Hoje vou falar da minha tia “DUDU”. Ela era especialista em fabricar famosas receitas de doces, como Campista que era. Gabava-se constantemente das grandes compotas que preparava à base de goiaba, mamão verde, laranja da terra,além de deliciosos melados . Seu verdadeiro nome era Geraldina e por gratidão e admiração à minha mãe, de quem gostava muito, veio residir no Rio de Janeiro, em nossa casa. Na época em que conosco conviveu, transferiu para mim, todo o carinho que pudesse dedicar a nossa família, sendo categórica em declarar que veio para nossa casa para ajudar minha mãe, viúva que era, a me criar. Tomou para si todos os cuidados com a minha instrução e minha alimentação. Uma coisa muito importante, da qual nunca esqueci, era o grande cuidado que ela tinha comigo,quando preparava minhas refeições. Lembro-me sempre do tamanho dos pedaços de carne, preparados em bife, que ela com todo o carinho, partia em tamanhos diminutos, para que eu não engasgasse ao comer, pois, naquele tempo, eu sofria de uma forte amigdalite e por recomendação do Dr. Faria Lemos, meu médico, eu não deveria operar. Mas o fato curioso daquela nossa relação, tia/sobrinho, foi com respeito ao seu mal dormir. Ela dormia e de repente gritava muito, normalmente pedia socorro durante os seus pesadelos, e eu sempre acordava com seus gritos, tendo dificuldades de conciliar o sono novamente. Era comum eu perguntar a minha mãe, no dia seguinte, porque ela gritava tanto, ao que minha mãe respondia dizendo que era viúva de três maridos e que coincidentemente os três cometeram suicídio. Minha mãe atribuía os gritos a essas passagens pesarosas. Contava que o último deles, tocou fogo no seu próprio corpo. Com todos esses dramas, era justificado ter pesadelos. Essa minha tia Dudu também era pessoa extremamente cuidadosa com a saúde - não comia carne de porco, nem camarão. Era muito vaidosa e para estender roupas no varal, tinha o costume de subir num banco, para não elevar muito os braços e distender a musculatura. Usava cremes nas mãos e no rosto, andava muito bem vestida. Sempre que ia receber a pensão do falecido, que era militar, trajava-se muito bem e usava ainda, salto de sapato de sete e meio centímetros. Já adolescente, fiquei muito mais assustado, ao saber que ela mantinha um romance com um rapaz que não tinha nem trinta anos, mais novo uns cinqüenta anos do que ela. Sua verdadeira idade foi de fato descoberta no dia em que ela faleceu, quando tivemos que procurar os documentos para a certidão de óbito. Lembro-me que eu e minha mãe, nos olhamos e nos surpreendemos, verificando que aquela senhora, que não tinha nem rugas de expressão, já tinha completado os seus 83 anos de vida. Com essa tia sem laços de sangue, valeu a pena conviver, pelas delícias que preparava, pelo carinho que dedicava às pessoas e pela vitalidade e alegria que coroou parte da minha infância.
