Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Minha tia Dudu

Hoje vou falar da minha tia “DUDU”. Ela era especialista em fabricar famosas receitas de doces, como Campista que era. Gabava-se constantemente das grandes compotas que preparava à base de goiaba, mamão verde, laranja da terra,além de deliciosos melados . Seu verdadeiro nome era Geraldina e por gratidão e admiração à minha mãe, de quem gostava muito, veio residir no Rio de Janeiro, em nossa casa. Na época em que conosco conviveu, transferiu para mim, todo o carinho que pudesse dedicar a nossa família, sendo categórica em declarar que veio para nossa casa para ajudar minha mãe, viúva que era, a me criar. Tomou para si todos os cuidados com a minha instrução e minha alimentação. Uma coisa muito importante, da qual nunca esqueci, era o grande cuidado que ela tinha comigo,quando preparava minhas refeições. Lembro-me sempre do tamanho dos pedaços de carne, preparados em bife, que ela com todo o carinho, partia em tamanhos diminutos, para que eu não engasgasse ao comer, pois, naquele tempo, eu sofria de uma forte amigdalite e por recomendação do Dr. Faria Lemos, meu médico, eu não deveria operar. Mas o fato curioso daquela nossa relação, tia/sobrinho, foi com respeito ao seu mal dormir. Ela dormia e de repente gritava muito, normalmente pedia socorro durante os seus pesadelos, e eu sempre acordava com seus gritos, tendo dificuldades de conciliar o sono novamente. Era comum eu perguntar a minha mãe, no dia seguinte, porque ela gritava tanto, ao que minha mãe respondia dizendo que era viúva de três maridos e que coincidentemente os três cometeram suicídio. Minha mãe atribuía os gritos a essas passagens pesarosas. Contava que o último deles, tocou fogo no seu próprio corpo. Com todos esses dramas, era justificado ter pesadelos. Essa minha tia Dudu também era pessoa extremamente cuidadosa com a saúde - não comia carne de porco, nem camarão. Era muito vaidosa e para estender roupas no varal, tinha o costume de subir num banco, para não elevar muito os braços e distender a musculatura. Usava cremes nas mãos e no rosto, andava muito bem vestida. Sempre que ia receber a pensão do falecido, que era militar, trajava-se muito bem e usava ainda, salto de sapato de sete e meio centímetros. Já adolescente, fiquei muito mais assustado, ao saber que ela mantinha um romance com um rapaz que não tinha nem trinta anos, mais novo uns cinqüenta anos do que ela. Sua verdadeira idade foi de fato descoberta no dia em que ela faleceu, quando tivemos que procurar os documentos para a certidão de óbito. Lembro-me que eu e minha mãe, nos olhamos e nos surpreendemos, verificando que aquela senhora, que não tinha nem rugas de expressão, já tinha completado os seus 83 anos de vida. Com essa tia sem laços de sangue, valeu a pena conviver, pelas delícias que preparava, pelo carinho que dedicava às pessoas e pela vitalidade e alegria que coroou parte da minha infância.

domingo, 30 de agosto de 2009

A dinastia das tias

Eu confesso que a vida segue dinastias, mas a principal delas, é por certo, a que se relaciona com as “Tias”. Aqui com meus botões, eu fico admirado de nem sempre ter prestado atenção a um detalhe, como esse, tão predominante em minha vida.Até bem pouco tempo atrás, eu não conseguia fazer qualquer afirmação a respeito desse assunto, talvez pelo fato de não ter sido contemplado com uma tia, pois os irmãos de minha mãe eram todos homens, e por conseguinte, só me forneceram “tias postiças”, ou seja, como se diz no contrabando, “tias do Paraguai”.Ainda pelo motivo de residir no Rio de Janeiro, eu não pude conhecer a família oriunda de meu pai, que me contemplou com seis maravilhosas “tias”. Como nunca viajei para o Recife, não cheguei a conhecer nenhuma delas, visto que meu pai faleceu prematuramente, aqui no Rio de Janeiro..Assim sendo, só me resta lembrar a relação carinhosa que mantive ao longo da minha vida, com as tias de minha mãe e com as tias “do Paraguai”.Acrescento aqui também as famosas tias de aluguel, que pela minha observação, são aquelas que andam buscando crianças bonitas e engraçadinhas, que as chamem de “tias” para a perfeita satisfação do seu ego.Já falei aqui neste espaço de algumas tias e hoje, enfatizo que elas são as principais peças de equilíbrio numa família, servindo de exemplos variados de afeição.Vejam vocês, eu passei por todas essas existências de “tias”, na minha infância e juventude, e nunca admitiria o peso de uma tia numa sociedade, mas só agora, com o passar do tempo, após ter me ramificado em várias famílias, eu vejo que todas as tias são atuantes e politicamente situadas.Socialmente uma grande nação não se constrói sem “tias”, haja vista, que há bem pouco tempo atrás, as professoras passaram a ser chamadas assim, pelos seus alunos.Mas quero aqui deixar bem claro, que eu acredito firmemente na “ dinastias das tias” , mas, para que o mundo fique mais calmo e mais tranqüilo, peço que todas aquelas que pertençam realmente a essa dinastia, não sufoquem os outros membros da sociedade, como mães, pais, tios, avós, cunhados.Que façam o seu trabalho social, mas sem exageros que comprometam a personalidade dos seus valorosos e competentes sobrinhos, que na realidade serão o futuro da nação.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mercado financeiro, sempre uma grande dúvida para o povo.

