Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sábado, 30 de junho de 2012

A coragem de um homem

Conheci na minha vida profissional um homem de coragem, formado em farmácia, que atuava como Diretor de Operações numa Indústria em que trabalhei.Respondia pelas áreas de importação e exportação e pela obra de expansão da Empresa.O que mais me marcou, foram as indicações de energia, coragem e força desse executivo, que era um autodidata. Muito me admirei, em saber que tinha sido o comandante do vapor Márcia, que teria sido afundado na última guerra mundial pelo submarino alemão, em águas brasileiras.Vou tentar relatar agora uma história que diz bem da sua coragem , e que muito combinava com o seu jeitão de homem forte e decidido, e que num determinado momento de vida, mais ou menos na faixa de 40 anos, iniciou um processo de cegueira. Lutou bravamente contra a doença, quando a recomendação médica o proibia inclusive de dirigir automóvel , principalmente no período noturno. No entanto, ele não desistia, e continuava a vir ao trabalho diariamente, dirigindo seu próprio carro, evitando apenas de sair tarde, preferindo deixar o trabalho ao cair da noite, quando ainda a Cidade estava iluminada.Um dia descuidou-se, o dia avançou, e ele insistiu em ir para casa quase anoitecendo. Iria fazer um deslocamento da Tijuca até o Leblon, e já quase chegando em casa, a sua visão começou a faltar e para não dar o braço a torcer, colou o seu carro na traseira do carro da frente, e a visão das lanternas o ajudava a dirigir. O carro da frente andava, ele andava junto, o carro da frente parava, ele parava junto, aí então o carro da frente não mais andou, e ele muito irritado, começou a buzinar, esbravejando: -oh rapaz! não vai andar não? Ao que o outro respondeu:- como é que eu vou andar, se estou dentro da minha garagem?Todos comentavam o fato e tentavam, cada um a sua maneira, se espelhar, nesse grande exemplo de coragem e firmeza diante da vida.
Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A visão tida em casa, confirmou o sucesso da cirurgia !


Extrairam a minha parótida direita, melhor dizendo, a minha glândula salivar direita, que estava com os seus canais obstruídos, fazendo com que minha saliva ao invés de se dirigir para a boca, se acumulava durante todos os mais de dez anos de entupimento, criando um enorme edema de quase duzentos gramas.
Ao terminar a operação, e no dia minha alta, eu agradecia à toda a equipe e pedia se podia levar para casa, meus exames com o resultado daquela tomografia computadorizada, que reunia pra mais de quatrocentas fotos de minha cabeça / pescoço, em diversas posições.
Os médicos disseram, que não poderiam me dar, porque a minha operação teria levado a cabo, a segunda maior parótida extraída no mundo, pois a maior até então, continuava pertencendo a uma extração feita na Índia.
Como com a minha cirurgia, o Brasil passava a ser o vice-campeão naquele tipo de intervenção, transformando-se num novo expoente naquele tipo de cirurgia, todo o processo daquela operação, seria transformado em material de aulas e estudos da UFF de Niterói.
O desfecho dessa história se deu quando eu lembrei que a minha mãe sempre me falava do espiritismo e da força espiritual, de um guia da corrente indiana cigana, o cigano Wladymir que era forte e excessivamente milagroso.
Em busca daquela verdade, chamei minha mulher e fomos procurar a imagem daquele cigano, em lojas especializadas em imagens de entidades e santos, e o encontramos ali, bem vestido à caráter, como eu imaginava, com um grande chapéu de abas largas, um lenço vermelho no pescoço, um chicote na mão direita e um longo par de botas pretas.
Para completar essa história, afirmo aqui que ele era a cara do meu salvador, o Dr. Wladymir, daquela equipe maravilhosa, que por sinal,tem o mesmo nome do famoso e histórico cigano.
Qualquer dia desses, faço questão de adquirir uma dessas estatuetas e presenteá-lo, como um grande mérito da fé de minha mãe e da sua sabedoria.
Aqui, o exalto, como um dos maiores médicos que já conheci em toda minha vida e lhe devo como homenagem essa minha grande admiração, pela sua competência e sensibilidade profissional.

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009)

Fonte da imagem:giselyartesa.blogspot.com

quinta-feira, 28 de junho de 2012

MAIS UMA INCRIVEL VISÃO E APARIÇÃO EM MINHA VIDA DE ESPERANÇOSO SER HUMANO!

Decorriam os anos oitenta e nesse novo inicio de década, eu tinha uma pendência antiga na área médica, pois já há cinco anos, eu estava sendo avisado, que alguma coisa estranha me aconteceria a nível de saúde.
E finalmente chegou o dia “D” da minha vida, para definir a grande dúvida do “mal” que de mim se acercava.
Minha mulher, já fazia de tudo há algum tempo, para que eu não me lembrasse e nem pensasse em me submeter a nenhuma intervenção cirúrgica, haja vista, que a mesma seria realizada em meu maxilar, no lado direito de meu rosto.
Um nódulo já atingia o meu pescoço, na área chamada pelos médicos especialistas de cabeça/ pescoço, sempre complicada.
Eu usava como recurso de não mostrá-lo, uma barba comprida e cheia que evitava que eu pensasse naquele nódulo, no intuito de evitar uma cirurgia qualquer.
Mas o tempo decorria e o nódulo crescia.
Embora o fato não me incomodasse a nível físico, eu não me dei por satisfeito, e o meu ego, me obrigava a ir fundo na busca do final daquele processo, que já chamava atenção das pessoas nas ruas, nos bares e restaurantes, onde eu estivesse.
Primeiramente fui consultar meu plano de saúde, na época, a Golden Cross. Era associado há mais de oito anos, mas a equipe administrativa considerou a doença pré-existente e não quis me amparar no tratamento.
A única opção era brigar juridicamente, pois eu tinha certeza, que não tinham razão. No entanto,desisti da briga,pois o que eu precisava mesmo, era da cirurgia.
Foi então que consultei a minha cunhada, médica experiente, patologista, que preferiu tentar nos hospitais públicos onde trabalhava, a realização daquela intervenção.
Garantiu-me que a não ser pela questão estética, não havia pressa, pois eu não demonstrava nenhuma fraqueza aparente, nem interna e nem externa.
Falei para minha mulher da conversa que eu tive com a irmã dela e ela não ficou muito satisfeita, porque não lida bem com essas questões.
Aí então eu afirmei que não podia mais esperar e que eu queria e devia entregar tudo na mão do nosso bondoso Deus.
Passei a partir daquele momento, a aguardar que me chegasse a noticia tão esperada, para a realização da cirurgia.
Naquela expectativa, estava eu um dia em minha casa, após um dia exaustivo de trabalho visitando empresas, quando sento no sofá da sala de minha casa.
Estava pensativo e a luz indireta, vinha exatamente de um abajourt de canto. Apoiava eu a minha cabeça no meu braço, do lado esquerdo do sofá, olhando para o chão, sem saber como, surgiu à minha frente, e bem junto a mim, uma calça azul clara e um par de sapatos marrons brilhantes.
Assustado, queria entender a mensagem, e queria ver quem era o emissário, pois acreditava em boas noticias.
Resolvi seguir naquela descoberta, querendo ver o rosto de quem estava ali, diante de mim.
Ergo os meus olhos, seguindo a direção daquelas pernas para ver o rosto daquele que ali se fazia presente, mas quando me aproximo da altura da cintura consegui identificar um jaleco branco.
Prosseguindo na minha busca, para minha surpresa, vejo ali, postada na frente da figura daquele emissário, uma bandeja do tipo inox, e que trazia dentro da mesma, duas grandes bolas douradas e reluzentes. Pensei continuar , quando tudo aquilo desapareceu repentinamente, tal qual como se apresentou!
Vejam que coisa maravilhosa, naquele instante, aquele emissário, estava vindo me avisar, que o dia da minha operação, o tal ato cirúrgico tão esperado, estava prestes a acontecer.
Não deu outra coisa, eu quis contar a minha mulher o que vi, ela teve medo em ouvir e eu liguei de imediato para minha cunhada médica narrando o fato.
Mais uma vez me surpreendi, quando ela me confirmou uma consulta marcada para a semana vindoura.
Naquele dia abençoado, parto para lá e no meu horário, entro na sala, onde se encontra uma comitiva de médicos da equipe, chefiada
pelo Dr. Wladymir.
Após as apresentações de praxe, o exame prosseguiu definindo-se o dia da operação.
Não pude deixar de reconhecer as semelhanças das vestimentas do Doutor, com as vestimentas do emissário que se apresentou em minha casa, no dia em que tive a visão.
Ambos trajavam aquela mesma calça azul clara e o calçado marrom brilhante, e complementando, o jaleco também era da mesma cor, branco.
Ai então, eu saí de lá enlevado, pois tudo só demonstrava que a intervenção seria um sucesso, como realmente o foi.

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Dr. Milton Costa Lentz Cesar, de novo !

Falando ainda do Dr.Milton Costa Lentz Cesar, relato aqui que num determinado dia, eu me sentia muito vaidoso, por ter no meu convívio diário, esse ser humano de tamanha expressão.
Estava eu, junto com os supervisores e auxiliares do almoxarifado, concentrados em poder estabelecer uma nova regra nos depósitos de matérias primas e de materiais diversos,estabelecendo uma nova forma de armazenar os diferentes tipos de embalagens da linha de produtos de perfumaria e higiene pessoal.
No entanto, quando eu pensava que estava estabelecendo um novo critério, que por certo traria mais proteção e durabilidade às embalagens em caixas de diferentes tamanhos, foi aí, que eu pude dentro do meu instinto de observação, sentir que seria mais econômico para a empresa, inverter a posição de arrumação dos cartuchos de vidros de perfumes, que tinham tamanhos diferentes, como o GM (grande modelo), o MM ( médio modelo) e finalmente o de maior venda, o pequeno modelo o tamanho PM.
Eu havia dado ordem aos auxiliares para colocarem os de tamanho pequeno, que por sinal eram os de maior saída em nossas vendas, na parte de cima de cada prateleira, o de formato médio ficaria nas faixas intermediárias da prateleira e, finalmente, na parte de baixo junto ao chão, ficariam, os de tamanho grande, pois demoravam mais na programação de fabricação, haja vista que vendiam pouco por serem de preços mais altos.
Naquele exato momento de decisão, entrou sùbitamente pela porta do depósito, o admirável Dr. Milton e me interrogou com seu jeito peculiar, sobre aquelas mudanças.
Afirmei que estava fazendo um novo tipo de arrumação nas prateleiras, ao que ele me contra-atacou dizendo que a minha arrumação era burra.
Insistia que eu estava orientando a disposição errada, pois o tamanho GM, vendia menos do que os outros e estava colocado na parte de baixo e que iríamos gastar muito em mão de obra para execução de uma ordem de serviço do tamanho PM que eu havia mudado para cima, pois tinha muita produção e teríamos que subir duas prateleiras para pegar os pacotes.
Mostrando ter aprendido todas as lições que ele havia me ensinado, firmei que estava fazendo uma excelente economia, pois quando eu deixava junto ao calor do sol, no teto do depósito, os cartuchos de embalagem que tinham maior rotatividade de fabricação, eles nunca teriam tempo suficiente, para queimarem. Tirei da gaveta, quase que de supetão, amostras de embalagens descoradas e lhe apresentei como justificativa para as mudanças promovidas.
Admirado, aceitou minha atuação, ao tempo em que me parabenizou.
Senti-me naquele momento, muito feliz por ter contestado aquela pessoa que, para mim, representava o maior senso de sabedoria em administração.