Desenhos de Jorge Queiroz da Silva
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
A dinastia das tias
Eu confesso que a vida segue dinastias, mas a principal delas, é por certo, a que se relaciona com as “Tias”. Aqui com meus botões, eu fico admirado de nem sempre ter prestado atenção a um detalhe, como esse, tão predominante em minha vida.Até bem pouco tempo atrás, eu não conseguia fazer qualquer afirmação a respeito desse assunto, talvez pelo fato de não ter sido contemplado com uma tia, pois os irmãos de minha mãe eram todos homens, e por conseguinte, só me forneceram “tias postiças”, ou seja, como se diz no contrabando, “tias do Paraguai”.Ainda pelo motivo de residir no Rio de Janeiro, eu não pude conhecer a família oriunda de meu pai, que me contemplou com seis maravilhosas “tias”. Como nunca viajei para o Recife, não cheguei a conhecer nenhuma delas, visto que meu pai faleceu prematuramente, aqui no Rio de Janeiro..Assim sendo, só me resta lembrar a relação carinhosa que mantive ao longo da minha vida, com as tias de minha mãe e com as tias “do Paraguai”.Acrescento aqui também as famosas tias de aluguel, que pela minha observação, são aquelas que andam buscando crianças bonitas e engraçadinhas, que as chamem de “tias” para a perfeita satisfação do seu ego.Já falei aqui neste espaço de algumas tias e hoje, enfatizo que elas são as principais peças de equilíbrio numa família, servindo de exemplos variados de afeição.Vejam vocês, eu passei por todas essas existências de “tias”, na minha infância e juventude, e nunca admitiria o peso de uma tia numa sociedade, mas só agora, com o passar do tempo, após ter me ramificado em várias famílias, eu vejo que todas as tias são atuantes e politicamente situadas.Socialmente uma grande nação não se constrói sem “tias”, haja vista, que há bem pouco tempo atrás, as professoras passaram a ser chamadas assim, pelos seus alunos.Mas quero aqui deixar bem claro, que eu acredito firmemente na “ dinastias das tias” , mas, para que o mundo fique mais calmo e mais tranqüilo, peço que todas aquelas que pertençam realmente a essa dinastia, não sufoquem os outros membros da sociedade, como mães, pais, tios, avós, cunhados.Que façam o seu trabalho social, mas sem exageros que comprometam a personalidade dos seus valorosos e competentes sobrinhos, que na realidade serão o futuro da nação.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Mercado financeiro, sempre uma grande dúvida para o povo.
Cuidou com muita segurança da distribuição de gasolina durante a Segunda Grande Guerra Mundial, sem pensar que ali se instalava naquela época, o famigerado “mercado negro”, uma vez que o País teria que encarar um racionamento bem longo, já vindo desde a década de trinta, quando teve início a tal Guerra. Era nessa nossa forma de governo que se implantava a primeira ditadura, que desde os anos trinta, imperava.
O nosso povo era beneficiado pois servia de capa protetora ao nosso governante máximo, e não existia uma casa de pobre, que não tivesse um retrato do velho pendurado na sala principal da casa.
Vejo que hoje em dia temos alguns políticos que pensam nisso também - em ter o seu retrato na sala de cada brasileiro - e lembro que os antigos coronéis da época diziam que aquilo ainda perduraria por anos e anos, visto que aqueles retratos por certo eram distribuídos pelo partido dos trabalhadores, o “PTB’’.
Mas para compensar este “cabo-eleitoreiro” , os “trabalhadores do Brasil” tiveram naquela década, a C LT promulgada, ganharam a redução de horas de trabalho, tiveram o direito a semana inglesa aos sábados, tiveram os direitos indenizatórios conferidos e a lei da estabilidade assinada, que dava ao trabalhador com mais de dez anos de serviço, a indenização em dobro .
Com tudo isso, o nosso presidente viraria um Deus.
Mas eu tenho certeza que hoje o Brasil já o país do futuro, sendo aquele que já tem as suas reservas em ferro e aço, e se falamos de madeira para uso, temos um tema de proteção na mão, temos os replantios obrigatórios.
Falando em diversificação, já temos substituto para o petróleo do qual somos exportadores, e atuamos nos diferentes campos da energia verde do nosso bio combustível , assim como também, a nossa produção de cana seja ela a de etanol ou a de açúcar, a nossa soja, o nosso boi no pasto, pois somos possuidores dos maiores espaços e dos maiores rebanhos do mundo, isso tudo, sem falarmos das carnes especiais de boi de confinamento, do nosso feijão, do trigo e da soja e do arroz.
Já estamos incluídos também nas reservas de emissão de carbonos controladas, e ainda existe de todas as maneiras para constituir um fundo imponente junto a outras nações, chamadas de emergentes e que também lutam pela segurança do planeta.
Eu sei bem que o brasileiro hoje não é mais aquele caçador de cobra no meio do asfalto, nem tampouco a nossa capital da república é chamada de BUENOS AIRES.
Nem mesmo os estrangeiros que aqui chegam em viagem de turismo, lembram que ouviam dizer para que tivessem o devido cuidado ao desembarcarem no Píer da nossa Praça Mauá, pois teriam que jogar fora os bonés, porque se o vento os levasse e eles tivessem que pegá-los do chão, corriam o grande risco de serem assaltados.
