Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um nome extenso, uma grande sorte e um grande enigma

Hoje, falo aqui de mais um lusitano que conheci no meu extenso caminho profissional, uma figura das histórias que eu ouvia na minha infância.Ele desembarcou no Brasil em 1976, vindo de Moçambique onde ocupava a posição de Administrador Geral dos negócios de um empresário que investia em vários ramos de atividades comerciais e industriais. Era considerado no Grupo dessa empresa portuguesa, como um dos homens mais importantes, ou seja, o braço direito do seu importante patrão. Seu nome era de impressionar a qualquer brasileiro.Chamava-se José Luís Bobella Torres de Nogueira de Sampaio Fevereiro. O meu primeiro encontro com esse famoso mito, foi exatamente no corredor central da administração geral das empresas do grupo. Já tinha sido avisado da sua presença no Brasil, e de antemão, eu já sabia que viria para ocupar um cargo de destaque na Empresa,uma vez que ele tinha abandonado Moçambique, pois os revolucionários o estavam perseguindo e o ameaçavam de morte.Fiquei, confesso, impressionadíssimo.Ele trajava uma calça cinza, uma jaqueta também cinza, uma camisa branca, um jaquetão preto, usava um ”pince-nez” com corrente dourada e na mão direita, portava uma bengala também preta, com cabo de prata , que conforme diziam outros funcionários, era própria para bater nos maus empregados daquela nação africana.Mas na verdade, era um enigma, teríamos que conhecê-lo aos poucos. No dia que me fizeram a sua apresentação, êle foi taxativo: -quero ser chamado ”fevereiro” e não ”de fevereiro”,pois nasci em julho!Pela sua idoneidade pessoal perante ao Grupo, foi nomeado Gerente Administrativo com autorização para assinar pelas Empresas com todas as características de representá-la nas Instituições Públicas e Privadas, inclusive nas Empresas de Crédito, Bancos privados e oficiais. Veio então daí, a minha primeira grande dúvida,pois como a minha função era de gerenciar todas as Tesourarias do Grupo, fui até seu gabinete e solicitei cópia do instrumento de procuração que o autorizava a assinar cheques, borderaux, requisições, autorizações etc...Com surpresa, ouvi dele o seguinte: - oh! Sr. Queiroz! Não posso dar cópias da minha procuração. Ela é para uso exclusivo meu. Não vou entregá-la na mão de qualquer um. Lá em Portugal, todo documento fica em nosso bolso. É um documento de confiança do nosso grande Chefe. Então eu alertei: - Sr. Fevereiro, aqui no Brasil, se não deixarmos uma cópia dessa documentação, todos os negócios financeiros ficarão paralisados. Mas como ele tinha sido muito avisado para tomar cuidado com os brasileiros, teria daí para frente a necessidade de sempre ficar com um pé atrás. E eu ainda nem tinha terminado, a conversa com ele, quando sua sala foi invadida pelo seu filho mais jovem, um menino corado de mais ou menos uns quatorze anos.Imediatamente o ouvi dizer: - até que enfim chegastes! Onde te meteste oh! Gajo?-oh! Pai! Tu não me mandaste ao dentista? Fui lá na tal Praça Mauá.-E porque demoraste tanto e estás tão vermelho?-Ora pai, tu não sabes o que aconteceu? Eu ia a ”andare” pela tal praça, quando dois gajos meteram-se à minha frente com uma faca em minha barriga e tomando-me tudo e ainda por cima me deram umas tapas.-Ora seu bobo, eu não lhe disse que tomasse cuidado,pois nessa terra, só tem gatunos e vagabundos?E após proferir esta expressão, lembrou-se de que eu era da terra e estava presente na sala, ouvindo a conversa dele com o filho.Aí então, foi levantando a cabeça lentamente na minha direção e fitando-me nos olhos, balbuciou entre os dentes: -Desculpe-me Sr. Queiroz, desculpe-me...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

E o Oswaldo, hem ?

