Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Minha tia Emília

Eu confesso que a vida segue dinastias, mas a principal delas, é por certo, a das “Tias”, Fico admirado de somente agora, eu prestar atenção a um detalhe que sempre foi predominante em minha vida. Eu não conseguia, até hoje, fazer qualquer afirmação a respeito deste assunto, talvez até pelo fato, de não ter sido em vida contemplado, com uma tia, pois os irmãos de minha mãe eram todos homens. Dessa forma, só me forneceram “tias postiças”, ou seja, na realidade, como se diz no contrabando, “tias do Paraguai”. Ainda pelo motivo de residir no Rio de Janeiro, eu não pude conhecer a família oriunda de meu pai, que por certo, me contemplaria com seis maravilhosas “tias”. Pelo fato de nunca ter viajado para o Recife, não cheguei a conhecer nenhuma delas, porque meu pai faleceu prematuramente, aqui no Rio de Janeiro. Assim sendo, só me resta citar a relação carinhosa, que mantive ao longo da minha vida, com as tias de minha mãe e com as tias de contrabando e por fim, também com as tias de aluguel, que pela minha observação, são aquelas que andam buscando, crianças bonitas e engraçadinhas, que as chame de “tias,” para o orgulho da sua alta estima. Daqui para frente, vou rebuscar no fundo das minhas lembranças, o que pude observar em relação às tias, que me autorizaram a titular o assunto com o gracioso título de “A dinastia das Tias”.E vem aí então, a primeira tia, “a tia Emília”. Não pensem vocês ser ela a mesma daquele programa infantil, do “Sítio do Pica Pau Amarelo”. Esta era com certeza, a figura da tia que mais me impressionou. Era tia de minha mãe, alta, esguia, sisuda, só vestia roupas pretas e com bordados em branco.Era uma viúva convicta, sempre de salto alto, sempre de chapéu e usava um véu no rosto, a perfeita dama antiga. Eu, ainda criança, ficava muito impressionado, quando a minha mãe anunciava sua chegada. Eu então, dava uma corrida até a porta, e ainda tinha tempo de observar, ela toda cheia de pose, descendo do carro de aluguel, que a trazia, sempre que nos visitava. O clima da minha casa mudava, minha mãe me avisava - olha lá meu filho, não fale demais, para não dizer muita coisa, que ela possa ficar nervosa ou preocupada, ela é pessoa muito exigente, ela foi casada com meu tio Júlio, irmão do teu avô, que era um diplomata, que viveu no exterior, na embaixada brasileira na França. Ele foi o responsável pelo meu nome de batismo, “Hermance”, um nome de origem francesa - .E eu então, muito comportado eu pedia a sua benção, e ficava de olho nela, observando ela retirar das mãos, a luva de couro preta, pendurar a sombrinha no porta chapéus, e levantar o véu do rosto e me observar dizendo -ô “Mancinha”, como este menino esta “magrinho” - e olhando para mim dizia - deixe-me ver as suas mãos, e berrava com uma voz rouca, que unhas sujas menino, vá lavar estas mãos! Se não eu não te dou, as balas que trouxe para você- . Eu já sabia, o que ocorreria em seguida - minha mãe me chamava, e me dizia vai correndo até a padaria e traga um daqueles pães-doces, grandes e bonitos, para eu servir um lanche para ela, traga também, duzentos gramas de queijo minas e um pacote de manteiga. Lá iria eu então, para trazer feliz, as coisas que iriam compor o nosso lanche. E assim, durante todo o tempo, em que ela lá estava, eu a admirava e observava sua postura, sua colocação de voz, seu jeito de sentar. Era o tipo da mulher chique e vaidosa, a verdadeira emergente da elite social, que ali se fazia presente e que depois de conversar e saber de minha mãe, as novidades, abria a sua bolsa e me dava uma nota de dez mil reis, dizendo que era para eu comprar o que quisesse.. Dito isso, pedia que eu fosse à esquina parar um carro de aluguel, para que fosse embora. Antes de sair repetia sempre a mesma frase - fique sempre assim, menino, muito bonzinho, para ser um grande homem!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O bom ladrão e o mau ladrão, para nossas lembranças e cuidados!

Quem não conhece a vida do nosso pra sempre lembrado em todos os momentos de angústias e sofrimentos, o filho eterno do nosso grande Criador, o sempre inspirador de todas as causas nobres de uma corrente inabalável de seguidores?
Não há quem possa desconhecer a sua luta individual para a mudança na criação de uma nova verdade Universal, o CRISTIANISMO, que até hoje ainda é discutida pelos homens da Terra.
Ainda hoje podemos falar dos dias em que ele pregou a sua verdade e a sua vontade de levar para junto do senhor Deus Pai sua luta pela grandeza de uma fé inesgotável e inacabável.
Essa luta fez com certeza, que os homens do nosso tempo, sempre estivessem nela algemados, para que pudessem dentro de um novo e correto pensamento desse líder do bem, ser um exemplo para todas as futuras gerações, que chegarem a novos horizontes, de um mundo moderno e avançado.
Mundo esse que a cada dia terá necessidade de se purificar dentro desse anseio, cheio de interesses num cenário de guerras e conflitos, que se mostram a cada dia mais cercados de uma ambição destruidora, de toda uma paz celestial futura, que por aqui foi plantada pelo nosso grande salvador.
Agora eu me recordo da forma absurda daqueles homens que o crucificaram para servir de exemplo para toda a humanidade, pregando-o na cruz daquele tão lembrado calvário, ali no Monte das Oliveiras.
Colocados um à direita e outro à esquerda, ali também crucificados, estavam o nosso São Dimas o bom ladrão, por Cristo perdoado, e o tão malhado, Judas Iscariotes, o famoso mau ladrão, que o teria vendido por trinta moedas de ouro.
E vejo que vocês não podem esquecer dos cuidados de qualquer que seja um julgamento de um ser humano, que terá sempre o direito de sua defesa, de apresentar fundamentos em função de sua honra, mesmo que tenha ele que apelar para os supremos tribunais, e perto de qualquer grande causa, sempre se encontrará presente, um bom e um mau ladrão, cuja exemplificação vem dos tempos idos da crucificação de Jesus Cristo, o nosso grande mentor da fé e da nossa resistência, para confirmação da verdade universal.
E toda e qualquer exposição que fizermos aqui, caberá dentro do conceito de cada um dos nossos dirigentes, que sempre viverão cercados em suas administrações, sejam elas públicas ou privadas, das figuras que fazem o mundo trabalhar, no sentido da correção de carências e injustiças que se aplicam no nosso dia a dia.
Estamos hoje num mundo moderno, que totalmente agilizado, torna discutível, a segurança da vida na Terra, pela própria destruição desse mundo, tão mal dirigido e controlado, em momentos em que pesam os interesse políticos e sociais.
Quando o certo seria não termos a presença de líderes de ambições duvidosas, hoje, pela nova amostra de uma queda de um grande império, ficamos todos no mundo estremecidos.
Não seria a hora de pensarmos que as divisões de mundo estão fora da verdade, porque não podemos unificar pensamentos que garantam isso a nossa humanidade, que já não tem mais direito por interesses pessoais a causas e sofrimentos desiguais?
Porque não criarmos uma moeda de valor universal, onde fecharíamos a boca de um funil do desperdício que aos pequenos sempre vai incomodar, e aos grandes sempre proteger?
Deixemos de usar a ambição destruidora ao pensarmos que o importante será estar sempre no topo, porque não deixamos de contar historias de uma riqueza futura, ainda em sonhos de acontecer.
E assim teremos sempre a certeza, que a cada fato uma época, a cada época um resultado e a cada resultado, uma nova esperança.
Deixemos de falar do pré-sal, vamos falar sim do pós-sal pois só acontecerá daqui a vinte anos. Deixemos de sair por aí vendendo o nosso Brasil, que ainda estamos construindo.
Não adiantará irmos para os palanques eleitorais vender sonhos.
Deixemos de comprar armamentos de defesa, em concorrência mundial, pois as nossas fronteiras estão abertas desde o início do mundo e os nossos dirigentes nunca fizeram nenhum estardalhaço em sua defesa.
As nossas terras já estão invadidas. Será que já estamos na falsa idéia de sermos o país mais rico do Universo?
Por que essa preocupação de trancar uma porta, já há muito arrombada?
Diariamente em qualquer de nossas grandes Cidades observo crianças deitadas ao chão como que drogadas e abandonadas. Necessitamos sim, das armas da inteligência, do preparo e da saúde do nosso povo e da defesa do nosso jovem.
E ao final dessa afirmação, quero deixar aqui um pequeno, antigo e velho conselho, do tempo dos meus avós - troque ou compre, para sua casa ou residência, uma imagem de São Dimas, o nosso querido e bom ladrão, perdoado por Jesus Cristo, e que passou a ser nosso santo de proteção- Essa imagem deverá ser colocado na entrada da sua porta principal ou portal de sua casa, livrando-a assim, de qualquer busca dos incautos ladrões e ainda de qualquer causa ilícita, mesmo que seja ela de objetivo pessoal, moral ou material.
Com a sua fé você estará se protegendo para sempre.
As lideranças mundiais balançam e os grupos irão se definir brevemente. Está na hora da correção das injustiças existentes num globo terrestre confuso e sofredor. As cabeças desses lideres terão que encontrar o equilíbrio que navegue dentro de uma sabedoria de igualdade.
Ninguém será vencedor sozinho, não cabe e não faz sentido ser de outra forma num mundo já totalmente globalizado.
Não adiantará ao Brasil, as associações precipitadas.
Não podemos sentar numa mesa ao lado de Barack Obama, Nicolas Sarcozy, Hugo Chavez, Carlos Uribe, Raul Castro, Evo Morales, Michelle Bachellet, pois assim, só teremos confusões e idéias opositoras.
Mas, com certeza, valerá muito a pena sentarmos na nossa mesa de reuniões, os nossos homens mais importantes - o nosso São Dimas, ou seja o nosso bom ladrão e o Judas Iscariotes, ou seja o mal ladrão , não esquecendo da sintonia com a antiga crucificação de Jesus Cristo.
Creio que assim, teremos realizado o nosso verdadeiro milagre dos peixes e a moderna ressuscitação dos mortos.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O grande perigo, o emprego descartável!

