Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

domingo, 27 de fevereiro de 2011

AS UPPS ORGANIZAM FAVELAS EM NOME DA CULTURA!

Não se pode fazer escolha de cultura sem freqüentar os meios sociais. Pelo que sei, vamos ter a instalação da mais nova idéia, ou seja, da Unidade Pacificadora de Polícia no morro da Providência, que já existe desde a época do império, sendo a mais antiga favela da nossa Cidade.
O morro da Providência, mais do que secular, teve como seus fundadores , os ex-escravos liberados pela famosa lei Áurea da brilhante princesa Isabel.
Esse morro, é por sinal, um dos maiores complexos da nossa Cidade, e assim, nunca deixará de ser citado, pois atinge a três freguesias das unidades de bairros, da Praça Mauá, Cais do Porto e Central do Brasil e do morro da Misericórdia, fazendo um giro de 360 graus!
Acho assim, que a UPP pelo seu lado político e cultural, ficará bem instalada.
Aproveito para fazer um alerta , lembrando do pouco, mas importante tempo, em que eu trabalhei ao pé daquela grande comunidade, ali na antiga Rua Barão de São Felix.
Lá, toda a minha semana ficava marcada pelo grande movimento que se acercava daquele morro, todas as quintas-feiras.
As quintas-feiras eram dia de assaltos aos bancos que circundavam o centro da Cidade.
Por isso, o elemento que naquele dia da semana tivesse que transitar pelo morro ou mesmo pelas ruas mais próximas do mesmo, poderia assistir os assaltantes recém-chegados dos assaltos realizados, sentados à beira das calçadas, contando e separando o dinheiro dos malotes.
Bondosos que eram para com o seu pessoal, gritavam para as velhinhas que por ali passavam e que já acostumadas àquela atividade, vinham de encontro aos ladrões, que bradavam em alta voz:- oh vovó! pega aqui esse taco de grana, que é presente nosso!, pagando assim, os segredos do crime.
Isso, sem falar dos pacotões de dinheiro que eram deixados na subida da rua, mais exatamente no bar da esquina, onde sempre mais tarde, duas ou três horas após os assaltos, vinham ser pegos por autoridades que clamavam por sua cota, para não se envolverem no crime.
Vamos pacificar, SIM! Mas nunca devemos deixar de saber que a pacificação, já está implantada e devidamente paga há muitos anos pelo crime diversificado!

(Jorge Queiroz - agosto/2010)
Fonte da imagem:joserenatomoura...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Um perdão financeiro, que não faz parte de uma dívida moral brasileira !


Deixei decorrer o tempo e como sempre, ele se mostrou carrasco. Às vezes o tempo maltrata, aniquila, enferruja, afirma, desmente e quase sempre nos deixa preocupados.
Na sua própria decorrência, essa preocupação, para qualquer ser humano que ao iniciar sua vida viverá sempre em torno dele, é crescente e obrigará a fortes indagações, para o fortalecimento das descobertas, em busca das verdades.
E agora eu me pergunto se essas verdades se originarão das noticias que assistimos diariamente em nossa televisão ou vemos nas principais revistas brasileiras e em grandes jornais diários.
Pensando bem, acho que nós nunca deveríamos fazer caso delas, mesmo sabendo ser a mídia, um instrumento de profundidade diária bem agressivo e que permite que um grande BOATO, se transforme numa grande verdade, desde de que ela tenha por trás, o nome de um grande JORNAL ou de uma extensa rede de TV ou mesmo revistas nacionais e internacionais de publicações periódicas dos principais fatos políticos, ou do estremecimento do já globalizado mercado econômico e financeiro.
Tenho guardado e bem guardado, um jornal datado de 04.06.2006, que é um exemplar do nosso antigo e conceituado Jornal do Brasil, que estampa em sua folha, o seguinte titulo em manchete com letras garrafais “A CADEIRA MAIS CARA DO MUNDO”, acima desta chamada uma outra, que tem a narrativa, de um fato que neste ano corrente já foi concedido ao Brasil, e que diz no seu cabeçalho:
BRASIL PAGA US$ 10 milhões, POR ANO PELA VAGA QUE NÃO OBTEVE NO CONSELHO DA ONU.
E uma outra preocupação me acelera o sentimento de ser brasileiro, e atento ao nosso Brasil, de uma forma ampla, pois na minha vida de velho brasileiro, atuei em diferentes campos profissionais, o que me faz ter uma obrigação em investigar e poder pensar que o nosso Brasil, é um pais continental, de um povo crédulo e sofredor, que já chegou na área de aposentadoria sem sentir, que o país sequer pensou na velhice do povo.
E agora, faço menção a complementação estarrecedora dessa mesma folha de jornal.
A manchete diz “LULA PERDOA DÍVIDAS DOS CALOTEIROS”, e faz a discriminação de um por um, dos paises caloteiros perdoados e cita seus valores:
DA BOLIVIA ...............US$ 52 MILHOES
DO CABO VERDE........US$ 4 MILHOES
DO GABAO .................US$ 36 MILHOES
DE MOÇAMBIQUE......US$ 315 MILHOES
DA NICARAGUÁ.........US$ 141 MILHOES
DA NIGERIA..............US$ 150 MILHOES
E NESTE MOMENTO
DE CUBA...................US$ 5 MILHOES

Como brasileiro, eu pergunto ao mesmo tempo em que afirmo, que não tive até hoje noticia em contrário que me diga que tudo isso estaria incluído num grande quadro dos boatos da nossa imprensa, às vezes tão contestada.
Garanto, que essa folha do jornal se encontra em meus arquivos, e não tive em nenhum momento, o conhecimento dessa notícia ser mentirosa, pois este ano foi exatamente aquele mesmo ano, em que enfartei no decorrer do fatídico mês de setembro,quando escapei de morrer e me fiz um usuário de três pontes de safena e de duas ligaduras mamárias.
Fico revoltado quando lembro que, na época do nosso Império, não tivemos o prazer de ver a nossa divida de construção das nossas primeiras estradas de ferro, obra do grande batalhador Barão de Mauá, serem perdoadas e ficamos pagando-a à realeza Inglesa por mais de cem anos, incluídas nos centavos de cada valor de transporte do trabalhador brasileiro.
Será que somente as dívidas brasileiras não merecem perdão?
Voltando a esse mesmo jornal ainda tem uma outra afirmação de que o Brasil vem diariamente consolidando em ritmo acelerado, a IMAGEM de pobre, metido a ricaço e ainda mais, sendo um ricaço metido a perdulário, enquanto espalha embaixadas brasileiras pelos subúrbios do mundo inteiro e garante que LULA, só queimou dinheiro, com os numerosos caloteiros devedores, além de num discurso de improviso, repetir em voz alta que amigos desvalidos merecem o socorro dos remediados.
Disseram também que foi aconselhado pelo MINISTRO CELSO AMORIM E PELO SEU ASSESSOR ESPECIAL MARCO AURELIO GARCIA, a não fazê-lo, pois o dinheiro era do povo brasileiro, que paga sempre seus gastos e desperdícios.
O pior é que tudo isto aconteceu num pequeno espaço de três anos e meio!