Num determinado dia, recebi uma solicitação de minha mãe, e pela importância e as condições de saúde dela na época, jamais poderia negar. Pediu-me que tratasse da transferência,por instrumento de procuração, junto ao INSS, para a partir daquele momento , ficar responsável, pelo recebimento de sua pensão. Mesmo reconhecendo ser aquele Órgão, um dos mais complicados da área de serviços públicos, não me intimidei e fui até o posto da Praça Panamericana, lá na Penha, para cuidar da tal transferência, diminuindo assim o sofrimento da minha mãe. Em lá chegando, pude logo observar, uma longa fila, fazendo voltas, em torno da tal Praça. Dirigi-me assim para o seu final, tomando informações com outras pessoas. Soube então, que era uma fila única de atendimento. Mesmo assim, na fila eu permaneci, e fiquei imaginando, como sofremos nas mãos de um serviço público tão complicado. Sabia de antemão, que levaria no mínimo duas horas para chegar até o balcão de atendimentos. E para surpresa minha, após muita paciência, eu conseguia chegar a porta do posto, quando reparei que no vidro blindex da tal porta, estava pregado um aviso com instruções administrativas de funcionamento. Nele para meu espanto, estava escrito, “só fornecemos procurações no período compreendido entre os dias l6 e 20 de cada mês”. Consultando o calendário, observei, que o dia por mim escolhido, era exatamente o dia 2l,e, assim sendo, eu teria que retornar no dia l6 do mês seguinte. Incomodado com o fato de ter largado o trabalho, gasto dinheiro de táxi, aguardado mais de duas horas na fila, e ter que voltar sem solução, decidi ir direto ao balcão e solicitar a tal procuração. No balcão, esbarrei com uma funcionária, com ar de superioridade, que foi logo me dizendo, não ser o dia de fornecerem procurações. Afirmei que só sairia de lá com a procuração e ela retrucou que não poderia me atender, pois o aviso da chefia, estava colocado no vidro. Enfatizou que não adiantaria eu insistir, porque ordem era ordem ! Já nervoso e achando estar diante de um dos maiores absurdos administrativos, retruquei, que queria a minha procuração, senão eu arrancaria aquele tal cartaz, e levá-lo-ia comigo. Naquele momento o guarda, segurança do posto, se aproximou e disse que eu não poderia fazer aquilo. Respondendo que ainda não estava falando com ele, pedi para falar com a chefia e então a funcionária do atendimento, virou a cabeça para o fundo do escritório, e gritou: - OH! Oswaldooooo! tem um senhor aqui que quer falar contigo. O Oswaldo, que ocupava uma mesa no fundo do escritório, respondeu, olhando por cima do seus óculos. E lá veio o Oswaldo, indagando o que eu desejava dele. Repeti , secamente, que era uma procuração de minha mãe para mim. Perguntou, então, se eu já tinha lido o aviso ao lado.Mais uma vez respondi que havia lido e não concordado. Audaciosamente, perguntou quais eram as minhas credenciais, ao que enumerei ser brasileiro, reservista, eleitor, vacinado, e acho que chega para receber a tal procuração. Disse , novamente, que estava fora do dia. Retrucando que aquela afirmação era vergonhosa, pois não poderia ser fixado dia para aquele atendimento, voltei a frisar que só sairia de lá com a procuração e, caso contrário, levaria a tal instrução normativa do posto . Para minha surpresa, indicando-me uma porta escondida, ele falou baixinho no meu ouvido, que ia mandar preparar a procuração. Entrei e cinco minutos depois, estava com a tal procuração nas mãos, e com um detalhe, sem data de validade, e via o tal senhor Oswaldo, que saía correndo com a sua maleta 007, abandonando o posto, porque as outras pessoas que ouviram o meu diálogo com ele, já invadiam sua sala, pela tal porta que ele me mandou entrar.E assim afirmo, que nós não devemos nos acovardar diante de certas situações que são geradas pelo nosso serviço público.Temos que encará-las de frente, e assim estaremos contribuindo com o nosso governo a melhorar o atendimento a êste povo tão sofrido.

domingo, 25 de outubro de 2009

Curioso, muito curioso, cadê o segundo mundo?

Vivo diariamente observando nos noticiários de jornais, revistas e televisão, a seguinte expressão, que afirma que as coisas no Brasil só acontecem, porque somos, um país do 3º mundo. E, esta afirmativa é por demais utilizada, quando a falta de emprego se apresenta, quando a saúde não é olhada com interesse, quando faltam escolas às crianças, quando a segurança fica abandonada, quando os políticos só fazem política, quando os sequestradores só são presos após o pagamento do resgate, quando os nossos padres passam a ser sucesso na música popular, quando só se aprovam leis nos recessos do Congresso, quando a poupança do povo é confiscada, quando o governo é o primeiro a aumentar os seus preços, quando a exploração do trabalho infantil se faz atuante, quando a cesta básica deixa de ser básica e quando o salário termina e o mês continua. E assim, as desculpas aparecem a cada novo dia e começamos a acusar o FMI. Falamos dos países do primeiro mundo, porque os americanos são uns filhos disso e daquilo, porque os ingleses são monarquistas, os italianos são faxistas, porque os franceses são elitizados e os japoneses exploradores do ser humano. Bolas!... Se pelo que sabemos, o primeiro mundo, é poderoso e explorador e o terceiro mundo é fraco, endividado e sem alternativas, eu gostaria muito de saber, como é o segundo mundo, que ninguém fala dele... Mas pelo que vejo, deve ser o Céu e quero clamar aqui à nossa mídia que faça um estudo prolongado a respeito deste novo mundo: - o segundo mundo, que muito tem despertado a minha curiosidade. Deixem de falar do primeiro e do terceiro, pois acho, que a nossa salvação deve estar no segundo ou quarto mundo, que até agora é para nós um mundo desconhecido. E em razão disto, eu peço: - mandem até este mundo desconhecido, aquele repórter , o Roberto Cabrini, aquele mesmo da câmera indiscreta, para fazer uma reportagem ao vivo neste tão desconhecido segundo mundo, que ninguém fala dele e nem mostra nada dele, mas que deve ser maravilhoso!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Eu não disse que nós íamos sair da crise, já há mais de seis meses?

