ao exterior, quantas doses de conhaque consumimos na festa de final de ano, quanto dinheiro já perdemos nas corridas de cavalos, quantos litros de gasolina já consumimos em nosso carro ou quantas vezes saímos com a vizinha ou vizinho. Chegamos a conclusão de que será muito complicado e que será bem melhor, esquecermos toda esta tecnologia e pararmos por aquí . Essa coisa de código de barra, vai ser na realidade uma barra. Acho melhor deixarmos o Bill Gates pra lá, e continuarmos usando os nossos naturais códigos de ética, todos aqueles que nos foram ensinados pela mamãe. Valeu mamãe, o seu código sempre foi o melhor do mundo! Êle sempre nos deu as informações mais precisas. Os caminhos da vida jamais poderão se transformar em caminhos eletrônicos e informatizados.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Chover no molhado

Como estou cansado de ouvir coisas do tipo: “” eu sou do tempo em que as crianças colocavam os seus sapatinhos na janela...”” “”que usar um pé de coelho dava sorte...”” “”que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher...”” “”que duro com duro , não faz bom muro...”” “”que a esperança é a última que morre! ... “”que quem náo gosta de samba bom sujeito não é!...”” “”que aqui se faz , aqui se paga...”” “”que o bom cavalo se conhece pelos dentes...”” “”que Deus ajuda a quem cedo madruga...”” “”que quem conta um conto ganha um ponto... “” “”que quem pagou para ver...”” “”que faça por ti, que eu te ajudarei...”” “”que mais vale um pássaro na mão, do que dois voando...”” “”que o tiro saiu pela culatra...”” “”que de músico , poeta e louco, todos nós temos um pouco...”” “”que a verdade é para ser dita...”” “”que sonhar não custa nada...”” “”que a felicidade é quase nada...”” “”que estou com a pulga atrás da orelha...”” “”que tudo é o destino...”” “”que o bom filho a casa torna...”” “”que poupar é garantir o futuro...”” “”que puleiro de pato é no chão...”” “”que o marinheiro é de primeira viagem ...”” “”que eu estou na sombra do boi...”” “”que onde vai a corda, vai a caçamba...”” “”que quem vê olhos , não vê coração...”” Quantas e quantas linhas eu ainda poderia escrever a respeito dos velhos ditados que pararam no tem po ? Que saudades !!! Que bom tempo aquele em que os ditados ainda valiam alguma coisa... Hoje, se o meu avô ressuscitasse, ia levar um grande susto... Jamais poderia colocar os sapatos na janela por causa dos ladrões. A esperança já faleceu... O louco já matou o poeta e músico... O stress já perturbou o sonho... A felicidade já custa mais de um milhão de dolares... A pulga já não fica mais atrás da orelha... Quem cedo madruga é otário ou pião... A vaidade já tem preço... O boi está dormindo na sua sombra e passou a ser um grande egoísta... O tiro não saiu pela culatra, mas entrou na cabeça de um de nós, pobres coitados... A mentira passou a ser a verdade... A corda não tem mais caçamba; amarraram os donos com ela... E quem deu aos pobres está, hoje, tentando receber de Deus... Quanta patifaria! Que mundo louco! Será mesmo chover no molhado...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A partilha

Era eu, um gerente de área financeira de uma holding multinacional.O grupo era de origem européia e o meu patrão era por demais conhecido no mercado internacional, como um forte banqueiro e um poderoso industrial em diferentes áreas de trabalho.Eu já estava no grupo há mais de oito anos, e mesmo sendo o financeiro que foi o responsável por todas as ligações, e criações dos sistemas de controles bancários e de relatórios gerenciais, nunca estive presente em nenhuma decisão, com fundamento em assuntos familiares, e que envolveriam seis herdeiros, sendo quatro do sexo masculino, e dois do sexo feminino.Aí então vem a grande jogada de instinto de pai, cuidadoso e zeloso que ele era, e que num determinado dia me chamou para falar de assuntos