Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sábado, 19 de dezembro de 2009

O Brasil precisa urgentemente de um novo síndico !

Vejam bem:Se precisarmos chamar a polícia, temos que pensar duas vezes!Parece a hora de mudarmos o nosso síndico!Afinal, quando iremos realizar a próxima assembléia geral ordinária, para a eleição do nosso verdadeiro síndico?Em todas as assembléias que foram realizadas, o condomínio Brasil, nada fez para melhorar o seu desenvolvimento, a sua segurança e a sua preservação, confirmando que nesse grande condomínio, só se faz eleição, com o voto de “cabresto”, o que por certo, tem levado os seus moradores, ao completo abandono e descrença.Mas que absurdo!, nesse nosso prédio, que está perto de completar seiscentos anos os problemas que se apresentam em nosso dia a dia, demonstram claramente, que corremos um grande risco, o de perder o pleno poder, para garantir, a segurança das nossas fronteiras.Na década de cinqüenta, eu ainda na minha juventude, e servindo ao exército, soube de um jovem de mais ou menos 23 anos de idade, que já naquela época, mantinha um contato entre os índios e os contrabandistas americanos.Sabia-se que ele estava integrado em negócios duvidosos pela interferência de um irmão, um jovem militar da aeronáutica, no posto de cabo, que era agregado à embaixada brasileira em Washington. Diziam que por certo fazia a ponte de informações para manutenção de uma rede de contrabando internacional, em pleno crescimento.Diziam que os vizinhos do condomínio onde ele residia, assistiam a um trânsito de animais nativos da nossa fauna, como onças, preguiças, araras, jacarés,pelos corredores, quando chegavam trazidos por ele e eram confinados em seu apartamento. O tal rapaz trazia ainda artesanatos de indígenas, como arco e flechas, penachos, cachimbos e pigmentos, como também, pasmem: - o tal rapaz, que nem habilitado era para conduzir automóveis - estacionava no pátio do edifício, carros, zero quilômetro, modelo Chevrolet Impala Belair, a grande sensação automobilística do momento.Quando ouvia tais histórias, sendo brasileiro e otimista, comprometido com o serviço militar, onde prestava um estágio, como Aspirante a Oficial da reserva, convocado pelo Regimento Escola de Infantaria na Vila Militar do Rio de Janeiro ficava indignado e me vi na obrigação de interpelar pessoalmente aquele jovem, que residia próximo ao condomínio que eu residia. E então, num determinado dia, em que saia para levar meu filho de nove meses para pegar sol, minha intervenção foi precipitada para ter com ele uma conversa franca, por ter quando passava ao lado do edifício,presenciado a queda de uma onça pintada da janela do seu apartamento .Abismado com o fato e após eu ter solicitado que retirasse a onça que havia caído da janela dele e estava naquele momento sentada no corredor do prédio, o convidei para que fosse a minha casa para uma conversa.Expliquei-lhe que não estava entendendo como ele podia ter animais daquele porte dentro de um apartamento em prédio residencial , por todas as implicações sociais que acarretavam.O tal sujeito, apenas me respondeu, muito solícito, que em qualquer domingo daqueles ia aparecer lá em casa, para tomarmos juntos uma cerveja e para batermos um papo, quando aproveitaria para levar-me algumas lembranças de trocas que tinha feito com os nossos índios da Amazônia.Cumprindo o prometido, por lá apareceu , e trazia com ele coisas fabricadas pelos índios.Sorridente, iniciou um diálogo que me fez ficar boquiaberto, após me contar como obtinha dos índios os presentes.Fez uma declaração assustadora, quando lhe perguntei pelos carros licenciados guardados no pátio do prédio, e ele sem nenhum medo, foi firme na sua resposta, me dizendo que fazia troca com os americanos - eu forneço um tambor de duzentos litros mais ou menos, de uma determinada seiva que negocio com os índios, e recebo em troca um carro “zero” desse tipo.Quando lhe perguntei sobre o que faziam os americanos com aquela seiva, oriunda das nossas matas, ele disse que nada sabia a respeito, pois o irmão dele que estava a serviço na Embaixada Brasileira em Washington, é quem o havia encarregado do serviço e nunca havia esclarecido nada.Compreendi que ali havia uma rede internacional de tráfico e contrabando de drogas, já instalada em nosso país, perigosamente.O tal rapaz se dizia inocente e com o seu “trabalho”,colocava em risco todos os moradores daquele condomínio.Dizia que só voltaria a viajar para a Amazônia, após a venda dos tais carros, e que em cada viagem, ele ficava por lá normalmente um período de quatro a seis meses, quando retornava sempre para executar a venda das coisas que trazia.Esse procedimento, que se tornou uma constante na vida daquele rapaz, começou a me preocupar, e eu estava propenso a montar um determinado esquema, para liquidar com aquele negócio da China, que representava riscos e insegurança, para ele e todos os vizinhos, visto que, com certeza, colaborava para a manutenção e o crescimento de uma das pontas do futuro tráfico de drogas.Cabe salientar aqui que levei o fato ao conhecimento do meu Capitão comandante para que tomasse as providências cabíveis.Felizmente, para mim, não foi necessário, montar o tal esquema, pois ele como de costume, fez uma nova viagem e não mais regressou.Acreditou-se que deve ter sido eliminado pela própria rede de negócios ilícitos ou pela nossa polícia federal.Vejam vocês, vivíamos naquela época no ano de 1959.Não é fantástico?O nosso condomínio Brasil, que por estar contaminado há tanto tempo, necessita urgentemente de um pulso forte, de um novo dirigente.E ainda assim, tem brasileiro, que acredita ser o tráfico de drogas,uma coisa de vinte anos para cá.Temos ou não temos, que mudar o nosso “síndico”?E ontem na televisão assisti , que os nossos índios, estão sendo escravizados pelos atuais traficantes de drogas, que ainda os obrigam a plantar maconha para eles!Aí então, posso com certeza afirmar, que o bom governo, é e será sempre aquele que fará a segurança das nossas fronteiras, até hoje, nunca protegidas....

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

E nós, nos interessamos pelo tempo?

Já estamos em 2009 e lá já se foram onze meses. Já temos todo o aprendizado de um milênio vencido, e ainda assim, carregamos em nossos ombros o peso de uma incerteza, que pela influência de uma coisa chamada memória, nos leva sempre, a descrer do dia de amanhã. Estou cansado de ouvir as pessoas dizerem que esse nosso país não tem memória. Eu vou mais além e afirmo que o Universo não tem nenhum registro detalhado, e por conseguinte, nunca teve memória. Se por acaso, por obra do destino, o Diário de vida do Adão ou as memórias da vida de Eva fossem encontrados, talvez a gente pudesse descobrir muitas coisas. Mas ainda assim, nada poderíamos garantir e nunca saberíamos se todas as coisas escritas lá, seriam o espelho da verdade da vida do homem da terra. Qual teria sido exatamente a causa da rixa, entre Caim e Abel? Se naquela época, não existiam as bebidas, o fumo, a música, a dança, a droga, e o jogo, e seu consumo exagerado dos dias de hoje? E o que, realmente, teria levado os dois a se defrontarem, para um desfecho tão sério, na realização do primeiro crime que se teve noticia na terra ? Por analogia, na eliminação de motivos, chegamos a conclusão de que as roupas eram de folhagem, a casa era de pedra, o alimento eram as raízes, o relógio era o próprio sol, e pelo visto, só nos resta pensar, que o único motivo daquela tremenda rixa, só poderia estar ligado às coisas do “sexo”. E por que seriam exatamente esses, os principais motivos dessa primeira rixa, entre os primeiros seres humanos do planeta? Vá lá, que a Eva, como toda boa mãe, e muito mais preocupada em garantir a hombridade dos seus filhos, resolveu ensinar aos dois, que eles eram do mesmo sexo, e irmãos , e que, sendo assim, nunca deveriam transar. Pior foi a emenda, do que o soneto! A Igreja conta que a Eva foi concebida por uma costela do Adão, mas não conta mais nada na frente, e assim, já coloca em dúvida, que por certo apareceria um segundo, e quem sabe talvez, até um terceiro sexo. E aonde se instalaria esse terceiro sexo, e sem nenhum comentário, eu admito que isso deve ter sido problemático para Eva. Será que o nosso Criador, não poderia ter sido mais legal e ter dado vida, a um segundo casal? Pois só assim, teria descomplicado a vida da primeira mulher, a pobre Eva, responsável pela primeira família cristã do mundo. Mas hoje, o mundo está cercado de infinitos interesses, o mundo é hoje exatamente uma mescla de vários tipos de raça e pensamentos, que na realidade, buscam se firmar em novas conquistas, fazendo do homem um ser, extremamente complicado. O tempo fez mudar toda a humanidade, e fez de nós, um ser extremamente atento às horas. Mas com certeza, a corrida pela vida, vai fazendo o homem simplificar as suas idéias. Mas a grande proteção da humanidade foi o presente que Deus deu ao homem, a racionalidade e a inteligência de poder criar. Assim, o homem dividiu a vida em séculos, transformou os séculos em décadas, a década em anos e os anos em meses. Transformando os meses em dias, dividiu os dias em horas, subdividiu as horas em minutos e finalmente observou que criando os segundos, fatalmente condenaria esse homem, a ser responsável pelas maiores tragédias em nossa humanidade. Em compensação, obrigou ao homem a se a adaptar aos lampejos, pois tudo que de ruim ou de muito bom que acontece hoje, acontece em frações de segundos. O passo do segundo das horas, corresponde exatamente, ao batimento dos nossos corações, e assim sendo, a vida foi transformada em emoção e a cada vez, que alongamos qualquer ato de nossas vidas, vamos ter dificuldade de controle, pois um campo de idéias e de pensamentos úteis, não se alojam nos maiores espaços de tempo, e sim, na fração de segundos. Os segundos fiscalizam a vida do homem na terra onde se tem o resultado de cada ato humano. A Terra é o micro funil, por onde escorrem fatos e os acontecimentos da vida, portanto não podemos vacilar um segundo sequer, senão seremos esmagados, pelos minutos, horas, dias, meses e anos de nossas vidas. Façam pois, os seus registros de vida; não sejam nunca iguais a Adão ou Eva, que nunca tiveram um diário ou uma agenda e também nunca se importaram com os segundos de suas vidas, que são os nossos lampejos. Quero ser fiel ao tempo, acho que ele é o referencial mais importante da vida. Em todos os momentos que necessitamos para viver, temos sempre que incluir o fator tempo. O mais importante para o mundo atual, será valorizarmos sempre, os pequenos espaços, e acostumarmos a nossa mente, a se programar para atuar em frações de segundos, pois só elas, irão garantir que estaremos integrados, no novo conceito de viver, o raciocinar em tempo de máquina! E por isto hoje, estamos nos incluindo numa nova escravidão, a chamada Globalização, que vem exatamente super valorizar os segundos de vida que temos, e para isto já temos o nosso novo Adão, o fantástico Bill Gates! Que por certo obriga ao Mundo, a fazer seus registros, em micro impulsos eletrônicos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uma decisão importante, inevitável e inadiável !

