Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quinta-feira, 29 de abril de 2010

AS NOSSAS FRONTEIRAS E OS NOSSOS ÍNDIOS, CULPADOS OU INOCENTES!

Não devemos estranhar que existe índio cobrando pedágio.
Também nunca deveremos ficar omissos com a presença dos nossos índios nas nossas matas sem esquinas.
Desde o primeiro momento, a partir do acontecimento do descobrimento, quando eles, pela sua manifestação nata, começaram a observar as presenças das intrusas e enormes caravelas, podia-se prever essa posição.
As caravelas que sempre estavam circundando desde o início dos anos de 1400 as proximidades do nosso litoral e também logo após a descoberta da América, feita por Cristóvão Colombo em 1492, criaram um rico e novo eldorado para as esquadras já existentes, das grandes escolas marítimas formadas pelos grandes e famosos navegadores daquela época, como os espanhóis, os ingleses, os franceses e os portugueses.
Todos aqueles povos sempre foram fortes estudiosos no campo da tão falada e nova especialização de navegadores e naquela época competiam mundialmente para a descoberta dos novos litorais para criarem novos domínios e novas conquistas em áreas ainda não navegadas e nem exploradas.
E assim então, seguindo o principal conceito de vida, sòmente quem for um forte observador, vai criar um instinto de aprendizagem e defesa, que fez daqueles que chegavam e daqueles que recebiam seus intrusos visitantes, dois grandes grupos políticos vigilantes: -um de descobridores e outro de dominadores.
Os dominadores eram os experientes navegadores portugueses, franceses, ingleses, etc...
Eles já faziam do continente africano há centenas de anos, seu campo de atuação e exploração.
Esses povos se faziam de amigos das tribos ali já existentes, para criarem as ações de retomada dos continentes pertencentes aos índios e nativos.
Hoje, eu já absolvo os nossos índios de participarem de ações políticas e da demarcação de terras, mas acho que tudo, deve ser estudado para que outras raças e outras políticas, não venham a fazer de nossos índios, escravos de suas ambições, dificultando as ações corretas dos nossos governantes.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

E nós, nos interessamos pelo tempo?

Já estamos em 2009 e lá já se foram quatro meses. Já temos todo o aprendizado de um milênio vencido, e ainda assim, carregamos em nossos ombros o peso de uma incerteza, que pela influência de uma coisa chamada memória, nos leva sempre, a descrer do dia de amanhã. Estou cansado de ouvir as pessoas dizerem que esse nosso país não tem memória. Eu vou mais além e afirmo que o Universo não tem nenhum registro detalhado, e por conseguinte, nunca teve memória. Se por acaso, por obra do destino, o Diário de vida do Adão ou as memórias da vida de Eva fossem encontrados, talvez a gente pudesse descobrir muitas coisas. Mas ainda assim, nada poderíamos garantir e nunca saberíamos se todas as coisas escritas lá, seriam o espelho da verdade da vida do homem da terra. Qual teria sido exatamente a causa da rixa, entre Caim e Abel? Se naquela época, não existiam as bebidas, o fumo, a música, a dança, a droga, e o jogo, e seu consumo exagerado dos dias de hoje? E o que, realmente, teria levado os dois a se defrontarem, para um desfecho tão sério, na realização do primeiro crime que se teve noticia na terra ? Por analogia, na eliminação de motivos, chegamos a conclusão de que as roupas eram de folhagem, a casa era de pedra, o alimento eram as raízes, o relógio era o próprio sol, e pelo visto, só nos resta pensar, que o único motivo daquela tremenda rixa, só poderia estar ligado às coisas do “sexo”. E