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009)

terça-feira, 26 de junho de 2012

O que eu aprendi subindo a montanha...



Ele era um cidadão do presente, sempre com um pé no futuro.
Era um ambicioso e visionário homem de negócios e de resultados que eram esperados e quase sempre alcançados, em qualquer tipo de trabalho, que por ele fosse elaborado.
Era um verdadeiro curso de vida. Completo, em todos os sentidos, com diplomas unificados e autenticados pela sua estatura. Aquela, de um homem de quase dois metros de altura.
Foi uma grande verdade em minha vida.
A frase do meu título sempre foi para mim a grande frase, que me era, constantemente atirada por esse inteligentíssimo pensador. Sempre me dizia que ele já estava no pico da montanha e que eu, ainda estava subindo. Seu comentário me encheu de vontade de chegar até ele, no cume da vida.
Num passado bem próximo, em minha mente, ele me fez ouvir seus conselhos imensuráveis.
Dentro da sua grande sabedoria, no cimo da sua postura de empresário, colocava a todos curiosos.
Tive o privilégio de receber todos os seus grandes ensinamentos, que em contra-partida, me faziam testar todas as minhas novas investidas, nesse aprendizado, fazendo-me crer que os meus pensamentos, ligados às minhas áreas de aplicações, estariam com os seus resultados,sempre, já semi-aprovados.
Com muita segurança, converso com as lembranças desse saudoso amigo -o Dr. Milton Costa Lentz César.
Na menor das hipóteses, ele era um formador de visionários, tanto em termos pessoais, como profissionais.
Conheci-o num rápido encontro, numa seleção que ele realizava para a escolha de futuros administradores da Empresa que dirigia.
Meu nome estava incluso naquela convocação , fazendo-me sonhar com sua indicação e hoje, já bem vivido e profissionalmente formado, me sinto como se eu tivesse sido uma das suas boas descobertas.
Fez-me seguir seu exemplo em campos diferentes, com louvor, achando-me hoje, um pai biológico ou não, de muitos filhos profissionais.
Esse homem, Milton Costa Lentz Cesar, era o filho mais velho de um pastor presbiteriano - Paul Lentz César - que na década de quarenta, num mundo em guerra, deixou a Noruega e para cá veio, instalando-se na Veneza brasileira, a nossa linda cidade de RECIFE. Lá, conheceu e se casou com Márcia Costa Lentz César, e gerou toda a base de uma grande, linda e produtiva família brasileira.
Aqui, seu pai instalou aquela nova religião, que ainda hoje nos revela um grande número de adeptos brasileiros.
Eu troquei muitas figurinhas com aquele gênio empresarial, e nunca me senti por ele desprestigiado.
Foi fundador da Caderneta de Poupança Morada e foi um empresário que se especializou em consultoria.
Foi também o idealizador da Consemp (Consultoria Empresarial) onde ajudava a formar um grande grupo de empresas. Criava as grandes equipes raras de administradores empresariais, que atraiam novos objetivos a todas as Organizações, fossem elas de grande ou pequeno porte, de mercado industrial ou comercial.
Foi a partir de sua indicação, naquela seleção, que eu tive uma nova e grande visão, do que seria uma vida perfeita, de um executivo decidido e capaz.
Mas a minha capacidade de observação me afirmava que eu devia àquele gênio da administração profissional, tudo o que hoje sei e aplico como regras próprias em minha atual forma de trabalho.
Todo o meu jeito de um analista nato e cheio de criatividade que ele me passou.
Tamanha marca esse profissional colocou no meu jeito de ser, que sinto uma pena enorme de não poder apresentá-lo ao meu filho caçula.
Meu filho, jovem consultor de empresas, ainda em início de carreira, por certo ganharia muito em qualidade na sua forma de análise, se travasse com ele umas poucas palavras, pois o grande senso de criatividade que esbanja diariamente, somente aumentaria seus resultados.


(Jorge Queiroz da Silva -agosto/2010)


Fonte da imagem:catarinapoeta.blogspot.com

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Minha era Brasil, na construção civil


Em outro momento da minha vida profissional eu conheci um famoso elemento na construção civil, um comentadíssimo “”águia””, que investia na ainda futura Barra da Tijuca, e que tinha implantado o grupo de desenvolvimento da Barra com os projetos das torres com novos tipos de apartamentos fatiados como queijos.Ele me convocou para uma entrevista no seu escritório central na Rua do Carmo.Fiquei muito surpreso e assustado, quando cheguei no seu gabinete. Nunca vi em toda minha vida, um custo por metro quadrado tão caro. Ao abrir a porta deparei com uma sala de trabalho de cem metros quadrados e em volta dessa sala estavam instaladas bandeiras de todos os Estados do Brasil.Ao fundo, uma mesa de mais ou menos três metros de comprimento, com uma enorme cadeira rotativa, que abrigava em seu assento, aquele indivíduo nanico, tão comentado. Imediatamente ao me ver, levantou-se da cadeira e gritou alto: - oh! Jorge! pode entrar, estava mesmo te esperando, sente aqui junto a mim.Pedindo licença, sentei e observei que ele portava o meu currículo. Na minha cabeça, pairava uma grande dúvida, não está restando a mim outra alternativa, terei que trabalhar infelizmente com empresário, pois emprego está ocioso e terei que encarar essa situação .Já decorria a entrevista e sentia que ele se entusiasmava com as colocações profissionais que eu fazia.Repentinamente, no entanto, talvez até para o meu bem e pela proteção de DEUS, deixei sair uma frase que me cortou definitivamente a esperança de trabalho. Disse a ele que já conheçia as atuações que envolviam o seu nome no mercado da construção civil, só tendo que me adaptar a elas.Aí então, como para um bom entendedor poucas palavras bastam, ele levantou e disse: - vamos ficar por aqui, mais na frente eu te convoco outra vez. Não fiquei infeliz pelo corte, eu vivia na época a década de sessenta e os apartamentos só foram entregues vinte e cinco anos depois, e afirmo aqui, que ele foi o único empresário que pagou contas com cheques visados pelo banco, e sem fundos! E que, além de tudo, conseguiu vender imóveis num espaço de tempo indeterminado, para um número imenso de pessoas diferentes, compradoras por certo, do mesmo apartamento.Mas, são coisas do Brasil...
(Jorge Queiroz - março de 2010)
Fonte da imagem: blog.jangadeiroonline.com.br

domingo, 24 de junho de 2012

Quem não conhece o Pelé ?

Quem não sabe, quem não ouviu falar de “PELÉ,” o atleta do século. A história deste homem parece às vezes mentirosa, mas felizmente, as imagens, na verdade, se projetarão por todo o caminho de séculos e séculos, e assim sucessivamente. Há alguns anos atrás, eu acompanhava um documentário na televisão, e por inteira justiça , o programa dedicou vários minutos, ao nosso atleta do século, o que emocionou, por certo, a todos os expectadores. Ao mesmo tempo, em que se exibia, diversas imagens da carreira tão brilhante, do nosso mais famoso atleta, inseriam na mesma tela, uma entrevista pessoal, do Edson Arantes do Nascimento, o aniversariante do dia, o nobre “Pelé”, e puxavam a todo instante e insistentemente, pela emoção do entrevistado, e de repente eu senti, que aquele homem, apesar de todo o seu destaque mundial, e toda a sua afortunada vida, não resistiria, e com certeza iria às lágrimas, o que não demorou muito para acontecer. Naquela imagem, que se seguia um choro de alegria, como ele mesmo definiu muito bem, nos deixou muito emocionados, quando ao término da entrevista ele a assinou, com a seguinte definição:- isso tudo, ainda é muito forte para mim... secando as lágrimas com seu lenço. E eu, muito mais emocionado, também chorando, lembrava à minha mulher, de uma cena rara, não fotografada, e nem mesmo filmada, que eu tive a felicidade de presenciar, naquela época, quando ele era ainda jogador do Santos FC . ”Pelé” desembarcava, com a equipe que era considerada a mais famosa no cenário mundial, e tudo aquilo devido a ele mesmo, o responsável, pela conquista do título do Bi campeão Mundial de clubes, na década de 1960. Não lembro exatamente do dia, em que desembarcava a equipe santista, e na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um ônibus de turismo estacionado, aguardava cada jogador embarcar, para conduzí-los a um hotel da zona Sul do Rio, para se concentrarem, até o horário da partida, que seria jogada contra o Flamengo do Rio de Janeiro. Aí então, lá vem a emoção, o nobre jogador já estava embarcado e acomodado numa das poltronas do ônibus, quando repentinamente, surgiu uma mendiga, uma senhora já bem idosa, mal trapilha, que se abrigava embaixo do viaduto, e que aos gritos, na porta do veículo ainda estacionado, pedia com insistência, Pelé, Pelé, meu ídolo, venha aqui fora por favor, quero te abraçar e te beijar, eu sou tua fã. Apesar de ser uma pobre velha, e mal trapilha, te amo muito, venha meu filho, por favor... E não é, que a nobreza daquele homem, me exibiu um lado que eu nunca tinha observado, nas pessoas famosas? Ele se levantou da poltrona, e calmamente caminhando pelo corredor do ônibus, ele fitava aquela pobre velha, sua fã, que o aguardava ansiosa, à porta do coletivo. Chegou até ela e disse:-vovó, estou aqui; e por ela foi beijado e abraçado, enquanto os outros jogadores, faziam galhofa daquela cena. Ela se despediu dizendo:-agora já posso morrer, realmente tu serás sempre um grande Rei, vai com Deus meu filho, Deus te proteja....e te ilumine. E este craque a partir daquele momento só foi sucesso absoluto no Brasil, e no Mundo....
Jorge Queiroz da Silva -( agosto/2009)