Eu não sabia nada sobre trabalhos no mercado financeiro, pois sou um filho de pai pobre que faleceu cedo, aos trinta e sete anos de idade e que era de uma honestidade à toda a prova.
Cuidou com muita segurança da distribuição de gasolina durante a Segunda Grande Guerra Mundial, sem pensar que ali se instalava naquela época, o famigerado “mercado negro”, uma vez que o País teria que encarar um racionamento bem longo, já vindo desde a década de trinta, quando teve início a tal Guerra. Era nessa nossa forma de governo que se implantava a primeira ditadura, que desde os anos trinta, imperava.
O nosso povo era beneficiado pois servia de capa protetora ao nosso governante máximo, e não existia uma casa de pobre, que não tivesse um retrato do velho pendurado na sala principal da casa.
Vejo que hoje em dia temos alguns políticos que pensam nisso também - em ter o seu retrato na sala de cada brasileiro - e lembro que os antigos coronéis da época diziam que aquilo ainda perduraria por anos e anos, visto que aqueles retratos por certo eram distribuídos pelo partido dos trabalhadores, o “PTB’’.
Mas para compensar este “cabo-eleitoreiro” , os “trabalhadores do Brasil” tiveram naquela década, a C LT promulgada, ganharam a redução de horas de trabalho, tiveram o direito a semana inglesa aos sábados, tiveram os direitos indenizatórios conferidos e a lei da estabilidade assinada, que dava ao trabalhador com mais de dez anos de serviço, a indenização em dobro .
Com tudo isso, o nosso presidente viraria um Deus.
Mas eu tenho certeza que hoje o Brasil já o país do futuro, sendo aquele que já tem as suas reservas em ferro e aço, e se falamos de madeira para uso, temos um tema de proteção na mão, temos os replantios obrigatórios.
Falando em diversificação, já temos substituto para o petróleo do qual somos exportadores, e atuamos nos diferentes campos da energia verde do nosso bio combustível , assim como também, a nossa produção de cana seja ela a de etanol ou a de açúcar, a nossa soja, o nosso boi no pasto, pois somos possuidores dos maiores espaços e dos maiores rebanhos do mundo, isso tudo, sem falarmos das carnes especiais de boi de confinamento, do nosso feijão, do trigo e da soja e do arroz.
Já estamos incluídos também nas reservas de emissão de carbonos controladas, e ainda existe de todas as maneiras para constituir um fundo imponente junto a outras nações, chamadas de emergentes e que também lutam pela segurança do planeta.
Eu sei bem que o brasileiro hoje não é mais aquele caçador de cobra no meio do asfalto, nem tampouco a nossa capital da república é chamada de BUENOS AIRES.
Nem mesmo os estrangeiros que aqui chegam em viagem de turismo, lembram que ouviam dizer para que tivessem o devido cuidado ao desembarcarem no Píer da nossa Praça Mauá, pois teriam que jogar fora os bonés, porque se o vento os levasse e eles tivessem que pegá-los do chão, corriam o grande risco de serem assaltados.
Mas falei de tanta produtividade, de tanta riqueza e ainda tenho muito mais para incluir nesse nobre papo, mas não desconsidero o estremecimento financeiro que veio do mundo até então superior, que através de guerras urgentes e perigosas aumentou a sua despesa e controle.
A falência no mundo imobiliário, trouxe um grande risco, o seguro na América foi usado sem limites, e essa supervalorização, traz insegurança, pois quando se pensa somente em segurar alguma coisa, o campo hipotecário é olhado com excesso de zelo e confundem e misturam-se as seguranças.
Eu já disse uma vez que o Brasil errou quando acabou com a nossa letra do mercado imobiliário, quando pela instalação do BNH, hoje já falido e desativado.
Mas o nosso Pais, escrevi com maiúscula, pois assim já merecemos ser tratados, e na segurança dos nossos dois tão importantes Ministros, MANTEGA E MEIRELLES, que mais parecem marcas de produtos.
Será que temos que parabenizar ao presidente LULA, por esta acertada escolha? Pedindo e lembrando ao Presidente, que não mexa, e não deixem mexer no time que está ganhando hoje e de GOLEADA!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um "p" de provisória ou de permanente?

