Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

domingo, 28 de novembro de 2010

EU versus DISQUE DENÚNCIA (2007)

Iniciava-se o ano de 2007 e meu peito exibia a cicatriz produzida para sanar um infarto sofrido em 27 de setembro de 2006.
Lembrava ainda quando como um recém interno no Hospital das Clínicas de Jacarepaguá, por ocasião da alta hospitalar, ingressava em minha casa trazido pelos braços de minha mulher, depois dela ter sido muito bem recomendada pelo médico que me operou, para que eu ficasse recluso em completo repouso pelos próximos seis meses.
Ela, como sempre, respeitadora de todos os códigos de ética de uma boa recuperação e cuidados, não faria balançar de jeito nenhum a acelerada cura de todos os efeitos colaterais daquela perigosa intervenção.
Eu, nos meados de abril do ano seguinte, o já falado 2007, numa tarde de sábado repousava em minha cadeira de recosto especial, quando dali passamos a observar um movimento estranho de jovens desconhecidos que invadiam os arredores do nosso prédio. Uma música tribal ecoava no salão de festas, um "rap" maluco, e nós ficamos indagando sobre o que estava acontecendo. Da janela da cozinha, víamos mais de trezentas pessoas que adentravam a festa e faziam balançar com gritos a estrutura do prédio.
Assustados, fizemos contato com a portaria e soubemos que aqueles jovens portavam, como ingresso, recibos de depósitos na conta de um morador que permitiam sua entrada naquela festa paga.
O grande risco era a diferença de idade dos participantes, atingindo até mais de trinta anos e olhem que se tratava de uma festa de um adolescente de treze anos. De pronto, qualquer um “sacava” que se tratava de um arranjo provocado para angariar dinheiro, utilizando as dependências do prédio.
Aquele “baticumbum” programado para encerramento à meia noite com bebidas alcoólicas e outros tipos de componentes, começou a chamar a atenção dos moradores.
Alguns desciam a portaria à procura da administração e do síndico que, aquela altura, não estava presente.
Notamos que tudo aquilo era idéia maldita de alguns condôminos que checavam a autencidade do valor depositado por cada convidado que chegava e que vinha de diferentes lugares do Rio de Janeiro.
De súbito me veio à cabeça o Disque Denúncia, a quem contatei de imediato.
Um operador atendeu e eu me identifiquei como sendo um sexagenário infartado recentemente, obrigado pela cirurgia a repouso total e sem qualquer possibilidade de suportar uma festa daquele teor que parecia ecoar dentro do meu apartamento.
Tal operador solicitou-me o endereço para que pudesse iniciar a investigação e aguardasse suas providências, pedindo que eu anotasse a senha referente a solicitação.
Revoltado em demasia com toda aquela situação, respondi que a festa estava ocorrendo naquele momento e que se não mandassem a policia imediatamente, podiam fechar aquela instituição. O operador disse que cumpria uma rotina de averiguação que fazia parte do seu serviço e que eu deveria aguardar. Indignado, mencionei que se ele seguisse os trâmites normais eu não precisaria mais dos seus serviços, haja vista que já teriam decorrido horas suficientes para a festa incrementada envolver menores em atos proibitivos para sua idade e terminar.
Daquela forma frisei para ele que se assim fosse eu julgava o disque denúncia fora do sistema de atendimento ao povo e reafirmei que eles poderiam fechar as portas, porque não serviam para absolutamente nada.
O operador, talvez sensibilizado pela minha forma de rebater sua atuação, pediu-me uns instantes para contatar sua supervisão. Aguardei então cinco minutos e ele retornou dizendo que dentro de apenas vinte minutos a polícia militar estaria chegando para colocar ordem na casa.
Com a chegada da Polícia, a intenção de realizar a baderna foi por água abaixo. Com o anúncio de que a Polícia estava chegando, a grande turma que pagou pelo ingresso evadia o prédio ao som de “Quero o meu dinheiro de volta!”
A partir daquele momento, elegi o Disque denúncia um órgão realmente consciente no auxílio a população em apuros.
Hoje, três anos depois, com o caos que se instalou no RJ, nesta semana, com satisfação vejo o Disque Denúncia atuando bem e rápido, tentando minorar a tragédia.

(Jorge Queiroz -26/11/10, em ditado)
Fonte da imagem:tupi.am

sábado, 27 de novembro de 2010

TIVE MEDO DO FILME TROPA DE ELITE (1 E 2) MAS RESPEITO E ADMIRO O SEU PRODUTOR, PADILHA

Ontem, após tomar conhecimento pela mídia dos ataques de terrorismo, entrei em profundo pensamento recuperador.
Assistindo ao Studio I, programa vespertino da Globo News, que tinha como participante o produtor e diretor dos filmes Tropa de Elite 1 e 2, utilizei como argumento, a discussão sobre o fato que se prendia a afirmação de que tais filmes tinham sido a mola propulsora do posicionamento da população em favor da Polícia, tomando como heróis os policiais, cada um representando o Cel.Nascimento.
Essa afirmação me levou a convencer minha mulher de que eu não teria coragem de presenciar cenas agressivas dos filmes até mesmo injustificáveis de alguns participantes de uma história que já rola anos a fio, dentro do nosso sistema de segurança policial. Motivo pelo qual não os assisti.
Não sendo eu marinheiro de primeira viagem a presenciar tragédias parecidas, haja vista que conto com setenta e seis anos de idade e sou componente de uma família com vários membros que exerciam a mesma profissão de policiais, ficaria estarrecido em rever cenas impróprias ao meu estado emocional atual.
No entanto, prendi-me a entrevista com o Padilha, a quem, através desse blog, homenageio e aplaudo com honra.
Observei seu grande conhecimento e as indicações que ele faz nos Tropa de Elite, que vem a confirmar todos os passos que fiz dentro do Primeiro Exército numa grande Tropa, organizada pelo Primeiro Grupamento Tático da ONU e convocada a favor da paz mundial em toda a América Latina, pois pertencia ao maior Regimento de Infantaria, o Regimento Escola de Infantaria, de onde eu fazia parte, que recebia a cada ano, pelo menos duas vezes, a visita de um forte General americano dirigente da ONU, para verificar se o armamento em nosso poder estava em totais condições de urgente utilização.
Aqueles armamentos eram formados pelas espécies mais modernas, como os aviões mirage , os tanques de guerra de alta velocidade sobre esteiras, os canhões sem recuo e os binóculos noturnos, raros naquela época.
Hoje, a grande fluência do Padilha em discursar sobre o assunto, mostrou-me seu enorme conhecimento, aprofundado talvez pelo interesse e capacidade de realizar um trabalho desse porte, capaz de mudar a forma de pensar de uma população tão acostumada a atos impensados, fortemente fortalecidos por políticos que fazem questão de estagnar o povo em situações errôneas, em proveito próprio.
(Jorge Queiroz - 26/11/10, em ditado)
Fonte da imagem: blogoooood.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