por que seriam exatamente esses, os principais motivos dessa primeira rixa, entre os primeiros seres humanos do planeta? Vá lá, que a Eva, como toda boa mãe, e muito mais preocupada em garantir a hombridade dos seus filhos, resolveu ensinar aos dois, que eles eram do mesmo sexo, e irmãos , e que, sendo assim, nunca deveriam transar. Pior foi a emenda, do que o soneto! A Igreja conta que a Eva foi concebida por uma costela do Adão, mas não conta mais nada na frente, e assim, já coloca em dúvida, que por certo apareceria um segundo, e quem sabe talvez, até um terceiro sexo. E aonde se instalaria esse terceiro sexo, e sem nenhum comentário, eu admito que isso deve ter sido problemático para Eva. Será que o nosso Criador, não poderia ter sido mais legal e ter dado vida, a um segundo casal? Pois só assim, teria descomplicado a vida da primeira mulher, a pobre Eva, responsável pela primeira família cristã do mundo. Mas hoje, o mundo está cercado de infinitos interesses, o mundo é hoje exatamente uma mescla de vários tipos de raça e pensamentos, que na realidade, buscam se firmar em novas conquistas, fazendo do homem um ser, extremamente complicado. O tempo fez mudar toda a humanidade, e fez de nós, um ser extremamente atento às horas. Mas com certeza, a corrida pela vida, vai fazendo o homem simplificar as suas idéias. Mas a grande proteção da humanidade foi o presente que Deus deu ao homem, a racionalidade e a inteligência de poder criar. Assim, o homem dividiu a vida em séculos, transformou os séculos em décadas, a década em anos e os anos em meses. Transformando os meses em dias, dividiu os dias em horas, subdividiu as horas em minutos e finalmente observou que criando os segundos, fatalmente condenaria esse homem, a ser responsável pelas maiores tragédias em nossa humanidade. Em compensação, obrigou ao homem a se a adaptar aos lampejos, pois tudo que de ruim ou de muito bom que acontece hoje, acontece em frações de segundos. O passo do segundo das horas, corresponde exatamente, ao batimento dos nossos corações, e assim sendo, a vida foi transformada em emoção e a cada vez, que alongamos qualquer ato de nossas vidas, vamos ter dificuldade de controle, pois um campo de idéias e de pensamentos úteis, não se alojam nos maiores espaços de tempo, e sim, na fração de segundos. Os segundos fiscalizam a vida do homem na terra onde se tem o resultado de cada ato humano. A Terra é o micro funil, por onde escorrem fatos e os acontecimentos da vida, portanto não podemos vacilar um segundo sequer, senão seremos esmagados, pelos minutos, horas, dias, meses e anos de nossas vidas. Façam pois, os seus registros de vida; não sejam nunca iguais a Adão ou Eva, que nunca tiveram um diário ou uma agenda e também nunca se importaram com os segundos de suas vidas, que são os nossos lampejos. Quero ser fiel ao tempo, acho que ele é o referencial mais importante da vida. Em todos os momentos que necessitamos para viver, temos sempre que incluir o fator tempo. O mais importante para o mundo atual, será valorizarmos sempre, os pequenos espaços, e acostumarmos a nossa mente, a se programar para atuar em frações de segundos, pois só elas, irão garantir que estaremos integrados, no novo conceito de viver, o raciocinar em tempo de máquina! E por isto hoje, estamos nos incluindo numa nova escravidão, a chamada Globalização, que vem exatamente super valorizar os segundos de vida que temos, e para isto já temos o nosso novo Adão, o fantástico Bill Gates! Que por certo obriga ao Mundo, a fazer seus registros, em micro impulsos eletrônicos.

sábado, 10 de abril de 2010

Educação sexual, um jogo perigoso!