Se vocês ainda não entenderam o meu tema, vou explicar.
O “p” de provisória ou “p” de permanente apenas se refere a duas palavras que estão totalmente fora de uma contribuição financeira, que já tivemos, e da qual nos livramos em 2007.
Resolvi voltar ao assunto porque agora, alguns dos nossos congressistas vão tentar ressuscitá-la, apesar da pressão dos meios de comunicação, especialmente da brilhante rádio CBN..
Não é possível que tenhamos novamente que aceitar esse embuste em nossas despesas financeiras, e ainda mais sendo ela a única taxação , onde seu fundamento é diretamente de responsabilidade do nosso Governo Federal, uma vez que, o titulo desse tributo, como já é sabido, prende-se única e exclusivamente ao destino do custeio da nossa complicada área de saúde.
E o nosso povo já está mais do que avisado e não desconhece que esse tipo de tributação já faz parte dos 27,5 % do nosso imposto do “Leão,” que a cada inicio de ano, por ocasião da declaração anual nos morde sem piedade parte da nossa renda. Fora qualquer outro argumento, não existe nenhuma nação no mundo democrático, que faça uma duplicação nos encargos de seu povo. O que necessitamos é de um gerenciamento com correção das despesas do nosso Governo, pois só assim teremos a certeza de que não seremos mais incluídos nos infortúnios dos impostos do lesa a Pátria!
Basta de CPMF, que parece ser provisória e de repente, querem transformá-la em permanente!
Mas eu quero aqui deixar uma idéia, para resolvermos logo o problema da saúde no nosso Brasil. Quando eu, dirigia uma industria química e farmacêutica, que produzia 228 tipos de produtos diferentes, eu era o chefe do departamento de planejamento e controle da produção e fabricávamos produtos nas linhas médicas e farmacêuticas e ainda na linha de produtos de higiene pessoal, como creme dental, talcos, sabonetes, cremes nutritivos, colírios, colônias, loções, tônicos, fortificantes, cremes de barbear, loções para após barba, etc...
Naquela ocasião, eu chefiava os operários da linha de produção e ali existiam quase quinhentos funcionários, que prestavam diferentes serviços, em diversos departamentos como o de pesagens, fabricações, filtragens, maturações, lavagens, envasamento, embalagens, encaixotamento.
Aquilo tudo me preocupava muito, por saber que ali existiam, tarefas e responsabilidades de valores bem diferentes. E que por certo, tínhamos que orientar aquelas pessoas de maneira que sentissem que trabalhavam numa linha de produção onde a falha humana não poderia passar por perto, pois eram áreas de remédios, que exigem grande responsabilidade e cuidados.
Naquela época os serviços de fiscalização de medicina, não deixavam por menos e o normal era recebermos sua visita de dois em dois meses.
Com o intuito apenas de valorizar os trabalhos da equipe, eu cai na asneira, de tentar melhorar os salários, trazendo mais motivação ao quadro de operários que ali trabalhavam comigo.
Já havia feito um levantamento na área recursos humanos e tinha descoberto uma injustiça muito grande em relação aos ganhos individuais de cada um deles. Sendo assim, criei índices para reajustes salariais que atingiriam a todos indefinidamente.
O critério de que me utilizei para chegar aos índices, foi a análise dos preços unitários de venda de cada produto, e em contrapartida, os valores que apurei de custo unitário de produção.
E até hoje tenho o relatório em que me apoiei para presentear ao grupo de trabalho, com a palavra justiça!
E preparei este relatório fazendo menção de função por função , criei uma tabela de pontos para cada departamento e operação e cheguei a conclusão de que ali existiam funcionários que já trabalhavam há mais de vinte anos e que recebiam o mesmo salário mínimo como se tivessem entrado na empresa naquele ano.
E naquela pontuação analítica, eu fui sempre muito sincero a toda prova, e para função de mais responsabilidade, a valorização, teria um fundamento correto em posições de chefias.
Digo aqui e repito, fui muito responsável, com todo o grupo de trabalho que representavam quase quinhentas famílias.
Ainda fui honesto com eles, avisando do que eu preparava, e afirmando que se a Diretoria não me respondesse afirmativamente, eu deixaria a Empresa para a qual já trabalhava há quatorze anos, numa época em que ainda não existia o FGTS, que só viria a ser implantado no ano seguinte ao que estávamos, pois era o ano de 1966!
Existiam operários que me olhavam com um sorriso de orelha a orelha e me perguntavam se eu já tinha tido notícias da proposta de aumento salarial, ao que eu, com tristeza respondia que não.
E eu achava que estava demorando muito a obter a resposta do meu Diretor Industrial, embora estivesse sempre cobrando uma solução.
Um dia, seis meses depois, pressionei a Diretoria e fui então informado que eles iam dar os aumentos de salários de acordo com os meus cálculos, pois no meu relatório eu afirmava, que se eles deixassem de ganhar um centavo em cada unidade vendida no Brasil, sem falar no Exterior, eles teriam aquela condição de corrigir os salários sem problemas financeiros, como provava o meu relatório.
Eles deram o aumento, mas eu, perdi um emprego e uma indenização de vinte e oito anos de anos de serviço, pois naqueles tempos quando se atingia mais de dez anos de serviço, a indenização era paga em dobro. E perdi tudo, porque pedi as contas, devido a grande pressão que comecei a sofrer por parte da Diretoria que temia novas idéias daquela ordem, de minha parte. Recebi somente os dias trabalhados naquele mês tão lembrado de novembro de 1966.
E é por ainda hoje fazer fé naquele meu relatório que modificou a vida de quase quinhentos brasileiros é que eu afirmo, que ele serve para acalmar a sede da tributação do CPMF que, se dirigida a quem de direito, ajudará com certeza a salvar a saúde de quase duzentos milhões de brasileiros.
Basta direcioná-la aos planos de saúde e a todas as farmácias do nosso imenso Brasil.
Falo nos planos de saúde, porque eles recebem e nem sempre usam o dinheiro, pois depois de aposentado e pagando há mais de dez anos um dos melhores planos de saúde, tive o desprazer de necessitar de uma operação que não podia pagar, e ouvir da Seguradora QUE A MINHA DOENÇA ERA PRE EXISTENTE.
Como se pré- existência, pode se dizer de quem paga um contrato há mais de dez anos.
Por isso acredito que devamos incluí-los nesse esquema.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

A perfeição

A perfeição é algo inexistente, pois ela, pelos próprios caminhos, demonstra sua indefinição. Acredito que seja composta de fatos e atos, de um passo contido do medo de errar. Diziam os antigos: perfeito só Deus! Na verdade, pregavam num mundo imaturo, buscando as idéias de um homem inseguro, que tentava, a qualquer instante, chegar à sonhada perfeição. As provas demonstram que, em todas as áreas da vida, mudanças constantes se fazem em busca da perfeição. Lembremo-nos do avião 14-Bis. Foi perfeito e voava, mas por um tempo. Hoje, os Mirages, os caças de guerra, foram ultrapassados por outros tipos de aviões, como o Concorde, de vôos rápidos e internacionais. Esse também foi proibido de atuar, pelo seu ronco acima dos limites normais. Posso citar outro exemplo de caminhos em busca da perfeição, quando me lembro da época em que estagiava na IBM e ficava impressionado com o computador do Centro de Estudos ser classificado como o mais veloz na execução de cerca de dezesseis tarefas diferentes ao mesmo tempo. A busca da perfeição fez com que chegássemos hoje ao “notebook” de tamanho reduzido e com muito mais propriedades do que o monstro de 1968, sem falar que só existiam dezesseis unidades do mesmo nas grandes e principais Empresas do país. Posso citar outro exemplo. No ano de 1957, em meio ao meu trabalho, um colega inventivo e criador pediu-me que dirigisse uma carta a uma empresa fabricante de automóveis oferecendo seu mais novo invento: uma roda de encaixe para utilização nos carrões fabricados. Para minha surpresa, provando-me que a busca da perfeição é constante, tal Empresa respondeu sua carta dizendo que o invento era muito avançado e que talvez pudesse ser utilizado nos carros que seriam fabricados dali a mais ou menos trinta anos. Por isso, creio que a perfeição ainda está a cargo de nosso pai Criador! •