OS “JUROS” QUE NO BRASIL COMEÇARAM COM O SALIM!



-“Oi, dona Mancinha!
- É o Saul !, aquele que cobra baratinho!
e completava: -“eu juros pra’ senhora!
Essas eram as frases mais comuns e que eu ouvia quando criança.
Lembro que ficava intrigado, pois eu não sabia o que era “Juros”.
Perguntava a minha mãe e as explicações não me satisfaziam.
Aquele velho vendedor, sírio libanês, estudioso e persistente , passou sua forma de vender ao filho “Salim”, que, com o falecimento do Saul, herdou o seu posto e não deixou passar em branco, aquela grande e primeira oportunidade da sua vida, de usar a herança genética, que lhe fora deixada por seu pai.
Aquele antigo vendedor muito respeitado, fazia o fornecimento de roupas, gêneros e utilidades domésticas, dentro de um negócio típico e forte de negociante, em um mercado próprio para os países ainda sub-desenvolvidos. Ele foi um grande batalhador, durante anos a fio, no período da segunda guerra mundial, iniciada em 1938.
Dia a dia, ele ia aprendendo a levar o seu negócio e sempre ajudado pelo seu filho, que carregava suas malas, catálogos e mostruários, e que diariamente era parte do seu uniforme de trabalho.
O jovem Salim, aprendeu com seu pai, grande mestre mercador e batalhador, vendedor de quinquilharias da localidade da Penha no Rio de Janeiro, a arte de vender de “porta em porta”.
Na sua vitoriosa conquista, ficou com a grande clientela criada pelo seu velho mestre.
E eu posso assim afirmar pra’ vocês, que na minha visão ainda de criança, a figura do jovem Salim, trouxe para mim a confirmação de que idéias de grandes negócios, sempre chegaram em nossas vidas, através dos experientes homens de vendas, que fizeram a formação de grandes especialistas e de milhares de estudiosos nesse campo pra’ mim infindável, o permanente campo das demandas de vendas, que mexe com o agressivo mercado industrial dentro da produtividade mundial, sendo sempre direto vetor do crescimento do mundo comprador e de todos os motivos dos grandes investimentos para o fortalecimento do chamado “PIB” nas grandes nações, que estará agitando um mundo crescente de inventores e invenções, para transformar a vida em um grande jogo de perdas e ganhos das bolsas de valores nos negócios mundiais.
A consciência especulativa dos homens que pensam e querem enriquecer, logo nos primeiros passos na criação dos seus negócios, exige que o seu dinheiro aplicado nesse mesmo negócio, tenha o seu retorno no menor espaço de tempo possível.
Isso não me faz acreditar na sustentabilidade de rápida velocidade, pois eu sempre achei que a moeda comercial do mundo para negociação internacional, está erradamente rotulada dentro de uma moderna forma de uso e que os nossos economistas, deveriam sim, dar a ela um outro nome.
Deveria existir uma moeda única para uso comercial em todos os países incluídos nesse mercado, dentro dessa atual e confusa negociação.
Nunca essa moeda deveria ter um nome direto de um pais negociador desse mercado universal, mesmo que ele pudesse representar a maior economia e fosse pertencente a mais rica nação do mundo.
A atual moeda nos aprisiona a riscos constantes que atingem a rombos de trilhões de dólares e fazem picotar a economia mundial, em diferentes continentes.
Quem sabe, não cairia bem deixarmos o nosso egoísmo de lado e implantarmos de imediato essa nova moeda?
E que ela se chame moeda UNIVERSAL!
Aí sim, todos os países dentro dessa associação, receberiam a divisão justa de responsabilidade, para a garantia dos perigosos rombos financeiros, que só assim, ficariam melhor controlados, evitando as posturas individuais e políticas do pais que venha a ser o perdedor.
Até os fatos citados na Bíblia Sagrada, há milhares de anos atrás, serviu para contornar as posições políticas e financeiras, fazendo reviver no ano de 2008, o mesmo fato já ocorrido nos anos de 1929, e que também balançaram as economias de vários mercados, no mundo inteiro.
Pensem nisto.
(Jorge Queiroz - outubro/2010)
Fonte da imagem:flickr.com

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dois olhares que se cruzavam: SAMUEL WAINER e HELIO FERNANDES

