Desenhos de Jorge Queiroz da Silva
domingo, 30 de maio de 2010
O prólogo de ser homem
terça-feira, 25 de maio de 2010
O nosso código de barras
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Chover no molhado
quarta-feira, 19 de maio de 2010
A partilha
Era eu, um gerente de área financeira de uma holding multinacional.O grupo era de origem européia e o meu patrão era por demais conhecido no mercado internacional, como um forte banqueiro e um poderoso industrial em diferentes áreas de trabalho.Eu já estava no grupo há mais de oito anos, e mesmo sendo o financeiro que foi o responsável por todas as ligações, e criações dos sistemas de controles bancários e de relatórios gerenciais, nunca estive presente em nenhuma decisão, com fundamento em assuntos familiares, e que envolveriam seis herdeiros, sendo quatro do sexo masculino, e dois do sexo feminino.Aí então vem a grande jogada de instinto de pai, cuidadoso e zeloso que ele era, e que num determinado dia me chamou para falar de assuntos familiares, e que circulariam dentro, de uma divisão por ele observada com critérios individuais estabelecidos por ele próprio, e que seriam de segredos respeitados por mim e por ele, que abrangeriam, valores que totalizavam três milhões de dólares, naquela época, uma fortuna expressada em nossa moeda que era o nosso famoso cruzeiro.E daí num determinado dia, ele me chama ao gabinete dele, onde somente eu tive acesso, e me disse, senhor sente- se aí, eu quero lhe fazer um pedido, que tem ficar somente entre nos dois, pela delicadeza da questão, e o senhor sabe muito bem que eu já comprei há algum tempo atrás, a ex sede da Embaixada Inglesa, aqui no Rio de Janeiro, lá na Urca, e que a finalidade dessa compra seria reunir em moradia comigo e a minha mulher, os meus seis filhos espalhados em diferentes residências, e como a ex-sede da antiga embaixada tem cinco andares, daria perfeitamente para abrigar toda a minha família, e assim as coisas seriam bem mais fáceis, para tudo que possa se apresentar no futuro, para mim e para os outros componentes os meus filhos, e que desta forma, agilizariam as coisas, pois tudo seria imediatamente por nós resolvido sem demoras. Mas acontece senhor, que eles mudaram o meu caminho, e não aceitaram a proposta, que lhes fiz de virem comigo morar e tenho agora que mudar todo esse processo que tinha iniciado..Mas vamos então ao que interessa, eu tenho uma relação em mãos, que vou passar para o senhor, mas de antemão, quero lhe afiançar, que nesta relação que envolvem, três milhões de dólares eu inclui os meus seis filhos, e vou lhe explicar o porque dessa nossa conversa agora.Primeiramente, o porque dessa forma de fazer a partilha e ainda alerto ao senhor, que os valores relacionados por mim, se prendem única e exclusivamente pelo mérito individual, que dei a cada um deles, e este segredo deverá ser mantido pelo senhor, custe o que custar, pois o senhor é um homem de minha confiança e não poderá falhar nesta empreitada, porque somente eu posso fazer o julgamento de valores pessoais dado a cada um deles, porque somente eu poderei julgar a cada um pela forma como se conduzem nos nossos negócios.Por isto os valores diferentes, que peço ao senhor que não estranhe e que seguirão em segredo. entre nós, entendeu?Pegue então a relação da partilha e vá ao banco designado, pois sou dele um acionista, e lá converse com o Diretor Regional, e diga a ele para nos fazer emissão de cheques administrativos do banco, visados e pagáveis em qualquer agência do mundo, onde eles estiverem sediados, para facilidade de meus filhos que alguns são andarilhos, com alguns até residentes no Suez! Não preciso lhe dizer, para pedir ao diretor do banco o mesmo segredo.Aí então, eu disse... Doutor, eu só peço ao senhor que aguarde o tempo necessário para o Banco resolver o assunto, mas tenho somente uma dúvida. Já que o senhor não quer assinar nenhum cheque, como vou retirar o dinheiro do Banco?Tenho que escolher de qual empresa sacar, e que tipo de lançamento bancário vou fazer em nossa escrita e no boletim de tesouraria.Respondeu-me que fizesse na empresa de gestão, e para dizer ao diretor do Banco para fazer um aviso total de débito correspondente aos valores de dólares sacados, desde que respeitasse os três milhões de dólares..Frisou que queria a solução até o final da semana e para que eu entregasse tudo em suas mãos, sem que ninguém visse, nem mesmo o seu staff europeu. Assegurou que futuramente acertaria os valores contábeis referentes a empresa debitada.Depois de tudo acertado, pedi licença e me retirei dizendo a ele que iria ao Banco na parte da tarde e lhe telefonaria para confirmar se tudo ficou certo, conforme o vosso pedido. .E assim fiz, fui para o Banco e lá na Diretoria do Banco por ele determinado, acertei