Assusta-me, apavora-me, sentir que uma grande Nação deixe seu povo sem ocupação.Lamento sentir meu filho desempregado e com toda a vontade de criar. Desgosta-me ver a sede de nossos jovens à procura de uma formação, uma especialização e a falta constante das soluções prioritárias que mostrem um caminho para a segurança de um país, que tem tudo para ser a maior nação do mundo. Tudo isto, me faz pensar que a violência é fruto desse desemprego.Os envolvimentos com o crime arrastam com facilidade os nossos jovens, quando não os conduzem ao vício e ao tráfico de drogas. Há algum tempo atrás eu imaginava que a violência iria alcançar todas as camadas sociais, e atualmente, ela já atingiu a todas elas, tornando cada vez mais impossível a tão desejada solução. Vou aqui relembrar um episódio acontecido comigo na década de 1970, que se por acaso voltasse a acontecer, me traria muitos problemas em relação a seu desenvolvimento, se lembrarmos que naquela época o desemprego não alcançava os níveis de hoje.Estava eu, trabalhando na construção civil, era o administrativo e financeiro, responsável pelo fluxo de caixa e programações de pagamentos.Num determinado dia, após realizar a quitação de um débito de compra de madeiras, fui consultado pelo funcionário que fazia o recebimento, se eu não aceitaria trabalhar para eles, e eu respondi, que motivos eu teria para abandonar um trabalho que me apoiou, numa seleção entre vinte candidatos, me tirou de um desemprego e dava todas as condições de sustento a mim e a minha família?Mesmo assim, nada do que eu disse fez o sujeito desistir, e insistindo muito, perguntou-me quanto ganhava. Respondi e ele contra atacou,dizendo que tinha uma excelente proposta para mim. - Vamos pagar muito mais e tê-lo conosco. Não custa nada pensar nisso e comparecer para uma reunião no nosso escritório central.Esse oferecimento me fez coçar a cabeça, me aguçou a curiosidade, e mais ainda quando ele completou que sabia que eu trabalhava de Segunda à Sexta-feira, e ia aguardar a minha presença no Sábado seguinte, pois iam promover uma reunião com toda a diretoria da empresa, para decidir o meu ingresso.Pensei duas vezes e disse que ia até lá para analisarmos juntos a situação. Perguntei sobre o horário e ficou marcado às 09.00 horas da manhã.Finalmente naquele sábado que seria uma encruzilhada na minha vida, para lá segui, e ficando surpreso com a forma como o sujeito me apresentou ao grupo: - eis aí o homem que vai resolver todos os nossos problemas administrativos e nos fazer seguros financeiramente. Depois das apresentações de praxe, eles pediram para seguir de carro até a tal fabrica.Perguntando onde estava situada eles pediram que eu aguardasse para ver. Já então, espantado, pude visualizar, o tipo físico de cada diretor da empresa.Eram ao todo, quatro verdadeiros alemães, de altura média de l,85 metros. Todos com olhos claros e queimados pelo sol.Saímos do prédio, e por ser um Sábado, na porta do edifício, estava o carro que nos transportaria até a tal fábrica, um carro preto com vidros fumê, um modelo ideal para os mafiosos.Entramos então no carro e eu fui colocado no banco traseiro, entre dois dos diretores, ficando na frente, os dois outros. Minha cabeça começou a trabalhar, minha mente aquecia e a minha vontade era saber para onde eu estaria sendo levado.Após o carro arrancar, tentei iniciar um processo de observação para saber exatamente, para onde eles me levavam, mas todo esse meu esforço, foi em vão.Os camaradas não me davam nenhuma trégua, e eu recebia um verdadeiro bombardeio de perguntas, em relação ao meu conhecimento administrativo e sobre todas as minhas experiências profissionais, o que dificultava a minha visão do trajeto.Assim sendo, tive que me contentar em observar somente as principais vias, por onde transitávamos.E a minha cabeça trabalhava, e eu pensava, aqui ainda é a Av. Brasil, agora já pegamos a Presidente Dutra,e em que quilômetro estamos?Eu me perguntava e o tempo passava, já estamos com mais de duas horas de viagem, para onde estou indo?Após mais trinta minutos de angustiante viagem, finalmente o carro entrou num dos entroncamentos da Via Dutra, numa daquelas estradas de barro, cheias de costelas, e um horizonte verde de mata fechada se abriu à minha frente.Descendo morro e subindo morro, a cada minuto, o nervosismo aumentava, e eu já transpirava por todos os meus poros.Quando afinal ao subir um destes morros, vislumbrei uma enorme fábrica com serrarias enormes, caminhões circulando a sua volta, e um número enorme de obreiros com alguns capatazes. O carro encostou no pátio e logo à frente da casa da fazenda, estava a sede da administração daquele complexo industrial clandestino.Por certo, uma empresa fora de todos os conceitos da lei, que não deveria fazer parte dos registros de qualquer junta comercial que se preze. Aí então, comecei a entender o porque do oferecimento de um salário tão elevado, eu por certo seria um escolhido testa de ferro, para um grupo de empresários fraudulentos e imediatamente, eles começaram a colocar para mim, você vai passar a ser um dos nossos, aquela casa da fazenda vai ser colocada no seu nome e o incluiremos em nosso contrato social, onde anotaremos todos os seus direitos trabalhistas.Em dado momento, perguntaram quando eu iria trabalhar com eles. Respirei fundo e pensei com os meus botões, que tinha que iludi-los mantendo de pé a intenção de que aceitaria a proposta. Pedi um prazo de sete ou dez dias, para regularizar a saída da empresa e eles concordaram. Com a promessa de não deixar de procurá-los após aquele período, retornamos ao Rio de Janeiro. Entrei então num longo processo de crise mental e fingindo-me de morto, nunca mais os vi, e jamais fiz qualquer contato com os tais empresários, contrabandistas em potencial, e eles também, jamais me contataram, graças a Deus!

domingo, 20 de setembro de 2009

As viúvas investidoras

Um susto mundial!Os velhos mercados financeiros estão estremecendo a economia internacional.A garantia de mercados são as grandes vítimas das velhas viúvas investidoras.Elas ainda herdam a maior parte dos tesouros deixados pelos maridos, que envolvem as maiores fortunas do mundo, que giram em torno das grandes usinas de minérios, dos grandes estaleiros, dos maiores criadores e dos grandes banqueiros.Uma economia sólida se faz com capital e trabalho, e nós, brasileiros, teimamos em separar essas duas coisas tão importantes. A vaidade pessoal acaba com o princípio básico. Esquecemos que as grandes fortunas mundiais têm os dois ganchos de segurança representados pelo lado financeiro de um negócio e pelo lado econômico desse mesmo negócio.O lado financeiro tem em sua base monetária, seu lastro em depósitos e poupança.O lado econômico, o lastro de produtividade, o crescimento industrial, a sua prestação de serviços, a sua mão de obra, a sua criatividade.O Brasil continua sendo o grande cliente do mundo internacional.Ele é pela mão do seu dirigente, um campo em potencial aberto às importações inúteis.Lembro-me quando menino, de que as economias do nosso povo eram muito seguras, o Governo arrecadava, sem emitir moeda podre. Dava condição de uma maior fiscalização no consumo dos produtos industrializados, pois, esses produtos só iriam às prateleiras de venda, se tivessem o selo do imposto de consumo pago.Só assim, o Governo tinha um maior controle da arrecadação e podia planejar os gastos públicos, sem financiar as grandes fortunas.Daí o grande dilema: surgiram os políticos e os interesses pessoais, e com eles, vieram o grande mal brasileiro, aquele jeito de negociar nas gavetas.Em suma, a “corrupção” e as novas formas de proteção ao lado financeiro, deixando de lado, o aspecto de trabalho, o lado produtivo de um negócio em crescimento.Eu percorri, na minha vida profissional, seis campos diferentes: a industria gráfica, a farmacêutica, a da construção civil, a imobiliária, a indústria de madeiras e a de mineração.Em cada uma delas, eu senti as coisas erradas acontecendo.No campo gráfico, eu vi maior interesse dos jornais encalharem nas bancas.No farmacêutico, a inclusão de produtos de higiene e refrigerantes adicionados ao custo dos remédios, produtos esses, que eram consumidos na casa dos diretores.Na construção civil, a falsificação dos contratos de financiamento que eram fornecidos em quatro vias . Cada uma delas, tinha descrição diferente. Como exemplo, na via do comprador constava bronze martelado, na do construtor não aparecia esse item, já na do financiamento apareciam esses e outros mais.Na de madeiras, os caminhões que entravam mais de uma vez em cada obra do governo, com a mesma mercadoria e várias notas fiscais diferentes.E, finalmente, na indústria de cimento, as máquinas de ensacar eram reguladas para pesarem 49,5 kg cada saco de cimento.Vejam vocês, então, se as viúvas investidoras do primeiro mundo, não tem que estar preocupadas.Cuidado Sr. Presidente, conserte logo o lado econômico do país, porque as viúvas do primeiro mundo estão de olho e como de hábito, nós brasileiros, somos taxados de vagabundo pelo resto do mundo!