Tinha eu dezoito anos ainda e minha mãe já plantava em meus ouvidos o interesse pelo mundo público e pelo mundo político.
Tentava justificar em suas conversas, o porque de manter logo na entrada de nossa sala principal, o retrato do Presidente Getúlio Vargas.
Eu procurava entender as afirmações de minha mãe de que se eu me interessasse pelo Serviço Público estaria garantindo a segurança do meu futuro.
Por mais que eu quisesse acreditar, sentia em mim uma grande descrença, pois nesses momentos lembrava-me das palavras de meu falecido pai que equiparava o serviço público ao privado, enfatizando que a ânsia do brasileiro em prestar um bom serviço é que determinaria seus caminhos profissionais futuros.
Tendo sempre em mente os conselhos de meu pai, nesse campo, mais fortes para mim do que os de minha mãe, pois desde os quatorze anos já trabalhava em empresa privada, fui prestar vestibular aos dezoito anos, consciente de que eu deveria atualizar os meus conhecimentos e complementar minha cultura geral, pela leitura diária dos jornais mais populares.
Desejando exercer meu papel de cidadania no campo político, busquei os dois caminhos do jornalismo. O da direita e o da esquerda.
Nessa busca elegi como meu jornal da direita, a Tribuna da Imprensa de Carlos Lacerda e como meu jornal da esquerda, o jornal do povo, a Última Hora de Samuel Wainer.
Diariamente, pelos artigos publicados nesses dois órgãos da imprensa, eu tirava minhas conclusões, à parte de qualquer envolvimento político, para formar minha real opinião e identificar o que se tratava de verdade ou golpes de marketing.
Essa minha análise fluente não se deu à toa, embora estivesse eu ainda na tenra idade de participar desses entremeios políticos. O fato é que eu já havia trabalhado durante um bom tempo no Jornal do Commercio, um periódico secular de grande valor na mídia, o que me assegurou grande experiência nessa identificação.
O que movimentava a busca do povo por notícias políticas naquele momento de Brasil, era a grande rixa profissional entre os jornalistas Samuel Wainer e Helio Fernandes.
Veiculava-se nessa mídia, pelo próprio Helio Fernandes que o Presidente Getúlio Vargas teria se utilizado de dinheiro público para presentear o Samuel Wainer com o Jornal Última Hora, com o fim de defendê-lo perante o povo, contra as acusações constantes do Carlos Lacerda.
No entanto, essa rixa servia para colocar o povo, diariamente a par de tudo o que ocorria na política brasileira, exercendo assim, o papel real da imprensa.
Como seria bom se nos dias atuais, jornalistas daquele gabarito, cumprissem seu papel com fidelidade de posicionamento e mantivessem assim, o povo ciente da qualidade dos políticos.
Nesse caso, será que a Dilma teria sido eleita?
(Jorge Queiroz - 11/11/10, em ditado)
Fonte da imagem:quinarimanchete.blogspot.com

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

OS PASSOS QUE DITAM A SEGURANÇA DE VIDA, TROPEÇAM NO MUNDO FINANCEIRO

A cada novo dia, um novo susto na vida dos brasileiros.
Nós não fomos preparados para encarar o crescimento acelerado de nosso país.
Sempre tivemos a inocência e a calma como nossas proteções.
Recordo-me aqui dos anos cinqüenta e setenta, quando nos seus limiares, as manchetes de jornais me chamavam a atenção.
Nos anos cinqüenta as notícias giravam em torno do nosso ouro negro, o petróleo.
Nos anos setenta, em torno do “boom” das bolsas de negócios brasileiras.
Épocas essas, que nos trouxeram esperanças e equilíbrio, quando deixamos de desacreditar no insucesso do Brasil.
A nossa Indústria crescia no campo automobilístico e começava a surpreender o mundo com a criação e o ingresso dos estudos do bio combustível e recebiam do nosso solo não só a nossa riqueza do sub-solo, autorizada publicamente pelas nossas leis que criavam as normas oficiais dos contratos de risco, pois a nossa Petrobrás, nascida no limiar dos anos cinqüenta deveria acompanhar os progressos da tecnologia , que já eram um instrumento normal do povo árabe.
Foi daí então que o Brasil iniciou a sua confiança de governo em tomar as rédeas do nosso mercado financeiro, que antes sofria as interferências diretas dos grandes grupos e fundos internacionais.
Essa tomada de posição do nosso Brasil foi colocada através de um instrumento chamado “taxa selic” que proibia que as instituições financeiras particulares tivessem a nossa taxa de inflação com as aplicações e o domínio do termo inesquecível e já desaparecido - “hot Money” .
Nos anos setenta eu que administrava um volume financeiro razoável de um grupo de empresas, já observava e dizia como brasileiro aos operadores daquele mercado, que o Brasil iria mudar.
Baseava-me eu, na lista mensal de informações dos dias relacionados como dias estratégicos de dinheiro “caro”.
Aquelas listas me assustavam, quando mostravam que no dia de recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados(IPI) das indústrias de fumo, os saques motivados para o pagamento daquele imposto causavam um desequilíbrio nos Bancos e criavam as dificuldades de mercado, encarecendo o custo da nossa moeda.
Observem o absurdo da situação: - apenas um produto, o cigarro, modificando a estrutura e o sistema bancário de um país.
(Jorge Queiroz, 19/11/10, em ditado)

Fonte da imagem:corposaun.com

domingo, 21 de novembro de 2010

O boxe – uma ilustração de pai para filho

Outro esporte que pude exercitar enquanto criança foi o boxe.
Surgiu da ânsia de meu pai de me familiarizar com aquele esporte, bastante em alta nos tempos em que eu tinha nove anos de idade.
Lembro até hoje, da satisfação do meu pai, quando naquele dia, chegou em casa para almoçar, portando um grande embrulho contendo quatro pares de luvas de boxe de cinco onças cada uma. Minha mãe alertou meu pai de que a brincadeira, naquele esporte, poderia trazer riscos físicos aos participantes, mas ficou mais calma, quando meu pai prometeu estar sempre presente como juiz e interferir quando a agressividade imperasse.
As brincadeiras com as luvas de boxe, foram durante muito tempo a minha alegria e a dos meus coleguinhas. E assim, na nossa criancice, íamos dando vazão aos nossos sentimentos mais ínfimos e formando nossa personalidade em sociedade.
Por mais que meu pai tentasse orientar e reprimir atos mais grosseiros, a disciplina naquele esporte, nem sempre era seguida, até por se tratar de um esporte radical.
O grupo da rua em que eu morava atraia meninos das redondezas que vez por outra, também participavam dos jogos.
Uma certa vez, fui avisado por um dos meus colegas, que um daqueles garotos que haviam se infiltrado no nosso grupo, tinha prometido arrebentar minha cara, por pura inveja.
E assim realmente aconteceu.
Esse menino malfeitor escondeu debaixo das talas que protegem os dedos e punhos, um “soco inglês”, aqueles anéis de aço.
Como era de se esperar, escolheu a mim como adversário e na primeira investida na luta, atingiu meu olho esquerdo, cortando o meu rosto, que começou a sangrar sem parar.
Meus colegas indignados e curiosos para identificar a razão do sangramento, prenderam o sujeito, arrancando-lhe as luvas e descobrindo a arma que usou para me machucar.