Era um dia normal de trabalho e eu fazia o que gostava.Era o Chefe de Planejamento e Controle de Produção, na Indústria Química e Farmacêutica e naquele momento, havia substituído um funcionário de propriedade única.Na empresa onde eu estava, ele havia se instalado, há dezesseis anos, num dos maiores e melhores processos de controle e de elaboração de um custo industrial indiscutivelmente seguro pela sua imposição, que exigia que não se errasse de forma alguma em seu funcionamento, e que levaria a indústria a ser planejada sem erros na sua produtividade, por anos e anos seguidos, sem nenhuma duvida de que poderia falhar no seu planejamento industrial, fosse ele de curto ou de longo prazo.Iinfelizmente, a empresa havia perdido este excelente funcionário, pois ele tinha passado a pensar num novo e importante trabalho, a convite de um consultor de grande conhecimento no mercado, que lhe fez aceitar um desafio junto a Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais. Seria inevitável a sua saída da empresa onde junto trabalhávamos e por admirá-lo e pela observação que eu fazia àquela figura tão rara no meu caminho profissional, procurei seguir os seus passos e me sentir um observador de sua forma de administração.Aí então me vem o primeiro teste importante dentro de minha atuação nessa substituição, com o pessoal envolvido e no sistema funcional da área de fabricação, quando identifiquei que o chefe de operações no preparo de tônicos e fortificantes havia se aproveitado da saída do antigo chefe, e instalado um esquema que facilitaria a sua vida na questão de moradia.Ele que anteriormente residia em São João do Meriti, resolveu morar ao lado da indústria, num terreno baldio.E daí, criou para mim o meu primeiro desafio administrativo, quando eu fui chamado por um funcionário também chefe e responsável pela área de máquinas de envasamento dos remédios, que me conduziu a sala de fabricação, onde o novo funcionário se instalou e exibiu o que ele havia feito no salão de operações de enchimento dos produtos. - “gatos” nas ligações de água e de energia elétrica - , puxando essas ligações pelas janelas que conduziam a claridade necessária ao sistema de economia dessa mesma sala. Esses gatos iam direto para o “barraco” que ele havia montado no terreno baldio.Pensei como resolver o problema, pois sua atitude , contra todos os princípios da legalidade, exigia que a empresa fosse trimestralmente, visitada pelos serviços de fiscalização da medicina do nosso CRM, o Conselho Regional de Medicina. Decidi cortar as ligações e vieram as alegações de que ele tinha quatro filhos e era um pobre coitado.Retruquei que também era pai e tinha minhas obrigações na vida, o trabalho e minha carreira e que não ia me deixar levar por uma imposição de um trabalhador que, sem nenhum diálogo com a chefia, toma uma decisão desse porte, fosse qual fosse sua necessidade.Fiz então, a minha primeira intervenção, que poderia abalar o meu conceito, junto aos quatrocentos e tantos outros empregados que eram dirigidos pelo meu planejamento, mas jamais eu podia correr da raia, como se diz na gíria. Chamei o pessoal do serviço de manutenção de abastecimento de água e energia e autorizei imediatamente o corte de todo o fornecimento para o “barraco” do desafiante funcionário, que teria lançado para mim o meu primeiro grande teste de carreira profissional. Tomei tal atitude sem lhe dirigir uma palavra sequer, seguindo o seu mesmo critério de instalar tudo, sem me dizer nada, simplesmente me ignorando.Pensam vocês que o assunto morreu aí?Qual nada, ele mandou-me um aviso por outro funcionário dizendo que iria me matar naquele mesmo dia, no horário de saída. Fui alertado por vários funcionários para não sair, mas, felizmente eu não obedeci a nenhum dos conselhos e na hora da saída avisada pela sirene da indústria, me dirigi ao ponto do ônibus e lá estava postado o tal matador.Fui exatamente em sua direção e notei que, como me avisaram, ele portava na cintura um punhal. Sem demonstrar meu medo, coloquei-me ao seu lado e assim, as coisas pararam por aí.Com esse meu ato de coragem, consegui confirmar que seria o maior absurdo morrer na mão daquele “cabra da peste”, pois o nosso bom Deus assim não queria. Tenho certeza de que minha atitude o fez pensar melhor nos seus atos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A falsa busca e apreensão de um automóvel já transferido

Decorriam os anos 80 e eu atravessava um momento difícil no campo profissional e empresarial, era o governo do Presidente Sarney.Meu filho mais velho, recentemente formado em engenharia mecânica me acendia um alerta de que eu deveria ajudar no congraçamento da sua empreitada profissional.Como eu já havia participado de três anteriores projetos de vida, nunca corri da raia e disse pra ele um sim, me fazendo um pai presente e que daria tudo para formalizar esse seu novo pedido, que me mostrava ter uma base das suas idéias, pela minha participação nos outros já acontecidos, desde seu tempo de estagiário na empresa FICAP.Quando investia nele, eu aprofundava o desejo de proteção aos dois outros filhos mais novos, que poderiam participar das coisas futuras relacionadas ao sucesso de qualquer outro empreendimento que eu fizesse junto a ele.E esta seria assim a introdução, para iniciar a historia decorrida que puxou o título dessa leitura.Inicialmente, como no momento eu precisava de um carro mais barato, pois era, possuidor de uma Elba Fiat, modelo 86 que havia sido retirada num consorcio, pensei que poderia vendê-lo e passar as prestações que estão faltando para o novo dono.E assim pensando, me dirigi a uma agência de automóveis perto de minha casa, e realizei formalmente a troca do carro por uma Brasília, ano 1981, e ainda tive um pequeno troco, que por certo me ajudaria no novo empreendimento do meu filho. Tomei os devidos cuidados de fazer um instrumento de transferência em cartório para minha segurança em dias futuros e assim esqueci o assunto.Iniciei o novo negócio do meu filho, uma empresa de Usinagem para fabricação de peças e apaguei da memória que tivesse feito um negócio perigoso com o tal comerciante.Decorrem novos dias e mais adiante, eu recebo em casa um instrumento da justiça que me diz e me avisa de que o tal carro que transferi estaria na lista de busca e apreensão, e que eu deveria devolver a empresa consorciada, que constava um atraso de pagamento de mais de seis meses nas mensalidades do consórcio.Decidi ficar tranqüilo, pois tinha em mãos um instrumento de cartório, no qual a agencia, a tal da troca pela Brasília , assumia as mensalidades, e assim, mesmo que transferisse o carro a um novo comprador, deveria comunicar ao novo proprietário a tal pendência. Fiz tentativas em vão procurando para onde teria se mudado, a tal agencia de automóveis, e nesse processo de busca, aumentava a minha dor de cabeça. Num determinado dia, mesmo com todos os documentos a meu favor,após ter sido ameaçado de prisão, o nosso bondoso Deus, colocou no meu caminho a solução de todos esses problemas. Eu me dirigia para Cascadura e a viagem era feita de ônibus. Sentado próximo à na janela, observava a av. Dom Helder Câmara, e lá na altura do bairro da Abolição, me surpreendo com o que eu vejo. Estacionado numa calçada em frente a uma churrascaria, estava o pivô de minhas preocupações - o danado do carro Elba! Para minha salvação, dei sinal de descida no ônibus e saltei no primeiro ponto. Aproximei-me de uma dupla de policiais militares e narrei a tal historia, a da busca e apreensão de que tinha sido ameaçado, e pela forma de atendimento atencioso dos policiais, fiz o convite para me acompanharem até a tal churrascaria.O pedido foi aceito e fomos até lá. Para minha surpresa, perguntamos na gerência quem seria o dono do carro estacionado na porta e nos foi mostrado o aniversariante do dia, que fornecia, na maior alegria o tal churrasco à família e aos amigos.Por incrível que pareça chegávamos na hora dos parabéns “pra você”.Olhei para os policiais e apontei o aniversariante. Eles olharam para mim e disseram - vamos lá, participar desta festa.Vocês já podem imaginar o que aconteceu. Fomos todos para a delegacia da Piedade, a 24ª.Pude então provar que o carro era meu, pois ainda estava em meu nome. O aniversariante chiou e não queria ir até o distrito policial, mas acabou se rendendo, ao pedido dos policiais, que verificaram que eu era inocente e estava coberto de razoes.Devidamente documentado e sendo ameaçado de busca e apreensão. Por isso digo e repito, acreditem sempre nas coisas de Deus, que diante de um problema tão grande me colocou naquela hora, naquele lugar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Um mau começo

Que lindo o nosso Brasil! ... Quanta terra, quantos rios, quantas matas, quanto minério, quanta fauna, quanta flora... Esse nosso país é um Eldorado de um planeta jovem. Foi descoberto casualmente. Acho eu, que Cabral , fazia exatamente uma viagem de turismo até as Índias, e, para livrar o seu berço natal do chamado lixo humano, levava consigo, diversos indivíduos condenados pela justiça portuguesa, para o exílio em terras descobertas e não habitadas. Uma forma usual e política do reinado português. E neste caminho,implantaram-se todas as linhas de crescimento do nosso grande Brasil ! A força de braço veio da África... A força técnica da Inglaterra e da Alemanha... Da França, veio o intelecto, a moda e a leitura. Assim , ficamos dependentes de acordos comerciais e industriais, que nos dominaram até há bem pouco tempo. Faço um apelo ao nosso mundo político de hoje: -não esqueçam, por favor, que nós brasileiros, não somos mais aquele lixo humano que veio esquecido nos porões dos navios. Que nós não somos só braços, somos cabeças também, e que já temos noção exata do nosso tamanho e da nossa força e riqueza. Assistimos à colonização, ao império, à República, à ditadura de Vargas, à falsa democracia, à ditadura militar, e atualmente assistimos a ”baguncracia”. Só temos lamentos... Estamos querendo ser de primeiro mundo e esquecemos que nós somos de um mundo especial, onde temos um pouco de cada raça, um pouco de cada língua e vivemos num clima especial para vida e cultivo. Já tivemos todos os exemplos para implantarmos o novo caminho: Conhecemos 30 anos de Vargas, 5 anos de Dutra, 5 anos de Juscelino, 9 meses de Jânio, 24 anos de ditadura militar, 4 anos de Sarney, 2 anos de Collor, 3 anos de Itamar, 8 anos de Fernando Henrique e tantos mais de Lula.Somando todos esses anos, concluímos que nada mudou até agora... As afirmações continuam sendo as mesmas, a nossa moeda é fraca, a nossa produtividade é baixa, a corrupção é ativa, as nossas dívidas interna e externa são altas, o desemprego é constante, a nossa Amazônia é desprotegida, a segurança não existe, a educação e a saúde são fracas, o crime se estabelece em crescimento, a moradia é carente, a poluição aumenta, o desmatamento é criminoso, a justiça é lenta, o saneamento é falho, as medidas provisórias se firmam e se tornam definitivas...Afinal, Brasil ! Vamos ou não vamos, chegar lá? Não precisamos copiar o modelo chinês, pois não iremos construir uma muralha de pedras, mas vamos definitivamente construir uma muralha de inteligência, fazer uma divisão racional das tarefas, quem sabe retrocedermos até os tempos da colonização e iniciarmos agora, um novo ciclo cujo objetivo será o de se tornar o “celeiro do mundo ".

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Brasil tem jeito!

Quanto susto, quanta indignação, quanta descrença, mas, mesmo assim, vou continuar dizendo :o Brasil tem jeito, sim! Do meu pai, recebi conselhos importantes e assustadores,pois êle tentava me aproximar das verdades que a vida esconde . Quando ainda menino eu lhe perguntei, porque não contribuia para o INPS, êle foi claro e objetivo, respondendo: -- filho, isso aí vai ser um saco de gatos e eu não posso ser roubado, ganho muito pouco e trabalho muito, e a lei não obriga ninguém a contribuir. Hoje , decorridos tantos anos, eu descobri a verdade daquelas palavras. E mais adiante, em outra oportunidade, êle me conduziu até o Centro da Cidade, mais precisamente no Morro do Castelo, indicando uma barraca de lona cercada por uma longa fila de pessoas. Disse, então: - você esta vendo aquela barraca? Ali funciona a tenda dos sonhos, ela pertence a um chinês, êle usa droga injetável, conhecida como ópio e cobra dos menos informados, os pobres brasileiros, a quantia de cinco mil réis, pois alí, vende o vício. Tudo isso acontecia a céu aberto.Prosseguindo, ia me alertando e falava: - não aceite nada das mãos de ninguém, nem um cigarro que seja. Estes dois alertas, foram os primeiros da minha vida, um com referência a vida pública, à corrupção, e outro relativo a vida pessoal, o vício , que já se implantava no Rio de Janeiro, pela atuação daquele traficante internacional.Hoje, eu fico intranquilo com a posição das nossas autoridades, que falam de tudo isso, como se fosse um fato novo. Fraudar a previdência social é um fato novo aos olhos do noticiário de TV. O crime organizado, é oriundo do jagunço, o jagunço é obra dos antigos coronéis, os coronéis são os antigos donos de terras e engenhos, que foram nomeados na época das capitanias. As capitanias foram doações do tempo do nosso Império, portanto a quem acusar ? Só nos resta dizer que o culpado foi o nosso primeiro Imperador , o jovem mancebo português D.Pedro I ... Nos dias de hoje, não adianta ficarmos pensando em procurar um culpado, mas sim, pegarmos pela mão nossos filhos e, a exemplo de nossos pais, exibirmos diariamente para êles, onde ficam todos os locais criminosos, evitando assim ,que o nosso Imperador, forme novas capitanias e por sua vez, surjam novos coronéis para delegar poderes aos novos jagunços, que com certeza, irão sustentar para sempre, a violência que reside entre nós.Nosso país, é rico e saudavél , e posso afirmar: - é a maior Nação do mundo ! Por isso temos a obrigação de sermos o povo mais vigilante, o mais dedicado, o mais investigador. Aí, sim ! 0 Brasil terá jeito , sim ! E para sempre !

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

E o inacreditável se repete naquele mesmo lugar !