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Um curso de Telemarketing que fiz sem precisar

Naquela época eu desenvolvia uma nova posição de trabalho, pelo menos era uma nova experiência de vida.
Sempre estive como profissional ligado a área industrial e administrando diariamente o fato de fabricar alguma coisa, fosse remédios, madeiras, casas, mobiliário, jornais, cimento, enfim, um universo de coisas.
Ali eu iria cuidar pela primeira vez de uma área de vendas, eu seria um vendedor. Um cargo que traria a minha experiência voltada para um aprendizado nunca antes experimentado.
Já estava aposentado e fui fazer parte de uma equipe de vendas de homens todos naquela mesma condição e que ali estavam já há algum tempo.
Eram chamados de vendedores “cinco estrelas” e ali se diziam estar, para dar banho em vendas, como se diz na gíria comercial.
E eu chegava como um novato naquela equipe, tão respeitada na empresa..
Sem me assustar e com aquela emblemática ali presente, disse pensando comigo mesmo, eu nunca vendi em minha vida, como vou poder enfrentar vinte e três vendedores “cinco estrelas”, como dizem os diretores da empresa comercial?
Veio daí uma nova verdade para a minha vida.
Pensei que não podia fazer nenhuma vergonha, pois todo trabalho para ser bem executado, necessita de ser e estar bem administrado, e isto fazia parte de toda a minha vida profissional: uma boa administração, logo, não poderia temer coisa nenhuma. . .
Fui então chamado pelo diretor comercial, que me fez a entrega de todo o material de trabalho - uma pasta que continha relatórios de visitas e de faturamento mensal, e normas do funcionamento de todo o fluxograma de vendas - Desejou-me muito boa sorte e então fui eu para o novo trabalho...
Pedi a chefia, e a supervisão um tempo para me preparar para o estudo da área.
Para o relato de visitas, necessitaria de um tempo, pois era época de vendas de final de ano.
No meu pensamento eu insistia e argumentava de que não valeria eu ir para a rua despreparado, pois achava conveniente estudar os produtos que tinha para vender e estipular para quem gostaria de vender.
Teria primeiro que executar a mais importante tarefa de vendas, que é simplesmente eu saber me vender.
Achei então aquilo que seria o meu primeiro passo antes de pensar no produto que queria vender.
Sem fazer isso, mais demorado seria ter em mãos o meu primeiro pedido de vendas .
E iniciei assim então o meu estudo da minha área de vendas indicada pela direção comercial.
Nesse estudo pude verificar que eu não poderia vender em áreas de governo, devido as metas crescentes, pois deveria ser um vendedor apenas da área privada.
Não podendo vender em áreas públicas, afirmei que venda era persistência, e que apesar da área privada não se agigantar, eu faria todo o possível para trazer os melhores pedidos, de uma área considerada mais modesta, mas que nem por isso me assustaria na carreira de vendas..
E uma luz se acendeu, e tive uma grande idéia, vou criar um relógio de visitas, vai ser uma novidade pra mim em vendas.
Aquilo não existia e depois eu poderia programar minhas visitas na minha agenda até o final do próximo ano, o que seria um novo passo naquele campo de trabalho comercial.
Conclui que iria trabalhar com denodo e orientação e por certo seria um vencedor, numa modesta área sem grandes pretensões..
Diante das pressões da Diretoria, acertei que após um prazo de trinta dias eu estaria na rua já iniciando as minhas vendas, e este prazo me foi necessário para criar atualizações por seis meses, em minha agenda de desempenho de trabalhos.
E logo após iniciou-se a busca do meu primeiro pedido, e então tudo começaria a acontecer, e conseguiria responder a chefia direta de vendas, com as entregas de vendas, por mim sistematicamente programadas, que garantiram que a concorrência estivesse totalmente batida ao sabor das vendas que ficaram ligadas as programações encima de calendários estipulados e com preços ajustados, pois os tempos eram de inflação alta, onde ganhava a empresa e ganhava o cliente.
Então um pouco mais a frente eu pude também criar um quadro analítico que me forneceu a visão da minha clientela, e que me deu ainda a dimensão dos meus clientes em seus tamanhos por faixa dos seus pedidos, e assim aquele quadro veio a dar nome aos “bois”.
Eu fiquei com três faixas diversificadas de vendas, a do cliente pertencente a força auxiliar de venda, que exatamente seria a do cliente em crescimento, a outra seria a do cliente padrão, a faixa do cliente de programação já feita pela agenda anteriormente antecipada, e finalmente a faixa residual de vendas que seria aquela criada para atender aos clientes de baixo giro de compras e de pedidos menores, que não cabia de forma nenhuma visitas.
Foi aí que eu entrei com a ajuda do telemarketing da empresa que existia somente há oito anos e que só realizava um faturamento total de oito milhões mensal, e que depois desse meu programa aumentou em muito as suas vendas, porque eu na rua dava aquele departamento um grande apoio.
Isto durante as exposições que fazia a cada final de mês, levava a direção comercial a seguinte dúvida: vamos convidá–lo para gerenciar o departamento?
E eu pensava que não tinha aceito o desafio para desempregar ninguém, mas o que podia fazer se estava exercitando pensamentos do meu lado nunca
experimentado, o chamado lado externo empresarial e seus efeitos.
E passei a receber como homem de vendas externas, e sendo convidado para comando da organização do departamento de vendas do Call-center e sua organização e foi aí que um dos diretores da empresa, que teria criado o departamento de telemarketing há oito anos passados, me chamou para um papo deixando claro que eu não podia mexer num departamento que ele havia organizado há tanto tempo atrás.
De cara perguntou-me de onde era o meu diploma de Call center e qual era a visão de telemarketing.
Eu rebati dizendo era a que eu tinha visto quando me dirigia ao toillete
O Diretor estranhou a minha resposta, pois sentiu que eu era novato na área e eu logo afirmei que quem havia me colocado naquela posição tinha sido o primo dele, outro membro da Diretoria. Pedi que confiasse em mim e aguardasse o primeiro resultado do meu trabalho.
Continuei realizando as tarefas e fui chamado outra vez pelo primo dele que citei, o meu chefe direto, e que me disse sorrindo o seguinte, Jorge, o meu primo está cheio de ciúmes, eu queria te matricular num curso, para que tivesses um diploma na área, pois assim, você conseguindo o tal diploma que ele quer ver, ele acalma.
E então ao final do mês eu já começava o tal curso no Clube dos Lojistas do Rio de Janeiro. E já na apresentação na primeira aula, já virei o problema da turma de alunos, pois o professor que iria me dar o tal curso pediu a cada aluno uma apresentação, e na minha exposição, o professor, depois de ouvir toda a minha história que o deixou sem jeito, me chamou no intervalo das aulas de rotina e tarefas importantes, e particularmente me falou, por favor, não me pergunte nada durante as aulas, no andamento do curso, pois não vou te perguntar nada também, pois saiba, que o teu diploma já esta garantido.
E foi o que fiz e no fim de três meses eu já de posse do diploma, entreguei a diretoria comercial, e todos os resultados de vendas foram fantásticos, a área externa que eu havia organizado antes já tinha eliminado dos 23 representantes cinco estrelas nada menos do que onze, e a venda teve a sua qualidade de resultado aumentada em duas vezes no seu valor, e do departamento de Call-center, em onze vezes mais.
Os resultados foram tão bons que não me pagaram as comissões a que eu tinha direito,obrigando-me a pedir as minhas contas e a entrar na justiça para receber o valor corresponde a um carro zero de pequeno porte.
Como justiça nesse país não funciona, além de ser obrigado a fazer acordos para receber uma pequena parte, apesar do ganho de causa, ainda houve uma demora de sete anos para ver a cor do dinheiro.
E assim conclui a minha missão da conquista de um diploma jamais almejado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O máximo do otimismo