(Jorge Queiroz - 19/11/10, em ditado)
Fonte da imagem:netprendas.com

sábado, 20 de novembro de 2010

O ciclismo - uma ilustração esportiva de pai para filho

Era eu um menino de apenas seis anos de idade e o Brasil ainda não fabricava bicicletas. Aquelas existentes, da marca Phillips, eram importadas da Inglaterra.
Meu pai tinha sonhos de me fazer um aprendiz de ciclismo e para tanto, importou da Inglaterra, através de uma loja, três bicicletas de aros diferentes: uma aro 20, outra aro 24 e outra aro 26, todas de quadro duplo. Eram bicicletas muito pesadas.
O intuito de meu pai em adquirir três tamanhos diferentes era permitir que meus amigos de idades diversas, participassem comigo nesse esporte, sem atrapalhar meu aprendizado. Assim, eu poderia treinar sossegado enquanto meus vizinhos de idade e tamanho superior ou inferior ao meu, propiciavam meu desejo futuro de ser um excelente ciclista, com seus exemplos e manobras.
Essa forma de compartilhar com os amigos, perdurou até o fim da minha adolescência.
Meu pai era um exemplo de criatura, principalmente quando se tratava de socializar. Era um homem dócil e calmo e por isso, gozava da admiração dos meus amigos e também dos pais deles, pois se mostrava no acompanhamento daqueles folguedos, um excelente recreador.
Não era só com as bicicletas que meu pai exagerava na compra. Anteriormente, com o mesmo intuito de me agrupar com os colegas, ele também adquiriu para mim, duas mesas de jogos, uma de sinuca e outra de bilhar. Seu grande desejo era que eu convivesse em grupo e harmonia, sob sua fiscalização. Dessa forma, me supria de brinquedos vários que eu pudesse dividir com as outras crianças, em brincadeiras próximas da residência.
No entanto, não existem festas sem flores e mesmo nos grupos mais homogêneos, existem os amigos ursos.
Uma certa vez, aos oito anos, fui surpreendido por um senhor, morador nos arredores de minha casa, que veio tentar me agredir fisicamente, alegando que eu havia atropelado sua esposa. Aos gritos, clamei por minha mãe, que veio em meu socorro, afastando aquele débil. Se o caso se desse nos tempos de hoje, esse senhor estaria preso.
Posteriormente, soubemos que o suposto atropelamento tinha sido feito por um dos meninos do grupo, cuja aparência física se assemelhava à minha.
(Jorge Queiroz - 19/11/10, em ditado)
Fonte da imagem:flickr.com

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

E não é que o Arnaldo Jabour tem razão?

Certo dia na minha vida, eu consultei os anjos e perguntei sobre se eu seria um bom Presidente da República no Brasil.
Os anjos, ao invés de me darem a resposta desejada, me perguntaram se eu seria capaz, mesmo sem quaisquer motivos aparentes, pela minha própria história de vida, de acreditar nessa possibilidade.
Sem ainda me darem a resposta à minha pergunta, continuaram a me indagar se eu me filiaria, por motivos profissionais, a Sindicatos de Classe e se eu teria a coragem de encarar e dirigir movimentos positivos ou não, nas portas das Indústrias.
Perguntaram-me ainda, o que eu faria se eu chegasse a conclusão de que num país de mais de duzentos milhões de habitantes, mesmo que eu tivesse atingido a máxima aprovação naquele governo como Presidente, eu teria a coragem de indicar como sucessores pessoas a mim ligadas diretamente.
Como se ainda não tivessem bastado tantas perguntas, questionaram-me se eu seria capaz de me filiar a movimentos excitadores na busca de uma popularidade, mesmo que essa popularidade fosse inocentemente criada por um estado de confiança exacerbado.
Continuaram a me questionar se assim eu agiria, mesmo ciente de que esse estado de confiança me valeria a ficar envolvido pelos diferentes movimentos impensados dos partidarismos básicos preferenciais de uma nação que visa o progresso.
Finalizando os questionamentos, os anjos me indagaram se eu, como Presidente da República teria a coragem, mesmo sendo conhecedor de que o Brasil no campo da saúde está com a sua área fabril debilitada, de me dirigir a outros continentes e auxiliá-los tecnicamente a desenvolver seus projetos fabris.
Respondi aos anjos que, como Presidente, eu gostaria de deixar aos brasileiros o meu exemplo básico de administração de uma fábrica, na área de saúde pública.
Esse meu exemplo vinha de uma experiência vivida em quinze anos, chefiando a área de planejamento e controle da produção, dentro de uma Indústria Química e Farmacêutica.
Nessa Indústria não houve sequer um dia de greve, nem foi preciso que eu me filiasse a nenhum boné sindicalista.
Sei que antes de promover ajudas e ganhos a qualquer país estrangeiro, eu me ocuparia de resolver os problemas inúmeros do nosso Brasil, para que pudesse fixar a idéia de crescimento nacional.
Os anjos então me responderam que minhas boas intenções e meus critérios positivos não eram suficientes para me fazer um bom Presidente.
Esclareceram-me eles, que a vida tem mão dupla e o povo, para quem se governa, é quem decide o seu governante e aquiesce ou não às suas idéias.
O importante para se ter popularidade é emburrecer o povo e deixá-lo à mercê das carências básicas. Mas por quanto tempo?