sábado, 19 de setembro de 2009

A partilha

Era eu, um gerente de área financeira de uma holding multinacional.O grupo era de origem européia e o meu patrão era por demais conhecido no mercado internacional, como um forte banqueiro e um poderoso industrial em diferentes áreas de trabalho.Eu já estava no grupo há mais de oito anos, e mesmo sendo o financeiro que foi o responsável por todas as ligações, e criações dos sistemas de controles bancários e de relatórios gerenciais, nunca estive presente em nenhuma decisão, com fundamento em assuntos familiares, e que envolveriam seis herdeiros, sendo quatro do sexo masculino, e dois do sexo feminino.Aí então vem a grande jogada de instinto de pai, cuidadoso e zeloso que ele era, e que num determinado dia me chamou para falar de assuntos familiares, e que circulariam dentro, de uma divisão por ele observada com critérios individuais estabelecidos por ele próprio, e que seriam de segredos respeitados por mim e por ele, que abrangeriam, valores que totalizavam três milhões de dólares, naquela época, uma fortuna expressada em nossa moeda que era o nosso famoso cruzeiro.E daí num determinado dia, ele me chama ao gabinete dele, onde somente eu tive acesso, e me disse, senhor sente- se aí, eu quero lhe fazer um pedido, que tem ficar somente entre nos dois, pela delicadeza da questão, e o senhor sabe muito bem que eu já comprei há algum tempo atrás, a ex sede da Embaixada Inglesa, aqui no Rio de Janeiro, lá na Urca, e que a finalidade dessa compra seria reunir em moradia comigo e a minha mulher, os meus seis filhos espalhados em diferentes residências, e como a ex-sede da antiga embaixada tem cinco andares, daria perfeitamente para abrigar toda a minha família, e assim as coisas seriam bem mais fáceis, para tudo que possa se apresentar no futuro, para mim e para os outros componentes os meus filhos, e que desta forma, agilizariam as coisas, pois tudo seria imediatamente por nós resolvido sem demoras. Mas acontece senhor, que eles mudaram o meu caminho, e não aceitaram a proposta, que lhes fiz de virem comigo morar e tenho agora que mudar todo esse processo que tinha iniciado..Mas vamos então ao que interessa, eu tenho uma relação em mãos, que vou passar para o senhor, mas de antemão, quero lhe afiançar, que nesta relação que envolvem, três milhões de dólares eu inclui os meus seis filhos, e vou lhe explicar o porque dessa nossa conversa agora.Primeiramente, o porque dessa forma de fazer a partilha e ainda alerto ao senhor, que os valores relacionados por mim, se prendem única e exclusivamente pelo mérito individual, que dei a cada um deles, e este segredo deverá ser mantido pelo senhor, custe o que custar, pois o senhor é um homem de minha confiança e não poderá falhar nesta empreitada, porque somente eu posso fazer o julgamento de valores pessoais dado a cada um deles, porque somente eu poderei julgar a cada um pela forma como se conduzem nos nossos negócios.Por isto os valores diferentes, que peço ao senhor que não estranhe e que seguirão em segredo. entre nós, entendeu?Pegue então a relação da partilha e vá ao banco designado, pois sou dele um acionista, e lá converse com o Diretor Regional, e diga a ele para nos fazer emissão de cheques administrativos do banco, visados e pagáveis em qualquer agência do mundo, onde eles estiverem sediados, para facilidade de meus filhos que alguns são andarilhos, com alguns até residentes no Suez! Não preciso lhe dizer, para pedir ao diretor do banco o mesmo segredo.Aí então, eu disse... Doutor, eu só peço ao senhor que aguarde o tempo necessário para o Banco resolver o assunto, mas tenho somente uma dúvida. Já que o senhor não quer assinar nenhum cheque, como vou retirar o dinheiro do Banco?Tenho que escolher de qual empresa sacar, e que tipo de lançamento bancário vou fazer em nossa escrita e no boletim de tesouraria.Respondeu-me que fizesse na empresa de gestão, e para dizer ao diretor do Banco para fazer um aviso total de débito correspondente aos valores de dólares sacados, desde que respeitasse os três milhões de dólares..Frisou que queria a solução até o final da semana e para que eu entregasse tudo em suas mãos, sem que ninguém visse, nem mesmo o seu staff europeu. Assegurou que futuramente acertaria os valores contábeis referentes a empresa debitada.Depois de tudo acertado, pedi licença e me retirei dizendo a ele que iria ao Banco na parte da tarde e lhe telefonaria para confirmar se tudo ficou certo, conforme o vosso pedido. .E assim fiz, fui para o Banco e lá na Diretoria do Banco por ele determinado, acertei todos os detalhes que nesta operação bancaria, necessitaria de cheques nominais, pagáveis em qualquer continente aonde o banco tivesse uma sede e que fossem visados pela agencia emitente.Quando a diretoria do Banco concluiu a operação, pedi licença para ligar para o meu patrão e confirmei a autorização para pegar os cheques no dia seguinte, deixando bem claro que os cheques só poderiam ser entregues a mim.No dia seguinte, lá fui eu para o Banco resgatar os cheques, quando pedi que me devolvessem uma cópia do demonstrativo que tinha sido feito pelo meu patrão.Retornei à Empresa e na sala de Xerox, tomei o cuidado de fazer as cópias que necessitava para minha segurança, pois eu faria um lançamento muito elevado correspondente a três milhões de dólares, que pelo sigilo do contrato, ficaria em conseqüência a descoberto e sem nenhum documento comprobatório.Copiei cada cheque emitido pelo Banco, nominativos aos filhos herdeiros. E assim, depois disso feito e tomando todos os cuidados, arquivei toda aquela documentação copiada da operação realizada, em minha última pasta do meu arquivo suspenso em minha própria mesa.Só eu tinha conhecimento daquela operação e dos meus cuidados com as cópias dos documentos, pois nem ao meu patrão contei nada, revelando-se assim, o meu instinto de defesa diante de uma operação valiosa e rara feita por mim em algum Banco. Senti-me completamente seguro para qualquer acontecimento futuro, pois os comprovantes necessários garantiriam a minha segurança num assunto que tinha sido montado pelo meu patrão que, como os jornais diziam, era uma “águia” em assuntos financeiros. Assim, fiquei em paz com a minha consciência.Ainda bem que tomei todas estas posições finalizando o meu processo de pura honestidade e que jamais levantaria dúvidas sobre a operação financeira realizada e até então inédita no meu campo de atuação.E vejam vocês, que naquela época, passado quase mais de um ano, fui convocado para ir a sala de reuniões da Diretoria.Em lá chegando percebi para surpresa minha, que era uma reunião de aprovação de Balanço do Grupo das doze empresas.Ali estava presente toda a Diretoria, menos o meu patrão que sempre estava em viagens para o exterior. Estavam também presentes o grupo de conselheiros dos acionistas, a maioria dos filhos e completando aquele quadro bem á minha frente, os dois diretores das empresas de auditoria, que eram na época responsáveis pela aprovação das contas das empresas do grupo há mais de cinco anos.O presidente em exercício, o seu filho de inteira confiança era quem dirigia os trabalhos e dirigindo-se a mim assim que adentrei à sala, informou-me de um problema muito sério, a existência de um furo de três milhões de dólares, na empresa de gestão de Capital do grupo.Com um certo ar de desconfiança perguntou-me o que eu tinha a dizer daquilo, já que era eu quem controlava todas as finanças do grupo.Naquele momento, Deus falou em meus ouvidos, lembrando-me daquelas cópias comprobatórias que fiz questão de guardar no fundo da gaveta, pois eu sabia que em algum momento teria que revelar aquela verdade.Com toda a minha indignação pela desconfiança ali revelada sobre mim, parti como um bandoleiro do oeste americano e saquei da minha arma da verdade.Olhei firme para o chefe e disse: -chegou o momento meu presidente, de revelar a verdade. Quem quis que isso acontecesse foi o nosso presidente honorário que infelizmente deve estar a essa hora dormindo em algum pais na Europa.E assim sendo neste momento eu não poderei usá-lo, peço a ele desculpas, mas estou indo para minha sala pegar toda a documentação das cópias de recibos e cheques que envolvem esse processo financeiro, volto em cinco minutos!-E assim fiz, aquilo que seria um segredo eterno de família, diante do acontecido, fez com que eu munido de um envelope, trouxesse a tona a partilha para os filhos, que só puderam saber através de mim, infelizmente, acusado de um grande trambique financeiro.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O nosso código de barras