Meu pai me contou que existia no interior de Pernambuco uma família de lavradores assentados, cuja prole era por demais desenvolvida e a todo momento, nascia uma nova criança, para o patriarca-chefe, que tinha como rótulo, o nome de Crescêncio da Vida no Campo.Era um homem forte, de muita fé, pouca cultura, muita saúde e dono da maior dose de otimismo.Segundo soube, buscava sempre novos motivos para dar o nome de batismo aos seus filhos, dentro dos seus preceitos de crença, para transferir a cada filho com otimismo, a nova vida que ali desabrochava.Ele era um cidadão muito conhecido e respeitado e observado pela maneira simples e sadia que avaliava a sua vida.Excelente trabalhador, homem de pulso forte, tinha por única distração, ouvir um pequeno rádio de pilha, para se atualizar com as notícias do campo e que por certo, reciclariam as novas alternativas do seu trabalho na agricultura.Só assim, acreditava, poderia enfrentar os males das doenças comuns, na sua pequena roça, pobre de recursos hídricos e sem nenhum apoio governamental.Era possuidor de uma prole altamente otimista, com nomes bem caracterizados.Mesmo não sendo conhecedor de numerologia, que hoje em dia, se faz presente na vida de muitos famosos artistas, empresários e políticos, o Crescêncio sabia aplicar os prognósticos da boa-sorte aos seus filhos,através dos nomes de batismo.À primogênita, chamou ESPERANÇA!,À segunda,CONQUISTA!,À terceira,SEGURANÇA!,À quarta,FLORESCIDA!,Ao quinto,CHUVISCO!,Ao sexto,BROTADO!,Ao sétimo,COLHIDO!,Ao oitavo,ENSACADO!,Ao nono, VENDIDO!,Ao décimo,COBRADO!,Ao décimo primeiro, RECEBIDO! eAo décimo segundo, DEPOSITADO!Fiquei surpreendido com o otimismo daquele brasileiro que teve esperança e usou todos os critérios de nomes,para que o levasse e aos filhos, ao sucesso no seu trabalho no campo.Acredito eu que nos dias de hoje, ele deve estar cercado apenas dos nomes otimistas do seus filhos, mas deve viver amargurado e preocupado, pois o nosso Governo destruiu o sonho dos otimistas, a esperança da conquista, a segurança florescida, o chuvisco do brotado, apodrecendo o colhido e ensacado, o vendido e não cobrado, e que do jeito que vai indo, nunca deverá ser depositado.Pobre homem, otimista, num país sem clima de conquistas, num país de governo do papofurado, que só faz com que pensemos em usar apenas a nossa preguiça.