sábado, 23 de junho de 2012

Um publicitário ousado e criativo

As coisas acontecem na vida da gente e somente após vivermos outras tantas aventuras, vamos valorizar e arrancar exemplos de uma vida diferente.
Às vezes até chamamos e apelidamos determinadas vidas de causas inconseqüentes ou inventivas em excesso, mas acho que nunca devemos assim classificar conhecimentos que adquirimos pelo caminho, que nos foram passados em nossos itinerários de vida e que nos exibiram sem dúvida, francas e extensas formas de viver, pois nós homens, viemos ao mundo para criar coisas e buscar parcerias.
Vem aí então o titulo dessa crônica, que me chamou a atenção pela felicidade que tive em conhecer, o jovem e inspirado publicitário o meu amigo de apenas seis meses de convívio, Paulo Brocá.
E ouso aqui falar dele, inclusive sem saber se ele é ainda vivo, mas que mesmo assim, eu não posso duvidar que ele não o seja, pois acho que posso afirmar que pela sua inteligência e criatividade, com certeza deve estar bem vivo por aí, pois é o tipo de figura humana, que tem conceitos para enganar a própria morte.
Quando decorriam os anos setenta, eu que estava em trabalho, já há mais de dez anos no mercado da construção civil, fiquei de repente desempregado.
A empresa onde eu trabalhava, entrava num processo de falência, e eu que estive bem antes, já observando o preparo de um pedido de concordata, e que tinha conhecimento, que administrativamente era longo e penoso, já estava então vivendo como um executivo hiper-preocupado e estressado.
Eu, com família para sustentar e que jamais tinha participado diretamente de um processo judicial de uma empresa no início de uma fase de falência, resolvi abandonar o barco que já fazia água e se preparava para afundar.
Como já estava saturado na preparação do processo da concordata, não tive a coragem de encarar um novo processo falimentar, pesado e muito discutível entre os participantes e responsáveis, pra atender aos milhares de credores, que se apresentam para compor um quadro da massa falida, que fica diante de um síndico escolhido pela massa falimentar.
Por isso, resolvi abandonar os meus direitos trabalhistas e parti em busca de um mundo novo.
Encontrei apoio em um amigo antigo, o Waldir Lopes Gonçalves, que era gerente de um banco, e que se ligava ao referido Paulo, um correntista da sua agência bancária e bem ligado aos negócios da empresa dele de publicidade.
Assim sendo, o amigo Waldir, para não me ver parado, fez pra mim uma apresentação, que viria me ligar numa nova expectativa de trabalho, em uma área profissional que me daria uma ampliação na minha visão no mercado publicitário, pois o pouco que conhecia era de, num passado distante, ter trabalhado em dois jornais cariocas, mas sem nenhum conhecimento de publicidade de encartes e revistas semanais.
E aí então dei inicio ao meu trabalho, na agência de publicidade do Paulo Brocá.
Primeiramente ele não acertou nenhum ganho para mim e fui fiando todas as minhas necessidades e aguardando que ele me oferecesse , um trabalho com uma nova especialização.
Vejam vocês, nada aconteceu, pois eu fiquei bem ilustrado de que pudesse existir um trabalho, igual a um departamento de câmbio de vida profissional.
Ao tentar conversar com ele sob o meu envolvimento e o meu contrato de trabalho fiquei surpreendido, quando ele me disse que não usava dinheiro para pagar aos seus empregados.
Confirmou que sempre se utilizava do processo de trocas, em relação ao seu trabalho e ao de todos da área publicitária, me deixando sem saída quando afirmou que se eu quisesse trabalhar para ele, teria que ser daquele modo, pois em geral os seus contratos publicitários eram trocados com as empresas anunciantes. E assim o eram sua residência, fruto dos contratos de publicidade imobiliária, seu carro , contrato das empresas fabricantes ou vendedoras consorciadas que com ele anunciavam. Da mesma forma eram o calçado que calçava, a roupa que vestia, o escritório da sua empresa, a telefonia, os equipamentos para o escritório, o remédio que tomava para a saúde e até as jóias com que presenteava a mulher. Tudo aquilo se incluía nas trocas cambiais de serviços profissionais.
Depois daquela explanação convincente me perguntou se eu ia topar. Aí então após seis meses, fiquei frustrado e procurei o meu amigo Waldir, para colocá-lo a par de que não poderia trabalhar daquela forma, cambiando as minhas coisas e a minha vida.
Nunca pensei que aquela forma de pagamento jamais pudesse existir, principalmente num país emergente como o nosso, sem ter nenhuma garantia técnica ou profissional.
Jorge Queiroz da Silva (agosto/2009)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

UMA GRANDE EMOÇÃO , COMO BRASILEIRO

Estava vivendo a minha idade de jovem feliz, em de um caminho que me desse uma realização de vida, pois era eu um Aspirante a Oficial da Reserva do Exército, convocado temporariamente para prestar um serviço militar a nível de estágio, que seria uma instrução inicialmente de seis meses, para promoção ao posto de Segundo Tenente.
E nós, os convocados, fazíamos parte do maior regimento da América Latina da Vila Militar aqui no Rio de Janeiro e cada um de nós que éramos num total de 40 e que estávamos radicados e distribuídos nas companhias de serviços de todos os batalhões do REI ( Regimento Escola de Infantaria) que eram num total de quatro por companhia de serviços, sendo vinte por batalhão de comando, e finalmente oitenta homens ao todo e que faziam parte do primeiro grupamento tático da ONU, em caso de guerra mundial.
E durante este estágio, nos éramos uma força auxiliar ao quadro de oficiais oriundos da AMAM (Academia militar das agulhas Negras), e teríamos para não envergonhar a nossa origem, o CPOR /RJ, nos empenhar para prestar um serviço que indicasse o nosso melhor nível, dentre todos os outros oficiais de carreira, que ali serviam e a quem seriamos uma dedicada força auxiliar.
E cada um de nos éramos classificados e julgados pelo nosso Capitão comandante, e anexados a um plano de ensinamentos, e eu então, passei a ser o instrutor de Moral e Cívica, como ainda também, o Oficial responsável, pelo treinamento de armamento e tiro da companhia que fazia parte, como no correr do estágio fui também treinador de futebol e acabei apitando a partida final do jogo de futebol que fechava o campeonato regional no regimento.
Vejam então a minha maior admiração como instrutor, fiquei emocionado e perplexo, quando fui dar a primeira aula de moral e cívica, e escolhi como sendo a minha instrução de apresentação, a Bandeira Nacional Brasileira, e foi aí a minha grande surpresa.
Eram cento e setenta e cinco soldados, a quem me apresentei como instrutor da matéria e estava curioso diante de um grupo que eu sabia a origem daquela maioria, que na verdade eram homens que eram pegos pelo interior do país, para prestarem o seu serviço militar.
Então para que eu testasse o nível de conhecimento desse grupo, uma vez que eu sabia que a grande maioria vinha de regiões de lavoura e serrarias, quis fazer uma pergunta, que me orientaria de que forma eu abordaria o meu caminho de instrução.
Foi então que eu tive a maior surpresa , quando pedi a toda a turma de soldados, que levantasse o braço quando eu fizesse a pergunta, quando a resposta fosse uma afirmativa,
E ai então fiz a primeira pergunta,,,, quem conhece o PELÉ ?
Todos levantaram o braço conforme eu havia pedido, confirmando a minha pergunta.
Vem então agora a segunda pergunta que elucidava para mim o nível do nosso grupo de soldados daquela época. Eu então perguntei quem nunca viu a Bandeira Nacional do nosso país levante o braço.
Confesso que fiquei assustado, pois dos cento e setenta e cinco homens presentes, quarenta e três deles levantaram o braço confirmando a minha pergunta, de que nunca tinham visto o nosso manto sagrado..
Vejam vocês como essa nação é de uma grandeza sem tamanho, quantos brasileiros a quem tive, muito emocionado, o prazer de apresentar a Bandeira do nosso grandioso Pais.
Nesse dia após o meu trabalho de instrutor, fui para casa profundamente feliz e narrei o fato para minha patriótica mãe!
(Jorge Queiroz - agosto/2009)
Fonte da imagem:japostei.com

quinta-feira, 21 de junho de 2012

uma grande emoção como brasileiro

Tive também oportunidade de conviver com um outro monstro sagrado da arte, da literatura, do teatro e do nosso cinema, Amir Haddad.
Foi por volta dos anos 70 e durou mais ou menos seis anos o nosso convívio. Hoje, tanto tempo depois, conseguiu fazer o sucesso merecido, dirigindo toda a nova base brasileira do teatro de rua, em que foi o principal criador. Ali descobriu talentos, como o cantor famoso “Seu Jorge”.
Criou o novo centro cultural do Brasil, que despontou pela sua mão mágica e sua inteligência de criador.
Na sua mocidade, por ser um gênio, não era notado no seio familiar de tantos destaques de empresários, médicos, construtores, e até políticos, como tal.
Eu o conheci quando eu trabalhava como assessor administrativo e financeiro de uma antiga construtora, que tinha vínculos com seus familiares diretores.
Lembro que eu sempre me emocionava quando ele, uma vez ao mês, passava lá nos escritórios da empresa, no Centro, para receber de sua família, a sua mesada e não se envolver com os negócios comerciais.
A família achava que ele não estava preparado para ser um dos funcionários daquele grupo construtor.
Nesses momentos, ficávamos conversando bastante tempo, e ele só ia embora quando eu me preparava para ir também, pois era eu o responsável, pelo pagamento da sua mesada, cujo valor tinha acertado com os dirigentes, seus parentes.
Ele ficava querendo me explicar da sua capacidade criativa e me exibia retirando do bolso traseiro das calças, a sua amarrotada carteira profissional, sem nenhuma assinatura, me olhando com um olhar úmido e caído.
Aquilo, seu desalento, por a família não acreditar nele profissionalmente, me deixava muito triste, fazendo com que eu garantisse que um dia tudo ia mudar . Reforçava que ele era um talento enlatado, como se fosse um grande filme de cinema que um dia ia fazer sucesso, estourando nas bilheterias.
Saíamos caminhando e tomávamos um café no GAUCHO. Dali ele ia embora e eu ia para o meu curso, na FGV em Botafogo.
Hoje, tudo mudou em relação ao seu sucesso e eu tento arranjar um tempo para um dia chegar na sala Cecília Meirelles, e assistir a uma peça dirigida por esse antigo amigo AMIR HADDAD, sem conseguir.

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lembrando de um gênio


Lembro hoje, aqui nesse espaço, que convivi durante um tempo de minha vida com um grande talento da arte brasileira, o Oduvaldo Vianna Filho, grande autor de mini-séries da televisão brasileira, autor de vários filmes, em cumplicidade com outro gênio da criatividade, o não mais nem menos famoso Glauber Rocha, autores de Deus e o Diabo na Terra do Sol.Mas porque eu falar de “Vianinha”, simplesmente porque estou escrevendo memórias e nunca saiu das minhas lembranças a história desse meu contemporâneo, apesar de um pouquinho mais jovem do que eu.Estive ligado a sua vida por seis meses, exatamente no momento em que o desejo de autor despertava nele, forte, no grande objetivo de colocar em telas de cinema, na televisão ainda embrionária e até em nosso teatro já em estágio bem superior por todas as suas características, a sua preciosa criatividade.Não falarei aqui das obras desse maravilhoso autor, mas insisto que pesquisem na Internet, nas livrarias, e com certeza irão encontrar tudo o que, em tão curto espaço de tempo, pode esse jovem realizar. Uma pena que tenha morrido tão cedo.Mas eu só quero deixar gravado aqui nesse meu depoimento, que eu vi aquele estopim ser aceso, para a explosão dessa bomba literária brasileira. Nos aproximávamos do final da década de 50, eu era um chefe de planejamento numa industria farmacêutica e dirigia um departamento que reunia, custo e análise, fabricação e produtividade, planejamento de compras e inventários.Tinha a meu encargo, a direção de dez funcionários especializados em cada uma das diferentes áreas administrativas. Num determinado dia fui chamado ao gabinete do meu diretor industrial, que queria me apresentar a esse famoso escritor - Oduvaldo Vianna - que ali presente já estava na companhia do meu chefe e diretor. Por serem amigos e vizinhos do bairro do Leblon, discutiam o destino de carreira profissional do seu filho, ou seja o VIANINHA - o Oduvaldo Vianna Filho. Meu chefe então me apresentando ao tal senhor, disse-me que ali ele estava em busca de mudar a vida do seu filho, o VIANINHA, que apesar de estar também fomentando uma carreira de escritor e se arriscando na mesma profissão do pai, o amigo ali estava para fazer um pedido para colocação do Vianinha na empresa, debaixo dos seus olhos.Por aquela razão estava me convocando para alocá-lo no meu departamento de análise de custos e de acompanhamento dos inventários mensais que realizávamos.Tinha o pai o intuito de com aquele ato, tirar o filho das ruas e dar a ele uma responsabilidade de ganho de vida e de novos conhecimentos que lhe seriam úteis.Meu chefe e diretor só me pediu que a qualquer problema com o rapaz, falasse diretamente com ele, pois fazia questão de acompanhar aquele caso pessoalmente, haja vista que o pai dele era um grande amigo.Diante de minha concordância, na segunda-feira seguinte o rapaz já estava lá me aguardando para iniciar seu aprendizado na Empresa. Apresentei-o ao restante do grupo de trabalho, tomando o cuidado de não dizer de quem era filho, nem o que ele fazia na vida.Comecei a explicar qual seria o trabalho dele, e frisei que ele não tivesse nenhuma vergonha em me perguntar alguma coisa, pois eu estaria sempre disposto a ajudá-lo.De pronto, ele me colocou qual seria a sua posição naquele emprego que o pai lhe teria arranjado. Firmou que não ia me dar esperanças nenhuma e que ali não ia ficar de jeito algum. Dizia que não me causaria problemas e pedia que eu tivesse paciência com ele naquela guerra com o pai, esclarecendo que concordou em fazer uma experiência de seis meses, mas já sentia que não ia dar certo, pois tinha uma outra cabeça, complementando que parecia que o pai tinha inveja que ele fizesse mais sucesso. Deixou claro que eu não contasse com ele no quadro de trabalho, pois já tinha seu futuro definido, pois ambicionava uma associação com o Glauber Rocha.Baseado em tanta determinação, só fiz esperar os seis meses passarem e informar ao meu diretor a comunicação final da discordância do rapaz em receber uma nova carreira de vida.Posteriormente o meu diretor soube convencer ao pai do rapaz que não insistisse em tirá-lo de sua carreira tão sonhada e, com satisfação, anos depois, pudemos vê-lo em cartaz com grande sucesso. Pena que seu futuro já estivesse marcado com a morte prematura.
(Jorge Queiroz da Silva - março/2010)
Fonte da imagem: ekr2.blogspot.com

terça-feira, 19 de junho de 2012

Como criei uma jurisprudência sem saber !