todos os detalhes que nesta operação bancaria, necessitaria de cheques nominais, pagáveis em qualquer continente aonde o banco tivesse uma sede e que fossem visados pela agencia emitente.Quando a diretoria do Banco concluiu a operação, pedi licença para ligar para o meu patrão e confirmei a autorização para pegar os cheques no dia seguinte, deixando bem claro que os cheques só poderiam ser entregues a mim.No dia seguinte, lá fui eu para o Banco resgatar os cheques, quando pedi que me devolvessem uma cópia do demonstrativo que tinha sido feito pelo meu patrão.Retornei à Empresa e na sala de Xerox, tomei o cuidado de fazer as cópias que necessitava para minha segurança, pois eu faria um lançamento muito elevado correspondente a três milhões de dólares, que pelo sigilo do contrato, ficaria em conseqüência a descoberto e sem nenhum documento comprobatório.Copiei cada cheque emitido pelo Banco, nominativos aos filhos herdeiros. E assim, depois disso feito e tomando todos os cuidados, arquivei toda aquela documentação copiada da operação realizada, em minha última pasta do meu arquivo suspenso em minha própria mesa.Só eu tinha conhecimento daquela operação e dos meus cuidados com as cópias dos documentos, pois nem ao meu patrão contei nada, revelando-se assim, o meu instinto de defesa diante de uma operação valiosa e rara feita por mim em algum Banco. Senti-me completamente seguro para qualquer acontecimento futuro, pois os comprovantes necessários garantiriam a minha segurança num assunto que tinha sido montado pelo meu patrão que, como os jornais diziam, era uma “águia” em assuntos financeiros. Assim, fiquei em paz com a minha consciência.Ainda bem que tomei todas estas posições finalizando o meu processo de pura honestidade e que jamais levantaria dúvidas sobre a operação financeira realizada e até então inédita no meu campo de atuação.E vejam vocês, que naquela época, passado quase mais de um ano, fui convocado para ir a sala de reuniões da Diretoria.Em lá chegando percebi para surpresa minha, que era uma reunião de aprovação de Balanço do Grupo das doze empresas.Ali estava presente toda a Diretoria, menos o meu patrão que sempre estava em viagens para o exterior. Estavam também presentes o grupo de conselheiros dos acionistas, a maioria dos filhos e completando aquele quadro bem á minha frente, os dois diretores das empresas de auditoria, que eram na época responsáveis pela aprovação das contas das empresas do grupo há mais de cinco anos.O presidente em exercício, o seu filho de inteira confiança era quem dirigia os trabalhos e dirigindo-se a mim assim que adentrei à sala, informou-me de um problema muito sério, a existência de um furo de três milhões de dólares, na empresa de gestão de Capital do grupo.Com um certo ar de desconfiança perguntou-me o que eu tinha a dizer daquilo, já que era eu quem controlava todas as finanças do grupo.Naquele momento, Deus falou em meus ouvidos, lembrando-me daquelas cópias comprobatórias que fiz questão de guardar no fundo da gaveta, pois eu sabia que em algum momento teria que revelar aquela verdade.Com toda a minha indignação pela desconfiança ali revelada sobre mim, parti como um bandoleiro do oeste americano e saquei da minha arma da verdade.Olhei firme para o chefe e disse: -chegou o momento meu presidente, de revelar a verdade. Quem quis que isso acontecesse foi o nosso presidente honorário que infelizmente deve estar a essa hora dormindo em algum pais na Europa.E assim sendo neste momento eu não poderei usá-lo, peço a ele desculpas, mas estou indo para minha sala pegar toda a documentação das cópias de recibos e cheques que envolvem esse processo financeiro, volto em cinco minutos!-E assim fiz, aquilo que seria um segredo eterno de família, diante do acontecido, fez com que eu munido de um envelope, trouxesse a tona a partilha para os filhos, que só puderam saber através de mim, infelizmente, acusado de um grande trambique financeiro.
terça-feira, 18 de maio de 2010
As viúvas investidoras
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O grande perigo, o emprego descartável!
Lamento sentir meu filho desempregado e com toda a vontade de criar. Desgosta-me ver a sede de nossos jovens à procura de uma formação, uma especialização e a falta constante das soluções prioritárias que mostrem um caminho para a segurança de um país, que tem tudo para ser a maior nação do mundo.
Tudo isto, me faz pensar que a violência é fruto desse desemprego.
Os envolvimentos com o crime arrastam com facilidade os nossos jovens, quando não os conduzem ao vício e ao tráfico de drogas.
Há algum tempo atrás eu imaginava que a violência iria alcançar todas as camadas sociais, e atualmente, ela já atingiu a todas elas, tornando cada vez mais impossível a tão desejada solução.