P A S M E M!
Será verdade ?

(Jorge Queiroz da Silva - julho/2010)

Fonte da imagem: blogs.estadao.com.br

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um português do barulho

Conheci um lusitano teimoso, convicto e endiabrado cujo nome de guerra era “Lomba” . E quanta coisa interessante esse gajo me passou!... Vamos dar aqui uma ordem aos fatos mais interessantes que até hoje, sobrevivem em minha memória.Chegou ao Brasil por volta de 1976, logo após a Revolução dos Cravos em Portugal ocorrida na década de 1975. Ele fazia parte do “staff” do mais famoso empresário para quem trabalhei , que veio para o Brasil se estabelecer como industrial, banqueiro e pecuarista. Mas, vamos ao Lomba. O Lomba na verdade, lá em ‘Leiria’ tinha como função, ser o responsável por todo o serviço de capatazias nos principais portos de Lisboa, Leiria ou Cidade do Porto. Pela grande responsabilidade do seu trabalho em Portugal e como todas as empresas do meu patrão haviam sido encampadas pelo governo revolucionário, deixou o pobre Lomba, assim como outros famosos executivos, sem função específica. Daí então, serem trazidos para o Brasil para ocuparem cargos correlatos no Grupo onde eu trabalhava já há quase três anos. Conto aqui o primeiro episódio: Estava eu em minha sala de trabalho, quando o Presidente do Grupo, entrou acompanhado do Sr. Lomba, dizendo-me: - aqui está uma pessoa de alto “”valore”” para o nosso grupo. Trata-se de um gajo muito entendido em coisas do porto, nos embarques e desembarques das importações e exportações. Ligue-se a ele e terás um bom conselheiro em outras “”coisitas”” mais. Então, eu muito atencioso, puxei uma cadeira para o Lomba dizendo: - senta aí para a gente conversar. Logo em seguida, arrependi-me do que disse, pois ele se sentou e foi logo disparando : as coisas aqui não devem ser muito diferentes das de lá. Vai ser muito fácil para mim, e o meu primeiro teste, vai ser desembaraçar a minha própria carga de mudança para o Brasil. Aí sim, eu ficarei senhor da situação. E continuando, me fez outras solicitações, sobre visto de passaporte, carteira de identidade, carteira profissional, cartão do imposto de renda, bairros onde poderia residir no rio, conta bancária,etc... Eu, muito à vontade , escrevi todas as informações para ele colocando-me às ordens para qualquer outro problema no futuro. Não passou tanto tempo assim , quinze dias após, vem aí o primeiro entrevero da era Lomba: Recebo um telefonema da empresa Nicolau Hayes , me perguntando se trabalhava comigo um indivíduo com o nome de Lomba. Respondi afirmativamente e me disseram espantados, do outro lado da linha, ele é louco!... Então eu disse: - não o conheço bem ainda, ele chegou a menos de quinze dias no Brasil. Tornaram a me perguntar: - esse gajo está mudando para o Brasil? Respondi que sim, e eles, deflagraram a ira profissional, dizendo indignados: - você sabe que ele está trazendo uma carga de quase duzentas caixas, e que a maioria delas contém armas, revólveres, carabinas, metralhadoras, espingardas, marfins de elefantes, peles de onças, etc, etc...? Fiquei traumatizado com aquela informação, peguei imediatamente o telefone, ligando para o Lomba e dizendo: -estamos num impasse, a nossa alfândega aqui no Brasil, não está aceitando o desembaraço da sua carga de mudança, uma vez que, a sua carga de móveis e utensílios está sobrecarregada de armamento . Ele tranqüilamente me respondeu: -eu não te contei que eu era caçador em Portugal? Então, eu respondi ao Lomba que caçar no Brasil é bem diferente do que caçar em Portugal. Ainda por cima, estamos vivendo a ditadura militar, vai ser impossível o desembaraço de sua carga. Prontamente, ele respondeu:- “”ai ééé...””? então mande jogar minhas armas ao mar! Este foi primeiro teste do Lomba como despachante alfandegário no Brasil, um verdadeiro fiasco! Mas não paramos por aí não, veio o segundo entrevero: A esposa do Presidente do Grupo iria fazer uma viagem à Lisboa e solicitou ao Lomba que queria levar com ela o automóvel Passat, último tipo, comprado no Brasil, para mostrar aos seus amigos portugueses. Lomba muito obediente,por sinal, veio até mim e disse: - tenho que despachar o Passat da esposa do nosso Presidente para Portugal, ela quer levá-lo na viagem de férias, o que tu achas ? Eu lhe disse que era impossível e ele continuava insistindo: - mas a palavra de meus patrões valem muito, eu vou despachar o carro assim mesmo. Eu fiz um alerta:-você vai ver o preço deste despacho depois... Quando recebi as notas de capatazias para pagar, fiquei indignado e disse :- sabe você, quanto custou esta brincadeira? , ela ficou em mais de oitenta por cento do valor do carro, só de taxas alfandegárias. Essas despesas ficaram a débito de sua conta pessoal. Mas ainda não paramos por aí, vamos continuar com as histórias do Lomba... Após a volta da esposa do Presidente, que residia em uma das fazendas do Grupo, na Fazenda Três Rios, no Município de Unaí, ela necessitou de um novo trabalho, e pediu ao bravo Lomba, que fizesse o transporte de uma máquina de lavar roupas para a Fazenda,em caráter de urgência. Prontamente o referido serviçal a atendeu, amarrando a máquina de lavar ao teto daquele mesmo Passat, (o tal carro que foi passear em Portugal) e saiu viajando pelas estradas de barro, em direção à Fazenda, esquecendo de um pequeno detalhe importante: aquele tipo de estrada é por demais acidentado e isto causou ao teto do carro um afundamento natural a cada balanço, no percurso da viagem. Em dado momento ele começou a sentir um peso em sua cabeça, olhou para cima e viu que tratava-se do teto do carro. Na realidade, ele conseguiu obedecer a ordem da patroa, mas em compensação , o carro no seguro, após a consulta de sinistro que fiz a corretora, pelo laudo de verificação, foi enquadrado como “perda total” . Vamos seguindo com as histórias do Lomba, e vamos recordar que ele já estava no Brasil há pouco mais de um ano, quando perguntou-me: - que praia no Rio de Janeiro dá maior tranqüilidade para a família? Eu respondi: - “Grumari. Perguntou-me como se chegava até lá e eu informei: - pela orla marítima, passando pelo Recreio em direção a Guaratiba. Por curiosidade, lhe perguntei qual era o seu carro e ele me disse ser um Galaxie 1968. Chamei sua atenção para o custo de combustível daquele carro, que era muito alto, fazendo apenas três quilômetros com um litro de gasolina, mas ele respondeu que preferia aquele carro para levar toda a família de uma única vez e que com o dinheiro que economizasse da prestação na compra de um carro zero, abasteceria o Galaxie tranqüilamente, durante o mês inteiro. Dias depois, eu fiquei sabendo que ele foi a Grumari com a família, no possante “Galaxie 68 “, só que retornou para casa rebocado. Esta não foi a última história da era Lomba, mas seria uma série muito maior, se eu estivesse ainda junto dele até os dias de hoje. Mas para finalizar, vou contar a que acho mais hilariante. Num determinado dia me encontrava no gabinete do Presidente atendendo a um chamado e de repente entrou pela porta, esbaforido e totalmente nervoso, o famoso Lomba. O gajo muito aflito, iniciou na sala do patrão uma caminhada, frente à frente, a mesa do Presidente. Ia para lá e voltava para cá, repetindo muitas vezes este trajeto. O patrão já irritado com aquela estranha movimentação, levantou a cabeça e dirigiu os olhos ao Lomba, dizendo em bom tom: - oh ! Gajo! Senta aí! Tu assim , estás me colocando nervoso! Aí então para minha surpresa, verifiquei que ele havia ingressado na sala, portando um cigarro aceso, e como era pessoa que respeitava demais o patrão, ficou andando de lado para o outro, para que o patrão não percebesse que ele estava fumando, uma vez que o Presidente era uma vítima do cigarro, sofria de um enfisema pulmonar. Então bruscamente , ele amassou o cigarro na palma da mão e o colocou rapidamente no bolso de sua camisa. Só que ele não teve muita sorte...vestia uma camisa de seda pura e o cigarro inflamou no seu bolso começando a sair fumaça,quando o nosso grande chefe percebeu. Aí então gritou bem alto: oh! Gajo ! Estás a ardere! Eu então não suportei e fiquei rindo sem parar, pois nunca tinha visto uma piada de português ao vivo e a cores.
(Jorge Queiroz - abril/2000)
Fonte da imagem: despolemico.blogspot.com