Naquele mesmo lugar onde encontrei o grande mestre da Fraternidade Eclética Rosa Cruz, veio a acontecer um novo encontro, desta feita o personagem era um humilde trabalhador.Um pintor de paredes de nome curto, como todos o conheciam, o Zé.Sempre trabalhador e muito dedicado à família, era membro de uma Igreja Evangélica da Tijuca, próximo ao Morro da Formiga.Naquele homem se refletia a bondade, o interesse, a obediência aos bons princípios da forma correta de viver.No trabalho, sempre portava a sua Bíblia e quando podia, no meio dos amigos, fazia a sua pregação e seu culto ao Evangelho de Jesus.Por ser assim, o pregador era um obstinado em angariar simpatizantes e num determinado dia, ele esbarrou com um tipo diferente das suas doutrinas, mesmo o outro lado da sua religião. Um tipo abusado, que trabalhava também como prestador de serviços na oficina mecânica, e que constantemente ameaçava colegas, e se dizia Pai de Santo de um conhecido Centro Espírita de Senador Camará.O Zé, conhecedor de todas as histórias religiosas, se colocou na posição de defender o seu grupo de amigos, e disse que teria forças suficientes, para transformar o Djalma, aquele aventureiro macumbeiro, no mais novo dos fiéis da sua Igreja.Sabemos de antemão, que numa coletividade, onde se reunam pessoas de meios diferentes, podem haver desentendimentos, discórdias e brigas.Aquelas pessoas que eram normalmente catequizadas, pela pregação do Zé, transformaram aquele desejo da conversão do Djalma, num desafio religioso, e disseram ao ao Pai de Santo, da vontade de conversão, que o crente, futuramente iria fazer, para transformá-lo num dos seguidores da pregação do seu Evangelho.Aquela afirmação manifestou a ira do Pai de Santo, que na semana seguinte, colocou um “trabalho de macumba” atrás das oficinas e mandou o seguinte recado para o entusiasmado cristão evangélico: - digam a ele que eu já arriei o trabalho e que vou botar ele maluco, ele vai ter muitos problemas, podendo ficar totalmente desequilibrado.E o grupo, que era totalmente heterogêneo, e o que mais queria era ver o circo pegar fogo, foi até o Zé contar sobre o tal trabalho colocado no terreno, atrás das oficinas.E o dedicado pregador, vendo-se diante da sua primeira prova de religiosidade e crença evangélica, não vacilou, pegou sua Bíblia e dirigiu-se imediatamente para o local. Lá, começou a fazer suas orações e para configurar a falta de crença naquele “despacho, tomou nas mãos uma garrafa de cachaça, e bebeu alguns goles, despejando o restante no chão. Ao final , disse em voz alta: - Tome conta disto, meu Jesus!.Lembro-me bem, era uma sexta-feira, e terminado o expediente ele foi para casa.E pasmem, a partir de segunda-feira, o Zé nunca mais veio trabalhar, o que causou muita preocupação em todos os seus colegas, pois ele nunca fora de faltar ao serviço.Decorreram duas semanas até aparecer na firma a mulher do Zé, dizendo que ele tinhaficado totalmente maluco,razão pela qual teve que interná-lo.Todos ficaram penalizados, inclusive o proprietário da Empresa, que também era um pastor presbiteriano.Desde então, todos ficaram preocupados com a vida do Zé, mas nós só sabíamos dele, quando a mulher ia à Empresa para receber alguma ajuda financeira para os filhos pequenos e carentes do casal.Pelo sim, pelo não, naquele mesmo ponto de ônibus, onde eu encontrei, aquele grau maior da fraternidade eclética, observei que no outro lado da calçada, vinha como que tropeçando, o Zé, aquele pregador que tinha sido internado e abandonado o trabalho.Fiquei impressionado e preocupado,pois ele demonstrava estar tomado por alguma coisa estranha.Confesso que tive medo de ser identificado por ele e fiquei a observar que direção ele iria tomar.Para minha surpresa, quando ele estava exatamente na minha direção, só que do outro lado da rua, ele parou bruscamente, e fez uma reviravolta, atravessando a rua na minha direção.Chegando próximo a mim e olhando fixamente para o chão, disse : - Como vai?E eu completamente atônito, respondi que ia bem, mas que ele parecia estar completamente mudado.Indagou-me porque e eu tentei perguntar porque ele se embriagava tanto, quando levantando a cabeça, disse-me que bebia para que eu não passasse a beber.Estranhamente, deu meia volta, tornou a atravessar a rua e seguiu o seu caminho sem olhar para trás.Fiquei por demais impressionado com o quadro que havia vivido e que me deu uma série de novos conceitos de vida material e espiritual.Até hoje não esqueço aquela afirmação do Zé, que tem para mim um peso muito grande, pois acredito que tudo de mal que a bebida trouxe ao pobre José, foi definitivamente uma orientação para mim.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mercado financeiro, sempre uma grande dúvida para o povo!

Eu não sabia nada sobre trabalhos no mercado financeiro, pois sou um filho de pai pobre que faleceu cedo, aos trinta e sete anos de idade e que era de uma honestidade à toda a prova.Cuidou com muita segurança da distribuição de gasolina durante a Segunda Grande Guerra Mundial, sem pensar que ali se instalava naquela época, o famigerado “mercado negro”, uma vez que o País teria que encarar um racionamento bem longo, já vindo desde a década de trinta, quando teve início a tal Guerra. Era nessa nossa forma de governo que se implantava a primeira ditadura, que desde os anos trinta, imperava.O nosso povo era beneficiado pois servia de capa protetora ao nosso governante máximo, e não existia uma casa de pobre, que não tivesse um retrato do velho pendurado na sala principal da casa.Vejo que hoje em dia temos alguns políticos que pensam nisso também - em ter o seu retrato na sala de cada brasileiro - e lembro que os antigos coronéis da época diziam que aquilo ainda perduraria por anos e anos, visto que aqueles retratos por certo eram distribuídos pelo partido dos trabalhadores, o “PTB’’.Mas para compensar este “cabo-eleitoreiro” , os “trabalhadores do Brasil” tiveram naquela década, a C LT promulgada, ganharam a redução de horas de trabalho, tiveram o direito a semana inglesa aos sábados, tiveram os direitos indenizatórios conferidos e a lei da estabilidade assinada, que dava ao trabalhador com mais de dez anos de serviço, a indenização em dobro .Com tudo isso, o nosso presidente viraria um Deus.Mas eu tenho certeza que hoje o Brasil já o país do futuro, sendo aquele que já tem as suas reservas em ferro e aço, e se falamos de madeira para uso, temos um tema de proteção na mão, temos os replantios obrigatórios.Falando em diversificação, já temos substituto para o petróleo do qual somos exportadores, e atuamos nos diferentes campos da energia verde do nosso bio combustível , assim como também, a nossa produção de cana seja ela a de etanol ou a de açúcar, a nossa soja, o nosso boi no pasto, pois somos possuidores dos maiores espaços e dos maiores rebanhos do mundo, isso tudo, sem falarmos das carnes especiais de boi de confinamento, do nosso feijão, do trigo e da soja e do arroz. Já estamos incluídos também nas reservas de emissão de carbonos controladas, e ainda existe de todas as maneiras para constituir um fundo imponente junto a outras nações, chamadas de emergentes e que também lutam pela segurança do planeta.Eu sei bem que o brasileiro hoje não é mais aquele caçador de cobra no meio do asfalto, nem tampouco a nossa capital da república é chamada de BUENOS AIRES.Nem mesmo os estrangeiros que aqui chegam em viagem de turismo, lembram que ouviam dizer para que tivessem o devido cuidado ao desembarcarem no Píer da nossa Praça Mauá, pois teriam que jogar fora os bonés, porque se o vento os levasse e eles tivessem que pegá-los do chão, corriam o grande risco de serem assaltados.Mas falei de tanta produtividade, de tanta riqueza e ainda tenho muito mais para incluir nesse nobre papo, mas não desconsidero o estremecimento financeiro que veio do mundo até então superior, que através de guerras urgentes e perigosas aumentou a sua despesa e controle.A falência no mundo imobiliário, trouxe um grande risco, o seguro na América foi usado sem limites, e essa supervalorização, traz insegurança, pois quando se pensa somente em segurar alguma coisa, o campo hipotecário é olhado com excesso de zelo e confundem e misturam-se as seguranças.Eu já disse uma vez que o Brasil errou quando acabou com a nossa letra do mercado imobiliário, quando pela instalação do BNH, hoje já falido e desativado.Mas o nosso Pais, escrevi com maiúscula, pois assim já merecemos ser tratados, e na segurança dos nossos dois tão importantes Ministros, MANTEGA E MEIRELLES, que mais parecem marcas de produtos.Será que temos que parabenizar ao presidente LULA, por esta acertada escolha? Pedindo e lembrando ao Presidente, que não mexa, e não deixem mexer no time que está ganhando hoje e de GOLEADA!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A quinta mala da nossa vida

Finalmente, chegamos a fase da vida , em que acontecem as principais “malas” de decisão.Chamo-a de quinta e derradeira mala de vida.A “mala” da nossa formação escolar, do nosso currículo profissional, e, conseqüentemente, da escolha do nosso trabalho individual, que por certo irá definitivamente, marcar os caminhos a percorrer.Esta mala se evidencia num período que podemos considerar sem divisões.Essas divisões se referem ao estudo e a formação, ao esporte e lazer, ao namoro e casamento, à profissão e emprego, aos prejuízos e lucros e ao patrimônio e herança.O estudo e formação é a fase em que os indivíduos vão,com certeza, buscar as suas aptidões ou se espelharem em qualquer um outro indivíduo do seu grupo familiar, seguindo naturalmente a carreira de um pai, de um tio ou de sua própria mãe. Isso no entanto, não é uma regra geral, pois estou cansado de ver casos totalmente diferentes onde o filho de um médico, opta por ser piloto de avião, ou o de um pastor de igreja, cujo filho segue o candomblé.As outras divisões citadas estão interligadas no seu dia a dia e jamais poderemos fazer uma análise das bagagem que carregamos sozinhos, nesse momento de vivência. Em alguns casos, necessitamos até de analista para compreender uma bagagem tão vasta e complicada.A pior mala da vida inclusa nesse momento de vida, é certamente a chamada “mala dos vícios”. Ela é a principal responsável pelo sucesso ou insucesso de sua vida, haja vista que paralelamente segue as outras malas já citadas, exatamente no momento de suas atuações.O melhor seria hoje, que todas as pessoas seguissem o preceito de que a melhor das malas de vida que devemos portar é aquela na qual acomodamos a obediência, a disciplina, o respeito, a formação cultural, a vontade de viver, o otimismo, o bom senso e a valorização do nosso próprio “eu”.Creio que não devemos seguir por completo a mala de outra pessoa e sim tomá-la como exemplo para compor a nossa mala.Devemos ser “nós mesmos”, individualmente, e não seguirmos o forte desejo de incorporarmos em nós, um personagem já atribuído a uma outra pessoa. Hoje o mundo nos dá facilidades no seu desenvolvimento em tecnologia; o avanço da informática nos coloca a cavalheiros para acompanharmos todos os novos processos de qualquer trabalho e a velocidade da globalização, já nos oferece resultados que conseguimos em fração de minuto sabermos o que acontece do outro lado do mundo.Assim, temos a nossa mão exemplos variados e consistentes para formarmos a nossa verdadeira mala, optando e experimentando coisas saudáveis ou não.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

E nós, nos interessamos pelo tempo?