Eu virei otimista, um grande otimista, desde o dia que estava trabalhando num projeto que instalava no BRASIL, a maior empresa de produtividade de cimentos da nossa AMERICA LATINA.Aquela seria a minha grande cartada de ter orgulho em partilhar um projeto único de uma fábrica que ia ser instalada no nosso Brasil para ensacar diariamente 600.000 sacas de cimento correspondentes a três milhões de quilos diários do produto.Tinha outra novidade em questão – seria a primeira em linha reta, pois a maioria dessas fábricas eram ou retangulares ou circulares.Para mim foi a melhor oportunidade de como um brasileiro que já tinha experiência profissional em diferentes áreas, poder disputar um lugar naquele grupo Europeu.E eu me considerava assim um preparado para aquela nova estrada profissional, mas o cargo era político, pois envolvia para o lugar a indicação de um ex Presidente da República, o nosso querido Doutor Juscelino que era amigo do nobre industrial e banqueiro dono da Empresa.Nas impressões iniciais observei, que entre os candidatos escolhidos eu seria o mais fraco para ocupar o lugar, pois não tinha cursos no exterior, e nunca tinha trabalhado em mercado financeiro externo, pois só tinha participado de empresas até então de porte médio. Mas tudo isto passou, e eu mesmo encarando uma admissão política consegui ficar por doze anos naquele Grupo, e exercitar toda a vontade de um bom administrador de área de políticas financeiras, e ter fincado no Brasil o meu processo de trabalho, inclusive com instalação de Banco dentro de uma fábrica.Por isso eu acredito no nosso Brasil, e digo que a indicação de nossos Ministros tanto do Guido Mantega, como o doutor Meirelles, funcionaram corretamente, e acho que eles dois devem ter a visão de que o Dólar depois deste episódio mundial, onde eles infelizmente mais uma vez paralisaram o mundo, mas graças a obra de Deus, que dizem ser brasileiro, o nosso Brasil continua andando, e ainda peço que as nossas cabeças de direção de negócios internacionais, e nacionais, pensem que devemos lutar pela criação de uma nova moeda, para controle das reservas internacionais, sejam elas de fundamento econômico ou de fundamentos comerciais, e que não paguem e não mais perdoem as dividas de paises sejam eles africanos ou de qualquer outro continente.Pois quando o nosso Brasil, tinha uma dívida no tempo do nosso Império, pelas instalações de suas ferrovias, a Inglaterra não a perdoou, apesar de pela sua experiência industrial da época, ter esta mesma Inglaterra, projetado as ferrovias e ainda eles ficaram recebendo rendas de nossa estradas de ferro, por mais de cem anos.Peço agora, que avisem, ao presidente Lula, que ele não é o responsável pela mais alta renda do Universo, e que iguais a mim existem milhões de aposentados de brasileiros, que trabalharam e muito e continuam necessitados, ainda sem poder sentir que existe uma luz no fim do túnel, e que nunca tiveram indenizações estudadas, politicamente pela luta contra a propalada revolução brasileira de 1964.
Parabenizo, ainda aos dois Ministros, e peço pessoalmente aqui nesse “Blog”, que eles usem a sua vasta sabedoria de brasileiros cultos, e que não vieram para falhar nunca nos seus planos, sempre tão bem elaborados até aqui, e para nunca entregarem o ‘OURO NA MÃO DO BANDIDO ‘,pois, na realidade eles andam soltos por aí!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um queijinho de Minas do "meió" que há !