Parece incrível, mas é verdade! Nós, seres humanos, teremos num futuro bem próximo, o nosso código de barras. Nele, estarão definidos todos os conceitos e características, como se fôssemos um desses produtos de 1a. linha, que existem nos mais famosos supermercados. Mas, não se assustem com isso. Não vamos virar um produto " Sendas!" Não vamos nos tornar um produto industrializado, que segue os conceitos das normas e especificações do INPI, que por imposição da lei, obriga aos seus fabricantes, a manter em suas embalagens, informações de extrema utilidade e importância, que na realidade servem para a orientação dos consumidores, pois necessitam estar seguros, no momento da sua utilização... Como seria então, configurado em nós, humanos, um código de barras? Muito simples... Exatamente, como são feitas as leituras nos produtos. Elas sempre se fazem através de uma leitura ótica. Será que nós teríamos que bordar o nosso código de barras, nos fundilhos de nossas calças? Claro que não seria necessário... Com a nova tecnologia, simplesmente iríamos convocar o famoso craque da informática, o Bill Gates, e ele bolaria para nós , um novo e revolucionário cartão de leitura magnética. Futuramente, quando chegarmos a um registro público para registrar um filho, vamos receber do escrivão, juntamente com a certidão de nascimento, um cartão magnético, que terá uma numeração especial, com adaptação e cadastramento nos principais orgãos de governo e nas principais empresas de economia mista. Assim, teríamos o nosso ingresso assegurado, desde o serviço de vacinação infantil, passando pelos registros escolares do jardim à faculdade, serviços militares, hospitais públicos e Ministério do Trabalho. Teríamos também a aposentadoria automática e o cadastramento nas casas de serviços funerários, restaurantes, casas de bingo, clubes, hotéis e motéis , etc. e etc. Assim , por conseguinte, tudo seria bem mais fácil para nós. Vocês já imaginaram? Chegarmos na portaria de um hospital público e ao passarmos o nosso cartão magnético, no visor ótico da portaria, recebermos imediatamente uma guia de consulta, nos seguintes termos:- Dirija-se ao terceiro andar, na ala B e procure na sala 308 o Dr. Cassio, que ele já está de posse da sua ficha de atendimento .Aguarde apenas 15 minutos que êle está terminando uma consulta. Ou então, fazermos uma solicitação ao Ministério do Trabalho, de uma nova via de ou de carteira profissional, ou de informações sobre nosso tempo de trabalho, tudo isso em fração de segundos. Será uma beleza! Vamos com certeza, ter uma vida bem administrada e controlada,pois este tipo de moderno e complicado cadastramento via código de barras, estará presente inclusive , no turismo, no esporte e no lazer. Com isto, será muito fácil identificarmos quantas viagens já fizemos ao exterior, quantas doses de conhaque consumimos na festa de final de ano, quanto dinheiro já perdemos nas corridas de cavalos, quantos litros de gasolina já consumimos em nosso carro ou quantas vezes saímos com a vizinha ou vizinho. Chegamos a conclusão de que será muito complicado e que será bem melhor, esquecermos toda esta tecnologia e pararmos por aquí . Essa coisa de código de barra, vai ser na realidade uma barra. Acho melhor deixarmos o Bill Gates pra lá, e continuarmos usando os nossos naturais códigos de ética, todos aqueles que nos foram ensinados pela mamãe. Valeu mamãe, o seu código sempre foi o melhor do mundo! Êle sempre nos deu as informações mais precisas. Os caminhos da vida jamais poderão se transformar em caminhos eletrônicos e informatizados.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A poesia dos trabalhos de rua

Eu ainda era menino , mas me lembro, da festa que era “o serviço público de rua”. A alegria que traziam as carroças de lixo, ainda puxadas a burro.
Eu morava numa das primeiras casas da rua e sabia o nome de todos os burros que puxavam as carroças, e era lá que os garis faziam a ultima coleta do lixo.
Na calçada da minha casa eles faziam a farra, pois era o último ponto.
Eles dançavam e cantavam samba, batucando nos latões coletores de lixo, dando um verdadeiro show.
Depois da habitual apresentação, eles olhavam para minha mãe, e diziam - ô madame, com todo o respeito, só faltava agora a senhora, dar para nós, aquela água bem geladinha, com bastante gelo, pois nos já demos o nosso espetáculo, senão amanhã a gente não volta, para recolher o seu lixo! –
Sem falar dos outros serviços, de porta em porta, como o do peixeiro “Tião”, que trazia de tudo, camarões, peixes, siris, caranguejos.
Contávamos também com o serviço do verdureiro , o senhor Manuel, que vinha com a sua carroça lotada de tudo muito fresquinho, porque naquela época, as feiras livres só se realizavam aos domingos. Tudo na carroça do seu Manoel era de alto zelo e muita qualidade.
Tínhamos também a famosa “vaca leiteira” que trazia das vacarias o leite puro de melhor sabor e que ainda vinha quente das tetas das vacas. Sem nenhuma mistura de água, era o verdadeiro tipo “A”, que proporcionava a quem sabia fazer, uma manteiga excelente.
O povo naquela época tinha um atendimento personalizado, e se por acaso, algum daqueles comerciantes, não dispusesse na hora do produto desejado pela dona de casa, ela podia se dar ao luxo de encomendar para o dia seguinte. Que tempo bom era aquele!.
Na esquina da nossa rua, passava a principal via de acesso a antiga Rio São Paulo, a avenida Braz de Pina.
Era a via turística existente, que nos levava para as cidades serranas, pois não tínhamos ainda a atual Avenida Brasil. Era por ali que passavam todos os ônibus que iam para Petrópolis e Teresópolis, assim como para o Espírito Santo, São Paulo, Bahia, e Minas Gerais.
Por ali também transitavam os saudosos bondes elétricos, que faziam as linhas de Madureira e Vaz Lobo, transportando uma grande massa de trabalhadores e estudantes..
Mas a minha alegria era mais forte, quando se iniciava a noite.
Era o feliz momento de ver o velho trabalhador da iluminação das nossas ruas. - um alegre senhor, maduro e experiente - que trazia sempre uma pequena escada nas costas. Vinha acendendo as luzes da rua, que eram a gás de querosene, uma a uma, alongando assim um pouco mais os nossos dias.
Outro grande sucesso, era o lindo cavalo branco, cujo dono era o “Sanam”, o mais famoso banqueiro de bicho da região, que tinha a casa mais bonita e rica da Rua. Com o jogo de bicho proibido, todas as vezes que a polícia vinha prendê-lo, ele gritava para o seu cavalo: - Garoto, olha a polícia!
O cavalo vinha correndo para junto dele e ele de um só pulo montava, mesmo sem arreios e sela e saía correndo em disparada em direção a cancela de madeira que limitava a travessia da linha férrea.
Ali “Garoto”, aquele lindo cavalo branco, dava um tremendo salto e atravessava a linha férrea, que era defendida por uma cancela.
Assim o “Sanam” conseguia sempre escapar da prisão e da ação policial, deixando os policiais assustados e com caras de “brocoió” , como se chamava o bobo daqueles tempos.
Toda a garotada vibrava feliz pelo desempenho daquele lindo cavalo, que mais se parecia com o cavalo Sylver do Zorro, o famoso herói do cinema americano.
Mas a emoção da criançada era aguçada quase que diariamente, quando corriam as notícias de que o banqueiro de bicho “Sanam” iria se defrontar num duelo a bala, com o outro não mais famoso banqueiro, o contraventor “Arlindo Pimenta”, que atuava na região de Ramos, um outro bairro do velho Subúrbio da Leopoldina.
Aquilo sempre cheirava a um bang-bang, do cinema americano, causando expectativas e movimentando o pacato mundo daquela época.
Mas a guerra teve fim com o assassinato do “Arlindo Pimenta” por um dos capangas do valente rival, o banqueiro invencível, “Sanam”.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma saida para a receita do INSS