Já estamos em 2009 e lá já se foram mais de nove meses. Já temos todo o aprendizado de um milênio vencido, e ainda assim, carregamos em nossos ombros o peso de uma incerteza, que pela influência de uma coisa chamada memória, nos leva sempre, a descrer do dia de amanhã. Estou cansado de ouvir as pessoas dizerem que esse nosso país não tem memória. Eu vou mais além e afirmo que o Universo não tem nenhum registro detalhado, e por conseguinte, nunca teve memória. Se por acaso, por obra do destino, o Diário de vida do Adão ou as memórias da vida de Eva fossem encontrados, talvez a gente pudesse descobrir muitas coisas. Mas ainda assim, nada poderíamos garantir e nunca saberíamos se todas as coisas escritas lá, seriam o espelho da verdade da vida do homem da terra. Qual teria sido exatamente a causa da rixa, entre Caim e Abel? Se naquela época, não existiam as bebidas, o fumo, a música, a dança, a droga, e o jogo, e seu consumo exagerado dos dias de hoje? E o que, realmente, teria levado os dois a se defrontarem, para um desfecho tão sério, na realização do primeiro crime que se teve noticia na terra ? Por analogia, na eliminação de motivos, chegamos a conclusão de que as roupas eram de folhagem, a casa era de pedra, o alimento eram as raízes, o relógio era o próprio sol, e pelo visto, só nos resta pensar, que o único motivo daquela tremenda rixa, só poderia estar ligado às coisas do “sexo”. E por que seriam exatamente esses, os principais motivos dessa primeira rixa, entre os primeiros seres humanos do planeta? Vá lá, que a Eva, como toda boa mãe, e muito mais preocupada em garantir a hombridade dos seus filhos, resolveu ensinar aos dois, que eles eram do mesmo sexo, e irmãos , e que, sendo assim, nunca deveriam transar. Pior foi a emenda, do que o soneto! A Igreja conta que a Eva foi concebida por uma costela do Adão, mas não conta mais nada na frente, e assim, já coloca em dúvida, que por certo apareceria um segundo, e quem sabe talvez, até um terceiro sexo. E aonde se instalaria esse terceiro sexo, e sem nenhum comentário, eu admito que isso deve ter sido problemático para Eva. Será que o nosso Criador, não poderia ter sido mais legal e ter dado vida, a um segundo casal? Pois só assim, teria descomplicado a vida da primeira mulher, a pobre Eva, responsável pela primeira família cristã do mundo. Mas hoje, o mundo está cercado de infinitos interesses, o mundo é hoje exatamente uma mescla de vários tipos de raça e pensamentos, que na realidade, buscam se firmar em novas conquistas, fazendo do homem um ser, extremamente complicado. O tempo fez mudar toda a humanidade, e fez de nós, um ser extremamente atento às horas. Mas com certeza, a corrida pela vida, vai fazendo o homem simplificar as suas idéias. Mas a grande proteção da humanidade foi o presente que Deus deu ao homem, a racionalidade e a inteligência de poder criar. Assim, o homem dividiu a vida em séculos, transformou os séculos em décadas, a década em anos e os anos em meses. Transformando os meses em dias, dividiu os dias em horas, subdividiu as horas em minutos e finalmente observou que criando os segundos, fatalmente condenaria esse homem, a ser responsável pelas maiores tragédias em nossa humanidade. Em compensação, obrigou ao homem a se a adaptar aos lampejos, pois tudo que de ruim ou de muito bom que acontece hoje, acontece em frações de segundos. O passo do segundo das horas, corresponde exatamente, ao batimento dos nossos corações, e assim sendo, a vida foi transformada em emoção e a cada vez, que alongamos qualquer ato de nossas vidas, vamos ter dificuldade de controle, pois um campo de idéias e de pensamentos úteis, não se alojam nos maiores espaços de tempo, e sim, na fração de segundos. Os segundos fiscalizam a vida do homem na terra onde se tem o resultado de cada ato humano. A Terra é o micro funil, por onde escorrem fatos e os acontecimentos da vida, portanto não podemos vacilar um segundo sequer, senão seremos esmagados, pelos minutos, horas, dias, meses e anos de nossas vidas. Façam pois, os seus registros de vida; não sejam nunca iguais a Adão ou Eva, que nunca tiveram um diário ou uma agenda e também nunca se importaram com os segundos de suas vidas, que são os nossos lampejos. Quero ser fiel ao tempo, acho que ele é o referencial mais importante da vida. Em todos os momentos que necessitamos para viver, temos sempre que incluir o fator tempo. O mais importante para o mundo atual, será valorizarmos sempre, os pequenos espaços, e acostumarmos a nossa mente, a se programar para atuar em frações de segundos, pois só elas, irão garantir que estaremos integrados, no novo conceito de viver, o raciocinar em tempo de máquina! E por isto hoje, estamos nos incluindo numa nova escravidão, a chamada Globalização, que vem exatamente super valorizar os segundos de vida que temos, e para isto já temos o nosso novo Adão, o fantástico Bill Gates! Que por certo obriga ao Mundo, a fazer seus registros, em micro impulsos eletrônicos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A violência sem armas

Eu ainda não esqueci... Diariamente, quando voltava da escola, eu fazia uma travessia de uma rua para outra, e, para facilitar a minha caminhada, me utilizava de uma vila de casas, que cortava o caminho. Sempre caminhava por ali, alegremente. Até que num determinado dia, a minha caminhada feliz, foi interceptada por um grupo de “pivetes”. Eram mais ou menos, uma meia dúzia deles, e estavam na rua só para aprontar. Quando eles me viram, formaram ràpidamente um corredor polonês, para que eu por ali passasse. Pude notar a má intenção daquele grupo de moleques, e tentei voltar, mas não havia mais tempo. Eles correram e me alcançaram, e eu fui vítima da primeira maldade de rua na minha vida. Eles não só me espancaram, como também, um dos moleques daquela turma, com a mão cheia de pimentas, esfregava sem dó, e sem nenhuma piedade, aquelas pimentas malaguetas, em meus olhos, e na minha boca. Mas, como nunca estamos sós, por obra da sorte, a minha tia paraguaia, a saudosa “Ormenzinda”, que estava varrendo o jardim naquela hora, observou o que acontecia e partiu para cima deles de vassoura em punho, despachando toda aquela maldita turma à vassouradas, graças a Deus! Sofri muito, pois os meus olhos ficaram por demais afetados, e meus lábios, que também incharam, fizeram com que eu tivesse que ser socorrido no Hospital Getúlio Vargas, pois corria riscos de cegueira!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Errar é humano

Ainda no meu caminho profissional na Indústria farmacêutica conheci um químico famoso no campo da Agricultura, com vários ensaios e livros publicados nessa área.Como prestador de serviços, dava assistência às fabricações nas Indústrias.Esse profissional tinha literatura famosa sobre o emprego do óleo da castanha do Pará, no início usado na aviação, precisamente nos aviões à jato, como o único lubrificante resistente aos atritos das turbinas desse tipo avião.Com toda essa notoriedade, mostrou-me que errar é humano.E também com ele, tive um grande aprendizado no momento em que ao analisar o grau de acidez dos remédios da fábrica, verifiquei que o benzoato de sódio não estava mais apresentando segurança, nem garantia na conservação das nossas fórmulas.Então solicitei um auxílio, e ele , confiante na sua atuação de químico veterano e mestre no assunto, ràpidamente pegou caneta e papel e fazendo cálculos, disse-me: - mande comprar urgentemente um quilograma de aneurina e adicione a cada fórmula apenas uma grama, para cada dez mil litros de remédio fabricado. Assim, certo do seu fundamento, mandei comprar tal produto, sem deixar de comunicar ao meu superior imediato as providências solicitadas pelo grande químico.A partir dali fiquei tranqüilo, acreditando que nunca mais teríamos problemas na acetificação de qualquer tipo dos nossos remédios.Mas qual não foi a minha surpresa, quando decorridos seis meses após o início daquela utilização,começamos a receber reclamações de que os remédios estavam mudando de cor, porque no seu aspecto inicial de fabricação apresentavam a coloração cor de café e decorridos seis meses, eles adquiriam a cor de café com leite. A clientela no Brasil e na América Latina, começava a exigir a troca imediatamente.Tivemos que manter a fabricação normal de produtos e realizar a substituição de todos aqueles que havíamos vendido nos seis meses anteriores.Foi necessário criar turnos diferentes de trabalho para duplicarmos a nossa produção e normalizarmos a venda e troca respectivamente.Aprendi então que nunca devemos subestimar os problemas técnicos de trabalho. Devemos sempre, pensar, calcular, experimentar, para só então, mudarmos qualquer rotina, mesmo quando temos toda a certeza da nossa capacidade e estivermos conscientes de que errar é humano. Posteriormente, nesse mesmo campo de trabalho, fiquei totalmente indignado, quando reclamei do alto grau de acidez em nossos tônicos ao nosso Diretor Industrial e dele recebi a ordem de mandar buscar vinte quilos de soda cáustica e adicionar àqueles mesmos remédios cuja conservação estava a cargo do benzoato de sódio.Após esses dois fatos , eu fiquei entre a cruz e a espada nos meus aprendizados - primeiro,o cálculo errado do químico, que resultou na descoloração dos remédios e segundo, na tomada de decisão do meu Diretor, que me dizia que remédio é droga e portanto, droga combate droga!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A nossa Bolsa de Valores tem outros atrativ os - as nossas "Commodities" !

Inacreditável!
As bolsas brasileiras se transformaram nas verdadeiras vedetes mundiais, elas dão ciência ao mundo investidor, de que o Brasil acordou para crescer em definitivo.
Isso, após verificar que todos os conceitos de base de crescimento na sua esfera de economia, estão calcados em cima do seu vasto território produtivo, que hoje, consegue provar ao mundo, que ela era realmente a nação do futuro.
O Brasil deixa de ser um mito para ser uma crença, o nosso Presidente da República, cheio de gás, sai por aí diariamente dizendo que tem que gastar dinheiro em viagens, para estar dentro de todos os tratados que se acumulam diante de um mundo boquiaberto, que assiste o nosso “diretor máximo” em seus discursos, dizer nomes de altas figuras brasileiras e internacionais, trocados, fazendo o mundo rir de felicidade, pela sua coragem em encarar sorrindo todos os idiomas da classe política, com o seu original pernambucanês.
Ele carrega com uma grande confiança seus Ministérios e Ministros e faz a escolta em volta de todas as criticas que recebe, e as ataca, sem nenhum medo ou piedade, seja ela nacional ou internacional, seja ela dentro de uma maioria, ou numa minoria corajosa.
E assim ele passa uma eterna confiança ao investidor, seja de qual raça for e sabemos que ele nunca estudou economia, nem administração, mas toma conta de um time que deseja ser campeão do mundo, e nunca deixa de falar do seu time do coração, o Corinthians.
E nós já temos a coragem de cobrar IOF de investidores estrangeiros, por ocasião da aplicação que eles fazem em nossas bolsas, para que não abusem do nosso Brasil, fazendo aqui uma aplicação especulativa, que entra e sai logo dos nossos cofres, dando somente uma mordida no lucro da nossa ação, aqui negociada para eles, só que esta taxa do IOF que no momento já atua e espanta toda a confiança de um novo mundo em crescimento, que já é o Brasil.
Eu quero ir além e dizer que nós, já esperávamos um dia por isto e eu aqui, que sempre fui um eterno otimista e sonhador, quero afirmar ao especulador - o carona estrangeiro da nossa economia - que devemos sim, cobrar esta taxa, mas também pagar a eles, um premio estudado, na faixa de cinco por cento sobre a sua rentabilidade após dois anos.
Espero que essa taxa venha a ser estudada pelos nossos especialistas em economia e que a paguemos aos que por aqui permanecerem, com as suas aplicações sempre acima de 24 meses, em nossa compra e venda de commodities.
Acredito que aí sim, daremos a todos a resposta necessária, diante do nosso crescimento que passará a creditar lucros premiados, aos nossos investidores, criando em definitivo um Brasil, grande e consciente da sua luta e do seu povo credor e trabalhador.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O jogo pai e a madrasta sorte