(Jorge Queiroz - 16/11/10, em ditado)
Fonte da imagem:jornalismob.wordpress.com

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A MINHA INTERVENÇÃO NA RECUPERAÇÃO DE UM ACIDENTE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO

No inicio desse mês de novembro, fui surpreendido durante a madrugada, com um mal súbito que deixou minha visão totalmente destorcida e completa falta do sentido do tato, o que me impedia de me locomover sem ajuda.
O ocorrido dentro do meu julgamento pessoal deveria ser de imediato, procurar um atendimento médico, o que me fez deslocar-me, às três horas da manhã, do dia 03, até o Hospital onde faço acompanhamento médico, após a cirurgia do coração.
Em lá chegando, todas as indicações dos meus sintomas foram vinculadas à área neurológica e, após uma bateria de exames, foi verificado que eu havia sido acometido de um Ataque isquêmico transitório(AIT).
O fato de ter procurado ajuda médica rápida foi de grande valia para a recuperação do problema.
Fui alertado pelos médicos, de que a minha visão sofreria um retorno gradativo e fui internado de pronto e colocado no maldito “soro”, para avaliação e observação nas setenta e duas horas seguintes.
Durante o tempo em que estive no Hospital, minha mulher esteve comigo as vinte e quatro horas e pode atestar e acompanhar minhas alterações fisiológicas com a administração da medicação vasodilatadora, adequado ao mal que me acometeu.
Em lá estando, não associei o desconforto físico ao novo medicamento integrado à minha rotina, pois só o fato de estar no soro, em ambiente adverso e rodeado das nuances ruins, próprias de um Hospital, mascarou minha observação.
Fui liberado quatro dias após e no meu habitat natural, minha casa, pude ater-me às modificações físicas, com certeza causadas pelo tal “vasodilatador”.
O momento de feriadão desconectou-me com meu médico particular e com os profissionais que me assistiram durante a internação.
Isso fez com que eu tomasse a iniciativa de pedir ajuda a minha cunhada, também médica, que aceitou e compreendeu minhas observações sobre a medicação administrada e que me garantiu que a dose ministrada era mínima e que os efeitos colaterais que eu sentia figuravam na bula como normais.
Devido ao meu desconforto, insisti que minha avaliação dizia que eu deveria reduzir ainda mais essa dose. Sinto que coloquei minha cunhada numa saia justa, querendo que ela assumisse uma responsabilidade médica sobre meu desejo de me sentir melhor.
Ela instruiu-me que continuasse tentando contato com meu médico cardiologista, antes de tomar qualquer medida, pois os efeitos colaterais ficariam minorados com a continuação do tratamento.
Como eu e Deus determino o que acontecerá comigo, decidi assumir a total responsabilidade sobre esse ato e reduzi a dose, por meu total risco.
Qual não foi minha surpresa quando identifiquei que todos os sintomas de desconforto a que eu estava sujeito, simplesmente desapareceram, tornando-me seguro e satisfeito com a minha decisão.
Hoje, continuo buscando contato com meu médico e pelas informações de sua secretária, está num Congresso Médico no Exterior e só retorna na próxima semana.
Até lá, meu bom Deus continua me ditando os caminhos.

(Jorge Queiroz - 16/11/19, em ditado)
Fonte da imagem: organizesuavida.com.br

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O NASCIMENTO DO FUNCIONÁRIO FANTASMA OCORREU NA ÁREA FEDERAL

Nos anos cinqüenta eu tive o desprazer de conhecer um ex-funcionário da área federal de governo.
Ele teve o seu ingresso facilitado pela convocação feita pelo Exército Brasileiro para que ele se apresentasse para a Guerra da Itália, na Campanha da FEB.
Como ele gozava do prestígio político de um amigo de seu pai, militar na época, pode modificar os caminhos traçados que ele faria junto às tropas brasileiras em Montese, na Itália.
Ao invés de seguir para o Campo de Batalha, foi dado a ele, pelo famoso Q.I (quem indica) um cargo de funcionário das vias de estradas ferroviárias, que na década de quarenta eram construídas pelo interior do nosso Brasil.
Vem daí então, conforme ele me narrou, o nascimento do nobre funcionário fantasma.
Sem qualquer constrangimento, ele me afirmou, cara a cara, que todo brasileiro com padrinho ilustre na época da segunda guerra mundial deixou de seguir para a Itália e foi trabalhar nas administrações dessas estradas de ferro tão importantes.
Em seguida citou que a maioria do número de operariado recrutado para aquele trabalho pesado de montagem das redes de estradas de ferro, ali admitidos, eram analfabetos e que eles, os indicados apadrinhados, controlavam as folhas de pagamento e as remessas de envelopes que se acercavam desse grande movimento de funcionários.
Grande parte deles desistia do trabalho e fugiam pelas matas afora. Visto isso, esses fiscais e controladores daquela turma de operariado sofredor, quando esses homens abandonavam os postos fugindo, tinham a oportunidade de não devolverem os envelopes ao Governo, mantendo os fugitivos na folha salarial, que ficava totalmente regularizada, pois suas assinaturas dos recebimentos dos valores eram substituídas pelo polegar de outros funcionários analfabetos.
Isso nos mostra que a “tramóia” e o “jeitinho brasileiro” é antigo no Brasil.
(Jorge Queiroz - 16/11/10, em ditado)
Fonte da imagem: coisasinteressantes.com.br