Eu era um jovem de dezoito para dezenove anos e me preparava para prestar exame vestibular.
Freqüentava um cursinho no Centro da Cidade e trabalhava próximo na Rua Frei Caneca, numa empresa de origem italiana, cuja fábrica e matriz era sediada em São Paulo.
Nessa mesma época eu prestava o meu serviço militar, no CPOR do Rio de Janeiro, ali na avenida Pedro II em São Cristovão.
Minha grande preocupação era me preparar para a vida futura.
Fazia na ocasião, três ocupações ao mesmo tempo, dentro de três horários diferentes.
O primeiro dele era o meu curso de Oficial da Reserva, onde após aprovado nas provas de admissão, eu, no período contínuo de aulas, teria que freqüentar diariamente o quartel, no horário de 6.00 às 12.00 horas e no período descontínuo (férias escolares), eu teria aquela ocupação aos sábados e domingos, no mesmo horário.
O meu segundo compromisso, era de l3.00 horas em diante na empresa L. Líscio e Bruno, uma fábrica de móveis e camas hospitalares e também móveis de ferro para varandas e arquivos de aço para escritórios.
E eu, já estava por lá há mais ou menos um ano e aborrecia sobremaneira os donos da indústria, o fato de eu iniciar o meu expediente às 13.00 hs.
Num determinado dia em que eu solicitei aumento de salário, o diretor me disse para buscar meus direitos na justiça trabalhista.
Assim eu fiz. Dirigi-me ao Ministério do Trabalho e dei entrada na minha reclamação.
Foi muito fácil ganhar do Sr. Lamero Asterio Presto, o Gerente da Empresa. Ele achava que eu ia perder a causa, como demonstravam suas atitudes ao adentrar o Tribunal. No entanto, perdeu.
Não sabia ele que a lei da jurisprudência trabalhista estava pronta para ser usada naquele item que dizia respeito ao serviço militar. Caso não fosse utilizada naquele tempo, ela cairia em desuso e seria finalmente cancelada na Justiça do Trabalho, pois perderia a sua validade, haja vista que o prazo para promulgação ia expirar.
Sorte minha que, como bom brasileiro, cheguei a tempo de me beneficiar e a todos os brasileiros colocando-a em andamento e evitando que a mesma fosse cancelada.
Senti-me um privilegiado, após ouvir o juiz ditar a sentença, afirmando: - O jovem aqui, provoca hoje uma nova jurisprudência. Se ele aqui não aparecesse, uma nova lei não mais faria parte dos nossos julgamentos!

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A IMPORTÂNCIA DO NOSSO MINISTÉRIO PÚBLICO, DIANTE DOS GRANDES GRUPOS FINANCEIROS

Eu afirmo que no início dos anos oitenta, eu que nunca tinha tido em minha vida e em qualquer profissão, a interferência do Ministério Público, pude sentir quase que diariamente a presença de um procurador na Empresa onde eu trabalhava. Periodicamente ele me visitava e quase sempre no horário do meu almoço.
A missão daquele procurador era tentar extrair de mim todas as informações financeiras e políticas dos integrantes do grupo para o qual eu trabalhava.
O grupo era composto de doze empresas e tinha sob o seu comando direto, naquela época, o quarto homem mais bem situado no ranking dos maiores empresários do mundo.
Eu tinha na mente já gravados os meus dizeres para correção de qualquer uma colocação mentirosa a respeito daquele homem, que era merecedor de todo o meu carinho.
Quando ele me indagava sobre minha opinião, eu sempre repetia que o via como um homem digno, muito bem intencionado, que teria vindo para o Brasil instalar o mais moderno grupo cimenteiro da América Latina.
Almejava criar gado bovino (girolês) e se tudo corresse bem ainda assim se transformaria num grande banqueiro aqui no Brasil, nos moldes do sistema europeu.
Com a visita diária daquele procurador, eu tive a oportunidade de ter o conhecimento da sua verdadeira atuação, dentro daquele Ministério.
Mas não quero deixar de combater esses atos e nem deixaria que viesse por outra nenhuma intromissão da bem preparada imprensa brasileira.


(Jorge Queiroz da Silva - maio de 2010)

Fonte de imagem:lacomunidad.elpais.com

domingo, 17 de junho de 2012

O BANCO IPIRANGA DE INVESTIMENTOS SOFREU INTERVENÇAO, MAS GARANTIU RESULTADOS A SEUS APLICADORES!

O nosso Banco Central nas suas intervenções sempre retiram dos bancos os seus antigos donos, mas em geral, eles esquecem das antigas dívidas e também da responsabilidade delas.
Por isso devemos perguntar o que fazer se somos os portadores de algum título de crédito.
Quem levará o prejuízo? O vendedor ou o comprador desse mesmo Banco?
Quem assume as dívidas?
A massa falida ou o novo garantidor do negócio?
Ou ainda, o grande Banco Central?
Essa foi a minha grande dúvida quando eu era o financeiro de uma grande fábrica de Cimentos onde eu trabalhei durante mais de dez anos.
Isso ocorreu no final da construção da fábrica em Vespasiano, num Município de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Estávamos no ano de 1975, por sinal o mais incrível do nosso governo militar.
Nessa Empresa, aonde eu era um estreante a encarar grandes negócios e grandes riscos, exercendo a função de gerente das Tesourarias do mais novo grupo que também, naquele momento, era a mais produtiva das fabricas de cimentos já instaladas no Brasil - a SOEICOM –
Estava a empresa perfeitamente bem preparada para realizar o ensacamento de até seiscentas mil sacas por dia e pertencia a um grupo de cimentos luso- brasileiro da antiga CIMPOR, sua irmã, a fábrica de cimentos LEIRIA, situada em PORTUGAL, lá à beira do Rio Tejo!
A construção de todo o complexo fabril elaborado por um Consórcio de empresas especializadas, envolvia um time de primeira linha, tendo de frente a KHD, uma empresa poderosa e já experiente no campo técnico mecânico da Alemanha.
Reunida com ela outras cinco grandes, como a SIEMENS e a BROWN BOVERI, das áreas técnicas de automatização, do mais moderno sistema de automatização e implantação de fornos e das grandes e mais rápidas, esteiras rolantes quilométricas de satélites resfriadores e de eletro-filtros para apoio da segurança nas áreas do meio ambiente.
Com todos esses equipamentos ficava controlada a poluição. Ainda tinham outros equipamentos como os misturadores e os moedores de toda uma estrutura das máquinas ensacadoras programadas para uma produção de até 600.000 sacas diárias e portanto, record no Brasil.
Essa fábrica foi instalada dentro das imposições das novas leis e foi a primeira a ser construída na América Latina em linha reta, onde todas as outras eram circulares ou retangulares, provocando a grande novidade na área de mineração em nosso continente.
Mas fora da previsão e daquela produtividade inédita até então para nós brasileiros, tudo seria um grande sucesso, se não surgisse uma noticia da parte do consorcio construtor da fábrica - uma dura exigência de um aditivo de aumento no preço final de pagamento da mão de obra contratual, fora dos moldes anteriormente acertados e jamais previstos pela direção do grupo empresarial.
Esse total descumprimento do acordo tão respeitado de contrato, fez com que a nossa direção, que vinha sendo por eles ameaçada de uma paralisação, se encorajasse e assumisse o canteiro de obras por mais seis meses.
Seis meses era o prazo exato que estava faltando para a nossa Superintendência de Obras poder cumprir e entregar a fábrica para inauguração.
Aí então, baseado nesses acontecimentos surpreendentes, eu revirando um dia o Cofre, encontrei lá dentro, totalmente esquecido e muito bem guardado um titulo de caução de obras, que garantiriam um pagamento indenizatório de US$ 5MI, desde o dia da tão falada paralisação.
O tal título estava guardado não sei há quanto tempo,pois estava muito bem protegido por um envelope plástico.
Acredito que lá estivesse desde de antes de eu ter sido admitido na empresa.
Olhando o papel valioso dei asas à minha imaginação e percebi automaticamente, que com aquele título de garantia, poderíamos voltar a prosseguir as obras, com segurança, mesmo sendo aquele Banco, emissor do título, um vitimado pela intervenção do BACEN.
Peguei o tal certificado de depósito do Banco de Investimentos Ipiranga e exibindo-o para os Diretores presentes, configurei a nossa vantagem em cima do desafio para declarar pùblicamente que responderíamos pela garantia do final das obras, evitando assim a reação de paralisação geral, por parte dos operários que já nos ameaçavam de destruir toda a parte principal da obra já executada.
Lembro que fui firme na minha declaração de ir ao Banco tentar resgatar aquele Certificado.
Para a Diretoria o resgate seria impossível devido à intervenção sofrida pelo Banco, mas não me deixei levar pelo desânimo e fui em frente.
Fui ao Banco comprador e troquei o título por um outro válido e no mesmo valor.
Quatro anos depois de eu ter saído do grupo, no ano de 1985, eles estavam recebendo, o valor de mais de US$.............. 75 MI. ( SETENTA E CINCO MILHOES) de dólares, mesmo tendo havido juridicamente uma contra- ação, que protegesse o não pagamento.
O valor do resgate sofreu a atualização devida, pois a época da emissão daquele título era a mesma do Contrato da obra realizada, que correspondia ao ano de 1969 e os valores devidos foram pagos após o ano de 1986, mesmo com todas as tentativas que foram feitas para recuperação dos títulos com a emissão de um mandado de buscas e apreensão.

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009

sábado, 16 de junho de 2012

O que seria da Polícia Rodoviária, sem o Inspetor Expedito ?