Quem realmente acredita no jogo pela sorte?O brasileiro, com certeza, acredita que num determinado dia, ao fazer aquela “fezinha”, num dos jogos da loteria da Caixa, vai faturar aquele prêmio que vai endireitar sua vida para sempre. Confesso que sou um otimista, criado de forma a pensar, que no dia seguinte, a sorte virá bater à minha porta.Quando menino, eu observava o meu pai. Um trabalhador humilde, que tinha como hábito, sempre utilizar os recursos da gorjeta que obtinha com seu trabalho, para fazer o seu jogo no “bicho”. Ele jogava com muita esperança e com muita precisão, um sistema que sempre lhe dava alguma segurança de retorno. Normalmente ele ganhava. Era difícil ver meu pai ficar triste, porque havia perdido. O jogo do bicho era de toda a confiança, e servia de distração e esperança para o trabalhador, que tinha, naquela época, poucas opções de lazer. Eu sempre assistia meu pai jogar, de uma forma, que o conduzia ao sucesso. Deitado na cama com o rádio ao lado e repetindo: - entrou uma, entrou outra,etc... Assim, vinha o ganho no jogo do bicho, e com ele, conseguiu trocar toda a mobília e utensílios da nossa casa e, às vezes, ainda pagava as despesas do meu colégio. Aquela forma de otimismo tomou conta de toda a família e fez com que diversos parentes e vizinhos, utilizando o mesmo processo de jogar do meu pai, arriscassem nos ganhos, que se tornaram quase diários, naquela Comunidade. O precioso processo de jogar do papai, contagiou minha mãe, e fez com que ela sempre, acompanhasse as extrações diárias do Jogo do Bicho, e assim também faturasse alguns trocados, sem nunca perder a esperança, de num dia poder ganhar “aquela” bolada.Vivenciei também, um lance muito curioso, de um sapateiro, que era vizinho de nossa residência, e que diariamente jogava, e já contagiado, pelo sucesso da vizinhança, ainda arriscava comprar bilhetes da loteria. No entanto, não era muito otimista, e sempre que comprava um bilhete, colava atrás da porta da sapataria, dizendo que já sabia que não ia ser sorteado. Comprava tantos bilhetes que a porta da sapataria virou um verdadeiro painel, com bilhetes colados lado a lado, uns por cima dos outros. Num determinado dia, para o cúmulo da sorte, saiu o primeiro prêmio da loteria para o sapateiro. Ficou tão apavorado por ter colado o bilhete atrás da porta e saber que as regras para o recebimento do dinheiro, tinham como principal fator, o fato do bilhete não conter nenhum rasgo ou rasura, que admitiu que não devia brincar com a sorte. Para a solução daquele problema, teve uma idéia brilhante. Pegou a chave de parafusos, arrancou a porta, e nervoso e muito cansado, foi à pé, até à agência da Caixa, com a porta nas costas, para receber o primeiro prêmio da loteria federal daquela quarta-feira. Com a constatação de tantos bilhetes ali colados, teve a credibilidade necessária para o recebimento do prêmio.Antigamente as pessoas eram quase todas humildes. A distração eram as lojas de jogo de bicho, onde a polícia fazia vista grossa e, como sempre ,recebia dos banqueiros as propinas, para a manutenção das lojas abertas. Quando prendiam o bicheiro, era para mostrar a chefia da Secretaria de Segurança, que estavam agindo contra a contravenção. Pura mentira!Sempre torcia pela minha mãe, para que ganhasse um prêmio expressivo, pois ela era uma fiel jogadora, e até o dia em que papai faleceu, era uma associada aos seus palpites. Felizmente , este prêmio veio surgir na época em que eu, que não era um jogador habitual, estava muito necessitado dele. Eu tinha sido avalista de uma operação de empréstimo bancário para que um colega de confiança, pudesse regularizar a escritura de um imóvel, que dizia a mim ter comprado. Descobri mais tarde, que havia ganho o imóvel, numa mesa de jogo. Esse meu colega, tinha o hábito de frequentar, todo final de semana, com parceiros, que eram grandes comerciantes e jogadores, casas de jogos de poquer. Após continuar jogando, pensando em ganhar mais e mais, acabou por perder o tal imóvel, e simplesmente desapareceu, deixando-me com a divida bancária, que como avalista, teria que honrar, apesar de toda a dificuldade.No dia em que minha mãe ganhou no bicho, eu já não tinha mais como renovar a tal nota promissória.E aí, vem a história da madrasta sorte. A minha mãe que deu aquela tacada e acertou na cabeça, um milhar, ficou sem o dinheiro, pois teve que cedê-lo a mim para a solução do grave problema que me afligia a cada mês, quando tinha que renovar a dívida. Apesar de tudo, ficou a mostra de que a fé e o otimismo, daquela mulher, minha mãe, teve o seu dia de consagração. Por isso afirmo que a sorte é madrasta, e necessita de muita insistência, para trazer a verdadeira sorte para junto de nós.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um nome extenso, uma grande sorte e um grande enigma

Hoje, falo aqui de mais um lusitano que conheci no meu extenso caminho profissional, uma figura das histórias que eu ouvia na minha infância.Ele desembarcou no Brasil em 1976, vindo de Moçambique onde ocupava a posição de Administrador Geral dos negócios de um empresário que investia em vários ramos de atividades comerciais e industriais. Era considerado no Grupo dessa empresa portuguesa, como um dos homens mais importantes, ou seja, o braço direito do seu importante patrão. Seu nome era de impressionar a qualquer brasileiro.Chamava-se José Luís Bobella Torres de Nogueira de Sampaio Fevereiro. O meu primeiro encontro com esse famoso mito, foi exatamente no corredor central da administração geral das empresas do grupo. Já tinha sido avisado da sua presença no Brasil, e de antemão, eu já sabia que viria para ocupar um cargo de destaque na Empresa,uma vez que ele tinha abandonado Moçambique, pois os revolucionários o estavam perseguindo e o ameaçavam de morte.Fiquei, confesso, impressionadíssimo.Ele trajava uma calça cinza, uma jaqueta também cinza, uma camisa branca, um jaquetão preto, usava um ”pince-nez” com corrente dourada e na mão direita, portava uma bengala também preta, com cabo de prata , que conforme diziam outros funcionários, era própria para bater nos maus empregados daquela nação africana.Mas na verdade, era um enigma, teríamos que conhecê-lo aos poucos. No dia que me fizeram a sua apresentação, êle foi taxativo: -quero ser chamado ”fevereiro” e não ”de fevereiro”,pois nasci em julho!Pela sua idoneidade pessoal perante ao Grupo, foi nomeado Gerente Administrativo com autorização para assinar pelas Empresas com todas as características de representá-la nas Instituições Públicas e Privadas, inclusive nas Empresas de Crédito, Bancos privados e oficiais. Veio então daí, a minha primeira grande dúvida,pois como a minha função era de gerenciar todas as Tesourarias do Grupo, fui até seu gabinete e solicitei cópia do instrumento de procuração que o autorizava a assinar cheques, borderaux, requisições, autorizações etc...Com surpresa, ouvi dele o seguinte: - oh! Sr. Queiroz! Não posso dar cópias da minha procuração. Ela é para uso exclusivo meu. Não vou entregá-la na mão de qualquer um. Lá em Portugal, todo documento fica em nosso bolso. É um documento de confiança do nosso grande Chefe. Então eu alertei: - Sr. Fevereiro, aqui no Brasil, se não deixarmos uma cópia dessa documentação, todos os negócios financeiros ficarão paralisados. Mas como ele tinha sido muito avisado para tomar cuidado com os brasileiros, teria daí para frente a necessidade de sempre ficar com um pé atrás. E eu ainda nem tinha terminado, a conversa com ele, quando sua sala foi invadida pelo seu filho mais jovem, um menino corado de mais ou menos uns quatorze anos.Imediatamente o ouvi dizer: - até que enfim chegastes! Onde te meteste oh! Gajo?-oh! Pai! Tu não me mandaste ao dentista? Fui lá na tal Praça Mauá.-E porque demoraste tanto e estás tão vermelho?-Ora pai, tu não sabes o que aconteceu? Eu ia a ”andare” pela tal praça, quando dois gajos meteram-se à minha frente com uma faca em minha barriga e tomando-me tudo e ainda por cima me deram umas tapas.-Ora seu bobo, eu não lhe disse que tomasse cuidado,pois nessa terra, só tem gatunos e vagabundos?E após proferir esta expressão, lembrou-se de que eu era da terra e estava presente na sala, ouvindo a conversa dele com o filho.Aí então, foi levantando a cabeça lentamente na minha direção e fitando-me nos olhos, balbuciou entre os dentes: -Desculpe-me Sr. Queiroz, desculpe-me...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

E o Oswaldo, hem ?

Num determinado dia, recebi uma solicitação de minha mãe, e pela importância e as condições de saúde dela na época, jamais poderia negar. Pediu-me que tratasse da transferência,por instrumento de procuração, junto ao INSS, para a partir daquele momento , ficar responsável, pelo recebimento de sua pensão. Mesmo reconhecendo ser aquele Órgão, um dos mais complicados da área de serviços públicos, não me intimidei e fui até o posto da Praça Panamericana, lá na Penha, para cuidar da tal transferência, diminuindo assim o sofrimento da minha mãe. Em lá chegando, pude logo observar, uma longa fila, fazendo voltas, em torno da tal Praça. Dirigi-me assim para o seu final, tomando informações com outras pessoas. Soube então, que era uma fila única de atendimento. Mesmo assim, na fila eu permaneci, e fiquei imaginando, como sofremos nas mãos de um serviço público tão complicado. Sabia de antemão, que levaria no mínimo duas horas para chegar até o balcão de atendimentos. E para surpresa minha, após muita paciência, eu conseguia chegar a porta do posto, quando reparei que no vidro blindex da tal porta, estava pregado um aviso com instruções administrativas de funcionamento. Nele para meu espanto, estava escrito, “só fornecemos procurações no período compreendido entre os dias l6 e 20 de cada mês”. Consultando o calendário, observei, que o dia por mim escolhido, era exatamente o dia 2l,e, assim sendo, eu teria que retornar no dia l6 do mês seguinte. Incomodado com o fato de ter largado o trabalho, gasto dinheiro de táxi, aguardado mais de duas horas na fila, e ter que voltar sem solução, decidi ir direto ao balcão e solicitar a tal procuração. No balcão, esbarrei com uma funcionária, com ar de superioridade, que foi logo me dizendo, não ser o dia de fornecerem procurações. Afirmei que só sairia de lá com a procuração e ela retrucou que não poderia me atender, pois o aviso da chefia, estava colocado no vidro. Enfatizou que não adiantaria eu insistir, porque ordem era ordem ! Já nervoso e achando estar diante de um dos maiores absurdos administrativos, retruquei, que queria a minha procuração, senão eu arrancaria aquele tal cartaz, e levá-lo-ia comigo. Naquele momento o guarda, segurança do posto, se aproximou e disse que eu não poderia fazer aquilo. Respondendo que ainda não estava falando com ele, pedi para falar com a chefia e então a funcionária do atendimento, virou a cabeça para o fundo do escritório, e gritou: - OH! Oswaldooooo! tem um senhor aqui que quer falar contigo. O Oswaldo, que ocupava uma mesa no fundo do escritório, respondeu, olhando por cima do seus óculos. E lá veio o Oswaldo, indagando o que eu desejava dele. Repeti , secamente, que era uma procuração de minha mãe para mim. Perguntou, então, se eu já tinha lido o aviso ao lado.Mais uma vez respondi que havia lido e não concordado. Audaciosamente, perguntou quais eram as minhas credenciais, ao que enumerei ser brasileiro, reservista, eleitor, vacinado, e acho que chega para receber a tal procuração. Disse , novamente, que estava fora do dia. Retrucando que aquela afirmação era vergonhosa, pois não poderia ser fixado dia para aquele atendimento, voltei a frisar que só sairia de lá com a procuração e, caso contrário, levaria a tal instrução normativa do posto . Para minha surpresa, indicando-me uma porta escondida, ele falou baixinho no meu ouvido, que ia mandar preparar a procuração. Entrei e cinco minutos depois, estava com a tal procuração nas mãos, e com um detalhe, sem data de validade, e via o tal senhor Oswaldo, que saía correndo com a sua maleta 007, abandonando o posto, porque as outras pessoas que ouviram o meu diálogo com ele, já invadiam sua sala, pela tal porta que ele me mandou entrar.E assim afirmo, que nós não devemos nos acovardar diante de certas situações que são geradas pelo nosso serviço público.Temos que encará-las de frente, e assim estaremos contribuindo com o nosso governo a melhorar o atendimento a êste povo tão sofrido.

domingo, 25 de outubro de 2009

Curioso, muito curioso, cadê o segundo mundo?

Vivo diariamente observando nos noticiários de jornais, revistas e televisão, a seguinte expressão, que afirma que as coisas no Brasil só acontecem, porque somos, um país do 3º mundo. E, esta afirmativa é por demais utilizada, quando a falta de emprego se apresenta, quando a saúde não é olhada com interesse, quando faltam escolas às crianças, quando a segurança fica abandonada, quando os políticos só fazem política, quando os sequestradores só são presos após o pagamento do resgate, quando os nossos padres passam a ser sucesso na música popular, quando só se aprovam leis nos recessos do Congresso, quando a poupança do povo é confiscada, quando o governo é o primeiro a aumentar os seus preços, quando a exploração do trabalho infantil se faz atuante, quando a cesta básica deixa de ser básica e quando o salário termina e o mês continua. E assim, as desculpas aparecem a cada novo dia e começamos a acusar o FMI. Falamos dos países do primeiro mundo, porque os americanos são uns filhos disso e daquilo, porque os ingleses são monarquistas, os italianos são faxistas, porque os franceses são elitizados e os japoneses exploradores do ser humano. Bolas!... Se pelo que sabemos, o primeiro mundo, é poderoso e explorador e o terceiro mundo é fraco, endividado e sem alternativas, eu gostaria muito de saber, como é o segundo mundo, que ninguém fala dele... Mas pelo que vejo, deve ser o Céu e quero clamar aqui à nossa mídia que faça um estudo prolongado a respeito deste novo mundo: - o segundo mundo, que muito tem despertado a minha curiosidade. Deixem de falar do primeiro e do terceiro, pois acho, que a nossa salvação deve estar no segundo ou quarto mundo, que até agora é para nós um mundo desconhecido. E em razão disto, eu peço: - mandem até este mundo desconhecido, aquele repórter , o Roberto Cabrini, aquele mesmo da câmera indiscreta, para fazer uma reportagem ao vivo neste tão desconhecido segundo mundo, que ninguém fala dele e nem mostra nada dele, mas que deve ser maravilhoso!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Eu não disse que nós íamos sair da crise, já há mais de seis meses?