Vou tentar num jeito todo especial, contar pra vocês a história do queijinho de Minas, da forma como conheci na minha vida campestre.
Espero e peço que meus visitantes, no blog, me ajudem a confirmar ou a desmentir esta história, fazendo seu comentário a respeito do tema.
Não há necessidade de que seu comentário, seja de fundamento técnico, mas que seja feito de qualquer forma, pois este assunto sempre foi pra’ mim de uma profunda criatividade nesse Brasil cheio de coisas curiosas. Faço então nas linhas abaixo, e em rápidas pinceladas, uma narrativa do que aprendi sobre queijos e criação de gado, e, sobretudo, o porque do nome gado leiteiro.
Nas minhas andanças pelo serrado mineiro, quando era empregado de um grupo cimenteiro, que possuía uma fazenda em Unaí, ao norte do estado de Minas Gerais, eu muito aprendi numa consulta que fiz a um dos piões da fazenda.
Perguntando a ele o porque dos mineiros serem os campeões na fabricação dos melhores laticínios da América do Sul, me referindo a manteiga e queijos, eu obtive a seguinte resposta: - oi moço carioca!, nós aqui somos os melhores porque trabalhamos pra’ isso e com inteligência. Nós tentávamos ser criadores de gado para corte de carne, mas o nosso terreno de pasto, não deu pro’ gasto, pois como o senhor sabe, aqui é a chamada terra das alterosas. Tudo é morro, tudo é despenhadeiro e nunca iríamos conseguir carnes macias para consumo, por conta de que o nosso gado, pra’ pastar bem e crescer melhor e com carnes macias como as de Mato Grosso e Goiás, isso seria impossível a gente obter um dia. Porque ao soltar o gado para pastagem, eles teriam muitos morros pra’ subir e se tornaria uma malhação de músculos, pernas e até mesmo de ancas. Daí então a dificuldade e o resultado seria sempre de uma carne de gado muito dura.
A nossa saída foi apelar para produzir o melhor leite A, e os melhores laticínios. Só não temos de bom aqui a “mussarela”, que é produzida em qualidade melhor lá na ilha de Marajó, no estado do Pará e também em Mato Grosso, pois ela e feita com leite de búfala, que nunca teríamos condições de criar, pois as pernas e patas, desse tipo de gado não consegue subir morros, visto que são oriundos da África e acostumados no planalto.
Vem daí essa dificuldade de criar para vender no açougue, moço! Então tivemos que partir para o nosso queijinho hoje tão famoso, graças ao bom Deus. E como o senhor já viu, isso, pra’ nós virou uma lógica, e somos muito felizes pela nossa “mineirice” esperta. –
Com a explicação técnica desse trabalhador de Minas Gerais, quero finalizar, complementando com uma grande dúvida do passado quanto a fabricação caseira de alguns queijeiros com quem conversei.
Eles afirmaram que o melhor coalho para fabricação de um queijo maravilhoso em consistência, cor e sabor, é preparado com uma boa dose da urina da própria vaca produtora do leite.
Mas isso, eu preciso confirmar pois as coisas são realmente naturais, e o artificial fica às vezes bem distante.
Por favor, queijeiros desse Brasil, me confirmem como se dá esse passo de fabricação dos queijos, fazendo o seu comentário, no final dessa leitura.

domingo, 18 de outubro de 2009

A quarta mala da vida

A quarta mala de nossa vida é uma mala de grande responsabilidade.Ela diz respeito à saúde e aos cuidados pessoais, e envolve a nossa caminhada e estadia na terra. E como compreender que esta mala é com certeza, uma “mala hereditária”?Ela já esta amarrada e depositada em nossos genes, ela faz parte do nosso sangue, ela se liga às nossas imperfeições ósseas, elas herdam sinais, e complicam por demais a vida do seu portador e carregador. Este, coitado, só vai prestar atenção nas deficiências, quando na fase adulta. Sempre carreguei esta “mala” com muito cuidado, pois eu não conseguia entender a morte prematura do meu pai, um homem cheio de saúde, que deixou a vida aos 37 anos de idade, sem nunca ter tido uma gripe sequer.Partindo daí, eu iniciei um processo de observação sobre as coisas da minha “mala de saúde”, eu não acreditava que a carregaria por mais de 37 anos.Juro que fiquei complexado ao sentir que o meu gigante de saúde, tinha desabado com uma bagagem tão notória de proteção corporal.Fui então analisando tudo, com muita calma, e senti e intui,que todos os males de saúde, que me levariam a sucumbir, assim como a meu pai, prematuramente, seria com certeza por deficiência da circulação sanguínea. Arquivei esses pensamentos na memória e ninguém me fez pensar diferente.Observei que tudo o que ocorreu a meu pai, foi relativo a problemas do seu aparelho circulatório.Sua alimentação era básica da comida típica do nordeste, pois ele era pernambucano, acostumado a saborear as famosas buchadas e o tradicional sarapatel de carne de porco, bem como uma deliciosa carne seca assada, com uma espessa farofa de mandioca, carregada em ovos. Todos estes pratos bem dosados de um forte colesterol. E ainda por cima, diariamente, fumava dois maços de cigarros.O fumo, na época, era considerado um vício pouco combatido pelas autoridades médicas, visto que não era para qualquer um conseguir fumar um cigarro, onde até o fumo de rolo era usado freqüentemente por algumas mulheres.Meu pai fumava um cigarro fortíssimo que era vendido em carteiras glamorosas, o tradicional Jóquei Clube e fazia um uso inteiramente sem ponteiras ou filtros além do que, como todo bom carioca, socialmente tomava uma boa pinga.Gostava ele mesmo de preparar suas refeições e tudo isso, naquela época eram costumes brasileiros, que todos tinham sem nenhuma defesa médica, pois a nossa medicina ainda engatinhava nas descobertas.Nesse ano de 1946, por todas estas causas e deficiências do controle dos serviços de saúde, ele veio a falecer. E por este motivo, eu sempre procurei buscar na circulação sanguínea, a minha defesa pessoal.Hoje já passando dos 75, já estou acima dos meus objetivos esperados, e não sei até aonde chegarei, mas sei que levarei comigo diariamente na minha bagagem, sempre uma “aspirina e uma castanha da índia”, que me fazem companhia de segurança e me fazem acreditar que estou diariamente seguro na organização da minha “mala de saúde”.Espero que este meu comentário não venha a servir de receita para ninguém, pois já enfartei .Esse incidente mudou totalmente a minha anterior mala de saúde, pois não me sinto ainda garantido, depois do meu enfarto. Faço caminhadas e ginástica rítmica e estou sempre acompanhado do meu “captopril e do meu liptor”, os meus perenes guarda-costas.Já dobrei a idade de vida do meu pai, acabando com a minha cisma de que eu não atingiria jamais os 37 anos.Observem portanto com cuidado, a sua mala de saúde, pois ela é e será sempre de vital importância, dentro da nova escola médica brasileira!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ainda falando sobre cauções...