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mas, que reencarnação!

Hoje pela manhã, liguei a televisão. Queria assistir ao jornal de notícias e logo ao primeiro intervalo, para minha surpresa, uma chamada : “a tela quente” iria exibir um filme cujo enredo me deixou preocupado. Pela narrativa, a estória se desenvolveria em torno de um homem que morreu e voltou à vida, reencarnado como um lindo cachorro.Esse cachorro, por acaso, instalou-se na mesma casa de outrora, como o novo membro daquela mesma família, que chefiava há tempos atrás. Esta narrativa me despertou curiosidade, e por certo interessei-me em acompanhar. Pelas primeiras chamadas do filme, observei que o cão era uma figura já bem identificada com as coisas da casa. Vou aqui navegar na imaginação e tentar confirmar quantas vezes já observei em determinadas casas, o comportamento de alguns animais, e pelo visto, o roteirista deste filme deve ter se inspirado em fatos que acontecem na vida real. Na minha lembrança, quando menino, tínhamos um cãozinho, chamado Príncipe, que era muito apegado à toda a família. Era atencioso quando falávamos com êle, adorava ser acariciado e sempre estava a observar as coisas. Num determinado dia, minha mãe saía para o trabalho, e quando estava exatamente próxima à estação do trem, ficou preocupada e muito nervosa,pois quem estava ao lado dela? O nosso amado cãozinho. Como ela não poderia voltar, tinha que embarcar no trem, e assim fêz. O bichinho, quieto, não saia de perto dela. Quando chegou ao final da viagem, desceu do trem, e olhando muito séria para êle , disse muito nervosa: - Não posso perder o meu emprego e nem quero perder você, portanto trate de ser inteligente e volte para casa imediatamente. Esquecendo que eles já estavam a mais de 10 kms da residência, dirigiu-se ao ônibus que a deixaria na porta do seu emprego. E que dia! Trabalhou completamente preocupada. Ao final do dia, chegando à casa, chorou de alegria,pois quem estava alí quietinho era o Príncipe, o nosso grande amigo. Eu, então, sem entender nada, perguntei? – Mamãe, por que você está chorando? Ao que minha mãe respondeu: - meu filho, eu choro é de alegria, eu não esperava encontrar o nosso bichinho aqui; ele me seguiu na minha ida para o trabalho, foi comigo até a Cidade e eu não podia levá-lo comigo, nem poderia voltar à casa, pois tinha a conta certa do dinheiro da passagem. Não me diga, mamãe! Como pensando alto, ela continuou: - meu filho eu só posso achar que o Príncipe é o seu avô reencarnado, por que só êle tinha essa mania de me seguir quando eu saía pra trabalhar! Chego a conclusão de que em cada família deve existir um bichinho, que deve trazer dentro de si, a alma de um ser nosso reencarnado! Portanto, trate sempre bem aos pobrezinhos, êle poderá ser um irmão, um tio, um pai, um avô, ou quem sabe até você mesmo, num futuro próximo!
(Jorge Queiroz - abril/2000)
Fonte da imagem:jornalmundogospel.com