Eu virei otimista, um grande otimista, desde o dia que estava trabalhando num projeto que instalava no BRASIL, a maior empresa de produtividade de cimentos da nossa AMERICA LATINA.Aquela seria a minha grande cartada de ter orgulho em partilhar um projeto único de uma fábrica que ia ser instalada no nosso Brasil para ensacar diariamente 600.000 sacas de cimento correspondentes a três milhões de quilos diários do produto.Tinha outra novidade em questão – seria a primeira em linha reta, pois a maioria dessas fábricas eram ou retangulares ou circulares.Para mim foi a melhor oportunidade de como um brasileiro que já tinha experiência profissional em diferentes áreas, poder disputar um lugar naquele grupo Europeu.E eu me considerava assim um preparado para aquela nova estrada profissional, mas o cargo era político, pois envolvia para o lugar a indicação de um ex Presidente da República, o nosso querido Doutor Juscelino que era amigo do nobre industrial e banqueiro dono da Empresa.Nas impressões iniciais observei, que entre os candidatos escolhidos eu seria o mais fraco para ocupar o lugar, pois não tinha cursos no exterior, e nunca tinha trabalhado em mercado financeiro externo, pois só tinha participado de empresas até então de porte médio. Mas tudo isto passou, e eu mesmo encarando uma admissão política consegui ficar por doze anos naquele Grupo, e exercitar toda a vontade de um bom administrador de área de políticas financeiras, e ter fincado no Brasil o meu processo de trabalho, inclusive com instalação de Banco dentro de uma fábrica.Por isso eu acredito no nosso Brasil, e digo que a indicação de nossos Ministros tanto do Guido Mantega, como o doutor Meirelles, funcionaram corretamente, e acho que eles dois devem ter a visão de que o Dólar depois deste episódio mundial, onde eles infelizmente mais uma vez paralisaram o mundo, mas graças a obra de Deus, que dizem ser brasileiro, o nosso Brasil continua andando, e ainda peço que as nossas cabeças de direção de negócios internacionais, e nacionais, pensem que devemos lutar pela criação de uma nova moeda, para controle das reservas internacionais, sejam elas de fundamento econômico ou de fundamentos comerciais, e que não paguem e não mais perdoem as dividas de paises sejam eles africanos ou de qualquer outro continente.Pois quando o nosso Brasil, tinha uma dívida no tempo do nosso Império, pelas instalações de suas ferrovias, a Inglaterra não a perdoou, apesar de pela sua experiência industrial da época, ter esta mesma Inglaterra, projetado as ferrovias e ainda eles ficaram recebendo rendas de nossa estradas de ferro, por mais de cem anos.Peço agora, que avisem, ao presidente Lula, que ele não é o responsável pela mais alta renda do Universo, e que iguais a mim existem milhões de aposentados de brasileiros, que trabalharam e muito e continuam necessitados, ainda sem poder sentir que existe uma luz no fim do túnel, e que nunca tiveram indenizações estudadas, politicamente pela luta contra a propalada revolução brasileira de 1964.
Parabenizo, ainda aos dois Ministros, e peço pessoalmente aqui nesse “Blog”, que eles usem a sua vasta sabedoria de brasileiros cultos, e que não vieram para falhar nunca nos seus planos, sempre tão bem elaborados até aqui, e para nunca entregarem o ‘OURO NA MÃO DO BANDIDO ‘,pois, na realidade eles andam soltos por aí!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Um queijinho de Minas do "meió" que há !

Vou tentar num jeito todo especial, contar pra vocês a história do queijinho de Minas, da forma como conheci na minha vida campestre.
Espero e peço que meus visitantes, no blog, me ajudem a confirmar ou a desmentir esta história, fazendo seu comentário a respeito do tema.
Não há necessidade de que seu comentário, seja de fundamento técnico, mas que seja feito de qualquer forma, pois este assunto sempre foi pra’ mim de uma profunda criatividade nesse Brasil cheio de coisas curiosas. Faço então nas linhas abaixo, e em rápidas pinceladas, uma narrativa do que aprendi sobre queijos e criação de gado, e, sobretudo, o porque do nome gado leiteiro.
Nas minhas andanças pelo serrado mineiro, quando era empregado de um grupo cimenteiro, que possuía uma fazenda em Unaí, ao norte do estado de Minas Gerais, eu muito aprendi numa consulta que fiz a um dos piões da fazenda.
Perguntando a ele o porque dos mineiros serem os campeões na fabricação dos melhores laticínios da América do Sul, me referindo a manteiga e queijos, eu obtive a seguinte resposta: - oi moço carioca!, nós aqui somos os melhores porque trabalhamos pra’ isso e com inteligência. Nós tentávamos ser criadores de gado para corte de carne, mas o nosso terreno de pasto, não deu pro’ gasto, pois como o senhor sabe, aqui é a chamada terra das alterosas. Tudo é morro, tudo é despenhadeiro e nunca iríamos conseguir carnes macias para consumo, por conta de que o nosso gado, pra’ pastar bem e crescer melhor e com carnes macias como as de Mato Grosso e Goiás, isso seria impossível a gente obter um dia. Porque ao soltar o gado para pastagem, eles teriam muitos morros pra’ subir e se tornaria uma malhação de músculos, pernas e até mesmo de ancas. Daí então a dificuldade e o resultado seria sempre de uma carne de gado muito dura.
A nossa saída foi apelar para produzir o melhor leite A, e os melhores laticínios. Só não temos de bom aqui a “mussarela”, que é produzida em qualidade melhor lá na ilha de Marajó, no estado do Pará e também em Mato Grosso, pois ela e feita com leite de búfala, que nunca teríamos condições de criar, pois as pernas e patas, desse tipo de gado não consegue subir morros, visto que são oriundos da África e acostumados no planalto.
Vem daí essa dificuldade de criar para vender no açougue, moço! Então tivemos que partir para o nosso queijinho hoje tão famoso, graças ao bom Deus. E como o senhor já viu, isso, pra’ nós virou uma lógica, e somos muito felizes pela nossa “mineirice” esperta. –
Com a explicação técnica desse trabalhador de Minas Gerais, quero finalizar, complementando com uma grande dúvida do passado quanto a fabricação caseira de alguns queijeiros com quem conversei.
Eles afirmaram que o melhor coalho para fabricação de um queijo maravilhoso em consistência, cor e sabor, é preparado com uma boa dose da urina da própria vaca produtora do leite.
Mas isso, eu preciso confirmar pois as coisas são realmente naturais, e o artificial fica às vezes bem distante.
Por favor, queijeiros desse Brasil, me confirmem como se dá esse passo de fabricação dos queijos, fazendo o seu comentário, no final dessa leitura.

domingo, 18 de outubro de 2009

A quarta mala da vida

A quarta mala de nossa vida é uma mala de grande responsabilidade.Ela diz respeito à saúde e aos cuidados pessoais, e envolve a nossa caminhada e estadia na terra. E como compreender que esta mala é com certeza, uma “mala hereditária”?Ela já esta amarrada e depositada em nossos genes, ela faz parte do nosso sangue, ela se liga às nossas imperfeições ósseas, elas herdam sinais, e complicam por demais a vida do seu portador e carregador. Este, coitado, só vai prestar atenção nas deficiências, quando na fase adulta. Sempre carreguei esta “mala” com muito cuidado, pois eu não conseguia entender a morte prematura do meu pai, um homem cheio de saúde, que deixou a vida aos 37 anos de idade, sem nunca ter tido uma gripe sequer.Partindo daí, eu iniciei um processo de observação sobre as coisas da minha “mala de saúde”, eu não acreditava que a carregaria por mais de 37 anos.Juro que fiquei complexado ao sentir que o meu gigante de saúde, tinha desabado com uma bagagem tão notória de proteção corporal.Fui então analisando tudo, com muita calma, e senti e intui,que todos os males de saúde, que me levariam a sucumbir, assim como a meu pai, prematuramente, seria com certeza por deficiência da circulação sanguínea. Arquivei esses pensamentos na memória e ninguém me fez pensar diferente.Observei que tudo o que ocorreu a meu pai, foi relativo a problemas do seu aparelho circulatório.Sua alimentação era básica da comida típica do nordeste, pois ele era pernambucano, acostumado a saborear as famosas buchadas e o tradicional sarapatel de carne de porco, bem como uma deliciosa carne seca assada, com uma espessa farofa de mandioca, carregada em ovos. Todos estes pratos bem dosados de um forte colesterol. E ainda por cima, diariamente, fumava dois maços de cigarros.O fumo, na época, era considerado um vício pouco combatido pelas autoridades médicas, visto que não era para qualquer um conseguir fumar um cigarro, onde até o fumo de rolo era usado freqüentemente por algumas mulheres.Meu pai fumava um cigarro fortíssimo que era vendido em carteiras glamorosas, o tradicional Jóquei Clube e fazia um uso inteiramente sem ponteiras ou filtros além do que, como todo bom carioca, socialmente tomava uma boa pinga.Gostava ele mesmo de preparar suas refeições e tudo isso, naquela época eram costumes brasileiros, que todos tinham sem nenhuma defesa médica, pois a nossa medicina ainda engatinhava nas descobertas.Nesse ano de 1946, por todas estas causas e deficiências do controle dos serviços de saúde, ele veio a falecer. E por este motivo, eu sempre procurei buscar na circulação sanguínea, a minha defesa pessoal.Hoje já passando dos 75, já estou acima dos meus objetivos esperados, e não sei até aonde chegarei, mas sei que levarei comigo diariamente na minha bagagem, sempre uma “aspirina e uma castanha da índia”, que me fazem companhia de segurança e me fazem acreditar que estou diariamente seguro na organização da minha “mala de saúde”.Espero que este meu comentário não venha a servir de receita para ninguém, pois já enfartei .Esse incidente mudou totalmente a minha anterior mala de saúde, pois não me sinto ainda garantido, depois do meu enfarto. Faço caminhadas e ginástica rítmica e estou sempre acompanhado do meu “captopril e do meu liptor”, os meus perenes guarda-costas.Já dobrei a idade de vida do meu pai, acabando com a minha cisma de que eu não atingiria jamais os 37 anos.Observem portanto com cuidado, a sua mala de saúde, pois ela é e será sempre de vital importância, dentro da nova escola médica brasileira!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Ainda falando sobre cauções...

Posso ainda citar aqui um outro procedimento que envolvia caução.Foi uma jogada de controle, em razão de uma operação que profissionalmente fiz, para descontar títulos caucionados para cobranças de duplicatas.
Sendo a Empresa em que eu trabalhava, recente em concretizar operações daquele tipo, não possuía um quadro de clientes conhecidos pelos Bancos.
Isso fez com que as coisas começassem a se complicar, pois o normal naquele tipo de operação eram as garantias atingirem cerca de cento e vinte por cento do valor negociado. No entanto, os Bancos pensando em nossa pouca experiência, começaram a exigir garantias em títulos acima de trezentos por cento. Minha atitude foi passar a lançar em nosso caixa todas as garantias que entregava aos Bancos, para comprovar que todos os negócios estavam bem seguros e que sabíamos exatamente os valores que estavam em poder deles.
Por mais uma vez e para minha surpresa, pude verificar que os empresários, já naquela época, não instruíam seus funcionários a exercerem garantias sob seu trabalho, mas quando assim o faziam, não pressentiam o valor das providências e nem achavam que tinham sido contemplados com uma ação que só traria benefícios de segurança, honestidade, controle e apuração dos números de importância vital nas análises do giro de cobranças para assegurar a comercialização dos produtos.
Isto prova que devemos nos caucionar em qualquer ato de nossas vidas, pois só assim, estaremos garantindo um futuro melhor, com resultados positivos e segurança em todos os nossos negócios.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A demonstração de uma réplica da bomba atômica