Posso ainda citar aqui um outro procedimento que envolvia caução.Foi uma jogada de controle, em razão de uma operação que profissionalmente fiz, para descontar títulos caucionados para cobranças de duplicatas.
Sendo a Empresa em que eu trabalhava, recente em concretizar operações daquele tipo, não possuía um quadro de clientes conhecidos pelos Bancos.
Isso fez com que as coisas começassem a se complicar, pois o normal naquele tipo de operação eram as garantias atingirem cerca de cento e vinte por cento do valor negociado. No entanto, os Bancos pensando em nossa pouca experiência, começaram a exigir garantias em títulos acima de trezentos por cento. Minha atitude foi passar a lançar em nosso caixa todas as garantias que entregava aos Bancos, para comprovar que todos os negócios estavam bem seguros e que sabíamos exatamente os valores que estavam em poder deles.
Por mais uma vez e para minha surpresa, pude verificar que os empresários, já naquela época, não instruíam seus funcionários a exercerem garantias sob seu trabalho, mas quando assim o faziam, não pressentiam o valor das providências e nem achavam que tinham sido contemplados com uma ação que só traria benefícios de segurança, honestidade, controle e apuração dos números de importância vital nas análises do giro de cobranças para assegurar a comercialização dos produtos.
Isto prova que devemos nos caucionar em qualquer ato de nossas vidas, pois só assim, estaremos garantindo um futuro melhor, com resultados positivos e segurança em todos os nossos negócios.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A demonstração de uma réplica da bomba atômica