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Um mau começo



Que lindo o nosso Brasil! ... Quanta terra, quantos rios, quantas matas, quanto minério, quanta fauna, quanta flora... Esse nosso país é um Eldorado de um planeta jovem. Foi descoberto casualmente. Acho eu, que Cabral , fazia exatamente uma viagem de turismo até as Índias, e, para livrar o seu berço natal do chamado lixo humano, levava consigo, diversos indivíduos condenados pela justiça portuguesa, para o exílio em terras descobertas e não habitadas. Uma forma usual e política do reinado português. E neste caminho,implantaram-se todas as linhas de crescimento do nosso grande Brasil ! A força de braço veio da África... A força técnica da Inglaterra e da Alemanha... Da França, veio o intelecto, a moda e a leitura. Assim , ficamos dependentes de acordos comerciais e industriais, que nos dominaram até há bem pouco tempo. Faço um apelo ao nosso mundo político de hoje: -não esqueçam, por favor, que nós brasileiros, não somos mais aquele lixo humano que veio esquecido nos porões dos navios. Que nós não somos só braços, somos cabeças também, e que já temos noção exata do nosso tamanho e da nossa força e riqueza. Assistimos à colonização, ao império, à República, à ditadura de Vargas, à falsa democracia, à ditadura militar, e atualmente assistimos a ”baguncracia”. Só temos lamentos... Estamos querendo ser de primeiro mundo e esquecemos que nós somos de um mundo especial, onde temos um pouco de cada raça, um pouco de cada língua e vivemos num clima especial para vida e cultivo. Já tivemos todos os exemplos para implantarmos o novo caminho: Conhecemos 30 anos de Vargas, 5 anos de Dutra, 5 anos de Juscelino, 9 meses de Jânio, 24 anos de ditadura militar, 4 anos de Sarney, 2 anos de Collor, 3 anos de Itamar, 8 anos de Fernando Henrique e tantos mais de Lula.Somando todos esses anos, concluímos que nada mudou até agora... As afirmações continuam sendo as mesmas, a nossa moeda é fraca, a nossa produtividade é baixa, a corrupção é ativa, as nossas dívidas interna e externa são altas, o desemprego é constante, a nossa Amazônia é desprotegida, a segurança não existe, a educação e a saúde são fracas, o crime se estabelece em crescimento, a moradia é carente, a poluição aumenta, o desmatamento é criminoso, a justiça é lenta, o saneamento é falho, as medidas provisórias se firmam e se tornam definitivas...Afinal, Brasil ! Vamos ou não vamos, chegar lá? Não precisamos copiar o modelo chinês, pois não iremos construir uma muralha de pedras, mas vamos definitivamente construir uma muralha de inteligência, fazer uma divisão racional das tarefas, quem sabe retrocedermos até os tempos da colonização e iniciarmos agora, um novo ciclo cujo objetivo será o de se tornar o “celeiro do mundo ".
(Jorge Queiroz - junho/2010)
Fonte da imagem:mestreseo.com.br

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O grande perigo, o emprego descartável !


Assusta-me, apavora-me, sentir que uma grande Nação deixe seu povo sem ocupação.Lamento sentir meu filho desempregado e com toda a vontade de criar. Desgosta-me ver a sede de nossos jovens à procura de uma formação, uma especialização e a falta constante das soluções prioritárias que mostrem um caminho para a segurança de um país, que tem tudo para ser a maior nação do mundo. Tudo isto, me faz pensar que a violência é fruto desse desemprego.Os envolvimentos com o crime arrastam com facilidade os nossos jovens, quando não os conduzem ao vício e ao tráfico de drogas. Há algum tempo atrás eu imaginava que a violência iria alcançar todas as camadas sociais, e atualmente, ela já atingiu a todas elas, tornando cada vez mais impossível a tão desejada solução. Vou aqui relembrar um episódio acontecido comigo na década de 1970, que se por acaso voltasse a acontecer, me traria muitos problemas em relação a seu desenvolvimento, se lembrarmos que naquela época o desemprego não alcançava os níveis de hoje.Estava eu, trabalhando na construção civil, era o administrativo e financeiro, responsável pelo fluxo de caixa e programações de pagamentos.Num determinado dia, após realizar a quitação de um débito de compra de madeiras, fui consultado pelo funcionário que fazia o recebimento, se eu não aceitaria trabalhar para eles, e eu respondi, que motivos eu teria para abandonar um trabalho que me apoiou, numa seleção entre vinte candidatos, me tirou de um desemprego e dava todas as condições de sustento a mim e a minha família?Mesmo assim, nada do que eu disse fez o sujeito desistir, e insistindo muito, perguntou-me quanto ganhava. Respondi e ele contra atacou,dizendo que tinha uma excelente proposta para mim. - Vamos pagar muito mais e tê-lo conosco. Não custa nada pensar nisso e comparecer para uma reunião no nosso escritório central.Esse oferecimento me fez coçar a cabeça, me aguçou a curiosidade, e mais ainda quando ele completou que sabia que eu trabalhava de Segunda à Sexta-feira, e ia aguardar a minha presença no Sábado seguinte, pois iam promover uma reunião com toda a diretoria da empresa, para decidir o meu ingresso.Pensei duas vezes e disse que ia até lá para analisarmos juntos a situação. Perguntei sobre o horário e ficou marcado às 09.00 horas da manhã.Finalmente naquele sábado que seria uma encruzilhada na minha vida, para lá segui, e ficando surpreso com a forma como o sujeito me apresentou ao grupo: - eis aí o homem que vai resolver todos os nossos problemas administrativos e nos fazer seguros financeiramente. Depois das apresentações de praxe, eles pediram para seguir de carro até a tal fabrica.Perguntando onde estava situada eles pediram que eu aguardasse para ver. Já então, espantado, pude visualizar, o tipo físico de cada diretor da empresa.Eram ao todo, quatro verdadeiros alemães, de altura média de l,85 metros. Todos com olhos claros e queimados pelo sol.Saímos do prédio, e por ser um Sábado, na porta do edifício, estava o carro que nos transportaria até a tal fábrica, um carro preto com vidros fumê, um modelo ideal para os mafiosos.Entramos então no carro e eu fui colocado no banco traseiro, entre dois dos diretores, ficando na frente, os dois outros. Minha cabeça começou a trabalhar, minha mente aquecia e a minha vontade era saber para onde eu estaria sendo levado.Após o carro arrancar, tentei iniciar um processo de observação para saber exatamente, para onde eles me levavam, mas todo esse meu esforço, foi em vão.Os camaradas não me davam nenhuma trégua, e eu recebia um verdadeiro bombardeio de perguntas, em relação ao meu conhecimento administrativo e sobre todas as minhas experiências profissionais, o que dificultava a minha visão do trajeto.Assim sendo, tive que me contentar em observar somente as principais vias, por onde transitávamos.E a minha cabeça trabalhava, e eu pensava, aqui ainda é a Av. Brasil, agora já pegamos a Presidente Dutra,e em que quilômetro estamos?Eu me perguntava e o tempo passava, já estamos com mais de duas horas de viagem, para onde estou indo?Após mais trinta minutos de angustiante viagem, finalmente o carro entrou num dos entroncamentos da Via Dutra, numa daquelas estradas de barro, cheias de costelas, e um horizonte verde de mata fechada se abriu à minha frente.Descendo morro e subindo morro, a cada minuto, o nervosismo aumentava, e eu já transpirava por todos os meus poros.Quando afinal ao subir um destes morros, vislumbrei uma enorme fábrica com serrarias enormes, caminhões circulando a sua volta, e um número enorme de obreiros com alguns capatazes. O carro encostou no pátio e logo à frente da casa da fazenda, estava a sede da administração daquele complexo industrial clandestino.Por certo, uma empresa fora de todos os conceitos da lei, que não deveria fazer parte dos registros de qualquer junta comercial que se preze. Aí então, comecei a entender o porque do oferecimento de um salário tão elevado, eu por certo seria um escolhido testa de ferro, para um grupo de empresários fraudulentos e imediatamente, eles começaram a colocar para mim, você vai passar a ser um dos nossos, aquela casa da fazenda vai ser colocada no seu nome e o incluiremos em nosso contrato social, onde anotaremos todos os seus direitos trabalhistas.Em dado momento, perguntaram quando eu iria trabalhar com eles. Respirei fundo e pensei com os meus botões, que tinha que iludi-los mantendo de pé a intenção de que aceitaria a proposta. Pedi um prazo de sete ou dez dias, para regularizar a saída da empresa e eles concordaram. Com a promessa de não deixar de procurá-los após aquele período, retornamos ao Rio de Janeiro. Entrei então num longo processo de crise mental e fingindo-me de morto, nunca mais os vi, e jamais fiz qualquer contato com os tais empresários, contrabandistas em potencial, e eles também, jamais me contataram, graças a Deus!
(Jorge Queiroz - julho/2010)
Fonte da imagem:jack.eti.br