domingo, 16 de agosto de 2009

Minha primeira viagem de bonde

Eu só tinha nove anos, e ia fazer minha primeira viagem de bonde, pois seria através desse transporte que eu iria diariamente para o Colégio Brasileiro de São Cristóvão. Estava determinado. Eu sairia na companhia do meu pai até o terminal de bondes, ali, meu pai me deixaria e pegaria o trem para o trabalho, e eu, seguiria para o Colégio. Apesar de todos os conselhos e alertas de minha mãe foi muito forte para mim, fazer a minha primeira viagem sozinho. Lá fui eu. Minha mãe tinha me avisado, que quando o condutor do bonde (cobrador) passasse fazendo a cobrança, e dizendo, a frase “faz, favor...” eu teria que pagar a passagem, que naquela época, correspondia a dez centavos. Sentei- me no canto da grade, para admirar a paisagem, e fiquei daí por diante atento à passagem do condutor que faria a cobrança da passagem. O cobrador chegou, e gritou alto para o pagamento, o célebre “faz favor”, que a minha mãe havia me alertado .Aí eu já com a moeda na mão, estendia na direção dele, pagava e respirava fundo, mas aí então, o cobrador fazia várias vezes, o mesmo trajeto, para cobrar as pessoas, que estavam constantemente embarcando, e ainda não teriam pago. Mas como eu ignorava aquele fato, cada vez que o condutor passava, eu pagava de novo a passagem, como que obedecendo, as instruções da minha mãe, pois ela não me dissera, que eu só teria que pagar quando ele dissesse “faz favor” pela primeira vez. Ela esqueceu do detalhe, que ele passava várias vezes dizendo, “faz favor”, mas pela graça de Deus, o condutor percebeu, que eu ignorava, e que só teria que pagar a passagem uma vez, e ele me disse “ô menino”, você só deve pagar a passagem na primeira vez que eu passar, se não você vai ficar sem dinheiro, para voltar para casa e para sua merenda na escola! E eu então contei isto a minha mãe, ela riu muito com a minha ignorância, mas pelo que achei , eu estava rigorosamente atendendo uma instrução dela!.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

As viúvas investidoras

Um susto mundial!Os velhos mercados financeiros estão estremecendo a economia internacional.A garantia de mercados são as grandes vítimas das velhas viúvas investidoras.Elas ainda herdam a maior parte dos tesouros deixados pelos maridos, que envolvem as maiores fortunas do mundo, que giram em torno das grandes usinas de minérios, dos grandes estaleiros, dos maiores criadores e dos grandes banqueiros.Uma economia sólida se faz com capital e trabalho, e nós, brasileiros, teimamos em separar essas duas coisas tão importantes. A vaidade pessoal acaba com o princípio básico. Esquecemos que as grandes fortunas mundiais têm os dois ganchos de segurança representados pelo lado financeiro de um negócio e pelo lado econômico desse mesmo negócio.O lado financeiro tem em sua base monetária, seu lastro em depósitos e poupança.O lado econômico, o lastro de produtividade, o crescimento industrial, a sua prestação de serviços, a sua mão de obra, a sua criatividade.O Brasil continua sendo o grande cliente do mundo internacional.Ele é pela mão do seu dirigente, um campo em potencial aberto às importações inúteis.Lembro-me quando menino, de que as economias do nosso povo eram muito seguras, o Governo arrecadava, sem emitir moeda podre. Dava condição de uma maior fiscalização no consumo dos produtos industrializados, pois, esses produtos só iriam às prateleiras de venda, se tivessem o selo do imposto de consumo pago.Só assim, o Governo tinha um maior controle da arrecadação e podia planejar os gastos públicos, sem financiar as grandes fortunas.Daí o grande dilema: surgiram os políticos e os interesses pessoais, e com eles, vieram o grande mal brasileiro, aquele jeito de negociar nas gavetas.Em suma, a “corrupção” e as novas formas de proteção ao lado financeiro, deixando de lado, o aspecto de trabalho, o lado produtivo de um negócio em crescimento.Eu percorri, na minha vida profissional, seis campos diferentes: a industria gráfica, a farmacêutica, a da construção civil, a imobiliária, a indústria de madeiras e a de mineração.Em cada uma delas, eu senti as coisas erradas acontecendo.No campo gráfico, eu vi maior interesse dos jornais encalharem nas bancas.No farmacêutico, a inclusão de produtos de higiene e refrigerantes adicionados ao custo dos remédios, produtos esses, que eram consumidos na casa dos diretores.Na construção civil, a falsificação dos contratos de financiamento que eram fornecidos em quatro vias . Cada uma delas, tinha descrição diferente. Como exemplo, na via do comprador constava bronze martelado, na do construtor não aparecia esse item, já na do financiamento apareciam esses e outros mais.Na de madeiras, os caminhões que entravam mais de uma vez em cada obra do governo, com a mesma mercadoria e várias notas fiscais diferentes.E, finalmente, na indústria de cimento, as máquinas de ensacar eram reguladas para pesarem 49,5 kg cada saco de cimento.Vejam vocês, então, se as viúvas investidoras do primeiro mundo, não tem que estar preocupadas.Cuidado Sr. Presidente, conserte logo o lado econômico do país, porque as viúvas do primeiro mundo estão de olho e como de hábito, nós brasileiros, somos taxados de vagabundo pelo resto do mundo!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Brasil precisa urgentemente de um novo síndico