Mas falei de tanta produtividade, de tanta riqueza e ainda tenho muito mais para incluir nesse nobre papo, mas não desconsidero o estremecimento financeiro que veio do mundo até então superior, que através de guerras urgentes e perigosas aumentou a sua despesa e controle.
A falência no mundo imobiliário, trouxe um grande risco, o seguro na América foi usado sem limites, e essa supervalorização, traz insegurança, pois quando se pensa somente em segurar alguma coisa, o campo hipotecário é olhado com excesso de zelo e confundem e misturam-se as seguranças.
Eu já disse uma vez que o Brasil errou quando acabou com a nossa letra do mercado imobiliário, quando pela instalação do BNH, hoje já falido e desativado.
Mas o nosso Pais, escrevi com maiúscula, pois assim já merecemos ser tratados, e na segurança dos nossos dois tão importantes Ministros, MANTEGA E MEIRELLES, que mais parecem marcas de produtos.
Será que temos que parabenizar ao presidente LULA, por esta acertada escolha? Pedindo e lembrando ao Presidente, que não mexa, e não deixem mexer no time que está ganhando hoje e de GOLEADA!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Um "p" de provisória ou de permanente?
O “p” de provisória ou “p” de permanente apenas se refere a duas palavras que estão totalmente fora de uma contribuição financeira, que já tivemos, e da qual nos livramos em 2007.
Resolvi voltar ao assunto porque agora, alguns dos nossos congressistas vão tentar ressuscitá-la, apesar da pressão dos meios de comunicação, especialmente da brilhante rádio CBN..
Não é possível que tenhamos novamente que aceitar esse embuste em nossas despesas financeiras, e ainda mais sendo ela a única taxação , onde seu fundamento é diretamente de responsabilidade do nosso Governo Federal, uma vez que, o titulo desse tributo, como já é sabido, prende-se única e exclusivamente ao destino do custeio da nossa complicada área de saúde.
E o nosso povo já está mais do que avisado e não desconhece que esse tipo de tributação já faz parte dos 27,5 % do nosso imposto do “Leão,” que a cada inicio de ano, por ocasião da declaração anual nos morde sem piedade parte da nossa renda. Fora qualquer outro argumento, não existe nenhuma nação no mundo democrático, que faça uma duplicação nos encargos de seu povo. O que necessitamos é de um gerenciamento com correção das despesas do nosso Governo, pois só assim teremos a certeza de que não seremos mais incluídos nos infortúnios dos impostos do lesa a Pátria!
Basta de CPMF, que parece ser provisória e de repente, querem transformá-la em permanente!
Mas eu quero aqui deixar uma idéia, para resolvermos logo o problema da saúde no nosso Brasil. Quando eu, dirigia uma industria química e farmacêutica, que produzia 228 tipos de produtos diferentes, eu era o chefe do departamento de planejamento e controle da produção e fabricávamos produtos nas linhas médicas e farmacêuticas e ainda na linha de produtos de higiene pessoal, como creme dental, talcos, sabonetes, cremes nutritivos, colírios, colônias, loções, tônicos, fortificantes, cremes de barbear, loções para após barba, etc...
Naquela ocasião, eu chefiava os operários da linha de produção e ali existiam quase quinhentos funcionários, que prestavam diferentes serviços, em diversos departamentos como o de pesagens, fabricações, filtragens, maturações, lavagens, envasamento, embalagens, encaixotamento.
Aquilo tudo me preocupava muito, por saber que ali existiam, tarefas e responsabilidades de valores bem diferentes. E que por certo, tínhamos que orientar aquelas pessoas de maneira que sentissem que trabalhavam numa linha de produção onde a falha humana não poderia passar por perto, pois eram áreas de remédios, que exigem grande responsabilidade e cuidados.
Naquela época os serviços de fiscalização de medicina, não deixavam por menos e o normal era recebermos sua visita de dois em dois meses.