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O SACO DO ABRIGO... TERÁ QUE VOLTAR URGENTE!



Parece incrível, mas é a pura verdade!
Apesar de ser uma expressão do passado, é importante que se diga o que é o tão falado SACO DO ABRIGO.
Por certo esse “ saco” representa a idéia mais importante, assistida por mim ainda menino, que teria marcado a minha infância.
Ele tinha um fundamento correto, sem espírito político, pois até hoje, eu não consegui descobrir nem o nome do criador, nem o nome do inventor.
Era um instrumento de utilidade pública e de objetivos diretos, para dar a uma instituição pública, um conceito tão verdadeiro de ajuda ao próximo.
Naquela época, eu era um menino quase dez anos e minha mãe me incumbiu de ser, na minha casa, o responsável pelo famoso “Saco do Abrigo”, pertencente a Empresa de Limpeza Urbana.
Seria eu a pessoa a quem a carroça do lixo procuraria para receber os sacos já cheios, trocando-os por sacos vazios, para futura reposição.
Eu tinha a grande responsabilidade de conservar a sua arrumação no quintal de nossa casa.
Eram em número de três.
É o que chamamos atualmente de preparo para a reciclagem já bem controlada em nossa Cidade, por diversos meios e objetivos.
Cada uma daquelas três sacas, recebiam um produto diferente para fazer a devida reciclagem.
Vejam vocês que isso já acontecia nos anos quarenta e só alguém que tenha vivido as obras sociais daquela época, com certeza vão lembrar do que eu digo.
Ele o bendito SACO, pertencia ao ABRIGO CRISTO REDENTOR, que ficava num bairro do Rio de Janeiro, Higienópolis.
A diretoria daquela associação, sem nenhum selo político, é que cuidava de garantir a sobrevivência dos pobres velhinhos que ali residiam, e tiravam do Saco do Abrigo o sustento de casa, comida, roupa lavada, assistência médica.
Lembro que os velhinhos também recebiam aulas de treinamento, para executarem determinadas tarefas e não ficarem totalmente excluídos, ociosos e inertes, pois assim, teriam a ajuda saudável de ter a cabeça ocupada.
A direção do abrigo ainda terceirizava alguns outros serviços daqueles internos mantendo-os vivos e atuantes.
Era um empreendimento exemplo dos cuidados básicos e principais aos idosos e sem famílias, e dentro de uma cultura de ajuda aos nossos trabalhos sociais na nossa área de governo!
Hoje eu não saberia responder, se aquele tipo de distribuição dos sacos do abrigo continuaram a ser feitas ou se terminou e porque terminou?
Creio que essa seria uma idéia para a nossa bem estruturada COMLURB, que cuida de coisas parecidas ligadas às nossas residências.
Ela até poderia mudar o nome para SACO DO PREFEITO em ajuda aos velhinhos!
E assim eu posso afirmar, quem não gostaria de encher o saco do nosso PREFEITO!


(Jorge Queiroz da Silva - abril/2010)


Fonte da imagem:abrigocristoredentor.org.br

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A IMPECÁVEL MARÉ MANSA !



Os políticos, na sua grande maioria, vivem de “egoísmo” e de “egocentrismo”!
Sinto-me hoje, como um novo observador político.
Pelo grande número de eleições em que participei como um velho eleitor, eu afirmo que o nosso pluripartidarismo, só contribuiu para um excesso de outras tantas irregularidades partidárias.
Pela minha observação de vida, acredito que devíamos sempre pensar em sentir a vida pelos seus diferentes aspectos e o maior deles seria o de acharmos que ela é uma pirâmide, de cujo topo só se aproximarão os mais bem preparados ou então um grande funil por onde só sairão no seu estreito gargalo aqueles mais bem conceituados e especializados.
Eles, os nossos políticos, pensam agora em mexer na lei eleitoral.
Logo assim que se fizeram partidários, pensaram em criar a tal lei do “nome limpo”, coisa já tão antiga, que nos obrigam a esquecer, que podemos criar politicamente nomes sujos também.
Sabemos que esses dois lados da balança (nomes sujos e limpos), sempre existirão dentro de todas as grandes e notórias perseguições pessoais dentro de qualquer vida política ou profissional.
Eu conheci um empresário e consultor, que me dizia com constância, que no nosso trabalho temos que fazer política, pois se não o fizermos, nunca iremos crescer seja em qualquer negócio.
Hoje eu posso me arriscar a perguntar se o sinônimo de fazer boa política é crescer a todo instante, mesmo que seja atropelando aos nossos adversários políticos ou profissionais.
Vivemos num mundo globalizado e não devemos esquecer que os homens são e serão sempre vaidosos e quando a vaidade atinge o homem, ele perde o sentido de vida e se torna o pior inimigo do bem estar humano.
O nosso Brasil hoje, tem em seu caminho, a fiscalização mundial política, pois tudo que se falava ontem, era que ele seria “eternamente” o país do futuro. Diferentemente de hoje, pois para o mundo já globalizado, não haverá o futuro, sem o nosso amado BRASIL.
Observem as bolsas do mercado futuro, onde o Brasil era sempre visto como mal pagador.
Essa é a minha afirmação, sou vaidoso também e me acho um visionário, mas só quero garantir aos brasileiros, com a maior certeza de que montamos dentro da nossa forma de ser e querer e sem pressa alguma, com um jeito todo especial, o maior fundamento para ser e continuar sendo, o futuro de um mundo bem melhor para todos, mesmo que digam e afirmem que o nosso povo foi muito esperto e sempre dono de uma pura malandragem.
Outro dia, assisti o “Alexandre Garcia” num programa matinal, dizer que o Governo se preocupa com o Irã, tão longe de nós e esquece do Paraguai, aqui tão pertinho, demonstrando com isso, uma tremenda inocência política.
Voltando às fichas limpas e sujas, lembro-me de uma loja, que surgiu no ramo de comércio de roupas para homens, isto ainda na década de 1950. Ela tinha um nome de marca sugestivo e engraçado, era a IMPECÁVEL e tinha como complemento do seu slogan o dístico, MARÉ MANSA, ou seja aquela que pelo anuncio dizia, que comprar com o nome sujo, seria ali mesmo.
Muitos dos brasileiros que não tinham condições de compras, pois eram subempregados ou estavam com os seus nomes arranhados, podiam ali se vestir com todo o rigor.
Essa forma de reverenciar um nome sujo pegou e o mercado para identificar o mal pagador, pedia para ver a etiqueta da camisa, para ver se foi comprada naquela loja e se assim fosse, o pobre coitado, ficava sem poder trabalhar, pois tinha um aval negativo.
Vejam vocês que isso só podia ser coisa de país sub-desenvolvido, mas mesmo assim, a Impecável Maré Mansa resistiu por anos a fio.
Por todos esses motivos citados, creio eu que com a implantação dessa nova lei, a do nome sujo, os nossos políticos devem rapidinho entrarem com uma ficha cadastral, na grande idéia brasileira de vestir a famosa Impecável Maré Mansa!
(Jorge Queiroz da Silva - setembro/2010)