Vejam bem:Se precisarmos chamar a polícia, temos que pensar duas vezes!Parece a hora de mudarmos o nosso síndico!Afinal, quando iremos realizar a próxima assembléia geral ordinária, para a eleição do nosso verdadeiro síndico?Em todas as assembléias que foram realizadas, o condomínio Brasil, nada fez para melhorar o seu desenvolvimento, a sua segurança e a sua preservação, confirmando que nesse grande condomínio, só se faz eleição, com o voto de “cabresto”, o que por certo, tem levado os seus moradores, ao completo abandono e descrença.Mas que absurdo!, nesse nosso prédio, que está perto de completar seiscentos anos os problemas que se apresentam em nosso dia a dia, demonstram claramente, que corremos um grande risco, o de perder o pleno poder, para garantir, a segurança das nossas fronteiras.Na década de cinqüenta, eu ainda na minha juventude, e servindo ao exército, soube de um jovem de mais ou menos 23 anos de idade, que já naquela época, mantinha um contato entre os índios e os contrabandistas americanos.Sabia-se que ele estava integrado em negócios duvidosos pela interferência de um irmão, um jovem militar da aeronáutica, no posto de cabo, que era agregado à embaixada brasileira em Washington. Diziam que por certo fazia a ponte de informações para manutenção de uma rede de contrabando internacional, em pleno crescimento.Diziam que os vizinhos do condomínio onde ele residia, assistiam a um trânsito de animais nativos da nossa fauna, como onças, preguiças, araras, jacarés,pelos corredores, quando chegavam trazidos por ele e eram confinados em seu apartamento. O tal rapaz trazia ainda artesanatos de indígenas, como arco e flechas, penachos, cachimbos e pigmentos, como também, pasmem: - o tal rapaz, que nem habilitado era para conduzir automóveis - estacionava no pátio do edifício, carros, zero quilômetro, modelo Chevrolet Impala Belair, a grande sensação automobilística do momento.Quando ouvia tais histórias, sendo brasileiro e otimista, comprometido com o serviço militar, onde prestava um estágio, como Aspirante a Oficial da reserva, convocado pelo Regimento Escola de Infantaria na Vila Militar do Rio de Janeiro ficava indignado e me vi na obrigação de interpelar pessoalmente aquele jovem, que residia próximo ao condomínio que eu residia. E então, num determinado dia, em que saia para levar meu filho de nove meses para pegar sol, minha intervenção foi precipitada para ter com ele uma conversa franca, por ter quando passava ao lado do edifício,presenciado a queda de uma onça pintada da janela do seu apartamento .Abismado com o fato e após eu ter solicitado que retirasse a onça que havia caído da janela dele e estava naquele momento sentada no corredor do prédio, o convidei para que fosse a minha casa para uma conversa.Expliquei-lhe que não estava entendendo como ele podia ter animais daquele porte dentro de um apartamento em prédio residencial , por todas as implicações sociais que acarretavam.O tal sujeito, apenas me respondeu, muito solícito, que em qualquer domingo daqueles ia aparecer lá em casa, para tomarmos juntos uma cerveja e para batermos um papo, quando aproveitaria para levar-me algumas lembranças de trocas que tinha feito com os nossos índios da Amazônia.Cumprindo o prometido, por lá apareceu , e trazia com ele coisas fabricadas pelos índios.Sorridente, iniciou um diálogo que me fez ficar boquiaberto, após me contar como obtinha dos índios os presentes.Fez uma declaração assustadora, quando lhe perguntei pelos carros licenciados guardados no pátio do prédio, e ele sem nenhum medo, foi firme na sua resposta, me dizendo que fazia troca com os americanos - eu forneço um tambor de duzentos litros mais ou menos, de uma determinada seiva que negocio com os índios, e recebo em troca um carro “zero” desse tipo.Quando lhe perguntei sobre o que faziam os americanos com aquela seiva, oriunda das nossas matas, ele disse que nada sabia a respeito, pois o irmão dele que estava a serviço na Embaixada Brasileira em Washington, é quem o havia encarregado do serviço e nunca havia esclarecido nada.Compreendi que ali havia uma rede internacional de tráfico e contrabando de drogas, já instalada em nosso país, perigosamente.O tal rapaz se dizia inocente e com o seu “trabalho”,colocava em risco todos os moradores daquele condomínio.Dizia que só voltaria a viajar para a Amazônia, após a venda dos tais carros, e que em cada viagem, ele ficava por lá normalmente um período de quatro a seis meses, quando retornava sempre para executar a venda das coisas que trazia.Esse procedimento, que se tornou uma constante na vida daquele rapaz, começou a me preocupar, e eu estava propenso a montar um determinado esquema, para liquidar com aquele negócio da China, que representava riscos e insegurança, para ele e todos os vizinhos, visto que, com certeza, colaborava para a manutenção e o crescimento de uma das pontas do futuro tráfico de drogas.Cabe salientar aqui que levei o fato ao conhecimento do meu Capitão comandante para que tomasse as providências cabíveis.Felizmente, para mim, não foi necessário, montar o tal esquema, pois ele como de costume, fez uma nova viagem e não mais regressou.Acreditou-se que deve ter sido eliminado pela própria rede de negócios ilícitos ou pela nossa polícia federal.Vejam vocês, vivíamos naquela época no ano de 1959.Não é fantástico?O nosso condomínio Brasil, que por estar contaminado há tanto tempo, necessita urgentemente de um pulso forte, de um novo dirigente.E ainda assim, tem brasileiro, que acredita ser o tráfico de drogas,uma coisa de vinte anos para cá.Temos ou não temos, que mudar o nosso “síndico”?E ontem na televisão assisti , que os nossos índios, estão sendo escravizados pelos atuais traficantes de drogas, que ainda os obrigam a plantar maconha para eles!Aí então, posso com certeza afirmar, que o bom governo, é e será sempre aquele que fará a segurança das nossas fronteiras, até hoje, nunca protegidas....