Com o intuito apenas de valorizar os trabalhos da equipe, eu cai na asneira, de tentar melhorar os salários, trazendo mais motivação ao quadro de operários que ali trabalhavam comigo.
Já havia feito um levantamento na área recursos humanos e tinha descoberto uma injustiça muito grande em relação aos ganhos individuais de cada um deles. Sendo assim, criei índices para reajustes salariais que atingiriam a todos indefinidamente.
O critério de que me utilizei para chegar aos índices, foi a análise dos preços unitários de venda de cada produto, e em contrapartida, os valores que apurei de custo unitário de produção.
E até hoje tenho o relatório em que me apoiei para presentear ao grupo de trabalho, com a palavra justiça!
E preparei este relatório fazendo menção de função por função , criei uma tabela de pontos para cada departamento e operação e cheguei a conclusão de que ali existiam funcionários que já trabalhavam há mais de vinte anos e que recebiam o mesmo salário mínimo como se tivessem entrado na empresa naquele ano.
E naquela pontuação analítica, eu fui sempre muito sincero a toda prova, e para função de mais responsabilidade, a valorização, teria um fundamento correto em posições de chefias.
Digo aqui e repito, fui muito responsável, com todo o grupo de trabalho que representavam quase quinhentas famílias.
Ainda fui honesto com eles, avisando do que eu preparava, e afirmando que se a Diretoria não me respondesse afirmativamente, eu deixaria a Empresa para a qual já trabalhava há quatorze anos, numa época em que ainda não existia o FGTS, que só viria a ser implantado no ano seguinte ao que estávamos, pois era o ano de 1966!
Existiam operários que me olhavam com um sorriso de orelha a orelha e me perguntavam se eu já tinha tido notícias da proposta de aumento salarial, ao que eu, com tristeza respondia que não.
E eu achava que estava demorando muito a obter a resposta do meu Diretor Industrial, embora estivesse sempre cobrando uma solução.
Um dia, seis meses depois, pressionei a Diretoria e fui então informado que eles iam dar os aumentos de salários de acordo com os meus cálculos, pois no meu relatório eu afirmava, que se eles deixassem de ganhar um centavo em cada unidade vendida no Brasil, sem falar no Exterior, eles teriam aquela condição de corrigir os salários sem problemas financeiros, como provava o meu relatório.
Eles deram o aumento, mas eu, perdi um emprego e uma indenização de vinte e oito anos de anos de serviço, pois naqueles tempos quando se atingia mais de dez anos de serviço, a indenização era paga em dobro. E perdi tudo, porque pedi as contas, devido a grande pressão que comecei a sofrer por parte da Diretoria que temia novas idéias daquela ordem, de minha parte. Recebi somente os dias trabalhados naquele mês tão lembrado de novembro de 1966.
E é por ainda hoje fazer fé naquele meu relatório que modificou a vida de quase quinhentos brasileiros é que eu afirmo, que ele serve para acalmar a sede da tributação do CPMF que, se dirigida a quem de direito, ajudará com certeza a salvar a saúde de quase duzentos milhões de brasileiros.
Basta direcioná-la aos planos de saúde e a todas as farmácias do nosso imenso Brasil.
Falo nos planos de saúde, porque eles recebem e nem sempre usam o dinheiro, pois depois de aposentado e pagando há mais de dez anos um dos melhores planos de saúde, tive o desprazer de necessitar de uma operação que não podia pagar, e ouvir da Seguradora QUE A MINHA DOENÇA ERA PRE EXISTENTE.
Como se pré- existência, pode se dizer de quem paga um contrato há mais de dez anos.
Por isso acredito que devamos incluí-los nesse esquema.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
A perfeição
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Um curso de Telemarketing que fiz sem precisar
Sempre estive como profissional ligado a área industrial e administrando diariamente o fato de fabricar alguma coisa, fosse remédios, madeiras, casas, mobiliário, jornais, cimento, enfim, um universo de coisas.
Ali eu iria cuidar pela primeira vez de uma área de vendas, eu seria um vendedor. Um cargo que traria a minha experiência voltada para um aprendizado nunca antes experimentado.