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A NOVA VISÃO NUM MUNDO FINANCEIRO ROBERTO VIANNA PINTO

Todo e qualquer pai brasileiro que esteja incluído na classe média alta, deveria tomar como exemplo o cuidado de vida levado em consideração pelo comerciante e financista, pai de Roberto Vianna Pinto.
Por ocasião dos anos setenta, eu tive a felicidade de conhecer a história de um jovem que, naquela época, vivia seus vinte e um anos e que por obra e feito de seu pai, que teria tomado medidas de garantias de um futuro, por ele sustentadas,adquiriu junto ao Banco do Brasil, onde era um forte correntista, ações de um grupo financeiro e firmou o pagamento de um lote de um milhão de ações para seu filho.
Essas ações tinham como objetivo garantir seu futuro e sua segurança após completar os seus vinte e um anos, proporcionando ao mesmo, financeiramente, a sua base de vida estabelecida.
Dessa forma, seu pai deliberou para sua vida um estudo direcionado dentro da carreira econômico-financeira, fazendo-o um estudante de economia para futuramente, como forte acionista, ingressar no mercado financeiro.
O desejo de seu pai concretizou-se e ele tornou-se um empresário de uma Corretora e Distribuidora de Títulos e Valores para execução de um trabalho, fruto de sua formação.
Posteriormente, ele tornou-se proprietário da tal Corretora.
Eu, ao tomar conhecimento dessa história, entendi-a como de profunda inteligência e sabedoria, pois o encaminhamento financeiro foi garantidor de uma herança facilmente resgatada num momento de real precisão.
Pudessem todos os pais, terem condição financeira para seguir o exemplo desse pai.
(Jorge Queiroz - 12/11/10, em ditado)

Fonte da imagem:endinheirado.wordpress.com

domingo, 14 de novembro de 2010

UM OLHAR POLITICO FOCALIZA CHAGAS FREITAS

Parece que os tempos mudaram, pois o jornalismo antigo era um passo firme que caminhava dentro da política brasileira.
Por esse motivo, nas épocas das eleições eu costuma praticar uma observação contínua na forma como minha mãe fiscalizava os políticos da imprensa empossados pelo povo.
A cada eleição, eu, como jovem inexperiente, verificava que a minha mãe sempre enviava correspondências aos redatores-chefes e proprietários de jornais, onde deixava claro suas opiniões e sugestões.
Um desses jornais para o qual ela escrevia era o jornal O Dia, cujo diretor e redator-chefe era o Sr. Chagas Freitas e minha mãe, como lhe endereçava cartas com constância, passou a conhecer também sua esposa Dona Zoé. Essa comunicação entre minha mãe e Chagas Freitas ficou tão estabelecida que, se por qualquer motivo, essas cartas rareassem por parte de minha mãe, ele lhe escrevia indagando sobre o que ocorrera. Minha mãe, com sua racionalidade e objetividade sem par, respondia dizendo que naquele momento não tinha nenhum assunto novo a tratar.
Minha mãe sempre lhe garantia fidelidade política e foi seu grande cabo eleitoral junto a família e vizinhança, ajudando a elegê-lo vice-governador e posteriormente governador.
Nessa função que ela mesmo se atribuiu de cabo eleitoral, ajudou a eleger também o Miro Teixeira, por indicação do Chagas Freitas.
Essa forma de ser de minha mãe, deixou-me sempre alerta, obediente até hoje aos seus ensinamentos sobre questionamentos que,como cidadãos brasileiros devemos fazer.
(Jorge Queiroz - 12/11/10, em ditado)


Fonte da imagem:oglobo.globo.com

sábado, 13 de novembro de 2010

OS NÚMEROS PODEM SER NEGATIVOS, MAS O BALANÇO GERAL DO PRODUTO, TEM QUE SER POSITIVO E VERDADEIRO!


Viver é lucrar.
Os brasileiros de hoje já nascem ricos.
Antigamente se afirmava que, nós brasileiros, nascíamos devedores.
Atualmente estou convicto de que cinco minutos de Brasil produtivo vale mais do que sessenta minutos de qualquer outra nação do Continente, seja ele europeu, africano ou americano.
Estou certo de que seremos eternos vitoriosos nas discussões de qualquer tema em razão de crescimento e de fortalecimento, pois o nosso Brasil sempre foi grande, mas tímido por natureza, para encarar as vivências e a tecnologia de um mundo tão antigo.
Posso afirmar que o brasileiro começa agora a aprender a trabalhar e a se valorizar.
Desde a década de cinqüenta, quando me profissionalizei, observo que toda nação que se envolve nesse campo de crescimento, costuma se acercar de idéias e conceitos para garantir sua sobrevivência.
Eu, iniciei meus caminhos profissionais, valendo-me dos constantes diálogos com o grande Milton Costa Lenz Cesar, autor da prerrogativa de que “em cada cem, só podemos perder cinco”, o que proporcionou-lhe criar a Caderneta de Poupança Morada.
O citado Senhor, não me ensinou a poupar, mas sim mostrou-me as razões de poupar, como sendo as inseridas no contexto de um povo que almeja o crescimento.
Era na época um consultor empresarial famoso, dono da empresa CONSEMP, detentor de cursos de treinamento no exterior e Diretor Superintendente do grupo farmacêutico onde eu trabalhava.
Eu funcionava como seu assessor direto e chefe do setor de planejamento e controle da produção. Com ele aprendi primeiramente, que devemos ganhar na compra e não na venda, pois o nosso lucro já vem embutido no nosso preço de compra e esse lucro embutido nos garantirá o nosso acerto ao comprar.
Aprendi também com ele, que os números devem sofrer análise diária e mesmo figurando negativamente, em sua análise motivacional, podem demonstrar resultados positivos.
Nas apurações verdadeiras identificaremos as causas individuais de cada grupo analisado, levando-se em conta as considerações nele envolvidas.
Ao balancearmos um produto para fixar seu preço de venda, temos que levar em conta suas características próprias, como peso, tamanho, cor, brilho e capacidade.
O desperdício sempre foi para o Dr. Milton, o caminho da perda.
Analisando hoje, a perda sistemática do Brasil, retardando seu crescimento, tenho saudades do Dr. Milton e de sua forma evolutiva de viver e ensinar.
(Jorge Queiroz - 11/11/10, em ditado)
Fonte da imagem:ambergo.pt