Às vezes, a gente pode encontrar um amigo pelos caminhos de nossas vidas e, por certo, nos deixará ser credor de que os homens de bem, se exercitam de diferentes formas e maneiras.
São esses homens que nos fazem acreditar que as falhas do nosso mundo confuso e perturbador, nunca deixaram de nos mostrar que as trilhas do caminho de uma vida correta, estão sempre envolvendo aqueles que dela se fazem aproximar.
Isso tudo nos dá a certeza de que o mundo vem pouco a pouco, se aproximando do equilíbrio dos ensinamentos, pregados por Deus, nosso grande pai!
Cito entre esses grupos do bem, um dos elementos da nossa Polícia Rodoviária Federal, que é do maior valor na proteção individual do nosso povo e também na proteção coletiva de nossas estradas e Cidades, sejam elas pequenas ou grandes metrópoles.
Quando proprietário do sítio em Magé, eu tinha a necessidade de estar diariamente no local, para poder ver logo pronto, o meu projeto da obra, mesmo tendo um desembolso diário altíssimo, em razão dos custos do combustível e pedágio.
Mas esse alto custo, me levava a cumprir rigorosamente aquele cronograma de obras,em alta velocidade, para que eu pudesse ficar livre daqueles ônus e encargos diários.
Como eu trazia do Rio, onde residia, os materiais necessários, por questão de preço e qualidade, eu tinha a obrigação de passar com o carro na barreira da Policia Rodoviária Federal.
A importância do correto amigo das estradas o famoso e honesto, e por mim jamais esquecido, o INSPETOR EXPEDITO, me fez provar na vida, que este nome tem uma origem santa, o próprio santo EXPEDITO!
Naquela época, o trânsito pelas rodovias federais estava vivendo um momento bem complicado, pois a União federativa brigava pelas rodovias e seus usos e direitos, e suspendeu o emplacamento de veículos até as apurações legitimas das arrecadações em cada Estado.
Por sorte ou azar, não sei eu, eu tinha adquirido um utilitário e gozava do direito de trânsito livre pelas estradas com a licença de pára-brisa.
No entanto, num determinado dia, fui parado pelos agentes rodoviários na barreira da estrada Rio/Magé, e mesmo com a minha camioneta carregada de material de obra e comida para os empregados que lá me esperavam, recebi uma inconseqüente ordem, de lá deixar o carro estacionado e apreendido, e seguir minha viagem de ônibus.
Ali, naquele momento, realizei a minha grande revolta, gritando para os guardas inspetores de trânsito que me brecaram, que aquilo era um verdadeiro absurdo! Repetia em altos brados que ao invés de me pararem, eles teriam que parar os transportadores de armas e drogas e relutava em sair do carro.
Ai então, quem surgiu nessa história, foi o bravo Inspetor EXPEDITO, que ouvindo o final da minha frase, me fez repetir as palavras colocadas para os dois outros agentes.
Mostrando uma lucidez sem limites, apenas pediu minha documentação, que examinou rapidamente, dizendo que eu tinha trânsito livre naquela rodovia. Com a dignidade de um homem de bem, ainda me recomendou que fosse com Deus, e se caso, no percurso, eu fosse parado por outro agente, que eu dissesse que tinha ordens do inspetor Expedito para transitar livremente.
Ainda hoje, lembro com admiração dessa grande figura que, antes de simplesmente cumprir ordens, avalia o problema para agir. Grande Inspetor Expedito !

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O Brasil precisa urgentemente de um novo síndico !

Vejam bem:Se precisarmos chamar a polícia, temos que pensar duas vezes!Parece a hora de mudarmos o nosso síndico!Afinal, quando iremos realizar a próxima assembléia geral ordinária, para a eleição do nosso verdadeiro síndico?Em todas as assembléias que foram realizadas, o condomínio Brasil, nada fez para melhorar o seu desenvolvimento, a sua segurança e a sua preservação, confirmando que nesse grande condomínio, só se faz eleição, com o voto de “cabresto”, o que por certo, tem levado os seus moradores, ao completo abandono e descrença.Mas que absurdo!, nesse nosso prédio, que está perto de completar seiscentos anos os problemas que se apresentam em nosso dia a dia, demonstram claramente, que corremos um grande risco, o de perder o pleno poder, para garantir, a segurança das nossas fronteiras.Na década de cinqüenta, eu ainda na minha juventude, e servindo ao exército, soube de um jovem de mais ou menos 23 anos de idade, que já naquela época, mantinha um contato entre os índios e os contrabandistas americanos.Sabia-se que ele estava integrado em negócios duvidosos pela interferência de um irmão, um jovem militar da aeronáutica, no posto de cabo, que era agregado à embaixada brasileira em Washington. Diziam que por certo fazia a ponte de informações para manutenção de uma rede de contrabando internacional, em pleno crescimento.Diziam que os vizinhos do condomínio onde ele residia, assistiam a um trânsito de animais nativos da nossa fauna, como onças, preguiças, araras, jacarés,pelos corredores, quando chegavam trazidos por ele e eram confinados em seu apartamento. O tal rapaz trazia ainda artesanatos de indígenas, como arco e flechas, penachos, cachimbos e pigmentos, como também, pasmem: - o tal rapaz, que nem habilitado era para conduzir automóveis - estacionava no pátio do edifício, carros, zero quilômetro, modelo Chevrolet Impala Belair, a grande sensação automobilística do momento.Quando ouvia tais histórias, sendo brasileiro e otimista, comprometido com o serviço militar, onde prestava um estágio, como Aspirante a Oficial da reserva, convocado pelo Regimento Escola de Infantaria na Vila Militar do Rio de Janeiro ficava indignado e me vi na obrigação de interpelar pessoalmente aquele jovem, que residia próximo ao condomínio que eu residia. E então, num determinado dia, em que saia para levar meu filho de nove meses para pegar sol, minha intervenção foi precipitada para ter com ele uma conversa franca, por ter quando passava ao lado do edifício,presenciado a queda de uma onça pintada da janela do seu apartamento .Abismado com o fato e após eu ter solicitado que retirasse a onça que havia caído da janela dele e estava naquele momento sentada no corredor do prédio, o convidei para que fosse a minha casa para uma conversa.Expliquei-lhe que não estava entendendo como ele podia ter animais daquele porte dentro de um apartamento em prédio residencial , por todas as implicações sociais que acarretavam.O tal sujeito, apenas me respondeu, muito solícito, que em qualquer domingo daqueles ia aparecer lá em casa, para tomarmos juntos uma cerveja e para batermos um papo, quando aproveitaria para levar-me algumas lembranças de trocas que tinha feito com os nossos índios da Amazônia.Cumprindo o prometido, por lá apareceu , e trazia com ele coisas fabricadas pelos índios.Sorridente, iniciou um diálogo que me fez ficar boquiaberto, após me contar como obtinha dos índios os presentes.Fez uma declaração assustadora, quando lhe perguntei pelos carros licenciados guardados no pátio do prédio, e ele sem nenhum medo, foi firme na sua resposta, me dizendo que fazia troca com os americanos - eu forneço um tambor de duzentos litros mais ou menos, de uma determinada seiva que negocio com os índios, e recebo em troca um carro “zero” desse tipo.Quando lhe perguntei sobre o que faziam os americanos com aquela seiva, oriunda das nossas matas, ele disse que nada sabia a respeito, pois o irmão dele que estava a serviço na Embaixada Brasileira em Washington, é quem o havia encarregado do serviço e nunca havia esclarecido nada.Compreendi que ali havia uma rede internacional de tráfico e contrabando de drogas, já instalada em nosso país, perigosamente.O tal rapaz se dizia inocente e com o seu “trabalho”,colocava em risco todos os moradores daquele condomínio.Dizia que só voltaria a viajar para a Amazônia, após a venda dos tais carros, e que em cada viagem, ele ficava por lá normalmente um período de quatro a seis meses, quando retornava sempre para executar a venda das coisas que trazia.Esse procedimento, que se tornou uma constante na vida daquele rapaz, começou a me preocupar, e eu estava propenso a montar um determinado esquema, para liquidar com aquele negócio da China, que representava riscos e insegurança, para ele e todos os vizinhos, visto que, com certeza, colaborava para a manutenção e o crescimento de uma das pontas do futuro tráfico de drogas.Cabe salientar aqui que levei o fato ao conhecimento do meu Capitão comandante para que tomasse as providências cabíveis.Felizmente, para mim, não foi necessário, montar o tal esquema, pois ele como de costume, fez uma nova viagem e não mais regressou.Acreditou-se que deve ter sido eliminado pela própria rede de negócios ilícitos ou pela nossa polícia federal.Vejam vocês, vivíamos naquela época no ano de 1959.Não é fantástico?O nosso condomínio Brasil, que por estar contaminado há tanto tempo, necessita urgentemente de um pulso forte, de um novo dirigente.E ainda assim, tem brasileiro, que acredita ser o tráfico de drogas,uma coisa de vinte anos para cá.Temos ou não temos, que mudar o nosso “síndico”?E ontem na televisão assisti , que os nossos índios, estão sendo escravizados pelos atuais traficantes de drogas, que ainda os obrigam a plantar maconha para eles!Aí então, posso com certeza afirmar, que o bom governo, é e será sempre aquele que fará a segurança das nossas fronteiras, até hoje, nunca protegidas....
(Jorge Queiroz - junho/2009)
Fonte da imagem:carlike.wordpress.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aonde andam os fiscais do Sarney ?

Há muito tempo estou para fazer esta pergunta: - aonde andam os fiscais do Sarney?
Hoje, como Presidente do Senado Federal, ele continua como nosso Presidente.
Pelo que sei, ele não é mais um Maranhense, pois foi eleito por um estado do norte do Brasil, o Amapá, que lhe forneceu o seu último estágio político, pois nessa área, ele é simplesmente um especialista.
Confesso aqui que ele me lembra muito, o nosso Rui Barbosa, aquele que quando viu as mobílias do governo brasileiro gravadas com as iniciais letras RB, que queriam dizer Republica do Brasil, tratou de levá-las pra sua casa, afirmando que tinham mandado tudo para ele!
E garanto que ele ficaria por certo, muito lisonjeado em conhecê-lo.
Mas hoje, eu tenho a certeza que ele já chegou no fim da linha, mas mesmo assim, merece ser cumprimentado, por todos os seu feitos políticos, pois até no regime militar, que bem conheci, foi um tremendo freqüentador.
Fico triste porque seus filhos não se ligam aos seus partidarismos, mas não importa mais nada, e acho que este separatismo que faz a criação de campos políticos diferentes, deve ser fruto da sua crueldade de homem público que pula de galho, para nunca se esborrachar no chão. Para o nosso bem, esse antigo processo de vida já se aproxima do seu final.
Eu tive sim um sério e forte prejuízo, oriundo das atitudes do Sarney, em minha vida de pai, trabalhador e empreendedor e chefe de família, hoje já enfartado pelas grandes emoções provocadas pelo nosso maravilhoso Brasil, de todos os poderes.
E tenho a certeza absoluta, que eu perdi muito, em ter nascido brasileiro. Só fui um ser humano produtivo, que nasceu no país errado, pois em qualquer outro país, eu deveria ser indenizado, pela vontade e criatividade, pois sempre trabalhei em campos produtivos e necessários, e que fazem de mim um homem de conhecimento histórico, pois conheço do plantar ao colher, do extrair ao transformar, do riscar ao projetar, do planejar ao vender, e do saber cobrar sem receber.
Me considero um ótimo ser humano, como os dirigentes nacionais gostam, e, no campo profissional, tive a admiração de um famoso industrial e banqueiro internacional, que me confiou até alguns segredos de família.
Mas a revolta desse brasileiro que lhes fala, é ter sido fiscalizado erradamente pelos fiscais do “SARNEY”,ou seja, pelas suas idéias e ideais, pois exatamente no seu plano cruzado, quando ocorreu o deságio para recebimentos de contas, eu, para apoiar meu filho mais velho que se formou em engenharia mecânica, pude aplicar todos os meus esforços financeiros, instalando uma Usinagem Mecânica.
Tudo, pelo fato de que o Brasil não oferecia emprego e eu fazia a força necessária para manter uma pequena equipe de técnicos na tal Usinagem de minha propriedade e de meu filho.
Tinha nessa época a esperança de com esse empreendimento salvar o investimento para a garantia financeira da minha família composta de três filhos homens, todos em crescimento técnico.
Preferi me ligar ao negócio de usinagem, com fabricação de peças direcionadas para a área agrícola, considerava que pelo tipo de terra brasileira, o agro-negócio, estaria voltado para o campo da principal economia, de crescimento rápido e verdadeiro, em qualquer parte do mundo.
Pois foi aí que o governo dos deságios me fez perder tudo e tentar salvar as coisas úteis, de um nobre pensamento de brasileiro, que tinha feito todos os contratos de fabricação voltados para a área agrícola podendo manter trabalhos junto as empresas de tratores e peças, de postes de iluminação, de cercas e hastes de seguranças, e outros materiais.
Para garantir a empresa produzindo e suportando o ano de prazo dado pelo governo para descongelar os valores dos contratos , fui aplicando todas as minhas capitalizações, vendendo tudo que podia. e não podia, e que me fizessem suportar aquele ano do prazo maldito.
Não esqueço que isso foi estabelecido pelo governo, nas atualizações de nossos preços, já vencidos, mas garanto que os fiscais do Sarney, fiscalizaram errado, e na hora de dar um aditivo às mudanças de contratos, daquele congelamento, todos os contratos que mantínhamos na área agrícola, foram simplesmente congelados por mais um ano.
Foi assim que todas as nossas esperanças de sermos salvos, se esvaíram com essa punição totalmente injusta.
Revolto-me quando vejo hoje em dia se salvar empresários pelas enchentes, se dar bolsa família para serem roubadas e se autorizar re-financiamentos a dar com o pau por aí.
Naquela época, eles elegeram a nós, pobres trabalhadores dessa mesma área beneficiada hoje, para ganharmos a morte total.
E por isso, com muita revolta, eu repito – cadê hoje os fiscais do SARNEY para permitir o que se evidencia às claras no Senado Federal ?