Vou aqui relembrar um episódio acontecido comigo na década de 1970, que se por acaso voltasse a acontecer, me traria muitos problemas em relação a seu desenvolvimento, se lembrarmos que naquela época o desemprego não alcançava os níveis de hoje.
Estava eu, trabalhando na construção civil, era o administrativo e financeiro, responsável pelo fluxo de caixa e programações de pagamentos.
Num determinado dia, após realizar a quitação de um débito de compra de madeiras, fui consultado pelo funcionário que fazia o recebimento, se eu não aceitaria trabalhar para eles, e eu respondi, que motivos eu teria para abandonar um trabalho que me apoiou, numa seleção entre vinte candidatos, me tirou de um desemprego e dava todas as condições de sustento a mim e a minha família?
Mesmo assim, nada do que eu disse fez o sujeito desistir, e insistindo muito, perguntou-me quanto ganhava. Respondi e ele contra atacou,dizendo que tinha uma excelente proposta para mim. - Vamos pagar muito mais e tê-lo conosco. Não custa nada pensar nisso e comparecer para uma reunião no nosso escritório central.
Esse oferecimento me fez coçar a cabeça, me aguçou a curiosidade, e mais ainda quando ele completou que sabia que eu trabalhava de Segunda à Sexta-feira, e ia aguardar a minha presença no Sábado seguinte, pois iam promover uma reunião com toda a diretoria da empresa, para decidir o meu ingresso.
Pensei duas vezes e disse que ia até lá para analisarmos juntos a situação. Perguntei sobre o horário e ficou marcado às 09.00 horas da manhã.
Finalmente naquele sábado que seria uma encruzilhada na minha vida, para lá segui, e ficando surpreso com a forma como o sujeito me apresentou ao grupo: - eis aí o homem que vai resolver todos os nossos problemas administrativos e nos fazer seguros financeiramente. Depois das apresentações de praxe, eles pediram para seguir de carro até a tal fabrica.
Perguntando onde estava situada eles pediram que eu aguardasse para ver. Já então, espantado, pude visualizar, o tipo físico de cada diretor da empresa.
Eram ao todo, quatro verdadeiros alemães, de altura média de l,85 metros. Todos com olhos claros e queimados pelo sol.
Saímos do prédio, e por ser um Sábado, na porta do edifício, estava o carro que nos transportaria até a tal fábrica, um carro preto com vidros fumê, um modelo ideal para os mafiosos.
Entramos então no carro e eu fui colocado no banco traseiro, entre dois dos diretores, ficando na frente, os dois outros.
Minha cabeça começou a trabalhar, minha mente aquecia e a minha vontade era saber para onde eu estaria sendo levado.
Após o carro arrancar, tentei iniciar um processo de observação para saber exatamente, para onde eles me levavam, mas todo esse meu esforço, foi em vão.
Os camaradas não me davam nenhuma trégua, e eu recebia um verdadeiro bombardeio de perguntas, em relação ao meu conhecimento administrativo e sobre todas as minhas experiências profissionais, o que dificultava a minha visão do trajeto.
Assim sendo, tive que me contentar em observar somente as principais vias, por onde transitávamos.
E a minha cabeça trabalhava, e eu pensava, aqui ainda é a Av. Brasil, agora já pegamos a Presidente Dutra,e em que quilômetro estamos?
Eu me perguntava e o tempo passava, já estamos com mais de duas horas de viagem, para onde estou indo?
Após mais trinta minutos de angustiante viagem, finalmente o carro entrou num dos entroncamentos da Via Dutra, numa daquelas estradas de barro, cheias de costelas, e um horizonte verde de mata fechada se abriu à minha frente.
Descendo morro e subindo morro, a cada minuto, o nervosismo aumentava, e eu já transpirava por todos os meus poros.
Quando afinal ao subir um destes morros, vislumbrei uma enorme fábrica com serrarias enormes, caminhões circulando a sua volta, e um número enorme de obreiros com alguns capatazes. O carro encostou no pátio e logo à frente da casa da fazenda, estava a sede da administração daquele complexo industrial clandestino.
Por certo, uma empresa fora de todos os conceitos da lei, que não deveria fazer parte dos registros de qualquer junta comercial que se preze.
Aí então, comecei a entender o porque do oferecimento de um salário tão elevado, eu por certo seria um escolhido testa de ferro, para um grupo de empresários fraudulentos e imediatamente, eles começaram a colocar para mim, você vai passar a ser um dos nossos, aquela casa da fazenda vai ser colocada no seu nome e o incluiremos em nosso contrato social, onde anotaremos todos os seus direitos trabalhistas.
Em dado momento, perguntaram quando eu iria trabalhar com eles. Respirei fundo e pensei com os meus botões, que tinha que iludi-los mantendo de pé a intenção de que aceitaria a proposta.