Já estava aposentado e fui fazer parte de uma equipe de vendas de homens todos naquela mesma condição e que ali estavam já há algum tempo.
Eram chamados de vendedores “cinco estrelas” e ali se diziam estar, para dar banho em vendas, como se diz na gíria comercial.
E eu chegava como um novato naquela equipe, tão respeitada na empresa..
Sem me assustar e com aquela emblemática ali presente, disse pensando comigo mesmo, eu nunca vendi em minha vida, como vou poder enfrentar vinte e três vendedores “cinco estrelas”, como dizem os diretores da empresa comercial?
Veio daí uma nova verdade para a minha vida.
Pensei que não podia fazer nenhuma vergonha, pois todo trabalho para ser bem executado, necessita de ser e estar bem administrado, e isto fazia parte de toda a minha vida profissional: uma boa administração, logo, não poderia temer coisa nenhuma. . .
Fui então chamado pelo diretor comercial, que me fez a entrega de todo o material de trabalho - uma pasta que continha relatórios de visitas e de faturamento mensal, e normas do funcionamento de todo o fluxograma de vendas - Desejou-me muito boa sorte e então fui eu para o novo trabalho...
Pedi a chefia, e a supervisão um tempo para me preparar para o estudo da área.
Para o relato de visitas, necessitaria de um tempo, pois era época de vendas de final de ano.
No meu pensamento eu insistia e argumentava de que não valeria eu ir para a rua despreparado, pois achava conveniente estudar os produtos que tinha para vender e estipular para quem gostaria de vender.
Teria primeiro que executar a mais importante tarefa de vendas, que é simplesmente eu saber me vender.
Achei então aquilo que seria o meu primeiro passo antes de pensar no produto que queria vender.
Sem fazer isso, mais demorado seria ter em mãos o meu primeiro pedido de vendas .
E iniciei assim então o meu estudo da minha área de vendas indicada pela direção comercial.
Nesse estudo pude verificar que eu não poderia vender em áreas de governo, devido as metas crescentes, pois deveria ser um vendedor apenas da área privada.
Não podendo vender em áreas públicas, afirmei que venda era persistência, e que apesar da área privada não se agigantar, eu faria todo o possível para trazer os melhores pedidos, de uma área considerada mais modesta, mas que nem por isso me assustaria na carreira de vendas..
E uma luz se acendeu, e tive uma grande idéia, vou criar um relógio de visitas, vai ser uma novidade pra mim em vendas.
Aquilo não existia e depois eu poderia programar minhas visitas na minha agenda até o final do próximo ano, o que seria um novo passo naquele campo de trabalho comercial.
Conclui que iria trabalhar com denodo e orientação e por certo seria um vencedor, numa modesta área sem grandes pretensões..
Diante das pressões da Diretoria, acertei que após um prazo de trinta dias eu estaria na rua já iniciando as minhas vendas, e este prazo me foi necessário para criar atualizações por seis meses, em minha agenda de desempenho de trabalhos.
E logo após iniciou-se a busca do meu primeiro pedido, e então tudo começaria a acontecer, e conseguiria responder a chefia direta de vendas, com as entregas de vendas, por mim sistematicamente programadas, que garantiram que a concorrência estivesse totalmente batida ao sabor das vendas que ficaram ligadas as programações encima de calendários estipulados e com preços ajustados, pois os tempos eram de inflação alta, onde ganhava a empresa e ganhava o cliente.
Então um pouco mais a frente eu pude também criar um quadro analítico que me forneceu a visão da minha clientela, e que me deu ainda a dimensão dos meus clientes em seus tamanhos por faixa dos seus pedidos, e assim aquele quadro veio a dar nome aos “bois”.
Eu fiquei com três faixas diversificadas de vendas, a do cliente pertencente a força auxiliar de venda, que exatamente seria a do cliente em crescimento, a outra seria a do cliente padrão, a faixa do cliente de programação já feita pela agenda anteriormente antecipada, e finalmente a faixa residual de vendas que seria aquela criada para atender aos clientes de baixo giro de compras e de pedidos menores, que não cabia de forma nenhuma visitas.