Por ocasião da última eleição, para Presidência da Republica, eu enviei a alguns dos nossos candidatos, uma idéia que se constituía, numa das mais novas lembranças que tive para apresentar como uma plataforma de governo, desde que ela fosse aceita pelos membros dos partidos aos quais foram encaminhados.Fazia isso em razão de estar aposentado já há alguns anos e sentir que os principais criadores da base do crescimento do nosso pais, são sempre apontados como os que nada fazem, ou nada fizeram, em razão do crescimento do nosso PIB, ou da formação da nossa mão de obra especializada, o que é uma tremenda mentira.Eu não posso esquecer de forma nenhuma do meu esperançoso pai, falecido prematuramente, aos trinta e sete anos, e que já afirmava para mim na época com onze anos de idade, que jamais faria qualquer contribuição ao INPS, pois aquela Instituição, não merecia ter crédito em nossa sociedade, e ainda garantia com toda a segurança, que o famoso IAPS, seria o futuro saco de gatos na economia brasileira.E aquela classificação de meu pai, um homem que na época da guerra mundial, era um trabalhador que administrava estoques da nossa gasolina, importada e comprada a peso de ouro, e cuja venda naquela fase difícil de Brasil ligado as forças dos aliados em campanha na Itália, dava a ele uma responsabilidade sem tamanho, uma vez que as coisas serviam de alvo de cobiça para os criadores do famoso “cambio negro, do ouro negro” o petróleo que ainda não era nosso, porque não tínhamos ainda, a nossa poderosa Petrobras.E agora, estamos diante de um fato que não se justifica, o de continuarmos sem criar recursos, para um órgão de tamanha importância para todos os trabalhadores brasileiros, o nosso mal tratado INSS, quando observo que somente existe a preocupação de fecharem as torneiras da corrupção, que são de muita importância para fazer com que nós brasileiros passemos a acreditar em nossa política publica!Mas se observarmos com cuidado, temos que rever um assunto ligado aos Bancos no Brasil, eles se automatizaram e implantaram as máquinas de caixas automáticos, e assim reduziram em média mais de 30% o número de trabalhadores, nos quadros dos serviços de atendimento.Cada uma dessas máquinas de caixa automático, substitui em média, três ou quatro trabalhadores.Caso tenhamos apenas numa agência bancária umas dez máquinas dessas, estaremos desempregando no mínimo uns quarenta trabalhadores, sem falarmos das agências ligadas aos grandes shoppings, que fazem a mesma coisa do lado de fora nas áreas de estacionamentos, e afirmo que nenhuma máquina paga sequer um centavo ao INSS.Já assisti na televisão anúncios de grandes Bancos, que afirmam ter mais de 150.000 máquinas de atendimento no Brasil inteiro, e vejam estou falando só de um banco, e ainda afirmo que o salário médio de um funcionário de caixa, gira em torno de R$ 800,00 que multiplicado por baixo por três, totalizariam um salário de contribuição em torno de R$ 2400,00, e estou falando de unidade de máquina automática.Se pensarmos que máquina quebra e gera um custo de manutenção, teríamos um número acertado para dedução mínima nesta contribuição por máquina, porque nem todas elas quebram ao mesmo tempo.Mesmo que exista a grande frase de “que o sistema esta fora do “Ar”, como os bancos vivem dizendo, nós sabemos que na realidade eles não estão, mas assim afirmam, para garantirem o alcance de metas das agências.Alegam em determinados dias dos grandes saques e orientados pelas gerências, que precisam zelar pelo seu famoso saldo médio.Eu tenho este assunto pensado e estudado, e pelo número assustador de máquinas que um grande banco anunciou em Televisão, eu garanto que esta contribuição, vai ser de muita valia para aumentar com muita justiça, os índices dos aposentados que ganham acima do salário mínimo por terem contribuído para o INSS por mais de 30 anos a fio, e que hoje se vêem prejudicados por quem assim não fez, e ainda recebem o famoso “Bolsa Família”, e acho tudo isto uma das maiores injustiças sociais. Esta idéia, é de toda maneira uma das ajudas que poderão, aliviar o déficit tão falado de uma instituição, sempre mal administrada.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

As fortes consequências de ajudar a alguém, sem saber a quem!

No passado as regras de ajudar a alguém eram de extrema facilidade.
Todo mundo ajudava a todo mundo e esse fato nos deixava sempre na obrigação de se fazer uma nova amizade, o que levaria as pessoas a uma crescente e nova fonte de informações e a uma extensa unidade de vida, onde sempre imperavam os longos papos no portão das nossas casas.
As pessoas se achavam protegidas e formavam em torno de si um cinturão de ajuda diária que era ilimitado, e que não envolvia somente os familiares.
Pela nossa orientação, deveríamos estar sempre atentos as coisas que aconteciam diariamente em nossa vizinhança ou em nossa Cidade, pois naquela época, só tínhamos o aparelho de rádio, que por sinal ainda era, muito deficitário.
As ondas curtas eram realmente muito “curtas,” e quem nos garantia as noticias do mundo exterior era sempre o nosso Correio Geral, que se comunicava com as grandes agências internacionais de notícias.
Só saberíamos com certeza da confirmação de qualquer acontecimento, após ter passado uns dez dias do momento da sua ocorrência, ou ainda assim, pela publicação feita em qualquer um de nossos jornais.
Isso sem falar que a nossa era da telefonia ainda em seu início, era na época um privilégio de poucos brasileiros.
E assim pela dificuldade acima assinalada coisas e fatos inesperados iam acontecendo, causando grandes enredos e histórias, que eram fortalecidas pela falta de comunicação em qualquer tipo de negócios.
E por essa dificuldade de se comunicar um fato, eu fui abordado em meu trabalho, por um rapaz que lá chegou com meu nome anotado em uma folha de papel, datado e assinado por um capitão que se dizia meu amigo da Aeronáutica, e que a ele teria prestado um socorro na estação de trem, dentro da gare da Estrada de Ferro Central do Brasil.
O tal sujeito afirmando que o capitão seria um meu conhecido antigo, pedia no bilhete que eu o ajudasse, pois ele necessitava de um emprego urgente, pois estava vindo do interior de Minas Gerais e ao desembarcar, teria sofrido um assalto ali e por ele presenciado.
A partir daquele momento, as coisas iriam se modificar para mim, eu teria ganho de presente um problema enorme, para rápida solução, e que de maneira alguma eu não poderia falhar, pois o assunto era bem complicado, por receber alguém, enviado por uma outra pessoa, que eu já não me lembrava mais quem era.
Fiz a ele então a seguinte pergunta - e o tal capitão não lhe disse, em que unidade da Aeronáutica ele trabalhava, e ainda de onde ele me conhecia - e ele respondeu a tudo dizendo com a cabeça que não, e complementou ainda afirmando pra mim, que tinha chegado até ali, de carona, que o tal militar havia arranjado para ele, lá no centro da cidade, quando pediu ao motorista de um ônibus, para transportá-lo e avisar aonde eu deveria descer, para encontrar com o senhor.
Assim foi feito, e eu lhe peço pelo amor de Deus, que não desconfie de mim, pois sou gente muito boa, e de família humilde, e para cá eu vim para conseguir ajudar também a minha pobre mãe.
E veja o senhor, como eu poderia chegar até aqui, se não conheço nem esta Cidade, porque sou nascido e criado no interior de Minas Gerais.
Aí então eu falei, olha rapaz eu não te conheço, você necessita de um emprego, e não tem nenhuma documentação, eu vou tentar ver que jeito eu darei a esse caso para ajudá-lo, ´pois estou ainda achando tudo muito complicado.
Complementei que não podia levá-lo para minha casa, porque não podia correr riscos, visto que tudo sobre ele eram fundamentos sem comprovação. Pedi que aguardasse na portaria da empresa, pois meu expediente só terminaria às dezoito horas. Naquele período de espera, ela deveria ficar sentado me aguardando.
E assim a partir daquele momento, fui tentar no mercado de trabalho uma vaga para tranqüilizar o pobre coitado. Liguei para algumas empresas, e contava com esperança de solucionar toda aquela historia complicada e triste até então.
Com o meu relato, algumas pessoas ficavam preocupadas e ainda assim diziam pra mim - sai dessa amigo, isto esta me cheirando a ser um golpe, tome muito cuidado.
Ao apagar das luzes, um milagre acontece e uma luz no fim daquele túnel surgiu, me ligou o então chefe de expedição dos transportes da CISPER, o sempre simpático Altair, que me disse, Jorge eu resolvi o problema dele, ele virá provisoriamente para nossa área de transportes, vou deixar ele trabalhar sem nenhum vínculo empregatício e vou dar a ele um prazo, para providenciar a sua nova documentação, e consegui também que ele fique numa moradia provisória aqui mesmo na empresa, nos mesmos moldes de alguns outros empregados na área de transportes, e quero ainda te avisar que ele inicia já na segunda feira depois de amanhã, aí então e lhe agradeci bastante e disse, amigo Altair eu vou ficar nesta historia até o final junto a ti, não vou largá-lo sozinho, nesta empreitada e o que você precisar estarei sempre as tuas ordens.
E naquela hora exatamente eu deixava o trabalho e me dirigia a portaria onde ele estaria me aguardando.
Fui sincero com ele - o emprego para você está arranjado, você começa na segunda feira, depois do final de semana. E como você não tem nenhuma documentação, eu não posso deixá-lo dormir na rua, nem levá-lo para minha casa, você vai comigo agora para a delegacia policial, e eu vou pedir ao delegado da 19ª depois de contar toda a sua historia, para deixá-lo pernoitar lá na delegacia até segunda feira, quando terá que ir para o seu primeiro dia de trabalho.
E assim foi feito e o delegado entendeu toda a minha dificuldade e deixou ordens expressas na delegacia, autorizando a ele dormir as duas noites seguintes na delegacia policial que seriam necessárias, e que ele também participasse de todos os lanches e alimentação que seriam dado aos presos, e que ele estaria proibido de sair dali para rua, pela sua falta de documentos, pois seria uma presa fácil em qualquer ronda policial.
Aí então, eu agradeci ao delegado o favor que ele me teria feito, e fui embora para casa, já mais aliviado pela nova condição alcançada em razão de ter dado um andamento inicial, ao caso do José Carlos, nome que ele me disse ter sido batizado,
O final de semana se passa, e ele inicia o seu trabalho, corre toda a semana, e para provar a mim que eu ainda teria algumas coisas a resolver, me liga na sexta –feira o amigo Altair, o amigo que arran jou o emprego para ele na CISPER.Vai logo dizendo : - amigo Jorge, já estamos sem sorte logo na primeira semana.
Perguntei porque e ele me contou que o tal sujeito levou uma queda do caminhão e quebrou um braço e que ele não tinha condição de levá-lo para o médico da empresa, pois ele não tinha vínculo empregatício lá, razão pela qual estava me solicitando ajuda. Eu respondi que a solução ia ficar por minha conta e pedi que aguardasse porque eu mesmo iria levá-lo ao hospital publico. Tentei arranjar uma ambulância, para conduzi-lo mas foi tudo em vão. Liguei para um amigo que tinha uma caravan onde poderíamos transportá-lo em segurança e finalmente o conduzimos ao hospital publico, mas infelizmente, nada puderam fazer, entalaram o braço dele e disseram que só poderiam engessá-lo 72 horas depois, e tudo ficou difícil, e ele retornou a empresa e ficou no tal quarto em que se hospedava junto a outros trabalhadores.
Procurei o amigo Altair, e expus a nova situação e ele me disse, vou agüentá-lo aqui até o máximo de tempo que eu puder, a turma se reuniu aqui e fizemos uma lista para ele, e ele está com algum dinheiro para se manter, vamos ver o que virá por aí.
Termina mais um fim de semana, e vou trabalhar na segunda feira e logo na primeira hora, o amigo Altair me chama ao telefone, e me diz de cara, Jorge, o nosso amigo nos traiu, ele pegou todo o dinheiro da lista que demos a ele, e ele foi embora nos abandonou, disse a um colega que iria para estação ferroviária e voltaria de trem para Minas Gerais, pois o dinheiro que tinha dava para se cuidar junto da sua mãe.
Não fique preocupado amigo, deixe ele ir, fizemos tudo que foi possível para socorrê-lo, talvez ele não tenha entendido nada dessa historia nossa tão amiga e verdadeira, fica pra nós uma lição.
Eu então pedi desculpas ao amigo Altair, e disse que ele poderia contar comigo em qualquer outra situação, pois descobri o que faz as pessoas, honestas e verdadeiras brigarem pelo bem-estar de alguém que nem conhecem.
Mas pensam vocês que esta luta terminou, qual nada, e neste mesmo dia, estou trabalhando já no segundo expediente, me telefonam da delegacia que pertenciam ao ponto final da linha férrea, em Mangaratiba, para fazer o transbordo de passageiros para o Estado de Minas Gerais, para me pedirem de lá, a minha presença, para soltar o José Carlos, que havia sido preso no trem, pois estava ele sem nenhum de seus documentos e teria sido detido, e que teria que conversar com eles, pois ele disse não ter documentos mas que eu seria a pessoa que poderia identificá-lo. Eu atendi no telefone ao delegado, e disse que ele ouviria toda a historia tenebrosa que eu tinha para contar, mas somente faria isto por telefone, e que eu me recusava em deixar o Rio de Janeiro, para atender a uma pessoa que não afirmou, em momento algum que dizia para mim uma verdade, e completei para o delegado, faça dele o que quiser doutor, mas não me aguarde aí, para inocentá-lo jamais. E por favor doutor diga a ele que eu realmente o reconheço, mas que ele merece uma lição, pelo descaso e loucura, que teria feito a mim e aos meus amigos, que batalharam pra sua identidade pessoal.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Não vamos usar a nossa preguiça