familiares, e que circulariam dentro, de uma divisão por ele observada com critérios individuais estabelecidos por ele próprio, e que seriam de segredos respeitados por mim e por ele, que abrangeriam, valores que totalizavam três milhões de dólares, naquela época, uma fortuna expressada em nossa moeda que era o nosso famoso cruzeiro.E daí num determinado dia, ele me chama ao gabinete dele, onde somente eu tive acesso, e me disse, senhor sente- se aí, eu quero lhe fazer um pedido, que tem ficar somente entre nos dois, pela delicadeza da questão, e o senhor sabe muito bem que eu já comprei há algum tempo atrás, a ex sede da Embaixada Inglesa, aqui no Rio de Janeiro, lá na Urca, e que a finalidade dessa compra seria reunir em moradia comigo e a minha mulher, os meus seis filhos espalhados em diferentes residências, e como a ex-sede da antiga embaixada tem cinco andares, daria perfeitamente para abrigar toda a minha família, e assim as coisas seriam bem mais fáceis, para tudo que possa se apresentar no futuro, para mim e para os outros componentes os meus filhos, e que desta forma, agilizariam as coisas, pois tudo seria imediatamente por nós resolvido sem demoras. Mas acontece senhor, que eles mudaram o meu caminho, e não aceitaram a proposta, que lhes fiz de virem comigo morar e tenho agora que mudar todo esse processo que tinha iniciado..Mas vamos então ao que interessa, eu tenho uma relação em mãos, que vou passar para o senhor, mas de antemão, quero lhe afiançar, que nesta relação que envolvem, três milhões de dólares eu inclui os meus seis filhos, e vou lhe explicar o porque dessa nossa conversa agora.Primeiramente, o porque dessa forma de fazer a partilha e ainda alerto ao senhor, que os valores relacionados por mim, se prendem única e exclusivamente pelo mérito individual, que dei a cada um deles, e este segredo deverá ser mantido pelo senhor, custe o que custar, pois o senhor é um homem de minha confiança e não poderá falhar nesta empreitada, porque somente eu posso fazer o julgamento de valores pessoais dado a cada um deles, porque somente eu poderei julgar a cada um pela forma como se conduzem nos nossos negócios.Por isto os valores diferentes, que peço ao senhor que não estranhe e que seguirão em segredo. entre nós, entendeu?Pegue então a relação da partilha e vá ao banco designado, pois sou dele um acionista, e lá converse com o Diretor Regional, e diga a ele para nos fazer emissão de cheques administrativos do banco, visados e pagáveis em qualquer agência do mundo, onde eles estiverem sediados, para facilidade de meus filhos que alguns são andarilhos, com alguns até residentes no Suez! Não preciso lhe dizer, para pedir ao diretor do banco o mesmo segredo.Aí então, eu disse... Doutor, eu só peço ao senhor que aguarde o tempo necessário para o Banco resolver o assunto, mas tenho somente uma dúvida. Já que o senhor não quer assinar nenhum cheque, como vou retirar o dinheiro do Banco?Tenho que escolher de qual empresa sacar, e que tipo de lançamento bancário vou fazer em nossa escrita e no boletim de tesouraria.Respondeu-me que fizesse na empresa de gestão, e para dizer ao diretor do Banco para fazer um aviso total de débito correspondente aos valores de dólares sacados, desde que respeitasse os três milhões de dólares..Frisou que queria a solução até o final da semana e para que eu entregasse tudo em suas mãos, sem que ninguém visse, nem mesmo o seu staff europeu. Assegurou que futuramente acertaria os valores contábeis referentes a empresa debitada.Depois de tudo acertado, pedi licença e me retirei dizendo a ele que iria ao Banco na parte da tarde e lhe telefonaria para confirmar se tudo ficou certo, conforme o vosso pedido. .E assim fiz, fui para o Banco e lá na Diretoria do Banco por ele determinado, acertei todos os detalhes que nesta operação bancaria, necessitaria de cheques nominais, pagáveis