Foi aí que eu entrei com a ajuda do telemarketing da empresa que existia somente há oito anos e que só realizava um faturamento total de oito milhões mensal, e que depois desse meu programa aumentou em muito as suas vendas, porque eu na rua dava aquele departamento um grande apoio.
Isto durante as exposições que fazia a cada final de mês, levava a direção comercial a seguinte dúvida: vamos convidá–lo para gerenciar o departamento?
E eu pensava que não tinha aceito o desafio para desempregar ninguém, mas o que podia fazer se estava exercitando pensamentos do meu lado nunca
experimentado, o chamado lado externo empresarial e seus efeitos.
E passei a receber como homem de vendas externas, e sendo convidado para comando da organização do departamento de vendas do Call-center e sua organização e foi aí que um dos diretores da empresa, que teria criado o departamento de telemarketing há oito anos passados, me chamou para um papo deixando claro que eu não podia mexer num departamento que ele havia organizado há tanto tempo atrás.
De cara perguntou-me de onde era o meu diploma de Call center e qual era a visão de telemarketing.
Eu rebati dizendo era a que eu tinha visto quando me dirigia ao toillete
O Diretor estranhou a minha resposta, pois sentiu que eu era novato na área e eu logo afirmei que quem havia me colocado naquela posição tinha sido o primo dele, outro membro da Diretoria. Pedi que confiasse em mim e aguardasse o primeiro resultado do meu trabalho.
Continuei realizando as tarefas e fui chamado outra vez pelo primo dele que citei, o meu chefe direto, e que me disse sorrindo o seguinte, Jorge, o meu primo está cheio de ciúmes, eu queria te matricular num curso, para que tivesses um diploma na área, pois assim, você conseguindo o tal diploma que ele quer ver, ele acalma.
E então ao final do mês eu já começava o tal curso no Clube dos Lojistas do Rio de Janeiro. E já na apresentação na primeira aula, já virei o problema da turma de alunos, pois o professor que iria me dar o tal curso pediu a cada aluno uma apresentação, e na minha exposição, o professor, depois de ouvir toda a minha história que o deixou sem jeito, me chamou no intervalo das aulas de rotina e tarefas importantes, e particularmente me falou, por favor, não me pergunte nada durante as aulas, no andamento do curso, pois não vou te perguntar nada também, pois saiba, que o teu diploma já esta garantido.
E foi o que fiz e no fim de três meses eu já de posse do diploma, entreguei a diretoria comercial, e todos os resultados de vendas foram fantásticos, a área externa que eu havia organizado antes já tinha eliminado dos 23 representantes cinco estrelas nada menos do que onze, e a venda teve a sua qualidade de resultado aumentada em duas vezes no seu valor, e do departamento de Call-center, em onze vezes mais.
Os resultados foram tão bons que não me pagaram as comissões a que eu tinha direito,obrigando-me a pedir as minhas contas e a entrar na justiça para receber o valor corresponde a um carro zero de pequeno porte.
Como justiça nesse país não funciona, além de ser obrigado a fazer acordos para receber uma pequena parte, apesar do ganho de causa, ainda houve uma demora de sete anos para ver a cor do dinheiro.
E assim conclui a minha missão da conquista de um diploma jamais almejado.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O máximo do otimismo
domingo, 16 de agosto de 2009
Minha primeira viagem de bonde
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
As viúvas investidoras
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
O Brasil precisa urgentemente de um novo síndico
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Um Centro Espírita que interferiu militarmente num Regimento do Exército
Vamos então ao fato em si. Era uma noite fria e eu estava na minha segunda fase de estágio e naquela noite eu era o Oficial de dia ao Regimento e como era o primeiro serviço que prestava daquele tipo, não poderia estar aberto a grandes acontecimentos, pois planejava passar o meu plantão como um de serviço normal, sem nenhuma causa de difícil solução.