Até os dias de hoje, o tema em questão sempre foi e será, um jogo perigoso. Que bom seria, se todo o homem do mundo, fosse heterossexual, mas a diversidade de vida e os conceitos de educação moderna , os hábitos de família e os segredos do corpo, juntam-se à curiosidade da mente do ser humano, modificam os caminhos de vida e obrigam as pessoas a se identificarem, dentro dos seus mistérios e a sair em busca da sua boa forma de relacionamento.Por este motivo, nunca devemos contestar, nem tentar alterar os diferentes tipos de grupos, sejam eles, homossexual, heterossexual, bissexual, ou qualquer um outro tipo, que venha a surgir na humanidade futura.Devemos sim, aceitar as diferentes formas de vida e escolher sem nenhum trauma, a nossa forma ideal de relacionamento, buscando sempre um entendimento e um relacionamento normal. Só assim estaremos contribuindo para que a vida caminhe para um mundo melhor, sem medos e traumas. O normal de uma vida, seria aceitarmos as indicações das nossas origens, ou sejam, de pai e mãe. Mas infelizmente, nem todas as pessoas tem a oportunidade de conhecer seus pais e tem que ser moldados, em suas buscas de personalidade, por aquelas que o mundo lhe apresenta.Eu por exemplo, quando mais a presença de meu pai, seria importante em minha vida, sofri um duro golpe, o perdi aos onze anos de idade, e pela forma como se conduziam as mães daquela época, eu teria de entender, que a busca da minha formação, seria sempre um mistério, o que me levaria com certeza, a observar os diferentes tipos de vida, que me cercavam, e assim, retirar daqueles exemplos, um caminho para mim. E hoje tenho absolutacerteza de que as personalidades se formam individualmente, e jamais seguem outras indicações para formarem a personalidade ideal.Isto se passa de pai para filho, e este entendimento de busca do caminho, será sempre difícil, haja vista, que tenho três filhos, e acompanhei o crescimento, e todas as associações de vida, das quais eles participaram, mas jamais interferi, na rotina normal de suas buscas de personalidade.Creio que isto é , na realidade, um peso genético e em grau muito forte, tornando-se o principal elemento de formação de qualquer grupo familiar.Como exemplo, cito a história, de uma pessoa da minha família, que muito preocupada com seu filho, que julgava já estar em idade de conhecer, o que seria realmente uma relação sexual , me pediu que o levasse para sua primeira experiência.Muito melindrado com aquela história, ainda argumentei, que nem aos meus filhos, eu tinha mostrado aquele caminho, mas a familiar insistiu muito, e disse que precisava de ajuda, pois seu filho era problemático e não tinha pai. Relutei em atender a seu pedido, pois não conhecendo a Cidade onde moravam, eu teria muita dificuldade em levá-lo a um lugar calmo e seguro.Mesmo assim, aceitei. Em direção ao Centro da Cidade, ainda sem nenhuma idéia, pensei em abordar um rapaz do local , para que nos ajudasse na indicação. E assim fiz, crendo que ele seria o guia ideal para tal evento. Seguindo as suas indicações, chegamos a um bairro distante, local pouco iluminado e cheio de casas decoradas por luzes vermelhas, com dezenas de carros estacionados nas redondezas. Parei o meu carro e observei tudo, pedindo a Deus que nos ajudasse naquela perigosa empreitada. Descemos e nos dirigimos a uma daquelas casas, e ao entrar observei, que o “calango” comia solto, e as pessoas ficavam no salão, como se estivesse ali para dançar. Enquanto lá estavam, faziam refeições ligeiras, que eram servidas por garçonetes, que faziam o papel das mulheres, que completariam os destinos dos homens que ali estavam na realidade para transar. Eu então, com o intuito de facilitar as coisas, fui logo dizendo para uma das garçonetes que o objetivo da nossa estada lá, era trazer o rapaz para conhecer de perto uma mulher. A garçonete respondeu, informando que tudo lá era cobrado junto, a alimentação, a bebida, o quarto e a mulher. Pedi que fizesse a conta da comida, mais duas mulheres, e o aluguel do quarto, pois somente os dois rapazes iriam participar , enquanto eu ficaria no salão aguardando e bebendo uma cerveja. Assustei-me com uma conta astronômica,que todo o meu dinheiro do bolso, não dava para pagar. Bastante nervoso, disse à garçonete, se ela estava pensando que eu era um boboca ignorante. Frizei que era do Rio de Janeiro, e nem o melhor restaurante de lá, cobraria tanto por um serviço daquele tipo. A garçonete entrou em contato com a gerência, e voltou acompanhada de dois policiais, devidamente armados até os dentes, que mais pareciam dois cães danados. Com a fisionomia pronta para me assustar, os dois me convidaram para entrar e, lá no escritório, conversar com a dona fulana, a tal cafetina, que apressou-se a perguntar-me se eu iria ou não pagar. Muito atrevido e sem qualquer espécie de medo, respondi que iria pagar o justo valor, pois conhecia os preços de comida, e como não havia ocorrido sexo, iria pagar o que achava correto, sem antes dizer em voz alta, olhando firme no olho da madame e no dos policiais, que era carioca da gema, conhecedor de samba, de comida e de bebida, e que as minhas credenciais eram ser brasileiro com carteira de reservista número tal, oficial da reserva do exército, carteira profissional, vacinado e outras coisas mais, e que não iriam me intimidar nunca, e o preço certo, para a comida e a bebida que havíamos consumido era o que eu estava jogando encima da mesa. Voltei a olhar severamente para os policiais. Em seguida chamei os meninos e fomos embora.Observemos que o risco de uma operação como aquela, é trazer à tona a vontade de uma mãe para identificar as características, que vão definir somente o sentido de que o seu filho será um homem normal, faltando, no entanto, a consideração principal, aquela que nos avisa que as coisas comuns ao sexo, devem se manifestar naturalmente, pois os nossos caminhos já estão marcados em nossa vida.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O bom ladrão e o mau ladrão, para nossas lembranças e cuidados !