Fonte da imagem:neurotech.com.br

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AMAZÔNIA,O ESCONDERIJO DA MAIOR NAÇÃO DO MUNDO!



A Amazônia esconde tudo, menos o sucesso brasileiro, devido à sua guarda em nosso valoroso e extenso conteúdo territorial.
A maior nação do mundo,o Brasil, já está em plena expansão ainda que seja debaixo da nossa cobiçada floresta.
Ainda bem que o nosso grande e bondoso DEUS, usou de uma estratégia de planejamento de Universo perfeito.
Fez do Brasil o seu gabinete de trabalhos técnicos e de expansão universal e inicialmente não o entregou nas mãos dos conhecidos e práticos egoístas navegadores, mas sim, nas mãos dos experientes e técnicos navegadores portugueses, responsáveis pela sua descoberta e formados pela famosa Escola de Sagres.
Dessa forma, o Brasil só poderia se dar muito bem, numa extensão de território ultra-continental, banhado por um oceano bem orientado que se limita e se direciona para a direita de todo um mundo africano, onde seus descobridores ao iniciarem os seus trabalhos mais árduos, foram buscar nos braços de nossos negros africanos, os donos das nossas descendências, nos fazendo privilegiados de uma origem forte e saudável.
Hoje eu ainda acredito que o nosso país, já conhece pela mão de todos os seus governantes, tudo que temos guardado embaixo daquela extensa floresta, a única do Universo.
Basta a nós prestarmos atenção em alguns programas de TV, que envolvem a nossa querida Amazônia, o tão falado pulmão do mundo!
Aquela grande área brasileira, que até pela sua umidade do solo tem e terá sempre uma grande importância para o restante do mundo, fará com que ela possa ser avaliada e dê as garantias do seu não “ressecamento”, que influenciará todo o nosso planeta.
Sendo assim, terá que ser observada e vigiada, constantemente, no seu dia a dia e também medida e comparada no seu nível de controle de qualidade, para que possa garantir, para nós brasileiros e para todo o mundo assim interessado, suas riquezas e seu real valor.
Hoje os meios de comunicação não poupam esforços nessa divulgação, recebida da Embrapa, haja vista os variados programas exibidos pelos canais de televisão.
Pena que essas exibições não sejam feitas em horários passíveis de assistência por grande número de brasileiros, servindo essas apresentações para passar instrução e conhecimentos a outros povos e países, que certamente também necessitarão conhecer a mais fantástica combinação já feita por Deus na natureza, em céu, terra e ar, que a torna possuidora desses grandes valores.
Lamento muito que esse tipo de programação não seja ainda levada, com mais freqüência a horários mais acessíveis às nossas crianças brasileiras, em programas semanais ou por distribuição pública de vídeos programados e gravados, distribuídos em nossas escolas, pois, fazendo parte do currículo escolar, passariam a ser importantes meios para a formação de mais brasileiros cheios de sabedoria e orgulho, vigilantes à segurança dessa rara área mundial que nos protege e auxilia na vida do planeta, pelos altos valores da expressiva vida natural ali presente.
E esse Brasil me enobrece ainda mais, quando me lembro que ao trabalhar na Indústria Química e Farmacêutica, deparei-me com essa diferenciada força botânica do nosso Brasil, que apoiada na fabricação de tônicos e fortificantes tínhamos que importar do rico norte.
Naquele momento eu tomava conhecimento da existência de plantas tão importantes, como aquela que era produtora da fava e casca de Jucá e as das ramagens do guaco silvestre e do rico agrião, que era tratado em águas puras de nascentes das nossas encostas, e que pelo seu forte poder do iodo, propiciava a saúde.
Ainda conheci a rara erva silvina, já quase extinta, conhecida e popularmente chamada pelos caboclos das matas, como a “erva do passarinho”, uma planta hospedeira semeada nas copas de nossas grandes árvores florestais pelo bico dos nossos pássaros, que assim o fazem instintivamente, como se estivessem orientados por Deus.
Ainda cito aqui a própria serragem da força da madeira sagrada, do óleo vermelho, um dos grandes depurativos do sangue e com a extrema força do selvagem cambará e das folhas e galhos do maracujá, que juntos na fórmula original criada há mais de cinco séculos pelos nossos índios brasileiros, indiretamente ajudaram a Industria Química e Farmacêutica e puderam curar milhões de moléstias dos brasileiros.
E assim, baseado nessa força da natureza, entregue nas mãos de um povo hoje já maduro e integrado, eu apregôo que sejam cuidadosos e zelosos, com esse valioso tesouro que, não é apenas um pedaço de terra, mas um dos únicos pulmões da natureza.
Ajudem, em cada ato, a salvar a nossa Amazônia!