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Uma decisão importante, inevitável e inadiável !

Era um dia normal de trabalho e eu fazia o que gostava.Era o Chefe de Planejamento e Controle de Produção, na Indústria Química e Farmacêutica e naquele momento, havia substituído um funcionário de propriedade única.Na empresa onde eu estava, ele havia se instalado, há dezesseis anos, num dos maiores e melhores processos de controle e de elaboração de um custo industrial indiscutivelmente seguro pela sua imposição, que exigia que não se errasse de forma alguma em seu funcionamento, e que levaria a indústria a ser planejada sem erros na sua produtividade, por anos e anos seguidos, sem nenhuma duvida de que poderia falhar no seu planejamento industrial, fosse ele de curto ou de longo prazo.Iinfelizmente, a empresa havia perdido este excelente funcionário, pois ele tinha passado a pensar num novo e importante trabalho, a convite de um consultor de grande conhecimento no mercado, que lhe fez aceitar um desafio junto a Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais. Seria inevitável a sua saída da empresa onde junto trabalhávamos e por admirá-lo e pela observação que eu fazia àquela figura tão rara no meu caminho profissional, procurei seguir os seus passos e me sentir um observador de sua forma de administração.Aí então me vem o primeiro teste importante dentro de minha atuação nessa substituição, com o pessoal envolvido e no sistema funcional da área de fabricação, quando identifiquei que o chefe de operações no preparo de tônicos e fortificantes havia se aproveitado da saída do antigo chefe, e instalado um esquema que facilitaria a sua vida na questão de moradia.Ele que anteriormente residia em São João do Meriti, resolveu morar ao lado da indústria, num terreno baldio.E daí, criou para mim o meu primeiro desafio administrativo, quando eu fui chamado por um funcionário também chefe e responsável pela área de máquinas de envasamento dos remédios, que me conduziu a sala de fabricação, onde o novo funcionário se instalou e exibiu o que ele havia feito no salão de operações de enchimento dos produtos. - “gatos” nas ligações de água e de energia elétrica - , puxando essas ligações pelas janelas que conduziam a claridade necessária ao sistema de economia dessa mesma sala. Esses gatos iam direto para o “barraco” que ele havia montado no terreno baldio.Pensei como resolver o problema, pois sua atitude , contra todos os princípios da legalidade, exigia que a empresa fosse trimestralmente, visitada pelos serviços de fiscalização da medicina do nosso CRM, o Conselho Regional de Medicina. Decidi cortar as ligações e vieram as alegações de que ele tinha quatro filhos e era um pobre coitado.Retruquei que também era pai e tinha minhas obrigações na vida, o trabalho e minha carreira e que não ia me deixar levar por uma imposição de um trabalhador que, sem nenhum diálogo com a chefia, toma uma decisão desse porte, fosse qual fosse sua necessidade.Fiz então, a minha primeira intervenção, que poderia abalar o meu conceito, junto aos quatrocentos e tantos outros empregados que eram dirigidos pelo meu planejamento, mas jamais eu podia correr da raia, como se diz na gíria. Chamei o pessoal do serviço de manutenção de abastecimento de água e energia e autorizei imediatamente o corte de todo o fornecimento para o “barraco” do desafiante funcionário, que teria lançado para mim o meu primeiro grande teste de carreira profissional. Tomei tal atitude sem lhe dirigir uma palavra sequer, seguindo o seu mesmo critério de instalar tudo, sem me dizer nada, simplesmente me ignorando.Pensam vocês que o assunto morreu aí?Qual nada, ele mandou-me um aviso por outro funcionário dizendo que iria me matar naquele mesmo dia, no horário de saída. Fui alertado por vários funcionários para não sair, mas, felizmente eu não obedeci a nenhum dos conselhos e na hora da saída avisada pela sirene da indústria, me dirigi ao ponto do ônibus e lá estava postado o tal matador.Fui exatamente em sua direção e notei que, como me avisaram, ele portava na cintura um punhal. Sem demonstrar meu medo, coloquei-me ao seu lado e assim, as coisas pararam por aí.Com esse meu ato de coragem, consegui confirmar que seria o maior absurdo morrer na mão daquele “cabra da peste”, pois o nosso bom Deus assim não queria. Tenho certeza de que minha atitude o fez pensar melhor nos seus atos.
Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009

terça-feira, 12 de junho de 2012

Uma aula magna de Direito



Assistia eu a um canal público de TV, que exibia notícias ligadas a justiça brasileira.
Pela eloqüência do palestrante, decidi parar de procurar um outro programa e continuar assistindo, pois tive a certeza de que ali, teria uma vasta matéria de total interesse do povo, ligada às leis brasileiras.
Sempre soube que, pela sua qualidade e pela magnitude dos nossos juristas, as leis do nosso país chegam a chamar atenção de nações já bem mais antigas e com diferentes leis constituintes.
A cada exposição do inteligente e eloqüente palestrante, o Doutor e professor, em honoris causa, Roberto Barroso, aumentava ainda mais o meu interesse.
Tinha ele à sua frente, vários juristas, com idades variadas e ocupando diferentes posições na prática do Direito.
O Dr. Roberto Barroso prendia a atenção de qualquer leigo de todas as formas já concebidas, quando apresentava suas colocações. e exposições, diante de tão seleta platéia.
Ele explanava as origens de nossas leis e fazia a total demonstração de todos os tipos de direito civil, ou sejam, o direito administrativo, o criminal, o penal, e também o constitucional,além de confirmar que a nossa Constituição, estava fazendo nestes 20 anos de existência novas descobertas, pois ela foi elaborada e concluída em 1989.
Frisava que por isso dava à Constituição o seu ponto de apoio, afirmando ser uma das mais perfeitas no mundo.
Convenceu-me totalmente quando citou vários exemplos técnicos, comentando o divorcio, o caso da adoção, o caso das múltiplas situações hoje já resolvidas pelo nosso Ministério da Justiça.
Na sua explanação, afirmou que atualmente, nós temos uma lei chegando próxima das grandes soluções Constitucionais, mas que não deveríamos esquecer, que bem mais no passado, estas leis eram representadas pelos códigos jurídicos.
Aproveitou e enumerou cada um deles - o código de processo civil, o código de processo penal, que davam aos antigos advogados a segurança das revisões das leis brasileiras.
E foi neste exato momento que me emocionei, pois lembrei do meu primeiro emprego aos quatorze anos de idade.
Eu trabalhava em um jornal diário, que já vinha do tempo do antigo Império, o ainda mais antigo meio de comunicação da mídia brasileira, em forma de jornal comercial, o bem nobre e ainda hoje conhecido, o quase bicentenário Jornal do Commercio, onde fiz uma carreira curta mas de muito conhecimento para minha idade.
Ali eu ganhei num pequeno espaço de tempo, um grande conhecimento.
Tinha eu a atribuição de controlar o quadro de assinantes dos periódicos livros de direito, que nas oficinas de linotipia daquela gráfica conceituada, eram impressos sempre todas as noites e distribuídos pela madrugada.
Tinha eu também a obrigação de distribuir, mensalmente aos causídicos da época, os Códigos do Processo Civil, os Códigos do Direito Penal e também a Coletânea Geral, o grande livro do arquivo judiciário, que reunia a literatura para os novos assinantes atualizadas, e cujos nomes de capa, eu jamais poderia ter esquecido, pois que eram enviados, mensalmente, para todo o Brasil.
Emocionei-me, porque lembrei de mim, naquela época, apenas um menino responsável, que mesmo não sabendo a finalidade de tais livros, embora às vezes, já grande leitor que era, arriscava uma olhada em alguns deles,
tratava-os como objetos de grande valor e jamais perdeu um prazo de envio de um exemplar sequer, para aqueles assinantes que aguardavam sequiosos pelo recebimento dos mesmos, visto que trariam as novas informações das alterações das leis brasileiras.
Assistindo a essa aula fiquei feliz e me senti bastante realizado por ter revivido um tempo em que eu, tenho consciência, contribui para disseminar com o meu trabalho, a legislatura constitucional.
Hoje, realmente senti orgulho de ter carregado nos ombros, por um percurso bastante longo - do escritório central do jornal na Rua do Ouvidor até a agência matriz dos Correios na Rua Primeiro de Março -aqueles imensos pacotes, por mim organizados e embalados com lacres que, por minha constituição física de menino, ainda se tornavam mais pesados.