Quem não conhece a vida do nosso pra sempre lembrado em todos os momentos de angústias e sofrimentos, o filho eterno do nosso grande Criador, o sempre inspirador de todas as causas nobres de uma corrente inabalável de seguidores?Não há quem possa desconhecer a sua luta individual para a mudança na criação de uma nova verdade Universal, o CRISTIANISMO, que até hoje ainda é discutida pelos homens da Terra.Ainda hoje podemos falar dos dias em que ele pregou a sua verdade e a sua vontade de levar para junto do senhor Deus Pai sua luta pela grandeza de uma fé inesgotável e inacabável.Essa luta fez com certeza, que os homens do nosso tempo, sempre estivessem nela algemados, para que pudessem dentro de um novo e correto pensamento desse líder do bem, ser um exemplo para todas as futuras gerações, que chegarem a novos horizontes, de um mundo moderno e avançado.Mundo esse que a cada dia terá necessidade de se purificar dentro desse anseio, cheio de interesses num cenário de guerras e conflitos, que se mostram a cada dia mais cercados de uma ambição destruidora, de toda uma paz celestial futura, que por aqui foi plantada pelo nosso grande salvador.Agora eu me recordo da forma absurda daqueles homens que o crucificaram para servir de exemplo para toda a humanidade, pregando-o na cruz daquele tão lembrado calvário, ali no Monte das Oliveiras.Colocados um à direita e outro à esquerda, ali também crucificados, estavam o nosso São Dimas o bom ladrão, por Cristo perdoado, e o tão malhado, Judas Iscariotes, o famoso mau ladrão, que o teria vendido por trinta moedas de ouro.E vejo que vocês não podem esquecer dos cuidados de qualquer que seja um julgamento de um ser humano, que terá sempre o direito de sua defesa, de apresentar fundamentos em função de sua honra, mesmo que tenha ele que apelar para os supremos tribunais, e perto de qualquer grande causa, sempre se encontrará presente, um bom e um mau ladrão, cuja exemplificação vem dos tempos idos da crucificação de Jesus Cristo, o nosso grande mentor da fé e da nossa resistência, para confirmação da verdade universal.E toda e qualquer exposição que fizermos aqui, caberá dentro do conceito de cada um dos nossos dirigentes, que sempre viverão cercados em suas administrações, sejam elas públicas ou privadas, das figuras que fazem o mundo trabalhar, no sentido da correção de carências e injustiças que se aplicam no nosso dia a dia.Estamos hoje num mundo moderno, que totalmente agilizado, torna discutível, a segurança da vida na Terra, pela própria destruição desse mundo, tão mal dirigido e controlado, em momentos em que pesam os interesse políticos e sociais.Quando o certo seria não termos a presença de líderes de ambições duvidosas, hoje, pela nova amostra de uma queda de um grande império, ficamos todos no mundo estremecidos.Não seria a hora de pensarmos que as divisões de mundo estão fora da verdade, porque não podemos unificar pensamentos que garantam isso a nossa humanidade, que já não tem mais direito por interesses pessoais a causas e sofrimentos desiguais?Porque não criarmos uma moeda de valor universal, onde fecharíamos a boca de um funil do desperdício que aos pequenos sempre vai incomodar, e aos grandes sempre proteger?Deixemos de usar a ambição destruidora ao pensarmos que o importante será estar sempre no topo, porque não deixamos de contar historias de uma riqueza futura, ainda em sonhos de acontecer.E assim teremos sempre a certeza, que a cada fato uma época, a cada época um resultado e a cada resultado, uma nova esperança.Deixemos de falar do pré-sal, vamos falar sim do pós-sal pois só acontecerá daqui a vinte anos. Deixemos de sair por aí vendendo o nosso Brasil, que ainda estamos construindo.Não adiantará irmos para os palanques eleitorais vender sonhos.Deixemos de comprar armamentos de defesa, em concorrência mundial, pois as nossas fronteiras estão abertas desde o início do mundo e os nossos dirigentes nunca fizeram nenhum estardalhaço em sua defesa.As nossas terras já estão invadidas. Será que já estamos na falsa idéia de sermos o país mais rico do Universo?Por que essa preocupação de trancar uma porta, já há muito arrombada?Diariamente em qualquer de nossas grandes Cidades observo crianças deitadas ao chão como que drogadas e abandonadas. Necessitamos sim, das armas da inteligência, do preparo e da saúde do nosso povo e da defesa do nosso