(Jorge Queiroz - setembro de 2010)

Fonte da imagem:eobvio.wordpress.com

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A CRIAÇÃO DA SEGUNDA REPÚBLICA DO IMPÉRIO

Pensemos e analisemos.
O Brasil seguiu os passos políticos republicanos e democratas, da grande nação americana, os Estados Unidos da América, apenas oito anos após a descoberta dessa força mundial que ocorreu em 1492.
Podemos observar que, desde então, as passadas brasileiras vem seguindo as passadas norte-americanas. Por que digo isso?
Digo e afirmo porque os americanos começaram a sua organização quando os seus republicanos iniciaram a Constituição política e econômica da sua terra e ela foi elaborada dentro da defesa de territórios herdados e combatidos que viviam nas mãos das tribos apaches.
E o que fez o Brasil, senão uma cópia disto?
Tínhamos os nossos índios nativos e os nossos futuros descobridores também trouxeram da África a sua força aliada para criar a nossa República Imperial que após o ano de 1888 foi modificada quando a Abolição feita pela Princesa Isabel nos transformou numa nova raça livre e misturada, na convivência de negros, índios e brancos.
Essas divisões deram origem ao crescimento de nossos territórios formados e explorados pelos Bandeirantes.
A força do Império português seguia os passos e acompanhava essas fundações e assim, a família imperial crescia nas principais áreas brasileiras, onde existiam portos e vastos campos de plantação de cana de açúcar e criação de gado leiteiro.
Após o ano de 1889 com a divisão e a implantação da nossa República para a criação dos nossos Estados, aconteceram as heranças estabelecidas aos grupos familiares do nosso Império.
No início dos anos de 1900 uma das principais figuras do Rio de Janeiro,a tri-neta da Princesa Isabel, a Princesa Leopoldina, a conhecida Dona Venina, nascida dentro desse Império, herdava na Estrada do Cajá, duzentas e cinqüenta residências.
A Dona Venina residia numa casa dessa rua, que assemelhava-se a um castelo e tinha o hábito de apreciar a movimentação da rua, de dentro da sua sacada. Como ela mesmo dizia, podia dessa forma, identificar e conhecer seus vizinhos e locatários e funcionar como uma administradora da região onde possuía seus imóveis.
Foi nessa observação diária que, determinado dia, topou com minha mãe, uma jovem senhora de quinze anos e prestes à me dar à luz.
O fato de minha mãe, tão jovem, exibir uma “barriga” imprópria para a sua estatura, chamou à atenção da Princesa que a convocou com gritos, para uma conversa.
Naquela oportunidade, marcou com minha mãe um encontro para o domingo seguinte, pois deixou ciente que a queria conhecer mais profundamente.
Embora minha mãe tivesse estranhado chamado tão veemente, aquiesceu de pronto. Após uma entrevista, onde a Princesa quis informações sobre os dados pessoais de minha mãe, propôs a ela um emprego de administradora das residências de suas propriedades. Ficaria assim, encarregada do recebimento dos aluguéis e também do acompanhamento das necessidades de manutenção prediais dos imóveis. Como parte do pagamento, minha mãe teria como ganho uma daquelas residências para moradia, com autorização para sublocar dependências que julgasse livres. O contrato com minha mãe, embora firmado naquele momento, só teria início após meu nascimento.
Foi assim, que em junho de 1934, minha mãe orgulhosamente, passou a exercer a função de administradora dos imóveis de Dona Venina, o que perdurou durante trinta e cinco anos, até a morte da Princesa.
A importância da influência de uma pessoa dessa estirpe em minha infância e adolescência, até hoje se faz presente em muitos dos meus atos nessa vida.
(Jorge Queiroz da Silva – 10/11/10, em ditado)
Fonte da imagem: destaquenoticias.com.br

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Lobo Mau colocou o Chapeuzinho Vermelho na cabeça e vai comer a Vovó !

Falta-me agora somente esclarecer para vocês, quem será o nosso “lobo mau”, nessa história de apagão.
Vou tentar enumerar várias opções,deixando a gosto de vocês, se fazerem presentes na leitura e por votação, elegerem quem será o maquiavélico causador de tantas discussões, que até agora não esclareceram para mim, a quem culpar.
Uma coisa eu posso lhes garantir.
Já vi um episódio como esse, de um grande “lobo mau” de um APAGÃO constante, que se fazia presente em algumas cidades do interior da nossa linda Belo Horizonte.
Levamos muito tempo para identificá-lo, sobretudo porque o tal black-out se fazia sempre presente e constantemente, em cidades já progressivas, como VESPASIANO, SANTA LUZIA, E LAGOA SANTA.
O que me fez lembrar esse episódio de falta de energia, foi a minha estada como funcionário na Soeicom, indústria cimenteira.
Em todas as vezes que íamos dar a partida para o funcionamento da fábrica instalada entre aqueles três municípios, acontecia o apagão.
Até chegarmos ao principal causador daquele nobre e vil acontecimento que não valorizava de maneira alguma o custo do enorme investimento econômico iniciado no ano de 1974 , no progressista estado de MINAS GERAIS, foi terrível.
Já por duas vezes tinha queimado os nossos transformadores energéticos, dentro das instalações da grande subestação que havia sido estudada e até autorizada pela CEMIG, dentro de todos os parâmetros técnicos requeridos desde o início da década.
Vejam vocês, seria a empresa estatal, o nosso primeiro “LOBO MAU” da história do APAGAO?
Eles diziam que não e nós já estávamos até com dificuldades para recebermos o dinheiro do prêmio de seguro, pois pela segunda vez o transformador queimou dentro da subestação de força da fábrica.
O custo não era barato, nem de fácil reposição, significando um valor em torno de cinco milhões de dólares.
Aquele acidente se repetia todas as vezes que íamos ligar a nossa fabrica para fabricação do nosso cimento, até então um estreante na economia nacional.
Aquele quadro nos impressionava, pois em todos os momentos que dávamos a partida na fábrica, desligavam-se totalmente as luzes em VESPASIANO, o que representava milhares de moradores e outras indústrias sem energia.
Penso se o LOBO MAU,seria aquela inocente Cidade...
Chegamos a pensar que havia qualquer sabotagem industrial, mas não tivemos certeza.
Fomos então informados que os estudos haviam sido feitos de forma errônea, pois o KWA da região tinha sido aplicado de forma incorreta o que gerou um estreitamento naquelas ligações.
Somente nesse momento as coisas se esclareceram, pois fazendo os ajustes de cálculos chegamos a ter uma idéia mais clara.
Assim pudemos correr atrás do LOBO MAU, sem analisar de forma nenhuma, um problema técnico, como sendo um problema político.
E assim ficamos na certeza, de que não se faz presente nenhuma causa que possa eventualmente fazer pensar que o Brasil, levou mais de quinhentos anos para dar proteção a sua VOVOZINHA.
Percebeu, Ministra Dilma?

(Jorge Queiroz - novembro/2009)

Fonte da imagem: brasillivreedemocrata.blogspot.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O AQUECIMENTO GLOBAL - A NATUREZA NOS PASSA GRANDES ENSINAMENTOS !