Decorria o ano de 1955 e comemorava-se os dez anos de término da Segunda Grande Guerra Mundial, nos campos de batalha da Cidade de Montese, no tão falado Monte Castelo na Itália.
Eu, era um jovem sonhador que necessitava entender o nosso Brasil da época e só sabia da bomba atômica pelo que havia lido nos jornais aos meus onze anos de idade.
Naquela época, eu tinha concluído o meu curso de Oficial R\2 no Exército Brasileiro, no CPOR/RJ e recebia um comunicado para estagiar como aspirante a oficial, no Regimento Escola de Infantaria, na Vila Militar do Rio de Janeiro.
Junto com a convocação para estágio, me era enviado um convite do 1º Exercito, que fazia menção ao comparecimento, num determinado dia do mês de março do ano de 1956, numa reunião militar, na Escola de Instrução Especializada , no bairro de Magalhães Bastos, para assistir no campo de provas, a demonstração da explosão da réplica de uma bomba atômica, igual àquela mesma que teria sido usada na Segunda Grande Guerra Mundial e que teria dado o retorno da paz ao mundo, pois ela foi usada nas duas cidades japonesas, a de Hiroshima e a de Nagasaki.
Apesar de ter sido muito contestada pela forma brutal do seu uso e emprego em Cidades ainda com alguns habitantes e por ter sido ela responsável, pelo final da Guerra, passou a ser por vista como a responsável direta pela rendição dos alemães e a ser citada durante vários anos e também muito contestada, por várias nações do mundo.
Na minha opinião foi muito mais leve do que as atrocidades cometidas pelo nazismo, diante da maioria do povo judeus, pela covardia, traição e morte de milhares de inocentes, que viviam nos campos de concentração dos nazistas .
Fiquei eu então engajado, em fazer o estágio, que me daria a formação de complementação do meu curso, e, atento ao dia dessa demonstração militar, que envolvia diversos representantes de força de todos os países que faziam parte da América Latina.
Esse convite se prendia a um chamado por ter sido eu convocado e incluído no grupo para servir num regimento militar, que fazia parte do primeiro grupamento tático da ONU, o Regimento Escola de Infantaria, do Rio de Janeiro.
Mas há coisas que me fazem pensar, haja vista que tem vezes na minha história de vida, que fui colocado à prova diante de pessoas e fatos raros, e que tento até hoje poder compreender.
Vejo que sempre são coisas que se tornaram para mim, impossíveis de acontecer a qualquer pessoa.
No dia da mostra da tal explosão, da bomba atômica, era eu parte integrante de um estádio cheio de convidados, de uma extensa parte do mundo, misturado nas arquibancadas.
Eu, junto com aproximadamente oito mil pessoas, pensei e imaginei que estávamos ali para aguardar o evento acontecer, quando os alto-falantes, anunciaram que iam sortear um nome entre todos os que ali estavam para acender a tal Bomba Atômica.
Adivinhem vocês qual foi o nome sorteado para acender o tal pavio.
Nada mais nada menos, que o meu nome, fora gritado pelos alto-falantes do campo de provas.
Eu, muito assustado, levantei-me e olhei de um lado para o outro, conversando com os meus botões - porque eu sou um sujeito marcado nessas horas que temos que suar e tremer? –
O mesmo alto-falante anunciava o que, mais adiante, me foi ditado pelo microfone,ou seja, qual seria a minha rotina e o meu procedimento daquele momento em diante.
Eu e toda a platéia presente ouvíamos atentamente.
As instruções eram as seguintes: - você terá que descer ao campo de provas e se apresentar ao sub-oficial que está lá embaixo lhe aguardando.
Não tema essa operação, pois você estará na companhia daquele homem, que foi o militar agraciado com a medalha de honra ao mérito, por ter sido o maior levantador de campos minados em todo o decorrer da campanha do Exército Brasileiro nos campos de batalha da Itália. Pode ir com toda a segurança junto com ele.
Aí então, eu desci para o campo de provas, nos apresentamos, e ele me disse - tudo será feito com muita calma, vamos andando até bem distante e lá no campo de provas eu vou lhe assessorar no acendimento da bomba, que foi montada com capacidade reduzida e somente para uma demonstração pública. E apontando mais ou menos para onde estava um bastão espetado no solo, ele disse: -você vê o suporte com a bandeira? eu respondi afirmativamente e ele continuou: está a uma distância aproximada de dois mil metros daqui. É lá que vamos acender a bomba.
Concluiu dizendo que seria tudo muito rápido, mas daria tempo de regressarmos até junto das arquibancadas antes do momento da explosão,pois o pavio tinha mais de seis metros, e enquanto ele criava o seu rastro, chegaríamos às arquibancadas para assistir de lá, junto com as pessoas convidadas e todas as autoridades dos outros países, uma explosão inédita aqui na América do Sul.
E assim aconteceu, eu já segurava uma caixa com fósforos, e, de joelhos, nervoso, muito nervoso mesmo, eu tinha uma imensa dificuldade de acender o fósforo, pois no campo aberto, naquele momento, ventava exageradamente. Tive que retirar da cabeça o meu capacete de aço e colocar a caixa com os palitos de fósforo dentro do meu capacete junto à ponta do pavio e sentar-me no chão, pois se assim não o fizesse nunca teria podido acendê-lo.
E no momento que conclui o acendimento, confesso que tive vontade de correr e até ameacei fazê-lo diante daquela grande platéia, que ria do meu temor evidente.
Percebendo minha situação,o velho herói de guerra gritou: - calma rapaz, vamos chegar lá. Dará tempo suficiente para assistirmos a explosão e ainda a formação do famoso cogumelo, que a todos impressionava.
E foi assim que aconteceu. Depois do susto, eu respirei aliviado, e disse para o herói de guerra: - este é um velho trauma de infância, do qual devo ter me livrado agora!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Brasil tem jeito!

Quanto susto, quanta indignação, quanta descrença, mas, mesmo assim, vou continuar dizendo :o Brasil tem jeito, sim! Do meu pai, recebi conselhos importantes e assustadores,pois êle tentava me aproximar das verdades que a vida esconde . Quando ainda menino eu lhe perguntei, porque não contribuia para o INPS, êle foi claro e objetivo, respondendo: -- filho, isso aí vai ser um saco de gatos e eu não posso ser roubado, ganho muito pouco e trabalho muito, e a lei não obriga ninguém a contribuir. Hoje , decorridos tantos anos, eu descobri a verdade daquelas palavras. E mais adiante, em outra oportunidade, êle me conduziu até o Centro da Cidade, mais precisamente no Morro do Castelo, indicando uma barraca de lona cercada por uma longa fila de pessoas. Disse, então: - você esta vendo aquela barraca? Ali funciona a tenda dos sonhos, ela pertence a um chinês, êle usa droga injetável, conhecida como ópio e cobra dos menos informados, os pobres brasileiros, a quantia de cinco mil réis, pois alí, vende o vício. Tudo isso acontecia a céu aberto.Prosseguindo, ia me alertando e falava: - não aceite nada das mãos de ninguém, nem um cigarro que seja. Estes dois alertas, foram os primeiros da minha vida, um com referência a vida pública, à corrupção, e outro relativo a vida pessoal, o vício , que já se implantava no Rio de Janeiro, pela atuação daquele traficante internacional.Hoje, eu fico intranquilo com a posição das nossas autoridades, que falam de tudo isso, como se fosse um fato novo. Fraudar a previdência social é um fato novo aos olhos do noticiário de TV. O crime organizado, é oriundo do jagunço, o jagunço é obra dos antigos coronéis, os coronéis são os antigos donos de terras e engenhos, que foram nomeados na época das capitanias. As capitanias foram doações do tempo do nosso Império, portanto a quem acusar ? Só nos resta dizer que o culpado foi o nosso primeiro Imperador , o jovem mancebo português D.Pedro I ... Nos dias de hoje, não adianta ficarmos pensando em procurar um culpado, mas sim, pegarmos pela mão nossos filhos e, a exemplo de nossos pais, exibirmos diariamente para êles, onde ficam todos os locais criminosos, evitando assim ,que o nosso Imperador, forme novas capitanias e por sua vez, surjam novos coronéis para delegar poderes aos novos jagunços, que com certeza, irão sustentar para sempre, a violência que reside entre nós.Nosso país, é rico e saudavél , e posso afirmar: - é a maior Nação do mundo ! Por isso temos a obrigação de sermos o povo mais vigilante, o mais dedicado, o mais investigador. Aí, sim ! 0 Brasil terá jeito , sim ! E para sempre !

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Lembrando da força infantil, na Segunda Guerra Mundial!

Guerra mundial, uma profunda miséria. Que o homem, daqui para frente, não pense em criar, nada mais parecido no mundo. “Adolfo Hitler”, deixou vários maus exemplos, e mesmo, depois de tanto tempo do seu término, a guerra só serviu de marco à violência e às aberrações sociais. Quem sabe, talvez, todas as conquistas que colaboraram para o avanço tecnológico, pudessem ter sido de um preço bem mais suave, para toda a humanidade. Nós, brasileiros, tão distantes do campo de batalha, tivemos mesmo assim, o destino de sofrermos, a sua grande influência, no atraso da nossa economia, quando até fomos forçados a enviar tropas para a Itália, num acordo firmado com os aliados da ONU! Até nós, ainda crianças esperançosas naquela época, tínhamos muito medo de vermos, os nossos pais envolvidos, mas mesmo assim, fomos obrigados a participar indiretamente. Fomos orientados nas nossas escolas, e a nós cabia a obrigação de darmos a nossa colaboração, formando as famosas ”Pirâmides”, que eram erguidas nas esquinas das ruas e eram compostas de latas, borrachas, alumínio, zinco e madeira velha. Ainda por cima, tínhamos que participar do racionamento da gasolina, do racionamento do açúcar, do racionamento da farinha de trigo, todos estes produtos distribuídos por cotas, inerentes ao número de pessoas da família, e ainda a conviver, com o racionamento da energia elétrica, e a participar quase que diariamente, dos ensaios dos blackouts. Éramos, constantemente, ameaçados por uma expectativa de invasão do nosso território. E toda essa tensão, durou de 1938 a 1945. Só após a explosão da primeira bomba atômica, em Hyroshima e finalmente a da segunda, em Nagasaki, o que provocou a rendição das tropas da Alemanha, terminou o inferno. Uma pena que muitos inocentes japoneses, foram vítimas dessa única solução das forças aliadas! Ainda assim, o Brasil, indiretamente nessa Guerra, pode ser considerado como um território protegido pelo nosso bondoso Deus, pois todas as ofensas que recebemos durante todo o período, foram apenas no aspecto político e social, não nos afetando fisicamente, o que nos deu tranquilidade para continuarmos, no rumo do nosso crescimento como nação independente.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Uma reunião internacional, um grande susto e no final, uma grande gargalhada geral!

Eu iniciava, um novo processo na minha carreira profissional, depois de ter passado por uma gama de seis empresas, de tipos diferentes de negócios e comercializações.A alegria já tomava conta dos meus sentimentos, eu conseguia ter sido o escolhido e era o vencedor em uma competição entre vinte executivos convocados, para o preenchimento da vaga.Eu não sabia, mas seria o pior em conhecimento técnico e prático daquele grupo de candidatos, mas fui escolhido politicamente e só iria descobrir o porque, bem mais à frente. Eu iria enfrentar o desafio de ocupar uma vaga da maior responsabilidade entre todas as outras, que eu já havia ocupado em minha vida.Já havia trabalhado no ramo da indústria gráfica, em dois jornais , no ramo da indústria farmacêutica, assim como também, no ramo das madeiras e de móveis hospitalares e ainda na construção civil, mas tudo a nível de trabalho num estágio de Brasil, nada envolvendo o comércio exterior.Aquela seria a minha grande chance de testar conhecimentos e implantar coisas novas com fundamentos genéricos, voltados inteiramente para negócios internos e externos, ligados aos grandes Bancos e às grandes instituições financeiras, envolvendo as grandes obras em nosso país. Teria também a oportunidade de acompanhar a instalação no Brasil de um grande Grupo cimenteiro que inauguraria um novo projeto de instalação com a fabrica montada em linha reta, pois todas as outras existentes eram retangulares ou circulares.Todos esses motivos me encheram de orgulho pela apresentação desse projeto inédito que me foi exibido na ocasião do meu ingresso e eu seria um dos decanos daquele grupo de dezesseis brasileiros.Começaria com um treinamento junto ao profissional que até então comandava todos os passos daquele importante departamento, mas que me deixava claro que não gostaria de sair, tinha sido ali colocado por influência do governo brasileiro atual, visto que o meu patrão mor, era mundialmente conhecido e amigo pessoal do presidente, tendo sido por ele aconselhado a adquirir terras em Minas Gerais, onde teria em alguns municípios, o solo da melhor qualidade para atender ao seu investimento empresarial.Na hora H em que eu iniciaria o meu treinamento e desempenho, fui colocado à deriva num oceano, que pela total falta de conhecimento de coisas do exterior, tais como câmbio de diferentes nações, importação de equipamentos, fechamento de contratos do exterior referente as compras no mercado externo, e ainda contatos em vários idiomas,visto que desenvolviam processos de grandes financiamentos em Bancos de Desenvolvimento, como BNDES, BDMGS e BANRIO.Fiquei num mato sem cachorro, quando o referido chefe que tinha feito a minha admissão, por sentir que o patrão forçava a ele o ensinamento dos principais passos de trabalho,dirigido a mim, sumiu e se ausentou da empresa, não mais retornando, pois tinha outra colocação no Governo que lhe rendia alto sustento.E como ele tinha armado um golpe de processo seletivo, ficou enfraquecido, quando eu disse a ele que conhecia o Presidente de uma empresa estatal nacional.Ele ficou entre a cruz e espada e teria que ter me treinado. Como não o fez, se afastou e largou tudo na minha mão.E vejam vocês, estava entregue nas minhas mãos e abandonado numa gaveta de uma mesa de escritório, a montagem de um grupo empresarial, num valor de instalação em dólares, de US$ 8 bilhões aproximadamente e num pais, ainda pouco respeitado no mundo de negócios comerciais e industriais.E para que eu pagasse, todos os meus pecados, o filho do grande presidente mor, que exercia a presidência executiva do grupo, informou-me que o antigo ocupante havia sumido e que no dia seguinte teria um encontro muito importante com o grupo de consorciados construtores da obra da nova fábrica.Dando ciência ao referido senhor que ele não havia me entregue a chave da gaveta onde estaria o cashflow e os assuntos de bancos, o mesmo disse que resolveria o problema chamando um chaveiro e arrombando as gavetas. Mais tarde um pouco, chegaram os chaveiros e ele arrombou a fechadura da mesa, tirou tudo de dentro dela e me disseque daquilo não entendia nada e se eu nem tinha visto nada ainda, não sabia o que fariam naquela reunião.Pedi que ele confiasse em mim , que retrucou ser eu um grande otimista, pois havia chegado lá há pouquíssimo tempo. Disse que levaria o material para casa e projetaria um novo cashflow que o possibilitaria a fazer a tal reunião com o consorcio.E assim fiz, coloquei tudo em minha pasta e fui para casa com aquela grande missão, responder aos acionistas e ao consorcio as informações necessárias, para o acompanhamento de todo investimento da fábrica em andamento.Tinha montado uma planilha, que no meu conceito, era excelente, e alguns números arranquei da minha cabeça pois não os tinha.Quem chegou primeiro a minha sala foi o presidente em exercício, que imediatamente cobrou o trabalho que entreguei me colocando a disposição para esclarecer qualquer dúvida.Fiquei de prontidão na minha sala, orando para que tudo corresse bem, quando já próximo das 7 da noite, o meu telefone toca e o presidente solicita minha ajuda.Ao entrar assustei-me com grande número de pessoas de todos os tamanhos, de todas as cores e de todas as idades.Ele, muito sério me perguntou de onde eu tinha tirado aqueles números.Sem constrangimento, apontei para minha cabeça e respondi : - daqui doutor! Ouvi uma gargalhada em uníssono.Ele prosseguiu dizendo que tudo aquilo era um sonho e que aquelas pessoas haviam vindo para a reunião, não para sonhar!Percebi que o grupo todo de consorciados e acionistas não paravam de gargalhar.Tudo ficou bom para mim quando eu lhe disse que quem me ensinou a sonhar tinha sido a minha mãe !