jovem.E ao final dessa afirmação, quero deixar aqui um pequeno, antigo e velho conselho, do tempo dos meus avós - troque ou compre, para sua casa ou residência, uma imagem de São Dimas, o nosso querido e bom ladrão, perdoado por Jesus Cristo, e que passou a ser nosso santo de proteção- Essa imagem deverá ser colocado na entrada da sua porta principal ou portal de sua casa, livrando-a assim, de qualquer busca dos incautos ladrões e ainda de qualquer causa ilícita, mesmo que seja ela de objetivo pessoal, moral ou material.Com a sua fé você estará se protegendo para sempre.As lideranças mundiais balançam e os grupos irão se definir brevemente. Está na hora da correção das injustiças existentes num globo terrestre confuso e sofredor. As cabeças desses lideres terão que encontrar o equilíbrio que navegue dentro de uma sabedoria de igualdade.Ninguém será vencedor sozinho, não cabe e não faz sentido ser de outra forma num mundo já totalmente globalizado.Não adiantará ao Brasil, as associações precipitadas.Não podemos sentar numa mesa ao lado de Barack Obama, Nicolas Sarcozy, Hugo Chavez, Carlos Uribe, Raul Castro, Evo Morales, Michelle Bachellet, pois assim, só teremos confusões e idéias opositoras.Mas, com certeza, valerá muito a pena sentarmos na nossa mesa de reuniões, os nossos homens mais importantes - o nosso São Dimas, ou seja o nosso bom ladrão e o Judas Iscariotes, ou seja o mal ladrão , não esquecendo da sintonia com a antiga crucificação de Jesus Cristo.Creio que assim, teremos realizado o nosso verdadeiro milagre dos peixes e a moderna ressuscitação dos mortos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O mau começo

Que lindo o nosso Brasil! ... Quanta terra, quantos rios, quantas matas, quanto minério, quanta fauna, quanta flora... Esse nosso país é um Eldorado de um planeta jovem. Foi descoberto casualmente. Acho eu, que Cabral , fazia exatamente uma viagem de turismo até as Índias, e, para livrar o seu berço natal do chamado lixo humano, levava consigo, diversos indivíduos condenados pela justiça portuguesa, para o exílio em terras descobertas e não habitadas. Uma forma usual e política do reinado português. E neste caminho,implantaram-se todas as linhas de crescimento do nosso grande Brasil ! A força de braço veio da África... A força técnica da Inglaterra e da Alemanha... Da França, veio o intelecto, a moda e a leitura. Assim , ficamos dependentes de acordos comerciais e industriais, que nos dominaram até há bem pouco tempo. Faço um apelo ao nosso mundo político de hoje: -não esqueçam, por favor, que nós brasileiros, não somos mais aquele lixo humano que veio esquecido nos porões dos navios. Que nós não somos só braços, somos cabeças também, e que já temos noção exata do nosso tamanho e da nossa força e riqueza. Assistimos à colonização, ao império, à República, à ditadura de Vargas, à falsa democracia, à ditadura militar, e atualmente assistimos a ”baguncracia”. Só temos lamentos... Estamos querendo ser de primeiro mundo e esquecemos que nós somos de um mundo especial, onde temos um pouco de cada raça, um pouco de cada língua e vivemos num clima especial para vida e cultivo. Já tivemos todos os exemplos para implantarmos o novo caminho: Conhecemos 30 anos de Vargas, 5 anos de Dutra, 5 anos de Juscelino, 9 meses de Jânio, 24 anos de ditadura militar, 4 anos de Sarney, 2 anos de Collor, 3 anos de Itamar, 8 anos de Fernando Henrique e tantos mais de Lula.Somando todos esses anos, concluímos que nada mudou até agora... As afirmações continuam sendo as mesmas, a nossa moeda é fraca, a nossa produtividade é baixa, a corrupção é ativa, as nossas dívidas interna e externa são altas, o desemprego é constante, a nossa Amazônia é desprotegida, a segurança não existe, a educação e a saúde são fracas, o crime se estabelece em crescimento, a moradia é carente, a poluição aumenta, o desmatamento é criminoso, a justiça é lenta, o saneamento é falho, as medidas provisórias se firmam e se tornam definitivas...Afinal, Brasil ! Vamos ou não vamos, chegar lá? Não precisamos copiar o modelo chinês, pois não iremos construir uma muralha de pedras, mas vamos definitivamente construir uma muralha de inteligência, fazer uma divisão racional das tarefas, quem sabe retrocedermos até os tempos da colonização e iniciarmos agora, um novo ciclo cujo objetivo será o de se tornar o “celeiro do mundo ".