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

UM NOVO OLHAR POLÍTICO FOCALIZA ANTHONY GAROTINHO



Um ângulo temporário e visionário se hospedou por oito anos no nosso palácio Guanabara, em nossa maravilhosa Cidade, aqui no Estado do Rio de Janeiro, em razão do novo governo aqui implantado pelo casal Garotinho.
Eu era um dos observadores daquele casal, que acompanhava junto às mídias, entre as emissoras de rádio e televisão, os seus programas de ampliação e de atuação, preparados a meu ver, com inteligência.
Aquele simpático casal que veio da nossa municipalidade de Campos para governar a nossa cidade do Rio de Janeiro, tinha a crença de um povo, que neles depositava uma extrema confiança de novos e melhores dias futuros, pois eles traziam como histórico político, a bem organizada prefeitura da cidade do norte fluminense, que fora por eles, muito bem administrada.
Quando aqui aportaram, junto trouxeram a sua alegre e inteligente herdeira política, uma também campeã de votos, a Clarissa Garotinho. Veio amarrada por um gancho político, na vontade de poder mostrar pra’ nós, que os campistas não são tão “papas-goiabas” assim, mesmo para aqueles que conhecem a maravilhosa Campos, o nosso centro histórico, da cana de açúcar, melados e das famosas goiabadas bem brasileiras do tipo cascão.
Eu, que tive ligações familiares naquela tão maravilhosa Cidade, depositei naquele casal, o carinho que eu dediquei a duas tias da minha infância que, quando menino, me serviram de damas de companhia, enquanto minha mãe trabalhava fora.
Fora todas estas ligações com Campos, eu já adulto, tive ligações mais fortes com aquela Cidade, quando trabalhei na construção civil e estávamos com um contrato de construção de quatrocentas casas para moradores e trabalhadores das usinas de cana de açúcar, o que me obrigava a ir a Campos, todo final de semana, cheio de medo, num avião teco-teco de quatro passageiros.
Acho que o Garotinho, foi no Rio de Janeiro, um dos melhores últimos governadores.
No meu entender, só cometeu um erro quando reelegeu sua esposa Rosinha em primeiro turno e tentou ser Presidente da República, pois assustou a mídia, que ainda não dominava inteiramente.
Embora tenha ganho ações indenizatórias contra algumas delas, meteu medo até em seu próprio partido e errou muito mais, quando praticou aquele famigerado “jejum”, vitalizando assim uma fraqueza e tendo seu visual explorado.
Devido ao seu grande valor político, espero que não fujam da luta, pois existe um público imenso que os espera aqui na Cidade.

(Jorge Queiroz - outubro/2020)
Fonte da imagem:noticias-diversas...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A NOVA FORMA DE UM OLHAR POLITICO FOCALIZA CESAR MAIA



Uma liderança política como a de Cesar Maia, já diz por onde devemos seguir.
Um político, pela sua maneira de analisar e de escolher com muita habilidade os seus vários caminhos de trabalho, às vezes se sente derrotado pela pressa aos atendimentos dos seus correligionários, amigos e dos seus mais exigentes eleitores, aqueles que vivem ao seu redor.
Até mesmo os seus parentes mais próximos,como pais, irmãos, tios e primos, conhecem a sua forma mais correta de agir na vida, fazendo e obrigando a respostas como se fora a uma experiente mãe, jamais enganada por qualquer um dos filhos, que ela tenha colocado no mundo.
O conhecedor e o analista saberá sempre discernir naquele seu universo, o mais inocente, o mais trapalhão, o mais sábio e o mais realizador.
Observem vocês, que quando o doutor Cesar Maia, resolveu fundear em nossa Cidade, na Barra da Tijuca, a tão imponente Cidade da Música, que eu sempre achei à altura da nossa linda Cidade do Rio de Janeiro, eu nunca discordei, mas ouvi muitas citações de emissoras de radio famosas, de jornais de grande circulação e de emissoras de TV, de que ele era um esnobe político, um vaidoso, pois a tal Cidade da Música irradiava força e poder, que ainda não possuíamos por aqui.
Discordei inteiramente daquela posição da mídia, pois o que eu sempre senti no prefeito Cesar Maia, era um homem de rápidas ações, sempre um simplificador.
Ele mostrava assim, que no final do seu governo, deixaria um excelente presente cultural para a nossa Cidade, apesar de que muitos maldosos diziam de que o C.M. da sigla, nunca representaria Cidade da Música, mas sim, CESAR MAIA.
A minha referência política de hoje é que ela está ligada ao dia em que eu fiz uma indagação ao prefeito, através de uma carta que lhe enviei , sobre a colocação de luzes de emergência, para a nossa sinalização de trânsito.
Numa das minhas andanças profissionais, descobri um profissional, criador de um sistema novo, aprovado na Alemanha, que se utilizado, impedia que os sinais de trânsito, sofressem interrupções durante os temporais.
Quando ele recebeu aquela minha carta, leu e não respondeu, mas de imediato, me mandou o seu secretário de transportes daquela época, o Marcio Queiroz, para agilizar o assunto e fui contatado em quatro dias.
Vejo que hoje na Cidade pode faltar energia, mas os sinais continuam funcionando.
O interessante dentro desse tema é que a carta que escrevi foi recebida por ele e identificada por duas citações, a primeira onde eu citava que o prefeito, foi o único Cesar, que ainda não ficou louco, e que conseguiu dar certo e citei a seguir os meus exemplos: - o imperador de Roma e o meu cunhado de nome Cesar, que também colocava as pessoas à beira da loucura.
Nas minhas cartas a ele, só reclamei de uma coisa, nunca resolvida. O fato dele nunca ter convidado seu professor de economia e meu colega de trabalho, o doutor Ernani Saboya, para fazer parte da sua equipe de governo da nossa Cidade.
(Jorge Queiroz - outubro/2010)
Fonte da imagem:sidneyrezende.com