(Jorge Queiroz - julho/2009)

Fonte da imagem:innovarecursos.blogspot.com

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A falsa busca e a apreensão de um automóvel já transferido

Decorriam os anos 80 e eu atravessava um momento difícil no campo profissional e empresarial, era o governo do Presidente Sarney.
Meu filho mais velho, recentemente formado em engenharia mecânica me acendia um alerta de que eu deveria ajudar no congraçamento da sua empreitada profissional.
Como eu já havia participado de três anteriores projetos de vida, nunca corri da raia e disse pra ele um sim, me fazendo um pai presente e que daria tudo para formalizar esse seu novo pedido, que me mostrava ter uma base das suas idéias, pela minha participação nos outros já acontecidos, desde seu tempo de estagiário na empresa FICAP.
Quando investia nele, eu aprofundava o desejo de proteção aos dois outros filhos mais novos, que poderiam participar das coisas futuras relacionadas ao sucesso de qualquer outro empreendimento que eu fizesse junto a ele.
E esta seria assim a introdução, para iniciar a historia decorrida que puxou o título dessa leitura.
Inicialmente, como no momento eu precisava de um carro mais barato, pois era, possuidor de uma Elba Fiat, modelo 86 que havia sido retirada num consorcio, pensei que poderia vendê-lo e passar as prestações que estão faltando para o novo dono.
E assim pensando, me dirigi a uma agência de automóveis perto de minha casa, e realizei formalmente a troca do carro por uma Brasília, ano 1981, e ainda tive um pequeno troco, que por certo me ajudaria no novo empreendimento do meu filho. Tomei os devidos cuidados de fazer um instrumento de transferência em cartório para minha segurança em dias futuros e assim esqueci o assunto.
Iniciei o novo negócio do meu filho, uma empresa de Usinagem para fabricação de peças e apaguei da memória que tivesse feito um negócio perigoso com o tal comerciante.
Decorrem novos dias e mais adiante, eu recebo em casa um instrumento da justiça que me diz e me avisa de que o tal carro que transferi estaria na lista de busca e apreensão, e que eu deveria devolver a empresa consorciada, que constava um atraso de pagamento de mais de seis meses nas mensalidades do consórcio.
Decidi ficar tranqüilo, pois tinha em mãos um instrumento de cartório, no qual a agencia, a tal da troca pela Brasília , assumia as mensalidades, e assim, mesmo que transferisse o carro a um novo comprador, deveria comunicar ao novo proprietário a tal pendência. Fiz tentativas em vão procurando para onde teria se mudado, a tal agencia de automóveis, e nesse processo de busca, aumentava a minha dor de cabeça.
Num determinado dia, mesmo com todos os documentos a meu favor,após ter sido ameaçado de prisão, o nosso bondoso Deus, colocou no meu caminho a solução de todos esses problemas. Eu me dirigia para Cascadura e a viagem era feita de ônibus. Sentado próximo à na janela, observava a av. Dom Helder Câmara, e lá na altura do bairro da Abolição, me surpreendo com o que eu vejo. Estacionado numa calçada em frente a uma churrascaria, estava o pivô de minhas preocupações - o danado do carro Elba! Para minha salvação, dei sinal de descida no ônibus e saltei no primeiro ponto.
Aproximei-me de uma dupla de policiais militares e narrei a tal historia, a da busca e apreensão de que tinha sido ameaçado, e pela forma de atendimento atencioso dos policiais, fiz o convite para me acompanharem até a tal churrascaria.
O pedido foi aceito e fomos até lá. Para minha surpresa, perguntamos na gerência quem seria o dono do carro estacionado na porta e nos foi mostrado o aniversariante do dia, que fornecia, na maior alegria o tal churrasco à família e aos amigos.
Por incrível que pareça chegávamos na hora dos parabéns “pra você”.
Olhei para os policiais e apontei o aniversariante. Eles olharam para mim e disseram - vamos lá, participar desta festa.
Vocês já podem imaginar o que aconteceu. Fomos todos para a delegacia da Piedade, a 24ª.
Pude então provar que o carro era meu, pois ainda estava em meu nome. O aniversariante chiou e não queria ir até o distrito policial, mas acabou se rendendo, ao pedido dos policiais, que verificaram que eu era inocente e estava coberto de razoes.
Devidamente documentado e sendo ameaçado de busca e apreensão. Por isso digo e repito, acreditem sempre nas coisas de Deus, que diante de um problema tão grande me colocou naquela hora, naquele lugar.


(Jorge Queiroz da Silva - maio/2010)

Fonte da imagem:sitedogta.com.br

domingo, 10 de junho de 2012

O estranho gosto de alguns animais


Vou contar pra vocês em detalhes, quem são essas duas personagens muito importantes na casa do meu filho.
Eu posso afirmar que são duas figuras maravilhosas e vou adiantar que estão fazendo parte do mais novo lançamento, em matéria de alimentação no reino animal.
Elas foram cobaias de um estreante processo alimentar, já desenvolvido com as duas há bastante tempo. No dia em que meu filho e minha nora, me contaram esta história, fiquei por demais curioso, devido a estranheza do fato.
Contam eles que ofereceram bananas às cadelas que, como gostaram passaram a pedir, sempre que viam os dois comendo.
Temerosos a princípio, após a observação usual, aprovaram incluir o alimento na dieta diária, visto que foi opção e escolha delas mesmo.
De minha parte eu jamais admitiria, que esse usual produto, aceito mundialmente, como uma excelente guloseima, também fosse bem aceito pelos cães e sequer admitiria que alguém quisesse empregá-lo num campo experimental, que envolvesse uma alimentação do tipo canina.
Confesso que duvidaria se alguém me dissesse que cães gostam de bananas. Admito até que pedissem ao ver o dono comendo, mas, como é habitual, logo a “cuspissem” mostrando o seu desagrado.
Mas não foi o que ocorreu com as duas “cadelas”, que já não são mais crianças. Ambas, com cerca de oito anos, reclamam o produto diariamente, nos horários determinados pela minha nora para administrá-lo.
E o estranho de tudo isto, é que não são de raça brasileira, mas como o nosso país é de um grande número de pessoas emergentes, tudo é valido, buscado e experimentado.
A “AISHA”, é uma linda, dócil e obediente PIT BULL , de pelo marrom alaranjado, e a “MAYLA”, uma não menos, elegante e também dócil, LABRADOR. Convivem juntas desde os tempos de “neném” e vibram quando meu filho chega do supermercado carregado de cachos de bananas maduras, para logo começarem a festa.
Curiosíssimo a respeito, sempre em conversa com eles, pergunto pelo novo prazer alimentar e investigo como elas estão se conduzindo.
Estranhamente eles continuam servindo as rações e incluindo as bananas, o que em qualquer falta momentânea, no mercado das rações, poderá socorrer as duas com muito gosto.
Perguntei também se o veterinário aprova e eles me disseram que ele não tem nada contra, somente tem que ser observado o lado dietético, uma vez que a “MAYLA”, engordou um pouco mais que a “AISHA”. Descobriram que o alimento deixa o pelo bem sedoso.
Por isso eu digo a vocês que não são só MACACOS, que comem bananas. Se os donos de cãezinhos quiserem se utilizar dessa dica, consultem os seus veterinários, pois trata-se de uma alimentação apenas complementar.
(Jorge Queiroz - outubro de 2009)

sábado, 9 de junho de 2012

UM SONHO DE CONSUMO FAMILIAR, A USINAGEM !



O que representaria em nossa vida um sonho de consumo filiado a um grupo familiar?
Para mim se torna mais fácil explicar essa bravata e eu posso afirmar que aquele sonho de consumo se prendeu ùnicamente a um instinto de proteção pensado e triplicado, por mim, como chefe de família, vitimado na infância pela morte prematura de meu pai, falecido aos trinta e sete anos e que, conseqüentemente, veio a faltar no acompanhamento de minha história de vida.
Na época, eu contava com apenas onze anos de idade, mas meu pai naqueles poucos anos já me incentivava e ajudava com ensinamentos de importantes valores, fazendo com que eu analisasse cada passo e inconscientemente lembrasse de suas instruções.
Caminhei assim pela vida e tentei descobrir e firmar os caminhos, para a manutenção e o equilíbrio de um grupo de filhos, três rapazes em formação, que ainda em crescimento, cobravam anos de convívio, com um pai honestíssimo e muito trabalhador, que tinha criado para sua vida, novas formas de buscas e conhecimentos, que eram aplicados dentro da formatação do sempre cético, mas nobre e grande otimismo passado também pela minha mãe.
Foi nesse percurso de vida, que meu filho mais velho, recém-formado em engenharia mecânica me pediu que eu o ajudasse na instalação de uma empresa especializada na confecção de peças oriundas da mecanografia em usinagem mecânica.
A criação daquela fábrica, traria para ele a experiência desejada dentro de um aprendizado em novos formatos e nas aplicações no campo da agro- pecuária, pois a sua escolha estaria como outras tantas, numa daquelas relacionadas ao futuro crescimento de um Brasil produtivo, haja vista que ele tinha a intenção de realizar a instalação de um trabalho com formato industrial voltado para a extensa área da agricultura.
A princípio, pelas visitas dele à Embrapa, eu acreditei que a sua idéia tinha se voltado para aquele campo da agricultura, porque eu, naquela mesma época, já aposentado, me dedicava a outras formas de trabalho, inclusive ligado e incluído na produtiva área da agropecuária, não só como administrador, mas também como produtor, na busca de melhores conhecimentos numa área ainda pouco pensada pelo Brasil , que só tinha planos industriais nas áreas da mineração, da petrolífera e da automotiva.
Demos prosseguimento aquele sonho de brasileiro, que com certeza seria muito grande para nós, pois entraríamos no campo das colheitadeiras, das semeadoras, dos tratores e da irrigação da iluminação por células foto-elétricas e também pela iluminação de postes e instalações de linhas de transmissões em áreas de confinamentos, todas ideais para o nosso Brasil, dentro do mercado futuro.
Mas todos aqueles sonhos, que estavam montados dentro de uma busca familiar, foi assim por água abaixo, quando eu tive que depender das aprovações de prazos e de fatos políticos das leis necessárias a nós brasileiros, que gostávamos de pensar em produtividade e não, em sermos agredidos pelo cumprimento de leis alongadas e furadas, sem o devido conhecimento e comprometimento necessários, que eram cercados de objetivos pessoais, que nunca levariam progresso à nação.
Com a abertura enfim da empresa, nós, que tínhamos contratos firmados com grandes empresas naquelas áreas tão pouco pensadas, tivemos os nossos contratos congelados ilicitamente e com prazos prorrogados, dentro de um covarde “plano cruzado”.
O presidente daquela época, nos fez perder todos os recursos aplicados, com a manutenção por mais de dois anos do congelamento de preços dos contratos assinados pelos pequenos fabricantes e investidores com os grandes fabricantes.
Se todos lembram, naquela época, o Senador Sarney, o eterno senador do aço, fez falecer a maioria dos pequenos industriais, que perderam como eu, imóvel e veículos para não morrer de fome.
(Jorge Queiroz - 15/10/10)Fonte da imagem: aluton.com.br

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A SOMA DAS GENETICAS PAI + FILHO