sábado, 3 de abril de 2010

Um milênio de automóvel






Tem coisas que acontecem e que sempre nos levam para o lado da criatividade.Estava eu em companhia da família, numa viagem de férias, e pelo sim, pelo não, um novo amigo, não se fez de rogado, e me chamou a atenção: - olha, o teu carro está vazando óleo. Fiquei assustado quando ele insistiu, pedindo para eu olhar o piso da varanda e observar a mancha.Foi aí que eu retruquei, dizendo que não era vazamento, pois o carro acabava de sair de uma oficina, comprovando que era efeito de uma lubrificação e não devia ser nenhum problema do cárter e nem do motor.Mas ele continuava a insistir, querendo saber mais do que eu e dando uma de sabichão. Irritado com aquela afirmação, respondi, mais uma vez que era coisa da oficina, ao que ele retrucava que era vazamento.Não satisfeito, propagou aos quatro ventos que eu não sabia mais do que ele, porque tinha carro há mais de quinhentos anos...Bastante chateado, respondi já na pilhéria: - se você tem carro há tanto tempo, eu afirmo que tenho carro há mil anos.Mas o tempo passava e eu não esquecia da coisa, e confesso fiquei preocupado, e disse, se estiver realmente vazando, não me importa, este carro vai ser trocado, em breve.Como estas coisas, ficam no sub-consciente, eu, ainda dois meses depois, disse para mim mesmo, que ia provar que tinha carro há mais de quinhentos anos.O meu primeiro carro, foi um Fusca ano 196l, o segundo um Corcel 1969, o terceiro um outro Corcel 1970, o quarto uma Fiat GLS 1979, o quinto um Chevette 198l, o sexto um Spazio 1983, o sétimo um Prêmio 1985, o oitavo um Prêmio 1986, o nono uma Brasília 198l, o décimo uma Elba 1986, assim como também, os utilitários, uma Kombi 1974, uma Chevrolett 1975, e finalmente, a réplica de Ford l9l8, que construí com o meu filho, engenheiro mecânico.Aí então, cheguei a conclusão de que tive um milênio de carros, pois a soma dos anos destes veículos, tem como resultado 948, que por obra do destino, vem a ser exatamente o ano que a minha mulher nasceu!Mas vocês devem estar curiosos, pois o uso de carros em diferentes escalas, nos trazem muita dores de cabeça, e comigo não foi diferente, tive diversos problemas.Com o meu primeiro carro, o Fusquinha que me serviu de escola, eu fiz três atropelamentos, sendo um deles de extrema gravidade. Apesar de não ser o causador em nenhum deles, todos me trouxeram algum trauma. Batidas foram seis, todas com muita sorte, sem danos.Mas a zebra dessa história, foi exatamente causada por um dos utilitários, a Kombi ano 1974.Eu tinha comprado um sítio recentemente e o advogado que tratou da transação, depois de muito insistir comigo, disse que ele tinha uma ação de retomada de uma viatura, que já estava na fase de leilão e que eu podia adquirí-la, por um preço muito baixo, na Vara de Execução. Insistiu que o carro me seria de grande utilidade para os trabalhos do sítio e que, caso eu aceitasse, ele estaria resolvendo dois problemas de uma vez, pois eu ficaria servido com a Kombi, e sua outra cliente, a da ação de retomada, que era uma pessoa humilde e de poucos recursos, ficaria bem servida com a resolução da ação em juízo, pelo meu pagamento em leilão.Concordei e compareci no dia marcado para o leilão e fiz meu lance mínimo. Não tinha outro participante e eu ganhei sozinho aquele abacaxi.Começou aí a minha via Crucis. Já com o despacho do juiz dirigi-me para onde se encontrava a tal viatura, lá em Cordovil, ao lado de uma favela, numa Fábrica de Panelas de alumínio, já em processo de falência.O dono da Fábrica, era um sujeito mal encarado e tinha todo o tipo do