Com a nossa juventude, a nossa moderna forma de vida e a nossa esperança de uma solução preguiçosa, vivemos totalmente voltados para a informática.O assunto hoje são os grandes inventos,pois só esperamos que o milagroso computador, nos entregue de “mão beijada”, uma solução rápida e eficiente, para qualquer dos nossos problemas, sejam eles, ligados à cultura, à ciência, à saúde e a tecnologia.Ledo engano meus amigos. Temos que olhar o computador como uma excelente ferramenta de trabalho, mas nunca admiti-lo como solução para os nossos afazeres. Ainda encontramos alguns fanáticos, desta nova ciência, que por preguicite aguda, andam afirmando, que inclusive os livros irão desaparecer. Não creio, pois se assim fosse, o teatro já teria desaparecido há mais de cinquenta anos com o advento da televisão. Devemos acreditar, sim, que a informática, será um meio para o progresso do mundo no novo milênio, mas nunca será um fim, para êste mesmo mundo. Pensemos que as diferentes coisas que acontecem com o nosso corpo, jamais serão resolvidas por um computador e por mais avançado que ele seja, seria o cúmulo, imaginarmos, que as pessoas poderiam se programar, para fazer “xixi” pelo excel, ou para acordar de duas em duas horas, durante a madrugada pelo “word” .Pensemos sim, que temos a nossa individualidade e criatividade próprias do ser humano, e que deveremos sempre idealizar o que será dela, se estivermos fabricando processos que a levarão a estagnação.Este século, que terminamos, foi por demais produtivo a nós, seres humanos. Ele confirmou todos os temas dos filmes de “flash Gordon”, a criatividade do homem, construiu os foguetes, as aeronaves, os controles remotos, a bomba atômica, a viagem à lua, a globalização, a vigilância via satélites e o conhecimento do mundo exterior, mas em compensação, foi dado ao homem, novos desafios de vida. Tudo, para compensar as grandes descobertas, os grandes avanços tecnológicos, para fazer com que o homem, cada vez se especialize, mais e mais, para buscar, a cura do câncer, da aids, de outros males, enfim...Pela minha visão, acredito que o advento da informática, deveria ter sido bloqueado por Deus, quando ainda estava sendo pesquisado. A Segunda geração dos computadores , a meu ver, já era alta tecnologia, não bloqueando as funções humanas. Aquela em que o homem, era obrigado a pensar para processar os dados e para instalar um programa na UCP, do antigo computador, todo idealizado por ele, o antigo programador de computador, hoje desaparecido e sepultado, pelos programas previamente criados.Estamos numa nova fase, aquela tão esperada pelo ser humano, que abusando da ciência, pedirá ao computador para resolver quase tudo da sua vida. A falta de imaginação lhe dará a ilusão, de que estará resolvendo tudo, sem sair da cama. Mas para onde estaremos caminhando? Na verdade, estaremos caminhando, para repousarmos lado a lado da dona preguiça e os homens do futuro, irão pesar no mínimo quinhentos quilos e perderão a sua individualidade e a sua mobilidade. Na sua carteira de identidade, deverá constar em qual linguagem de computador, a sua mente estará catalogada e vocês já poderão imaginar que tremenda confusão.Os jovens de hoje então, vão ficar impedidos de saborear um café da manhã, preparado com a tecnologia do sentimento e não da máquina. Teremos todos que arquivar os sentimentos em um disquete, ou anualmente teremos que adquirir um novo programa de vida.Chegaremos, então, a conclusão, de que o computador, não é tão inteligente assim, mas será, por certo, uma ferramenta muito útil, quando estiver ligado ao nosso próprio corpo, e em defesa da nossa saúde, nos oferecendo todas as vantagens, para o nosso novo desempenho de vida, seja ele físico, mental, ou emocional. Aí sim, iremos afirmar, ele será sempre uma excelente ferramenta de trabalho, e de vida, mas fiquem certos, que nunca irá substituir a nossa criatividade, nunca deveremos ser um engenheiro de obras feitas!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O cigarro e a bebida, as próximas vítimas

Confesso que não sou nenhum fumante, nem beberrão inveterado, mas de todo não apóio a campanha deslavada, que vem sendo feita, contra esses dois hábitos comuns da humanidade. O Governo tem que arriscar, mesmo sabendo que esses dois vícios que não contribuem para a economia na área de saúde e levam uma infinidade de pessoas, a lotarem as enfermarias dos hospitais públicos e privados, e ainda provocam desajustes familiares, afetam em muito a produtividade do nosso país.Tenho alguns exemplos em minha família. Meus tios num total de 8 filhos, por parte de minha mãe, todos sem exceção foram vítimas do fumo e da bebida, e quantas outras famílias, também não foram atingidas?Mas temos que nos preparar para educarmos os nossos filhos a não beberem e a não fumarem. Existe o lado engraçado da coisa, como exemplo, a entrevista que vovô Osório deu ao Jô Soares, há algum tempo atrás, onde vimos uma figura de cento e quatorze anos de idade, que deixou de fumar aos cento e quatro anos,depois de fazer uso do cigarro, num período de noventa e seis anos.Tal usuário do cigarro ainda afirmou para o entrevistador, que não estava muito bem de saúde, porque fazia sexo quatro vezes ao dia, nas suas passadas em casa, e à noite após um dia de trabalho, queria repetir o ato, esquecendo que já havia feito. Dizia ao entrevistador que não estava bem de saúde porque sua memória não funcionava bem.Temos ainda que lembrar, que as fábricas de cigarros, representavam há uns anos atrás, a maior tributação em termos de IPI.O mercado financeiro balançava, todas as vezes, quando era previsto o recolhimento desse tipo de tributo, que levava alguns dos pequenos Bancos, a pedirem recursos ao Banco Central, para suportarem as saídas de caixa. Por sinal, a bebida também no início do ciclo industrial brasileiro, era uma das grandes divisas de tributos do governo.Naquela época, o imposto de consumo, era pago antecipadamente, para selagem dos produtos, que faziam parte do faturamento de muitas empresas. O restante do mundo, é grande consumidor de bebidas, pois o clima frio sempre obriga o seu uso, até no preparo de pratos quentes ou comidas especiais.Temos sempre que combater o fumo, a bebida, o narcotráfico, mas temos também que educar e criar um limite de consumo, que não possa afetar a saúde , a produtividade e o bom-senso de nossos filhos.Pensemos também que uma massa de profissionais, trabalha nestes dois campos e não podemos fomentar o desemprego em nosso país.Sabemos também que os números revelados pelas estatísticas nessa área, não correspondem aos índices da realidade, pois os nossos Institutos, deixam de incluir nesses cálculos, a grande população das nossas penitenciárias, que vivem improdutivamente.Os países do chamado primeiro mundo, não deixam de incluir em suas estatísticas o presidiário. Hoje, eu confesso a vocês que faço por onde, deixar de fumar e beber, mesmo socialmente, mas se realmente as fábricas de cigarros ebebidas fecharem, gerará um grande desemprego, não só nas áreas diretamente ligadas, como também, a outros determinados setores, como sejam, o do papel, das tintas, do papelão, do consumo energético, etc...Assim como, vai ficar profundamente sem graça, quando necessitarmos ir a um Centro Espírita para uma consulta, e verificarmos que os Pais de Santos, não fumam e nem bebem!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