Mas qual nada, o que eu pensava foi para o brejo! E como no regimento tinham mais de três mil e quinhentos soldados, pois era o maior regimento da América Latina, estávamos sempre sujeitos a coisas raras, com acontecimentos fora da normalidade,
Por todos esses motivos, o oficial encarregado deste tipo de trabalho, era auxiliado por quatro aspirantes a oficial. Escala essa, que forçava a se programar um quadro de horários para cada um dos envolvidos, sendo que o principal comandante, era o tenente do grupo e esse teria que, por certo, pegar a escala de 2200 horas até 2400 horas, pois ele necessitaria estar plenamente liberado e descansado na parte da manhã às 6.00 horas, quando aconteceria a troca da guarda ao regimento.
Isso envolvia, em primeiro plano, a troca da guarda ao xadrez, por ser um dos locais que exigiam a maior segurança, pois devido aos tipos de diferentes crimes, levava a se ter presos a disposição da justiça militar e justiça civil.
Antes da entrega de todos os presidiários se fazia uma revista em cada cela, pela dupla de oficiais - o que se retirava do serviço e o novo que assumia o seu lugar de oficial de dia ao Regimento - .
E assim portanto, eu já havia elaborado as escalas do quadro de oficiais e ficava à vontade, pois a escala dos soldados era sempre do encargo do Sargento comandante da guarda.
Quando pensei em dormir tranqüilo, para acordar no dia seguinte descansado, pensando que o meu feito naquele preparo me proporcionaria uma noite sem problemas, qual nada, eu não sabia o que me aguardava pela madrugada afora...
Por volta de duas horas da manhã, o Sargento, comandante da guarda, me despertou dizendo claramente que estavam chamando ao telefone o oficial de dia ao regimento e sonolento, fui atender.
Sem demoras, o homem foi logo dizendo que era um dos responsáveis de um Centro Espírita localizado no Jacarezinho, e que estava com um problema muito grande dentro salão, pois um soldado do nosso regimento tinha ido assistir a uma sessão e tentado o suicídio. Naquele momento estava caído e tinha sangue no pescoço. Estavam ligando, porque não sabiam o que fazer.
Eu de imediato, pedi que o tal senhor o mantivesse lá, não o deixando sair, pois eu estava enviando uma viatura com um aspirante e soldados da guarda, para resgatá-lo.Pedi que se ele tentasse sair, diga que não o faça pois estamos a caminho.
Aquilo me causou um grande transtorno em toda a escala de serviços e eu que pensava que o meu primeiro dia de serviços seria uma moleza, vi que virou uma coisa completamente fora de lógica.
Aquela medida de última hora, levava a uma nova condição de mudança de horários, pelo menos de sete homens - um oficial, um cabo, e quatro soldados -sem considerar que eu também ficaria acordado à espera da volta da viatura.
Daí para a frente, eu fiquei acordado o resto da noite, pois a viatura levou mais de duas horas e meia, para ir e voltar da Vila Militar na Zona Oeste do Rio, para apanhá-lo na Zona Norte no Jacarezinho.
O dia já amanhecia, quando a viatura, chegou com o Aspirante e a guarda escoltando o soldado que tentara o suicídio, e ele me foi levado a minha presença, e eu fiz um rápido exame visual em torno do pescoço dele, e verifiquei que existiam os tais arranhões provocados pela lâmina de barbear, mas o sangue já estava seco, e naquele mesmo momento, o sargento da guarda chegou junto ao meu ouvido e me confidenciou que aquele soldado era da sua companhia de serviços e o que ele tinha feito devia ser um golpe, pois estaria envolvido no desaparecimento de um revólver que vinha sendo apurado por processo instaurado em um inquérito da nossa unidade de serviços.
Agradeci ao Sargento pela dica, e resolvi mandá-lo para um exame lá no HGVM (Hospital Geral da Vila Militar).
E fiquei a espera do resultado apurado no exame pelo hospital, e resolvi assim então denunciá-lo sobre aquela tentativa de obter um álibi , depois tudo que conseguiu armar, e que causou uma grande bagunça, no meu primeiro serviço de Oficial de dia ao Regimento.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
A nova arca de Noé
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Uma decisão importante, inevitável e inadiável!
Era o Chefe de Planejamento e Controle de Produção, na Indústria Química e Farmacêutica e naquele momento, havia substituído um funcionário de propriedade única.