A genética é uma descoberta da perfeição das nossas historias e as minhas foram todas confirmadas por mim recentemente.
No campo da descendência, tanto faz com que ela seja masculina ou feminina, sempre é elaborada e visualizada em algum momento de nossas vidas.
Vejo no meu filho mais novo, o Marcelo Luiz, a prova da genética, tendo ele já me dado três constatações de como somos parecidos na vida profissional.
Tenho para mim e sempre repito pra todo mundo ouvir, que esse meu filho caçula, o Marcelo, é o meu pai reencarnado. Talvez por isso, a minha genética nele, atuou de forma mais forte. Fora hábitos que ele tem, desde criança, idênticos aos que eu tinha, pude comprovar ao longo da vida, nossa verdadeira semelhança.
No campo profissional, então, nem se fala, tivemos várias vivências parecidas, embora em épocas e critérios totalmente diversos.
Vejam se concordam comigo.
Quando eu trabalhava num grupo cimenteiro, onde se trabalhava dia e noite na mesma linha das empresas de mineração, eu tinha recebido da presidência a incumbência de fazer um estudo para a implantação e instalação dentro da fábrica, em Minas Gerais, de uma agencia bancária, automatizando todos os serviços de pesagem e de faturamento de compra de carretas inteiras e de faturamentos imediatos.
Aquela liberação assim configurada, era presa ao pagamento autorizado pelo banco das sacas correspondentes a cada despacho, que seriam de no mínimo, de mil sacas pela sua venda no atacado.
Naquela época, nos anos 70, eu pude entrar no mérito de estudar e aprontar um fluxograma de organização e método, para o seu correto funcionamento, e assim eu pude me deliciar, com um estudo que para mim era inédito no seu preparo, dentro de um assunto tão variado, como aquele, integrado nas vinte e quatro horas de cada dia de funcionamento, naquela prestação de serviços, pois em fábricas de siderurgia ou mineração, os serviços não param.
Dentro daquela configuração, de que o banco durante o expediente, só trabalhava no máximo nove horas por dia e que num expediente de um dia inteiro, teria a madrugada/ noite, funcionando com funcionários da área comercial da Empresa, armei um fluxo e levei para aprovação da Gerência Operacional da Fábrica, onde pude acertar todos os detalhes e pormenores. A coisa funcionou normalmente e eu me senti um vitorioso, por ter realizado aquele trabalho na base da régua e ter o seu pleno funcionamento desde a primeira investida.
Passam-se os anos, eu me aposento e meu filho caçula, o Marcelo Luiz, me mostra um fluxograma, montado pelo computador com as suas instruções, demonstrando um trabalho realizado por ele, que sempre me assistia riscar em casa, utilizando régua e lápis.
Aquela novidade com o trabalho idealizado por ele, demonstrando como deveria funcionar a área de treinamento de funcionamento nas lojas de telefonia celular, lembrou-me, naquele momento, a genética.
Vi ali um capacitado homem de treinamento, que para minha satisfação, me exibia glorioso, um brilhante fluxograma, com doze folhas impressas, com o logotipo da empresa.
Ali, naquele momento, no meu escritório caseiro, pudemos comparar nossos trabalhos.
Esse mesmo meu filho teve outra semelhança profissional que eu acredito tenha sido espelho da genética.
Ainda, um menino de quinze anos, eu exercia a função de “boy” no Jornal do Commercio e a diretora do jornal, a Senhora Dora Rodrigues Pacheco, viúva do desembargador Felix Pacheco, me pediu para ajudá-la a fazer um trabalho de acompanhamento de todas as repartições de governo, os registros e licenciamento no Brasil, da marca “Pelmex” do cinema mexicano, com todas as liberações das licenças do cinema Azteca, que funcionava no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, pois tencionavam instalar um cinema diferente, que viria do México em navios, todo em peças lindas da cultura Azteca, prontas em pré- moldados, copiada da cultura mexicana, com três metros de altura cada uma delas.
Como os antigos sabem, esse cinema funcionou com bastante sucesso, do ano de 1951 até 1973, quando pode exibir para toda a America latina, os melhores lançamentos de seus filmes mexicanos, fazendo do Rio de Janeiro a sua sede.
Eu como já era funcionário do jornal com carteira assinada, fiz tudo graciosamente, e nada recebi por aquele trabalho, a não ser vinte convites.
Pois é, a semelhança profissional com esse meu filho é que ele também trabalhou para uma empresa mexicana, a Telmex, marca da telefonia mexicana.
Claro que não preciso afirmar que a carga genética direciona os caminhos e faz com que essas semelhanças ocorram, trazendo para os ascendentes grande satisfação.

(Jorge Queiroz da Silva- fevereiro/2011)Fonte da imagem: lifespan.org

quinta-feira, 7 de junho de 2012

UMA GRANDE ADMIRAÇAO NUM EXAME DE ADMISSAO


Era tempo de provas para o ingresso no ensino de admissão e eu ali,vendo o meu primogênito, Luiz Claudio, realizando o seu primeiro teste de vida, no seu inicio de carreira escolar.
Sabia que era o primeiro momento em que nossas genéticas seriam testadas, comprovando as nossas raízes dentro de um comportamento estudantil e por uma variada forma de exames, eu veria as qualidades futuras do meu filho.
Eu, como pai orgulhoso, estava ali, acompanhando-o nos diferentes locais e escolas onde aconteciam as provas.
Naquela altura, ele era um menino cheio de idéias e de aprendizados, que tinha sede de exibir para toda a sua família.
O seu sonho de criança estava entrando num desafio de querer ser um dedicado e excelente estudante e sair daquela competição, como um vencedor, na sua estréia importante.
Os caminhos criados por ele foram diversos, mas o primeiro deles, foi a prova para o Pedro II, tão falado e conhecido internato, localizado no Campo de São Cristóvão, no RJ, pois era tido como o que ministrava o melhor ensino em nossa Cidade.
E eu, ali estava abrigado na sombra do jardim, sentado num banco bem em frente a principal entrada do colégio.
Estava bastante nervoso e como todo pai, sofria por ele, enquanto aguardava pela sua saída da prova.
Era a prova mais temida, considerada a mais difícil prova de matemática e por isso o tempo de realização era de no mínimo duas horas, considerando o seu grau de dificuldade.
Com apenas trinta e cinco minutos decorridos, fui surpreendido pelo seu retorno sorrindo e certo do seu sucesso.
Enquanto ia ao seu encontro, fiquei bastante assustado e imaginando se ele teria desistido de fazer a prova. Perguntei a ele sobre o que tinha ocorrido e ele sorrindo, afirmou ter feito a prova inteira que, por sinal estava facílima. Com aquela segurança própria dos jovens, assegurou ainda ter tido tempo para fazer uma revisão e confirmar que tinha feito tudo certo.
A surpresa não tinha sido só minha, mas também de um grupo de professoras e proprietários de cursos que, naquela altura já se aproximavam de nós, me pedindo autorização para conversar com meu filho.
Mais uma vez, ali olhando a verdadeira sabatina a que meu filho foi submetido, meu orgulho de pai ressaltou.
A cada pergunta, ele imediatamente respondia o cálculo certo e traçava a forma como tinha feito a questão. Exibia os resultados que elas aprovavam como corretos e foi assim da primeira a última questão. Mais surpreso ainda fiquei quando, sem qualquer constrangimento,ele exibia sua forma única de cálculo, totalmente diferente da ministrada pelos professores, o que demonstrava seu total entendimento do exercício para obtenção do resultado exato.
As professoras e profissionais que ali estavam, ficaram agradecidas e brincando comigo me pediram meu filho emprestado, explicando que com ele no corpo estudantil, seus colégios ou cursos ficariam famosos.
Depois de todos os exames de admissão que ele tinha feito para o Colégio Pedro II, ele ainda quis se inscrever em outros exames de admissão nos Colégios da Ilha do Governador, como o Colégio Newton Braga e o Lemos Cunha, ambos fundamentados no ingresso na Escola de Cadetes da Aeronáutica.
Como ele só tinha nove anos de idade eu o acompanhei em todas as provas.
No final de todo esse percurso, vivi a minha grande emoção de pai, que quase me matou antecipadamente, quando fui ver os resultados dos exames, nas três escolas.
Sempre eu começava a conferir os resultados pela lista dos reprovados e satisfeito, dizia pra mim mesmo, que ali seu nome não aparecia.
Seguia a conferência na lista dos aprovados, mas não muito crente, começava a examinar a lista de trás para frente, indo do último lugar para o primeiro lugar.
Minha satisfação foi plena quando constatei que em cada um daqueles colégios, ele atingiu os três primeiros lugares.
No PEDRO II, foi o primeiro lugar em matemática, no NEWTON BRAGA,o primeiro lugar também em matemática e no LEMOS CUNHA, o primeiro lugar em português.
Para finalizar essa história, conto que durante um longo tempo ainda me emocionava muito, quando percorrendo as ruas do bairro onde eu morava, visualizava faixas e mais faixas, anunciando os nomes dos cursos e em todas elas, em letras garrafais, constava o nome do meu filho, o nome do curso e as notas obtidas nas provas.
Naquele momento me consagrei na total felicidade de um pai.
Anos depois, formou-se engenheiro mecânico e atua na profissão desde a formação, com sucesso.
(Jorge Queiroz da Silva -outubro de 2010)
Fonte da imagem:teologianabolivia.blogspot.com

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O JAMBOREE, NO MUNDO REUNIA CRIANÇAS E CRENÇAS!


Meu filho era uma criança de apenas onze anos de idade, mas com uma altura fora dos padrões normais.
Tanto é que, já aos nove anos era proibido de brincar com outras crianças e castigado pela nossa vizinhança, quando o chamavam de “monstro”, pela altura adquirida geneticamente, fazendo-o exibir inocentemente os seus um metro e setenta e três centímetros.
Como Deus nada esquece, um dia se deu um milagre nos nossos caminhos.
Ele se acidentou ferindo a boca e perdeu um dos dentes.
Levei-o ao dentista do bairro e o doutor Edmundo dos Santos, além de sua profissão de dentista, também dirigia a equipe de basquete do Olaria Atlético Clube.
Durante a consulta ele me indagou se eu não tinha vontade de colocá-lo na equipe mirim, para que, caso gostasse do esporte, seguisse a carreira, haja vista que a vida já lhe tinha proporcionado a estrutura física para tal.
Diante de todos os problemas vividos pelo meu filho, justamente por causa de sua estatura física, fiquei bastante entusiasmado e aceitei o convite. Combinamos um encontro no clube para o dia seguinte e assim, teve início a fase de treinamento naquele esporte.
Estávamos ainda no ano de l970 e o convenci a trocar as brincadeiras de pião, pique-esconde, cabra cega e outras, pelos treinamentos de basquete.
Por vezes ele reclamava da sujeira das roupas, da falta de água ocasional no Clube e eu lhe mostrava que tinha sido muito melhor ele ficar livre da imposição daquelas mães desalmadas que rotulavam, sem analisar.
A vida seguiu e rapidamente ele se transformou no jogador mirim e arma secreta do Clube, o Olaria, tornando-se depois campeão mirim e campeão infantil.
Essa mudança na vida infantil desse meu filho, gerada pela falta de entendimento humano, me trouxe a possibilidade de participar de um evento maravilhoso e de conhecer, naquela época, um dos maiores programas da paz mundial.
Nos dias de hoje, infelizmente, sinto uma triste saudade daquele tão importante evento.
Lá, nos anos setenta, na Escola Naval do Rio de Janeiro, pude estar presente, acompanhando meu filho Marcio Luiz, durante um período de pelo menos quinze dias.
As crianças que compunham aquela equipe ficaram hospedados com crianças do mundo inteiro, que participavam promovendo a melhor solução de entendimento, na busca da paz mundial.
Hoje, lembro com muita alegria desse período de nossas vidas.
O melhor veio depois, quando foi convidado para participar do JAMBOREE MUNDIAL, já no ano de 1972, quando foi premiado e citado em todos os jornais, como o garoto de onze anos mais alto do mundo, com um metro e oitenta e três centímetros, pois o segundo colocado foi um menino alemão com um metro e oitenta e um centímetros.
Durante todo o período que ele atuou como jogador, eu importava de Miami, através de um amigo piloto,os famosos tênis ALL STAR.
Hoje, mentalmente, dou graças às reclamações daquelas mães, pois foi por causa delas, que meu filho se tornou um campeão brasileiro de basquete.
Naquele convívio com crianças de todas as raças do mundo inteiro, ele pode compor a sua coleção de moedas de todo o mundo.
Por sugestão minha, as moedas eram trocadas pelos compactos, discos de samba dos cantores mais famosos da época, pois os estrangeiros adoravam a música popular brasileira.
Sua participação nesse Jamboree Mundial, mereceu uma homenagem do Olaria Atlético Clube.
E por aquela participação, numa convocação nacional, ele recebeu uma homenagem especial, pois o clube nunca tinha tido um atleta convocado para uma seleção mundial, compondo a seleção brasileira.
Valeu, meu filho Marcio Luiz !
(Jorge Queiroz da Silva - outubro de 2010)Fonte da imagem: piadarts.blogspot.com