EU NÃO DISSE QUE NOS IAMOS SAIR DA CRISE JÁ HÁ SEIS MESES

Eu virei otimista, um grande otimista, desde o dia que estava trabalhando num projeto que instalava no BRASIL, a maior empresa de produtividade de cimentos da nossa AMERICA LATINA.
Aquela seria a minha grande cartada de ter orgulho em partilhar um projeto único de uma fábrica que ia ser instalada no nosso Brasil para ensacar diariamente 600.000 sacas de cimento correspondentes a três milhões de quilos diários do produto.
Tinha outra novidade em questão – seria a primeira em linha reta, pois a maioria dessas fábricas eram ou retangulares ou circulares.
Para mim foi a melhor oportunidade de como um brasileiro que já tinha experiência profissional em diferentes áreas, poder disputar um lugar naquele grupo Europeu.
E eu me considerava assim um preparado para aquela nova estrada profissional, mas o cargo era político, pois envolvia para o lugar a indicação de um ex Presidente da República, o nosso querido Doutor Juscelino que era amigo do nobre industrial e banqueiro dono da Empresa.
Nas impressões iniciais observei, que entre os candidatos escolhidos eu seria o mais fraco para ocupar o lugar, pois não tinha cursos no exterior, e nunca tinha trabalhado em mercado financeiro externo, pois só tinha participado de empresas até então de porte médio. Mas tudo isto passou, e eu mesmo encarando uma admissão política consegui ficar por doze anos naquele Grupo, e exercitar toda a vontade de um bom administrador de área de políticas financeiras, e ter fincado no Brasil o meu processo de trabalho, inclusive com instalação de Banco dentro de uma fábrica.
Por isso eu acredito no nosso Brasil, e digo que a indicação de nossos Ministros tanto do Guido Mantega, como o doutor Meirelles, funcionaram corretamente, e acho que eles dois devem ter a visão de que o Dólar depois deste episódio mundial, onde eles infelizmente mais uma vez paralisaram o mundo, mas graças a obra de Deus, que dizem ser brasileiro, o nosso Brasil continua andando, e ainda peço que as nossas cabeças de direção de negócios internacionais, e nacionais, pensem que devemos lutar pela criação de uma nova moeda, para controle das reservas internacionais, sejam elas de fundamento econômico ou de fundamentos comerciais, e que não paguem e não mais perdoem as dividas de paises sejam eles africanos ou de qualquer outro continente.
Pois quando o nosso Brasil, tinha uma dívida no tempo do nosso Império, pelas instalações de suas ferrovias, a Inglaterra não a perdoou, apesar de pela sua experiência industrial da época, ter esta mesma Inglaterra, projetado as ferrovias e ainda eles ficaram recebendo rendas de nossa estradas de ferro, por mais de cem anos.
Peço agora, que avisem, ao presidente Lula, que ele não é o responsável pela mais alta renda do Universo, e que iguais a mim existem milhões de aposentados de brasileiros, que trabalharam e muito e continuam necessitados, ainda sem poder sentir que existe uma luz no fim do túnel, e que nunca tiveram indenizações estudadas, politicamente pela luta contra a propalada revolução brasileira de 1964,
Parabenizo, ainda aos dois Ministros, e peço pessoalmente aqui nesse “Blog”, que eles usem a sua vasta sabedoria de brasileiros cultos, e que não vieram para falhar nunca nos seus planos, sempre tão bem elaborados até aqui, e para nunca irão entregar o ‘OURO NA MÂO DO BANDIDO ‘, e na realidade eles andam soltos por aí!

sábado, 5 de setembro de 2009

Um português do barulho

Conheci um lusitano teimoso, convicto e endiabrado cujo nome de guerra era “Lomba” . E quanta coisa interessante esse gajo me passou!... Vamos dar aqui uma ordem aos fatos mais interessantes que até hoje, sobrevivem em minha memória.Chegou ao Brasil por volta de 1976, logo após a Revolução dos Cravos em Portugal ocorrida na década de 1975. Ele fazia parte do “staff” do mais famoso empresário para quem trabalhei , que veio para o Brasil se estabelecer como industrial, banqueiro e pecuarista. Mas, vamos ao Lomba. O Lomba na verdade, lá em ‘Leiria’ tinha como função, ser o responsável por todo o serviço de capatazias nos principais portos de Lisboa, Leiria ou Cidade do Porto. Pela grande responsabilidade do seu trabalho em Portugal e como todas as empresas do meu patrão haviam sido encampadas pelo governo revolucionário, deixou o pobre Lomba, assim como outros famosos executivos, sem função específica. Daí então, serem trazidos para o Brasil para ocuparem cargos correlatos no Grupo onde eu trabalhava já há quase três anos. Conto aqui o primeiro episódio: Estava eu em minha sala de trabalho, quando o Presidente do Grupo, entrou acompanhado do Sr. Lomba, dizendo-me: - aqui está uma pessoa de alto “”valore”” para o nosso grupo. Trata-se de um gajo muito entendido em coisas do porto, nos embarques e desembarques das importações e exportações. Ligue-se a ele e terás um bom conselheiro em outras “”coisitas”” mais. Então, eu muito atencioso, puxei uma cadeira para o Lomba dizendo: - senta aí para a gente conversar. Logo em seguida, arrependi-me do que disse, pois ele se sentou e foi logo disparando : as coisas aqui não devem ser muito diferentes das de lá. Vai ser muito fácil para mim, e o meu primeiro teste, vai ser desembaraçar a minha própria carga de mudança para o Brasil. Aí sim, eu ficarei senhor da situação. E continuando, me fez outras solicitações, sobre visto de passaporte, carteira de identidade, carteira profissional, cartão do imposto de renda, bairros onde poderia residir no rio, conta bancária,etc... Eu, muito à vontade , escrevi todas as informações para ele colocando-me às ordens para qualquer outro problema no futuro. Não passou tanto tempo assim , quinze dias após, vem aí o primeiro entrevero da era Lomba: Recebo um telefonema da empresa Nicolau Hayes , me perguntando se trabalhava comigo um indivíduo com o nome de Lomba. Respondi afirmativamente e me disseram espantados, do outro lado da linha, ele é louco!... Então eu disse: - não o conheço bem ainda, ele chegou a menos de quinze dias no Brasil. Tornaram a me perguntar: - esse gajo está mudando para o Brasil? Respondi que sim, e eles, deflagraram a ira profissional, dizendo indignados: - você sabe que ele está trazendo uma carga de quase duzentas caixas, e que a maioria delas contém armas, revólveres, carabinas, metralhadoras, espingardas, marfins de elefantes, peles de onças, etc, etc...? Fiquei traumatizado com aquela informação, peguei imediatamente o telefone, ligando para o Lomba e dizendo: -estamos num impasse, a nossa alfândega aqui no Brasil, não está aceitando o desembaraço da sua carga de mudança, uma vez que, a sua carga de móveis e utensílios está sobrecarregada de armamento . Ele tranqüilamente me respondeu: -eu não te contei que eu era caçador em Portugal? Então, eu respondi ao Lomba que caçar no Brasil é bem diferente do que caçar em Portugal. Ainda por cima, estamos vivendo a ditadura militar, vai ser impossível o desembaraço de sua carga. Prontamente, ele respondeu:- “”ai ééé...””? então mande jogar minhas armas ao mar! Este foi primeiro teste do Lomba como despachante alfandegário no Brasil, um verdadeiro fiasco! Mas não paramos por aí não, veio o segundo entrevero: A esposa do Presidente do Grupo iria fazer uma viagem à Lisboa e solicitou ao Lomba que queria levar com ela o automóvel Passat, último tipo, comprado no Brasil, para mostrar aos seus amigos portugueses. Lomba muito obediente,por sinal, veio até mim e disse: - tenho que despachar o Passat da esposa do nosso Presidente para Portugal, ela quer levá-lo na viagem de férias, o que tu achas ? Eu lhe disse que era impossível e ele continuava insistindo: - mas a palavra de meus patrões valem muito, eu vou despachar o carro assim mesmo. Eu fiz um alerta:-você vai ver o preço deste despacho depois... Quando recebi as notas de capatazias para pagar, fiquei indignado e disse :- sabe você, quanto custou esta brincadeira? , ela ficou em mais de oitenta por cento do valor do carro, só de taxas alfandegárias. Essas despesas ficaram a débito de sua conta pessoal. Mas ainda não paramos por aí, vamos continuar com as histórias do Lomba... Após a volta da esposa do Presidente, que residia em uma das fazendas do Grupo, na Fazenda Três Rios, no Município de Unaí, ela necessitou de um novo trabalho, e pediu ao bravo Lomba, que fizesse o transporte de uma máquina de lavar roupas para a Fazenda,em caráter de urgência. Prontamente o referido serviçal a atendeu, amarrando a máquina de lavar ao teto daquele mesmo Passat, (o tal carro que foi passear em Portugal) e saiu viajando pelas estradas de barro, em direção à Fazenda, esquecendo de um pequeno detalhe importante: aquele tipo de estrada é por demais acidentado e isto causou ao teto do carro um afundamento natural a cada balanço, no percurso da viagem. Em dado momento ele começou a sentir um peso em sua cabeça, olhou para cima e viu que tratava-se do teto do carro. Na realidade, ele conseguiu obedecer a ordem da patroa, mas em compensação , o carro no seguro, após a consulta de sinistro que fiz a corretora, pelo laudo de verificação, foi enquadrado como “perda total” . Vamos seguindo com as histórias do Lomba, e vamos recordar que ele já estava no Brasil há pouco mais de um ano, quando perguntou-me: - que praia no Rio de Janeiro dá maior tranqüilidade para a família? Eu respondi: - “Grumari. Perguntou-me como se chegava até lá e eu informei: - pela orla marítima, passando pelo Recreio em direção a Guaratiba. Por curiosidade, lhe perguntei qual era o seu carro e ele me disse ser um Galaxie 1968. Chamei sua atenção para o custo de combustível daquele carro, que era muito alto, fazendo apenas três quilômetros com um litro de gasolina, mas ele respondeu que preferia aquele carro para levar toda a família de uma única vez e que com o dinheiro que economizasse da prestação na compra de um carro zero, abasteceria o Galaxie tranqüilamente, durante o mês inteiro. Dias depois, eu fiquei sabendo que ele foi a Grumari com a família, no possante “Galaxie 68 “, só que retornou para casa rebocado. Esta não foi a última história da era Lomba, mas seria uma série muito maior, se eu estivesse ainda junto dele até os dias de hoje. Mas para finalizar, vou contar a que acho mais hilariante. Num determinado dia me encontrava no gabinete do Presidente atendendo a um chamado e de repente entrou pela porta, esbaforido e totalmente nervoso, o famoso Lomba. O gajo muito aflito, iniciou na sala do patrão uma caminhada, frente à frente, a mesa do Presidente. Ia para lá e voltava para cá, repetindo muitas vezes este trajeto. O patrão já irritado com aquela estranha movimentação, levantou a cabeça e dirigiu os olhos ao Lomba, dizendo em bom tom: - oh ! Gajo! Senta aí! Tu assim , estás me colocando nervoso! Aí então para minha surpresa, verifiquei que ele havia ingressado na sala, portando um cigarro aceso, e como era pessoa que respeitava demais o patrão, ficou andando de lado para o outro, para que o patrão não percebesse que ele estava fumando, uma vez que o Presidente era uma vítima do cigarro, sofria de um enfisema pulmonar. Então bruscamente , ele amassou o cigarro na palma da mão e o colocou rapidamente no bolso de sua camisa. Só que ele não teve muita sorte...vestia uma camisa de seda pura e o cigarro inflamou no seu bolso começando a sair fumaça,quando o nosso grande chefe percebeu. Aí então gritou bem alto: oh! Gajo ! Estás a ardere! Eu então não suportei e fiquei rindo sem parar, pois nunca tinha visto uma piada de português ao vivo e a cores.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Brasil que não desenvolve e não deixa desenvolver