Decorria o ano de 1955 e comemorava-se os dez anos de término da Segunda Grande Guerra Mundial, nos campos de batalha da Cidade de Montese, no tão falado Monte Castelo na Itália.
Eu, era um jovem sonhador que necessitava entender o nosso Brasil da época e só sabia da bomba atômica pelo que havia lido nos jornais aos meus onze anos de idade.
Naquela época, eu tinha concluído o meu curso de Oficial R\2 no Exército Brasileiro, no CPOR/RJ e recebia um comunicado para estagiar como aspirante a oficial, no Regimento Escola de Infantaria, na Vila Militar do Rio de Janeiro.
Junto com a convocação para estágio, me era enviado um convite do 1º Exercito, que fazia menção ao comparecimento, num determinado dia do mês de março do ano de 1956, numa reunião militar, na Escola de Instrução Especializada , no bairro de Magalhães Bastos, para assistir no campo de provas, a demonstração da explosão da réplica de uma bomba atômica, igual àquela mesma que teria sido usada na Segunda Grande Guerra Mundial e que teria dado o retorno da paz ao mundo, pois ela foi usada nas duas cidades japonesas, a de Hiroshima e a de Nagasaki.
Apesar de ter sido muito contestada pela forma brutal do seu uso e emprego em Cidades ainda com alguns habitantes e por ter sido ela responsável, pelo final da Guerra, passou a ser por vista como a responsável direta pela rendição dos alemães e a ser citada durante vários anos e também muito contestada, por várias nações do mundo.
Na minha opinião foi muito mais leve do que as atrocidades cometidas pelo nazismo, diante da maioria do povo judeus, pela covardia, traição e morte de milhares de inocentes, que viviam nos campos de concentração dos nazistas .
Fiquei eu então engajado, em fazer o estágio, que me daria a formação de complementação do meu curso, e, atento ao dia dessa demonstração militar, que envolvia diversos representantes de força de todos os países que faziam parte da América Latina.
Esse convite se prendia a um chamado por ter sido eu convocado e incluído no grupo para servir num regimento militar, que fazia parte do primeiro grupamento tático da ONU, o Regimento Escola de Infantaria, do Rio de Janeiro.
Mas há coisas que me fazem pensar, haja vista que tem vezes na minha história de vida, que fui colocado à prova diante de pessoas e fatos raros, e que tento até hoje poder compreender.
Vejo que sempre são coisas que se tornaram para mim, impossíveis de acontecer a qualquer pessoa.
No dia da mostra da tal explosão, da bomba atômica, era eu parte integrante de um estádio cheio de convidados, de uma extensa parte do mundo, misturado nas arquibancadas.
Eu, junto com aproximadamente oito mil pessoas, pensei e imaginei que estávamos ali para aguardar o evento acontecer, quando os alto-falantes, anunciaram que iam sortear um nome entre todos os que ali estavam para acender a tal Bomba Atômica.
Adivinhem vocês qual foi o nome sorteado para acender o tal pavio.
Nada mais nada menos, que o meu nome, fora gritado pelos alto-falantes do campo de provas.
Eu, muito assustado, levantei-me e olhei de um lado para o outro, conversando com os meus botões - porque eu sou um sujeito marcado nessas horas que temos que suar e tremer? –
O mesmo alto-falante anunciava o que, mais adiante, me foi ditado pelo microfone,ou seja, qual seria a minha rotina e o meu procedimento daquele momento em diante.
Eu e toda a platéia presente ouvíamos atentamente.
As instruções eram as seguintes: - você terá que descer ao campo de provas e se apresentar ao sub-oficial que está lá embaixo lhe aguardando.
Não tema essa operação, pois você estará na companhia daquele homem, que foi o militar agraciado com a medalha de honra ao mérito, por ter sido o maior levantador de campos minados em todo o decorrer da campanha do Exército Brasileiro nos campos de batalha da Itália. Pode ir com toda a segurança junto com ele.
Aí então, eu desci para o campo de provas, nos apresentamos, e ele me disse - tudo será feito com muita calma, vamos andando até bem distante e lá no campo de provas eu vou lhe assessorar no acendimento da bomba, que foi montada com capacidade reduzida e somente para uma demonstração pública. E apontando mais ou menos para onde estava um bastão espetado no solo, ele disse: -você vê o suporte com a bandeira? eu respondi afirmativamente e ele continuou: está a uma distância aproximada de dois mil metros daqui. É lá que vamos acender a bomba.
Concluiu dizendo que seria tudo muito rápido, mas daria tempo de regressarmos até junto das arquibancadas antes do momento da explosão,pois o pavio tinha mais de seis metros, e enquanto ele criava o seu rastro, chegaríamos às arquibancadas para assistir de lá, junto com as pessoas convidadas e todas as autoridades dos outros países, uma explosão inédita aqui na América do Sul.
E assim aconteceu, eu já segurava uma caixa com fósforos, e, de joelhos, nervoso, muito nervoso mesmo, eu tinha uma imensa dificuldade de acender o fósforo, pois no campo aberto, naquele momento, ventava exageradamente. Tive que retirar da cabeça o meu capacete de aço e colocar a caixa com os palitos de fósforo dentro do meu capacete junto à ponta do pavio e sentar-me no chão, pois se assim não o fizesse nunca teria podido acendê-lo.
E no momento que conclui o acendimento, confesso que tive vontade de correr e até ameacei fazê-lo diante daquela grande platéia, que ria do meu temor evidente.
Percebendo minha situação,o velho herói de guerra gritou: - calma rapaz, vamos chegar lá. Dará tempo suficiente para assistirmos a explosão e ainda a formação do famoso cogumelo, que a todos impressionava.
E foi assim que aconteceu. Depois do susto, eu respirei aliviado, e disse para o herói de guerra: - este é um velho trauma de infância, do qual devo ter me livrado agora!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Brasil tem jeito!