em qualquer continente aonde o banco tivesse uma sede e que fossem visados pela agencia emitente.Quando a diretoria do Banco concluiu a operação, pedi licença para ligar para o meu patrão e confirmei a autorização para pegar os cheques no dia seguinte, deixando bem claro que os cheques só poderiam ser entregues a mim.No dia seguinte, lá fui eu para o Banco resgatar os cheques, quando pedi que me devolvessem uma cópia do demonstrativo que tinha sido feito pelo meu patrão.Retornei à Empresa e na sala de Xerox, tomei o cuidado de fazer as cópias que necessitava para minha segurança, pois eu faria um lançamento muito elevado correspondente a três milhões de dólares, que pelo sigilo do contrato, ficaria em conseqüência a descoberto e sem nenhum documento comprobatório.Copiei cada cheque emitido pelo Banco, nominativos aos filhos herdeiros. E assim, depois disso feito e tomando todos os cuidados, arquivei toda aquela documentação copiada da operação realizada, em minha última pasta do meu arquivo suspenso em minha própria mesa.Só eu tinha conhecimento daquela operação e dos meus cuidados com as cópias dos documentos, pois nem ao meu patrão contei nada, revelando-se assim, o meu instinto de defesa diante de uma operação valiosa e rara feita por mim em algum Banco. Senti-me completamente seguro para qualquer acontecimento futuro, pois os comprovantes necessários garantiriam a minha segurança num assunto que tinha sido montado pelo meu patrão que, como os jornais diziam, era uma “águia” em assuntos financeiros. Assim, fiquei em paz com a minha consciência.Ainda bem que tomei todas estas posições finalizando o meu processo de pura honestidade e que jamais levantaria dúvidas sobre a operação financeira realizada e até então inédita no meu campo de atuação.E vejam vocês, que naquela época, passado quase mais de um ano, fui convocado para ir a sala de reuniões da Diretoria.Em lá chegando percebi para surpresa minha, que era uma reunião de aprovação de Balanço do Grupo das doze empresas.Ali estava presente toda a Diretoria, menos o meu patrão que sempre estava em viagens para o exterior. Estavam também presentes o grupo de conselheiros dos acionistas, a maioria dos filhos e completando aquele quadro bem á minha frente, os dois diretores das empresas de auditoria, que eram na época responsáveis pela aprovação das contas das empresas do grupo há mais de cinco anos.O presidente em exercício, o seu filho de inteira confiança era quem dirigia os trabalhos e dirigindo-se a mim assim que adentrei à sala, informou-me de um problema muito sério, a existência de um furo de três milhões de dólares, na empresa de gestão de Capital do grupo.Com um certo ar de desconfiança perguntou-me o que eu tinha a dizer daquilo, já que era eu quem controlava todas as finanças do grupo.Naquele momento, Deus falou em meus ouvidos, lembrando-me daquelas cópias comprobatórias que fiz questão de guardar no fundo da gaveta, pois eu sabia que em algum momento teria que revelar aquela verdade.Com toda a minha indignação pela desconfiança ali revelada sobre mim, parti como um bandoleiro do oeste americano e saquei da minha arma da verdade.Olhei firme para o chefe e disse: -chegou o momento meu presidente, de revelar a verdade. Quem quis que isso acontecesse foi o nosso presidente honorário que infelizmente deve estar a essa hora dormindo em algum pais na Europa.E assim sendo neste momento eu não poderei usá-lo, peço a ele desculpas, mas estou indo para minha sala pegar toda a documentação das cópias de recibos e cheques que envolvem esse processo financeiro, volto em cinco minutos!-E assim fiz, aquilo que seria um segredo eterno de família, diante do acontecido, fez com que eu munido de um envelope, trouxesse a tona a partilha para os filhos, que só puderam saber através de mim, infelizmente, acusado de um grande trambique financeiro.