Acredito que as regras do nosso país precisam ser revistas,pois os aspectos do desenvolvimento deveriam ser olhados com mais seriedade.Quem sabe a política da privatização chegou um pouco tarde.O brasileiro não está acostumado as novas regras e não é só o povo que mal orientado fica pessimista, mas também, os nossos dirigentes.Daí vem a minha indignação.Assisti na década de 1980 a um fato muito constrangedor para um industrial muito famoso e bem intencionado e hoje ainda, vivenciamos casos similares.Esse empresário já estava instalado no Brasil como industrial e fazendeiro desde a década de 1970 e como criador de gado leiteiro, queria aumentar a produtividade e diversificar a raça do seu rebanho.Por iniciativa própria, comprou na Inglaterra a peso de ouro, semen de touro girolês, pagando uma alta quantia em libras esterlinas e mandou embalar em cápsulas protegidas por hidrogênio e enviou, via aérea, para o Rio de Janeiro.Para sua estranheza, a carga foi apreendida no aeroporto internacional, pois os despachantes oficiais informaram que o referido semen não poderia ser trazido,pois era contra a lei brasileira. Ele, muito surpreso, solicitou que eu resolvesse o problema.Iniciei então, o processo de normalização para retirada da carga do aeroporto, pois eu era o encarregado das importações e exportações do grupo.Lògicamente, esse processo seria vagaroso, pois existia um impasse diante da lei brasileira.Após decorridos quinze dias, comecei a ter notícias de que as coisas seriam resolvidas. Assim sendo, procurei a chefia e falei dos novos caminhos para desembaraçar a carga.Aí então , ele me falou, que havia passado um fax ao Ministro da Agricultura e estava aguardando uma resposta positiva. Decorridos trinta dias, chegou a resposta do Sr. Ministro: * mandei incinerar a sua carga, pois ela não era compatível com as leis brasileiras *Então só me restou falar:- Viva o Brasil !Ainda, com a idéia fixa em aumentar a expectativa de bom criador, resolveu comprar as ovelhas tipo dolly, que fornecem excelente lã e uma ótima carne.Adquiriu lá na Inglaterra um casal desse tipo de ovelhas e como tudo dele funcionava a toque de caixa, embarcou as bichinhas para o Brasil, devidamente licenciadas e vacinadas.A sua satisfação aumentou, pois não encontrou nenhuma dificuldade nesse processo.Finalmente recebia no aeroporto internacional a liberação das bichinhas para levar para a sua fazenda no Brasil.Ao desembarcar no pasto, foi surpreendido pela ação rápida do seu cão fila brasileiro, que imediatamente atacou o macho do casal de ovelhas e lhe devorou os dois testículos.Que falta de sorte!!!
Chego a conclusão de que o Brasil não tem mesmo sorte e até os nossos animais são contrários a nossa globalização...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Petróleo, a nossa verdade antiga que se moderniza e assusta

Hoje eu acompanho nas rádios e jornais, e ainda complemento as minhas informações com imagens de televisão, e faço cumprir assim, toda a minha grande curiosidade.Não será necessário eu dizer que acredito em tudo o que vejo hoje despontando de uma terra rica e cheia de vitórias, que quando ainda atravessava a década de 1950, todos os brasileiros cruzavam as esquinas orgulhosos e se encaravam, num olho a olho firme e se mostravam vitoriosos das afirmações ditas pelo então Presidente da República, Getúlio Vargas.O Presidente em todos os seus discursos, não cansava de repetir em voz trêmula de emoção, que o Petróleo era nosso e que assim, ele podia garantir ao povo, de que aquele ano já despertava no brasileiro, no seu dia a dia de trabalho, um espírito de grande vencedor, e que sempre era transmitido de um para o outro, com um grande e positivo sorriso nos lábios e uma alegria constante, como se ele já fosse um habitante de um país do futuro, que havia sofrido todos os efeitos de uma guerra mundial, que nos trouxe a um racionamento de tudo,por mais de seis anos.Ao final daquela maldita guerra e somente após cinco anos, traria a nós, o otimismo e a esperança de que viria finalmente uma paz, com uma economia crescente, que já se fazia presente, em todos os campos do nosso grande litoral, fazendo com que o povo não se cansasse de exaltar e gritar que “O PETROLEO ERA NOSSO’’.Na época, eu ainda um menino, já me sentia vaidoso e esperançoso de que o nosso valoroso País, ficaria de pé junto as maiores potências mundiais. E hoje já do outro lado da montanha, eu tenho uma outra visão, aquela que é o desejo de todos os brasileiros, que vai ver agora a nossa riqueza aflorar vida afora, com os nossos descendentes e ascendentes, gozando de uma felicidade sem fim.No entanto, ouvindo na rádio C B N, o programa da analista política Lucia Hipólito, observei que politicamente temos muito a amadurecer.Estão plantando as barreiras do desentendimento entre as nossas figuras mais brilhantes da política e não devemos de forma nenhuma agora, discutir crescimento, nem tentar adivinhar qual dos nossos estados crescerá primeiro, se será o Rio ou São Paulo, se será Santa Catarina ou Rio Grande do Sul, ou se será Pernambuco ou Bahia.O importante não será discutir agora o que se fará, com ou sem perdas de tempo, para todos nós brasileiros, que não podemos e nem deveremos fazer injustiças.E eu me lembro bem de ter assistido um dia, no interior de Minas Gerais entre os Municípios de Santa Luzia, Lagoa Santa e Vespasiano uma briga muito engraçada às margens de um rio, que demarcava as fronteiras entre os aqueles municípios, cujos prefeitos brigavam e discutiam pela venda com ICMS, pois queriam os créditos para as suas cidades, uma vez que o cimento, ficaria pronto no município de Vespasiano, mas o minério para aquela fabricação, sairia dos outros Municípios, que não seriam os diretamente beneficiados pelo imposto devido.Diante daquele impasse não pensaram em outra coisa, a não ser em discutir o fato no Supremo Tribunal Federal. de Justiça.E agora estamos diante do Pré Sal da camada profunda do nosso Oceano Atlântico, e provavelmente teremos o mesmo problema, só espero que não venhamos a ter nenhuma ação em nosso Supremo..Mas eu como um leigo em extração de petróleo, ficarei sempre achando que o problema tem uma outra cara ou causa e que é muito mais que nos preocupemos com uma tecnologia na forma de extração.O que não podemos permitir é que as coisas do pré sal fiquem por isso mais salgadas ainda.