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Minha tia Emília

Eu confesso que a vida segue dinastias, mas a principal delas, é por certo, a das “Tias”, Fico admirado de somente agora, eu prestar atenção a um detalhe que sempre foi predominante em minha vida. Eu não conseguia, até hoje, fazer qualquer afirmação a respeito deste assunto, talvez até pelo fato, de não ter sido em vida contemplado, com uma tia, pois os irmãos de minha mãe eram todos homens. Dessa forma, só me forneceram “tias postiças”, ou seja, na realidade, como se diz no contrabando, “tias do Paraguai”. Ainda pelo motivo de residir no Rio de Janeiro, eu não pude conhecer a família oriunda de meu pai, que por certo, me contemplaria com seis maravilhosas “tias”. Pelo fato de nunca ter viajado para o Recife, não cheguei a conhecer nenhuma delas, porque meu pai faleceu prematuramente, aqui no Rio de Janeiro. Assim sendo, só me resta citar a relação carinhosa, que mantive ao longo da minha vida, com as tias de minha mãe e com as tias de contrabando e por fim, também com as tias de aluguel, que pela minha observação, são aquelas que andam buscando, crianças bonitas e engraçadinhas, que as chame de “tias,” para o orgulho da sua alta estima. Daqui para frente, vou rebuscar no fundo das minhas lembranças, o que pude observar em relação às tias, que me autorizaram a titular o assunto com o gracioso título de “A dinastia das Tias”.E vem aí então, a primeira tia, “a tia Emília”. Não pensem vocês ser ela a mesma daquele programa infantil, do “Sítio do Pica Pau Amarelo”. Esta era com certeza, a figura da tia que mais me impressionou. Era tia de minha mãe, alta, esguia, sisuda, só vestia roupas pretas e com bordados em branco.Era uma viúva convicta, sempre de salto alto, sempre de chapéu e usava um véu no rosto, a perfeita dama antiga. Eu, ainda criança, ficava muito impressionado, quando a minha mãe anunciava sua chegada. Eu então, dava uma corrida até a porta, e ainda tinha tempo de observar, ela toda cheia de pose, descendo do carro de aluguel, que a trazia, sempre que nos visitava. O clima da minha casa mudava, minha mãe me avisava - olha lá meu filho, não fale demais, para não dizer muita coisa, que ela possa ficar nervosa ou preocupada, ela é pessoa muito exigente, ela foi casada com meu tio Júlio, irmão do teu avô, que era um diplomata, que viveu no exterior, na embaixada brasileira na França. Ele foi o responsável pelo meu nome de batismo, “Hermance”, um nome de origem francesa - .E eu então, muito comportado eu pedia a sua benção, e ficava de olho nela, observando ela retirar das mãos, a luva de couro preta, pendurar a sombrinha no porta chapéus, e levantar o véu do rosto e me observar dizendo -ô “Mancinha”, como este menino esta “magrinho” - e olhando para mim dizia - deixe-me ver as suas mãos, e berrava com uma voz rouca, que unhas sujas menino, vá lavar estas mãos! Se não eu não te dou, as balas que trouxe para você- . Eu já sabia, o que ocorreria em seguida - minha mãe me chamava, e me dizia vai correndo até a padaria e traga um daqueles pães-doces, grandes e bonitos, para eu servir um lanche para ela, traga também, duzentos gramas de queijo minas e um pacote de manteiga. Lá iria eu então, para trazer feliz, as coisas que iriam compor o nosso lanche. E assim, durante todo o tempo, em que ela lá estava, eu a admirava e observava sua postura, sua colocação de voz, seu jeito de sentar. Era o tipo da mulher chique e vaidosa, a verdadeira emergente da elite social, que ali se fazia presente e que depois de conversar e saber de minha mãe, as novidades, abria a sua bolsa e me dava uma nota de dez mil reis, dizendo que era para eu comprar o que quisesse.. Dito isso, pedia que eu fosse à esquina parar um carro de aluguel, para que fosse embora. Antes de sair repetia sempre a mesma frase - fique sempre assim, menino, muito bonzinho, para ser um grande homem!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O bom ladrão e o mau ladrão, para nossas lembranças e cuidados!

Quem não conhece a vida do nosso pra sempre lembrado em todos os momentos de angústias e sofrimentos, o filho eterno do nosso grande Criador, o sempre inspirador de todas as causas nobres de uma corrente inabalável de seguidores?
Não há quem possa desconhecer a sua luta individual para a mudança na criação de uma nova verdade Universal, o CRISTIANISMO, que até hoje ainda é discutida pelos homens da Terra.
Ainda hoje podemos falar dos dias em que ele pregou a sua verdade e a sua vontade de levar para junto do senhor Deus Pai sua luta pela grandeza de uma fé inesgotável e inacabável.
Essa luta fez com certeza, que os homens do nosso tempo, sempre estivessem nela algemados, para que pudessem dentro de um novo e correto pensamento desse líder do bem, ser um exemplo para todas as futuras gerações, que chegarem a novos horizontes, de um mundo moderno e avançado.
Mundo esse que a cada dia terá necessidade de se purificar dentro desse anseio, cheio de interesses num cenário de guerras e conflitos, que se mostram a cada dia mais cercados de uma ambição destruidora, de toda uma paz celestial futura, que por aqui foi plantada pelo nosso grande salvador.
Agora eu me recordo da forma absurda daqueles homens que o crucificaram para servir de exemplo para toda a humanidade, pregando-o na cruz daquele tão lembrado calvário, ali no Monte das Oliveiras.
Colocados um à direita e outro à esquerda, ali também crucificados, estavam o nosso São Dimas o bom ladrão, por Cristo perdoado, e o tão malhado, Judas Iscariotes, o famoso mau ladrão, que o teria vendido por trinta moedas de ouro.
E vejo que vocês não podem esquecer dos cuidados de qualquer que seja um julgamento de um ser humano, que terá sempre o direito de sua defesa, de apresentar fundamentos em função de sua honra, mesmo que tenha ele que apelar para os supremos tribunais, e perto de qualquer grande causa, sempre se encontrará presente, um bom e um mau ladrão, cuja exemplificação vem dos tempos idos da crucificação de Jesus Cristo, o nosso grande mentor da fé e da nossa resistência, para confirmação da verdade universal.
E toda e qualquer exposição que fizermos aqui, caberá dentro do conceito de cada um dos nossos dirigentes, que sempre viverão cercados em suas administrações, sejam elas públicas ou privadas, das figuras que fazem o mundo trabalhar, no sentido da correção de carências e injustiças que se aplicam no nosso dia a dia.
Estamos hoje num mundo moderno, que totalmente agilizado, torna discutível, a segurança da vida na Terra, pela própria destruição desse mundo, tão mal dirigido e controlado, em momentos em que pesam os interesse políticos e sociais.
Quando o certo seria não termos a presença de líderes de ambições duvidosas, hoje, pela nova amostra de uma queda de um grande império, ficamos todos no mundo estremecidos.
Não seria a hora de pensarmos que as divisões de mundo estão fora da verdade, porque não podemos unificar pensamentos que garantam isso a nossa humanidade, que já não tem mais direito por interesses pessoais a causas e sofrimentos desiguais?
Porque não criarmos uma moeda de valor universal, onde fecharíamos a boca de um funil do desperdício que aos pequenos sempre vai incomodar, e aos grandes sempre proteger?
Deixemos de usar a ambição destruidora ao pensarmos que o importante será estar sempre no topo, porque não deixamos de contar historias de uma riqueza futura, ainda em sonhos de acontecer.
E assim teremos sempre a certeza, que a cada fato uma época, a cada época um resultado e a cada resultado, uma nova esperança.
Deixemos de falar do pré-sal, vamos falar sim do pós-sal pois só acontecerá daqui a vinte anos. Deixemos de sair por aí vendendo o nosso Brasil, que ainda estamos construindo.
Não adiantará irmos para os palanques eleitorais vender sonhos.
Deixemos de comprar armamentos de defesa, em concorrência mundial, pois as nossas fronteiras estão abertas desde o início do mundo e os nossos dirigentes nunca fizeram nenhum estardalhaço em sua defesa.
As nossas terras já estão invadidas. Será que já estamos na falsa idéia de sermos o país mais rico do Universo?
Por que essa preocupação de trancar uma porta, já há muito arrombada?
Diariamente em qualquer de nossas grandes Cidades observo crianças deitadas ao chão como que drogadas e abandonadas. Necessitamos sim, das armas da inteligência, do preparo e da saúde do nosso povo e da defesa do nosso jovem.
E ao final dessa afirmação, quero deixar aqui um pequeno, antigo e velho conselho, do tempo dos meus avós - troque ou compre, para sua casa ou residência, uma imagem de São Dimas, o nosso querido e bom ladrão, perdoado por Jesus Cristo, e que passou a ser nosso santo de proteção- Essa imagem deverá ser colocado na entrada da sua porta principal ou portal de sua casa, livrando-a assim, de qualquer busca dos incautos ladrões e ainda de qualquer causa ilícita, mesmo que seja ela de objetivo pessoal, moral ou material.
Com a sua fé você estará se protegendo para sempre.
As lideranças mundiais balançam e os grupos irão se definir brevemente. Está na hora da correção das injustiças existentes num globo terrestre confuso e sofredor. As cabeças desses lideres terão que encontrar o equilíbrio que navegue dentro de uma sabedoria de igualdade.
Ninguém será vencedor sozinho, não cabe e não faz sentido ser de outra forma num mundo já totalmente globalizado.
Não adiantará ao Brasil, as associações precipitadas.
Não podemos sentar numa mesa ao lado de Barack Obama, Nicolas Sarcozy, Hugo Chavez, Carlos Uribe, Raul Castro, Evo Morales, Michelle Bachellet, pois assim, só teremos confusões e idéias opositoras.
Mas, com certeza, valerá muito a pena sentarmos na nossa mesa de reuniões, os nossos homens mais importantes - o nosso São Dimas, ou seja o nosso bom ladrão e o Judas Iscariotes, ou seja o mal ladrão , não esquecendo da sintonia com a antiga crucificação de Jesus Cristo.
Creio que assim, teremos realizado o nosso verdadeiro milagre dos peixes e a moderna ressuscitação dos mortos.