Quanto susto, quanta indignação, quanta descrença, mas, mesmo assim, vou continuar dizendo :o Brasil tem jeito, sim! Do meu pai, recebi conselhos importantes e assustadores,pois êle tentava me aproximar das verdades que a vida esconde . Quando ainda menino eu lhe perguntei, porque não contribuia para o INPS, êle foi claro e objetivo, respondendo: -- filho, isso aí vai ser um saco de gatos e eu não posso ser roubado, ganho muito pouco e trabalho muito, e a lei não obriga ninguém a contribuir. Hoje , decorridos tantos anos, eu descobri a verdade daquelas palavras. E mais adiante, em outra oportunidade, êle me conduziu até o Centro da Cidade, mais precisamente no Morro do Castelo, indicando uma barraca de lona cercada por uma longa fila de pessoas. Disse, então: - você esta vendo aquela barraca? Ali funciona a tenda dos sonhos, ela pertence a um chinês, êle usa droga injetável, conhecida como ópio e cobra dos menos informados, os pobres brasileiros, a quantia de cinco mil réis, pois alí, vende o vício. Tudo isso acontecia a céu aberto.Prosseguindo, ia me alertando e falava: - não aceite nada das mãos de ninguém, nem um cigarro que seja. Estes dois alertas, foram os primeiros da minha vida, um com referência a vida pública, à corrupção, e outro relativo a vida pessoal, o vício , que já se implantava no Rio de Janeiro, pela atuação daquele traficante internacional.Hoje, eu fico intranquilo com a posição das nossas autoridades, que falam de tudo isso, como se fosse um fato novo. Fraudar a previdência social é um fato novo aos olhos do noticiário de TV. O crime organizado, é oriundo do jagunço, o jagunço é obra dos antigos coronéis, os coronéis são os antigos donos de terras e engenhos, que foram nomeados na época das capitanias. As capitanias foram doações do tempo do nosso Império, portanto a quem acusar ? Só nos resta dizer que o culpado foi o nosso primeiro Imperador , o jovem mancebo português D.Pedro I ... Nos dias de hoje, não adianta ficarmos pensando em procurar um culpado, mas sim, pegarmos pela mão nossos filhos e, a exemplo de nossos pais, exibirmos diariamente para êles, onde ficam todos os locais criminosos, evitando assim ,que o nosso Imperador, forme novas capitanias e por sua vez, surjam novos coronéis para delegar poderes aos novos jagunços, que com certeza, irão sustentar para sempre, a violência que reside entre nós.Nosso país, é rico e saudavél , e posso afirmar: - é a maior Nação do mundo ! Por isso temos a obrigação de sermos o povo mais vigilante, o mais dedicado, o mais investigador. Aí, sim ! 0 Brasil terá jeito , sim ! E para sempre !

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lembrando da força infantil, na Segunda Guerra Mundial!

Guerra mundial, uma profunda miséria. Que o homem, daqui para frente, não pense em criar, nada mais parecido no mundo. “Adolfo Hitler”, deixou vários maus exemplos, e mesmo, depois de tanto tempo do seu término, a guerra só serviu de marco à violência e às aberrações sociais. Quem sabe, talvez, todas as conquistas que colaboraram para o avanço tecnológico, pudessem ter sido de um preço bem mais suave, para toda a humanidade. Nós, brasileiros, tão distantes do campo de batalha, tivemos mesmo assim, o destino de sofrermos, a sua grande influência, no atraso da nossa economia, quando até fomos forçados a enviar tropas para a Itália, num acordo firmado com os aliados da ONU! Até nós, ainda crianças esperançosas naquela época, tínhamos muito medo de vermos, os nossos pais envolvidos, mas mesmo assim, fomos obrigados a participar indiretamente. Fomos orientados nas nossas escolas, e a nós cabia a obrigação de darmos a nossa colaboração, formando as famosas ”Pirâmides”, que eram erguidas nas esquinas das ruas e eram compostas de latas, borrachas, alumínio, zinco e madeira velha. Ainda por cima, tínhamos que participar do racionamento da gasolina, do racionamento do açúcar, do racionamento da farinha de trigo, todos estes produtos distribuídos por cotas, inerentes ao número de pessoas da família, e ainda a conviver, com o racionamento da energia elétrica, e a participar quase que diariamente, dos ensaios dos blackouts. Éramos, constantemente, ameaçados por uma expectativa de invasão do nosso território. E toda essa tensão, durou de 1938 a 1945. Só após a explosão da primeira bomba atômica, em Hyroshima e finalmente a da segunda, em Nagasaki, o que provocou a rendição das tropas da Alemanha, terminou o inferno. Uma pena que muitos inocentes japoneses, foram vítimas dessa única solução das forças aliadas! Ainda assim, o Brasil, indiretamente nessa Guerra, pode ser considerado como um território protegido pelo nosso bondoso Deus, pois todas as ofensas que recebemos durante todo o período, foram apenas no aspecto político e social, não nos afetando fisicamente, o que nos deu tranquilidade para continuarmos, no rumo do nosso crescimento como nação independente.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Uma reunião internacional, um grande susto e no final, uma grande gargalhada geral!