Pedi um prazo de sete ou dez dias, para regularizar a saída da empresa e eles concordaram. Com a promessa de não deixar de procurá-los após aquele período, retornamos ao Rio de Janeiro.
Entrei então num longo processo de crise mental e fingindo-me de morto, nunca mais os vi, e jamais fiz qualquer contato com os tais empresários, contrabandistas em potencial, e eles também, jamais me contataram, graças a Deus!
domingo, 16 de maio de 2010
Lembrando de um gênio
Mas porque eu falar de “Vianinha”, simplesmente porque estou escrevendo memórias e nunca saiu das minhas lembranças a história desse meu contemporâneo, apesar de um pouquinho mais jovem do que eu.
Estive ligado a sua vida por seis meses, exatamente no momento em que o desejo de autor despertava nele, forte, no grande objetivo de colocar em telas de cinema, na televisão ainda embrionária e até em nosso teatro já em estágio bem superior por todas as suas características, a sua preciosa criatividade.
Não falarei aqui das obras desse maravilhoso autor, mas insisto que pesquisem na Internet, nas livrarias, e com certeza irão encontrar tudo o que, em tão curto espaço de tempo, pode esse jovem realizar. Uma pena que tenha morrido tão cedo.
Mas eu só quero deixar gravado aqui nesse meu depoimento, que eu vi aquele estopim ser aceso, para a explosão dessa bomba literária brasileira.
Nos aproximávamos do final da década de 50, eu era um chefe de planejamento numa industria farmacêutica e dirigia um departamento que reunia, custo e análise, fabricação e produtividade, planejamento de compras e inventários.
Tinha a meu encargo, a direção de dez funcionários especializados em cada uma das diferentes áreas administrativas. Num determinado dia fui chamado ao gabinete do meu diretor industrial, que queria me apresentar a esse famoso escritor - Oduvaldo Vianna - que ali presente já estava na companhia do meu chefe e diretor. Por serem amigos e vizinhos do bairro do Leblon, discutiam o destino de carreira profissional do seu filho, ou seja o VIANINHA - o Oduvaldo Vianna Filho. Meu chefe então me apresentando ao tal senhor, disse-me que ali ele estava em busca de mudar a vida do seu filho, o VIANINHA, que apesar de estar também fomentando uma carreira de escritor e se arriscando na mesma profissão do pai, o amigo ali estava para fazer um pedido para colocação do Vianinha na empresa, debaixo dos seus olhos.
Por aquela razão estava me convocando para alocá-lo no meu departamento de análise de custos e de acompanhamento dos inventários mensais que realizávamos.
Tinha o pai o intuito de com aquele ato, tirar o filho das ruas e dar a ele uma responsabilidade de ganho de vida e de novos conhecimentos que lhe seriam úteis.
Meu chefe e diretor só me pediu que a qualquer problema com o rapaz, falasse diretamente com ele, pois fazia questão de acompanhar aquele caso pessoalmente, haja vista que o pai dele era um grande amigo.
Diante de minha concordância, na segunda-feira seguinte o rapaz já estava lá me aguardando para iniciar seu aprendizado na Empresa. Apresentei-o ao restante do grupo de trabalho, tomando o cuidado de não dizer de quem era filho, nem o que ele fazia na vida.
Comecei a explicar qual seria o trabalho dele, e frisei que ele não tivesse nenhuma vergonha em me perguntar alguma coisa, pois eu estaria sempre disposto a ajudá-lo.
De pronto, ele me colocou qual seria a sua posição naquele emprego que o pai lhe teria arranjado. Firmou que não ia me dar esperanças nenhuma e que ali não ia ficar de jeito algum. Dizia que não me causaria problemas e pedia que eu tivesse paciência com ele naquela guerra com o pai, esclarecendo que concordou em fazer uma experiência de seis meses, mas já sentia que não ia dar certo, pois tinha uma outra cabeça, complementando que parecia que o pai tinha inveja que ele fizesse mais sucesso. Deixou claro que eu não contasse com ele no quadro de trabalho, pois já tinha seu futuro definido, pois ambicionava uma associação com o Glauber Rocha.
Baseado em tanta determinação, só fiz esperar os seis meses passarem e informar ao meu diretor a comunicação final da discordância do rapaz em receber uma nova carreira de vida.
Posteriormente o meu diretor soube convencer ao pai do rapaz que não insistisse em tirá-lo de sua carreira tão sonhada e, com satisfação, anos depois, pudemos vê-lo em cartaz com grande sucesso. Pena que seu futuro já estivesse marcado com a morte prematura.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
A caserna ou a caverna ?
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Seria o útero materno uma nave espacial ?
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Um perdão financeiro, que não faz parte de uma dívida moral brasileira !
P A S M E M!Será verdade ?