Nós demonstramos hoje que não sabemos usar o Planeta que recebemos.
Acredito que vivemos ainda as eras primárias ou terciárias do nosso ex-pacífico planeta.
Recentemente ele iniciou uma reação contra o nosso mundo animal.
Parece que todo o Universo descobriu que o “malvado” homem do meio ambiente, existe.
Aí então declarou uma guerra com esse descuidado homem, que nunca valorizou o que recebeu das mãos do Criador.
O homem, que na vida primária, ainda sem as suas roupas, demonstrava humildade evoluiu negativamente.
Pensou e se vestiu com matos e folhas, passando a se alimentar de raízes e frutos.
Mergulhou nos rios e lagos naturais, acreditando ser o dono total do meio ambiente que era infinito.
Quando sentado à sombra de uma árvore, assistiu a um macaco comendo bananas, e o imitou.
Assim ele provou e aprovou a primeira banana, e até hoje, ainda não lembra o que fez com a casca, porque o meio ambiente o protegia.
Imediatamente após essa experiência, passou a história para o seu vizinho da caverna, contando a dica que tinha recebido do macaco!
Até hoje esse homem tem o macaco como seu mestre, seu instrutor de vida na mata e na floresta, passando a seguir e a acompanhar todos os seus passos, cuidando para por ele não ser notado.
Mas , como era de se esperar, essa providência tomada pelo homem, deixou o macaco bastante assustado, pois ele percebia de antemão, que o homem ia criar problemas para a natureza e se tornaria o rei das queimadas.
Hoje no tempo em que vivemos, só iremos tomar consciência da dura realidade, após sofrermos, na própria carne, o efeito dos nossos erros.
Os animais, tem um hábito sadio de protegerem o seu habitat, o que não é feito pelo homem.
Isso eu observo desde menino.
Lembro-me bem da observação dos mais velhos no período de minha infância, o que me fez aprender coisas, que ainda hoje, me são de grande valia.
O nosso meio ambiente, é coisa muita séria, e deveria ser ponto bem estudado, em nossas escolas, pois desde antigamente, eu observei o meio ambiente, nas coisas de dentro de minha casa, que me levaram a acumular alguns conhecimentos importantes.
Quando garoto ainda, eu prestava atenção no que diziam as velhas tias.
Aprendi com minha tia Ormezinda que a teia de aranha, era de uso medicinal, quando cortei meu pé. Recolheu no jardim uma teia de aranha de uma planta e colocando-a num pires, misturou-a à uma colher de açúcar e passou no corte, fazendo o sangue estancar.
Observava os gatos, que faziam buracos no chão do jardim e ali enterravam suas fezes.
Naquela época eu pensava que aquilo deveria ter uma lógica e de fato alguns anos depois descobri e eu pensei deve ter alguma lógica, que só vim a descobrir muitos anos na frente: - as fezes dos gatos indianos contém o “exaltolide”, um caríssimo componente químico representando na área de perfumarias o melhor dos fixadores de perfumes.
Portanto, tudo se cria e tudo se transforma.
O exemplo do gato mostra que até pelas mãos dos irracionais, o mundo conseguirá juntar das sobras do próprio lixo, os mais importantes adubos, para cultivarem importantes alimentos para o homem.
Podemos chegar à conclusão de que a natureza dá mas espera receber o retorno do homem que a explora.
Necessitamos urgentemente saber trocar as diferenças dos climas no mundo inteiro, de acordo com cada um dos países do mundo e assim estabelecermos por critérios de mercado e dentro dos seus objetivos a real forma de utilizar a terra, medindo a capacidade de produção e de poluição, para, com justiça, tributar o“PIB”de cada um deles.
Creio que só dessa forma, começaremos a aprender a trocar melhorias com aplicações justas de emissão de CO2!
(Jorge Queiroz - agosto de 2010)
Fonte da imagem:rubensmr-campos...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Contando uma história familiar...

Vou relatar aqui um fato ocorrido com meu filho mais velho, quando tinha sete anos de idade.Hoje, ele está na faixa dos cinqüenta anos, mas na época em que era criança, ainda se podia andar de bicicleta nas calçadas.Saiu meu filho com sua bicicleta, pelo quarteirão próximo à nossa casa, pedalando inocente e feliz, quando foi surpreendido por um outro menino mais novo do que ele uns dois anos, que veio correndo de dentro de uma vila de casas, sem olhar.Assim, o desastre aconteceu. Meu filho não teve tempo de frear e atropelou o menino, que caindo no solo, se contorcendo de dor, chamou a atenção de toda a vizinhança.Um grupo correu a socorrer o menino e iniciou uma pressão desumana contra o meu filho, parecendo não ver que se tratava de outra criança.Acusando-o da responsabilidade do ato, procuraram saber onde ele morava, para comunicar a ocorrência aos seus responsáveis.Como o fato aconteceu pela manhã só a mãe se encontrava em casa.Eu, no trabalho e longe, pois morávamos em Olaria e a empresa em que eu trabalhava ficava na Tijuca.Meu filho ficou detido com o grupo de vizinhos do menino atropelado, enquanto outros foram à minha residência.Enquanto isso, meu filho encurralado na tal vila, onde o pai do menino atropelado era bem relacionado, pois como fiscal de obras da Prefeitura, tinha o povo do bairro como seu aliado.Demorei a chegar em casa, pois como dependia de condução pública, meu trajeto me custou quase duas horas.Finalmente cheguei, e ao chegar, o tal fiscal, pai do menino atropelado, me aguardava, justificando que não precisavam ter prendido meu filho.Reconhecia o exagero da atitude, sugerindo que se eu quisesse, poderia ir ao Distrito Policial dar parte deles.Indignado e temendo pelo emocional do meu filho, o que eu mais queria naquele momento era levá-lo para casa.Lógico que pedi desculpas pelo acidente e me coloquei a disposição para assumir qualquer dano causado ao filho dele.Mas não pude deixar de, ao sair, reclamar muito com a tal vizinhança que para provar uma fidelidade política ao fiscal, prendeu meu filho, uma criança de sete anos, por mais de seis horas, atemorizando-o.Naquele momento senti a dor de ver meu filho pressionado e eu tão distante. Ainda bem que cresceu um homem livre de traumas e problemas emocionais.É um líder de trabalho como engenheiro mecânico e Diácono religioso, dentro da religião que escolheu, como também um pai extremoso nas suas ambições de vida.Um verdadeiro líder social!Hoje eu ainda me pergunto: -será que o fato lhe deu algum respaldo?

(Jorge Queiroz da Silva - 20/12/2009)

Fonte da imagem:sementinhasparacriancas.blogspot.com