comerciante trambiqueiro. Recebeu-me muito mal, mas me acompanhou até onde estava a Kombi, num canto do galpão. Assustei-me ,quando constatei que o carro não tinha nenhuma condição de uso.Fiquei injuriado com o advogado, que me deixou aquele problema e já imaginava o que iria enfrentar.Tentei conversar com o falido comerciante e ele muito irritado me disse que eu não devia Ter me deixado enganar. Disse que estava reformando o carro e que eu devia buscá-lo depois de quinze dias. Voltei lá duas semanas depois e para minha surpresa , ouvi a seguinte colocação: - eu preciso do carro mais do que você, vamos fazer um acordo, em vez do carro vou te entregar umas trezentas panelas. Você vende e fica tudo bem. Sentindo o problema, aceitei a troca, dizendo que levaria as panelas naquele dia. Respondeu que prontas, só tinha umas trinta, que se quisesse, podia levar. Assim eu fiz, peguei as trinta panelas, coloquei no carro e perguntei, quando eu poderia receber as duzentas e setenta restantes. Deixei passar o prazo de trinta dias, dado pelo homem e lá retornei.Logo ao chegar, fui ameaçado e recomendado para não voltar mais lá cobrando meus direitos, porque inclusive sabiam onde eu morava e não se responsabilizariam pelo que pudesse acontecer à minha família.Entendendo perfeitamente o recado, acabei ficando no prejuízo.O outro problema, foi a caminhoneta Chevrolett 1975, comprada por anúncio.Fui vê-la em Botafogo e verifiquei que no aspecto estava muito bem.Como não podia fazer nenhum teste, eu disse aos vendedores que residia no Méier, e se eles se dispusessem a levá-la até a minha casa, eu fazia negócio, pois tinha que resolver logo, devido a necessidade no Sítio. No dia marcado, eles lá chegaram com o carro, e colocaram o mesmo na frente do prédio. Fiz o pagamento, recebi a documentação e resolvi guardar o carro na outra vaga de garagem que eu possuía, mas para minha surpresa, a viatura não passou no portão da garagem, tive que levá-lo para um estacionamento e pagar diária, até finalmente poder deixá-la no Sítio.De repente, o carro aparentemente bom, começou a apresentar inúmeros problemas, e não tive outro jeito a não ser vendê-lo e muito mal, pois estávamos no Governo Sarney.Aí então veio a história do tal carro, a réplica do Ford l9l8, que meu filho , recém-formado em engenharia mecânica e sem emprego, me solicitou, um apoio para construir. E como eu queria, que ele se aplicasse na sua formação técnica, simplesmente perguntei, quanto pensava gastar naquele projeto.Comecei a financiar pneus radiais, capota projetada pelo criador da capota do carro MIURA, bancos estufados em couro com botões especiais, pintura filetada em ouro, e metais cromados.O carro pronto, ficou muito bonito. Naquela época, no ano de l98l, inclusive me recordo que esse carro serviu para o casamento de meu outro filho e fez um sucesso danado lá na Igreja do Palácio Guanabara, quando chegou com os noivos.Mas o pior estava por vir. Meu filho, sempre pensando em ganhar alguma coisa, numa virada de vida, foi iludido por uma concessionária lá de Niterói.O referido senhor o enganou com promessas de fabricar uma linha do carro e o fez largar até um emprego, prometendo a ele mundos e fundos. E isso tudo, não passou de um grande sonho, o tal empresário, pediu a ele todo o projeto, e o iludia com uma promessa de Contrato de Sociedade, que nunca saiu.Muito indignado, fui até o tal empresário, e arranquei o carro da mão dele, chegando quase a vias de fato.Por tudo que relatei nessa história, posso afirmar que, na minha vida, já passei por um milênio de carros, e reafirmo que não é coisa muito boa.