Eu iniciava, um novo processo na minha carreira profissional, depois de ter passado por uma gama de seis empresas, de tipos diferentes de negócios e comercializações.A alegria já tomava conta dos meus sentimentos, eu conseguia ter sido o escolhido e era o vencedor em uma competição entre vinte executivos convocados, para o preenchimento da vaga.Eu não sabia, mas seria o pior em conhecimento técnico e prático daquele grupo de candidatos, mas fui escolhido politicamente e só iria descobrir o porque, bem mais à frente. Eu iria enfrentar o desafio de ocupar uma vaga da maior responsabilidade entre todas as outras, que eu já havia ocupado em minha vida.Já havia trabalhado no ramo da indústria gráfica, em dois jornais , no ramo da indústria farmacêutica, assim como também, no ramo das madeiras e de móveis hospitalares e ainda na construção civil, mas tudo a nível de trabalho num estágio de Brasil, nada envolvendo o comércio exterior.Aquela seria a minha grande chance de testar conhecimentos e implantar coisas novas com fundamentos genéricos, voltados inteiramente para negócios internos e externos, ligados aos grandes Bancos e às grandes instituições financeiras, envolvendo as grandes obras em nosso país. Teria também a oportunidade de acompanhar a instalação no Brasil de um grande Grupo cimenteiro que inauguraria um novo projeto de instalação com a fabrica montada em linha reta, pois todas as outras existentes eram retangulares ou circulares.Todos esses motivos me encheram de orgulho pela apresentação desse projeto inédito que me foi exibido na ocasião do meu ingresso e eu seria um dos decanos daquele grupo de dezesseis brasileiros.Começaria com um treinamento junto ao profissional que até então comandava todos os passos daquele importante departamento, mas que me deixava claro que não gostaria de sair, tinha sido ali colocado por influência do governo brasileiro atual, visto que o meu patrão mor, era mundialmente conhecido e amigo pessoal do presidente, tendo sido por ele aconselhado a adquirir terras em Minas Gerais, onde teria em alguns municípios, o solo da melhor qualidade para atender ao seu investimento empresarial.Na hora H em que eu iniciaria o meu treinamento e desempenho, fui colocado à deriva num oceano, que pela total falta de conhecimento de coisas do exterior, tais como câmbio de diferentes nações, importação de equipamentos, fechamento de contratos do exterior referente as compras no mercado externo, e ainda contatos em vários idiomas,visto que desenvolviam processos de grandes financiamentos em Bancos de Desenvolvimento, como BNDES, BDMGS e BANRIO.Fiquei num mato sem cachorro, quando o referido chefe que tinha feito a minha admissão, por sentir que o patrão forçava a ele o ensinamento dos principais passos de trabalho,dirigido a mim, sumiu e se ausentou da empresa, não mais retornando, pois tinha outra colocação no Governo que lhe rendia alto sustento.E como ele tinha armado um golpe de processo seletivo, ficou enfraquecido, quando eu disse a ele que conhecia o Presidente de uma empresa estatal nacional.Ele ficou entre a cruz e espada e teria que ter me treinado. Como não o fez, se afastou e largou tudo na minha mão.E vejam vocês, estava entregue nas minhas mãos e abandonado numa gaveta de uma mesa de escritório, a montagem de um grupo empresarial, num valor de instalação em dólares, de US$ 8 bilhões aproximadamente e num pais, ainda pouco respeitado no mundo de negócios comerciais e industriais.E para que eu pagasse, todos os meus pecados, o filho do grande presidente mor, que exercia a presidência executiva do grupo, informou-me que o antigo ocupante havia sumido e que no dia seguinte teria um encontro muito importante com o grupo de consorciados construtores da obra da nova fábrica.Dando ciência ao referido senhor que ele não havia me entregue a chave da gaveta onde estaria o cashflow e os assuntos de bancos, o mesmo disse que resolveria o problema chamando um chaveiro e arrombando as gavetas. Mais tarde um pouco, chegaram os chaveiros e ele arrombou a fechadura da mesa, tirou tudo de dentro dela e me disseque daquilo não entendia nada e se eu nem tinha visto nada ainda, não sabia o que fariam naquela reunião.Pedi que ele confiasse em mim , que retrucou ser eu um grande otimista, pois havia chegado lá há pouquíssimo tempo. Disse que levaria o material para casa e projetaria um novo cashflow que o possibilitaria a fazer a tal reunião com o consorcio.E assim fiz, coloquei tudo em minha pasta e fui para casa com aquela grande missão, responder aos acionistas e ao consorcio as informações necessárias, para o acompanhamento de todo investimento da fábrica em andamento.Tinha montado uma planilha, que no meu conceito, era excelente, e alguns números arranquei da minha cabeça pois não os tinha.Quem chegou primeiro a minha sala foi o presidente em exercício, que imediatamente cobrou o trabalho que entreguei me colocando a disposição para esclarecer qualquer dúvida.Fiquei de prontidão na minha sala, orando para que tudo corresse bem, quando já próximo das 7 da noite, o meu telefone toca e o presidente solicita minha ajuda.Ao entrar assustei-me com grande número de pessoas de todos os tamanhos, de todas as cores e de todas as idades.Ele, muito sério me perguntou de onde eu tinha tirado aqueles números.Sem constrangimento, apontei para minha cabeça e respondi : - daqui doutor! Ouvi uma gargalhada em uníssono.Ele prosseguiu dizendo que tudo aquilo era um sonho e que aquelas pessoas haviam vindo para a reunião, não para sonhar!Percebi que o grupo todo de consorciados e acionistas não paravam de gargalhar.Tudo ficou bom para mim quando eu lhe disse que quem me ensinou a sonhar tinha sido a minha mãe !