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A NOVA FORMA DE OLHAR UM POLITICO FOCALIZA SERGIO CABRAL



Foi muito facilitada a minha nova descoberta e o titulo acima me foi muito esclarecedor, pois para quem gosta de escrever, o titulo puxa o papo e indica os caminhos que vamos poder tomar dentro do nosso formato de explanação. Mostra-nos contrastes diferentes no nosso objetivo, que será de tentar esclarecer e ser esclarecido.
Eu tenho um habito antigo. Gosto da área de comunicação verdadeira, por isto nunca menti, nem contra, nem a favor de uma causa pessoal.
Eu afirmo que não conseguiria mentir nem por escrito, nem numa gravação, nem intimamente, nem publicamente.
Sei que na minha infância, logo que me iniciei no processo educativo, prestei sempre muita atenção na frase de “placa” dita pela minha santa mãe:- “nunca minta meu filho, tente sempre vencer as dificuldades, através da sua verdade”.
Hoje, tenho três filhos homens, já casados e que nunca, até os dias atuais, me assustaram com mentiras, pois os eduquei dentro da premissa que me foi ensinada não pela força de meu pai, mas pela forma bondosa, com que minha mãe, sempre discutia comigo a vida e sua participação, leal à verdade.
Esta minha narrativa de hoje, se define dentro do meu gosto pela escrita de inquirir ou perguntar aos meus líderes políticos, em quem acredito, mas que como homem do povo, tenho as minhas dúvidas dentro dos meus destinos repensados.
Assim, utilizo-me desse meu instrumento de comunicação, fazendo através dele, o meu protesto, que não será o único.
Já há alguns anos, escrevo aos líderes da política, e a primeira carta que fiz, foi enviada ao governador Sergio Cabral.
Na época eu nem tinha um note-book e escrevia com caneta “bic”, em folhas de papel ofício, guardando cópia Xerox do documento.
Lembro-me bem que a minha primeira correspondência ao nosso governador, era do tempo em que ele era ainda um menino, um iniciante Vereador, em nossa Cidade.
Eu o admirava, como filho de um ex-político, um excelente jornalista de um jornal diário - a arma dos trabalhadores brasileiros - orientador das classe menos privilegiadas.
Tenho guardado ainda em meus arquivos, cartas respondidas por ele, dando opiniões favoráveis a FHC, sobre o seu plano de governo daquela época e hoje o vejo tranquilamente se aliar ao LULA, para campanhas da DILMA e totalmente contrárias as idéias do ex-presidente FHC.
Tenho outra carta resposta, quando ele chefiava e presidia a Assembléia Legislativa, aqui no Rio de Janeiro. Confesso que votei nele para governador e batalhava a seu favor em todo o meu grupo de amigos e família.
Foi muito estranho quando voltei a lhe escrever, já como governador e ele nem caso fez, da minha leal escrita.
Na minha análise, não encontrei motivos para que não me respondesse, pois sempre o chamei carinhosamente de Serginho.
Sou um contemporâneo do seu velho pai e confesso que fiquei bem intrigado com sua falta de resposta, mas jamais serei seu inimigo gratuitamente, pois tenho filhos mais velhos que ele, o nosso habilidoso governador SERGINHO!
(Jorge Queiroz - outubro/2010)
Fonte de imagem:governo.rj.gov.br

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O NOSSO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E A VERDADE DE NOSSOS MINISTROS TESTADAS



Apesar de não ser um advogado de formação, sempre procurei advogar todas as causas de natureza humanitária que atravessaram os caminhos da minha vida.
Para que isso acontecesse, eu iniciei esse processo fazendo uma escalada dentro do quadro que compõe a nossa magistratura brasileira.
Confesso a vocês que estou hoje profundamente arrependido de não ter me utilizado dessa ferramenta - o uso do nosso importante quadro de excelentes Ministros - com mais freqüência, em todos os momentos da minha vida.
Mas me considero inteiramente feliz com os resultados por mim alcançados, quando os utilizei.
Dentro dos processos que vou enumerar, não vou citar números, nomes, causas e valores, pois não é este o motivo da minha escrita.
Meu motivo de orgulho é ter me utilizado, sempre que possível, da nossa maravilhosa magistratura máxima, e por ela terem sido solucionados os problemas dos brasileiros por mim indicados e envolvidos em diferentes assuntos de valores pecuniários muito importantes e transformados em valores de títulos precatórios.
Esses títulos que tiveram passagem por diferentes governos e foram adiados os seus pagamentos, logo após minhas solicitações feitas ao nosso Supremo Tribunal, foram imediatamente transformados em depósitos honestamente realizados pelo nosso Governo Federal, com seus valores atrasados devidamente corrigidos.
Alguns dos casos eram aguardados há mais de vinte e oito anos e vieram a satisfazer numerosos familiares, que dentro de lento processo, vinha se arrastando, durante todo aquele tempo.
Em outros, devido a demora de solução, já haviam até perdido seus representantes beneficiários.
Cito aqui que os processos, nos quais interferi para pedir a solução, eram oriundos de diferentes áreas, como pessoais, familiares, militares e até causas internacionais, que envolviam cartas rogatórias.
Confesso-me hoje, confortado em ter observado e constatado nesse circuito judicial, toda a lisura dos nossos Ministros, Juízes e Advogados.
A competência dos seus julgamentos pelas soluções rápidas, me provaram que eu podia e que eu deveria fazer diferentes buscas, naquele Setor.
Houve época em que fui criticado e contestado por algumas pessoas, que sempre achavam que eu nunca deveria me utilizar do nosso Supremo Tribunal Federal, como me utilizei.
No entanto, jamais me arrependerei de tê-lo praticado.
Torno pública a minha gratidão as nobres figuras do nosso SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Primeiramente, à figura da grande e magistrada ministra ELLEN GRACIE, a grande ministra do ponta pé inicial, e hoje do atual e grande brasileiro, o novo ministro o magistrado, CESAR PELLUZO.
(Jorge Queiroz - outubro/2010)
Fonte da imagem:muitopelocontrario...