Na empresa onde eu estava, ele havia se instalado, há dezesseis anos, num dos maiores e melhores processos de controle e de elaboração de um custo industrial indiscutivelmente seguro pela sua imposição, que exigia que não se errasse de forma alguma em seu funcionamento, e que levaria a indústria a ser planejada sem erros na sua produtividade, por anos e anos seguidos, sem nenhuma duvida de que poderia falhar no seu planejamento industrial, fosse ele de curto ou de longo prazo.
Iinfelizmente, a empresa havia perdido este excelente funcionário, pois ele tinha passado a pensar num novo e importante trabalho, a convite de um consultor de grande conhecimento no mercado, que lhe fez aceitar um desafio junto a Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais. Seria inevitável a sua saída da empresa onde junto trabalhávamos e por admirá-lo e pela observação que eu fazia àquela figura tão rara no meu caminho profissional, procurei seguir os seus passos e me sentir um observador de sua forma de administração.
Aí então me vem o primeiro teste importante dentro de minha atuação nessa substituição, com o pessoal envolvido e no sistema funcional da área de fabricação, quando identifiquei que o chefe de operações no preparo de tônicos e fortificantes havia se aproveitado da saída do antigo chefe, e instalado um esquema que facilitaria a sua vida na questão de moradia.
Ele que anteriormente residia em São João do Meriti, resolveu morar ao lado da indústria, num terreno baldio.
E daí, criou para mim o meu primeiro desafio administrativo, quando eu fui chamado por um funcionário também chefe e responsável pela área de máquinas de envasamento dos remédios, que me conduziu a sala de fabricação, onde o novo funcionário se instalou e exibiu o que ele havia feito no salão de operações de enchimento dos produtos. - “gatos” nas ligações de água e de energia elétrica - , puxando essas ligações pelas janelas que conduziam a claridade necessária ao sistema de economia dessa mesma sala. Esses gatos iam direto para o “barraco” que ele havia montado no terreno baldio.
Pensei como resolver o problema, pois sua atitude , contra todos os princípios da legalidade, exigia que a empresa fosse trimestralmente, visitada pelos serviços de fiscalização da medicina do nosso CRM, o Conselho Regional de Medicina. Decidi cortar as ligações e vieram as alegações de que ele tinha quatro filhos e era um pobre coitado.
Retruquei que também era pai e tinha minhas obrigações na vida, o trabalho e minha carreira e que não ia me deixar levar por uma imposição de um trabalhador que, sem nenhum diálogo com a chefia, toma uma decisão desse porte, fosse qual fosse sua necessidade.
Fiz então, a minha primeira intervenção, que poderia abalar o meu conceito, junto aos quatrocentos e tantos outros empregados que eram dirigidos pelo meu planejamento, mas jamais eu podia correr da raia, como se diz na gíria. Chamei o pessoal do serviço de manutenção de abastecimento de água e energia e autorizei imediatamente o corte de todo o fornecimento para o “barraco” do desafiante funcionário, que teria lançado para mim o meu primeiro grande teste de carreira profissional. Tomei tal atitude sem lhe dirigir uma palavra sequer, seguindo o seu mesmo critério de instalar tudo, sem me dizer nada, simplesmente me ignorando.
Pensam vocês que o assunto morreu aí?
Qual nada, ele mandou-me um aviso por outro funcionário dizendo que iria me matar naquele mesmo dia, no horário de saída. Fui alertado por vários funcionários para não sair, mas, felizmente eu não obedeci a nenhum dos conselhos e na hora da saída avisada pela sirene da indústria, me dirigi ao ponto do ônibus e lá estava postado o tal matador.
Fui exatamente em sua direção e notei que, como me avisaram, ele portava na cintura um punhal. Sem demonstrar meu medo, coloquei-me ao seu lado e assim, as coisas pararam por aí.
Com esse meu ato de coragem, consegui confirmar que seria o maior absurdo morrer na mão daquele “cabra da peste”, pois o nosso bom Deus assim não queria. Tenho certeza de que minha atitude o fez pensar melhor nos seus atos.