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Um Centro Espírita que interferiu militarmente num Regimento do Exército

Ainda falando aqui sobre a minha vida de estagiário do Exército brasileiro, vou contar mais uma das participações, em minha prestação de serviços. Essa realmente com intervenção obrigatória na área pública.
Vamos então ao fato em si. Era uma noite fria e eu estava na minha segunda fase de estágio e naquela noite eu era o Oficial de dia ao Regimento e como era o primeiro serviço que prestava daquele tipo, não poderia estar aberto a grandes acontecimentos, pois planejava passar o meu plantão como um de serviço normal, sem nenhuma causa de difícil solução.
Mas qual nada, o que eu pensava foi para o brejo! E como no regimento tinham mais de três mil e quinhentos soldados, pois era o maior regimento da América Latina, estávamos sempre sujeitos a coisas raras, com acontecimentos fora da normalidade,
Por todos esses motivos, o oficial encarregado deste tipo de trabalho, era auxiliado por quatro aspirantes a oficial. Escala essa, que forçava a se programar um quadro de horários para cada um dos envolvidos, sendo que o principal comandante, era o tenente do grupo e esse teria que, por certo, pegar a escala de 2200 horas até 2400 horas, pois ele necessitaria estar plenamente liberado e descansado na parte da manhã às 6.00 horas, quando aconteceria a troca da guarda ao regimento.
Isso envolvia, em primeiro plano, a troca da guarda ao xadrez, por ser um dos locais que exigiam a maior segurança, pois devido aos tipos de diferentes crimes, levava a se ter presos a disposição da justiça militar e justiça civil.
Antes da entrega de todos os presidiários se fazia uma revista em cada cela, pela dupla de oficiais - o que se retirava do serviço e o novo que assumia o seu lugar de oficial de dia ao Regimento - .
E assim portanto, eu já havia elaborado as escalas do quadro de oficiais e ficava à vontade, pois a escala dos soldados era sempre do encargo do Sargento comandante da guarda.
Quando pensei em dormir tranqüilo, para acordar no dia seguinte descansado, pensando que o meu feito naquele preparo me proporcionaria uma noite sem problemas, qual nada, eu não sabia o que me aguardava pela madrugada afora...
Por volta de duas horas da manhã, o Sargento, comandante da guarda, me despertou dizendo claramente que estavam chamando ao telefone o oficial de dia ao regimento e sonolento, fui atender.
Sem demoras, o homem foi logo dizendo que era um dos responsáveis de um Centro Espírita localizado no Jacarezinho, e que estava com um problema muito grande dentro salão, pois um soldado do nosso regimento tinha ido assistir a uma sessão e tentado o suicídio. Naquele momento estava caído e tinha sangue no pescoço. Estavam ligando, porque não sabiam o que fazer.
Eu de imediato, pedi que o tal senhor o mantivesse lá, não o deixando sair, pois eu estava enviando uma viatura com um aspirante e soldados da guarda, para resgatá-lo.Pedi que se ele tentasse sair, diga que não o faça pois estamos a caminho.
Aquilo me causou um grande transtorno em toda a escala de serviços e eu que pensava que o meu primeiro dia de serviços seria uma moleza, vi que virou uma coisa completamente fora de lógica.
Aquela medida de última hora, levava a uma nova condição de mudança de horários, pelo menos de sete homens - um oficial, um cabo, e quatro soldados -sem considerar que eu também ficaria acordado à espera da volta da viatura.
Daí para a frente, eu fiquei acordado o resto da noite, pois a viatura levou mais de duas horas e meia, para ir e voltar da Vila Militar na Zona Oeste do Rio, para apanhá-lo na Zona Norte no Jacarezinho.
O dia já amanhecia, quando a viatura, chegou com o Aspirante e a guarda escoltando o soldado que tentara o suicídio, e ele me foi levado a minha presença, e eu fiz um rápido exame visual em torno do pescoço dele, e verifiquei que existiam os tais arranhões provocados pela lâmina de barbear, mas o sangue já estava seco, e naquele mesmo momento, o sargento da guarda chegou junto ao meu ouvido e me confidenciou que aquele soldado era da sua companhia de serviços e o que ele tinha feito devia ser um golpe, pois estaria envolvido no desaparecimento de um revólver que vinha sendo apurado por processo instaurado em um inquérito da nossa unidade de serviços.
Agradeci ao Sargento pela dica, e resolvi mandá-lo para um exame lá no HGVM (Hospital Geral da Vila Militar).
E fiquei a espera do resultado apurado no exame pelo hospital, e resolvi assim então denunciá-lo sobre aquela tentativa de obter um álibi , depois tudo que conseguiu armar, e que causou uma grande bagunça, no meu primeiro serviço de Oficial de dia ao Regimento.
Um dia pra lá de brabo! E que nunca mais saiu da minha lembrança.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A nova arca de Noé

Vai ser muito difícil toda a população do mundo estar envolvida com os novos critérios de recadastramento de vida para o novo milênio . Os escritórios dos Céus estão super-agitados e a super-população da segunda era, vem causando sérios problemas . Como os princípios básicos da Terra, desde o início, foram de proceder a reencarnação após decorridos trinta anos, fez este prazo deixar de funcionar na prática. O mundo desde o seu ínício , proporcionou a alguns milhões de seus habitantes a capacidade de reencarnar por mais de 70 vezes, assim , gerando sérios transtornos na identificação do curriculum de cada alma cadastrada nos arquivos celestiais. Uma vez que, conforme o grau de aprendizado de cada ser humano, os arquivos divinos ficam sujeitos à avaliações para futuras seleções, se complicam de certa maneira, pois hoje em dia, contamos na Terra com uma divisão já acima de 200 países e diversos dialetos e línguas. Por este motivo, a volta à Terra tem sido complicada e as diferenças se fazem mais presentes. Fica sendo muito comum hoje em dia, ouvirmos pessoas falarem coisas deste tipo: - este cara é um animal! - olha só aquele monstro, como ele come desse jeito! - que sujeito mais burro! - Vamos então a partir daí ,fazer uma análise mais racional e então chegar a conclusão de que o homem na Terra complica a sua própria vida, deixando em alguns momentos, a impressão nitída de nunca ter sido um produto de Deus. A verdade, no entanto, nunca desaparece ... Ela flutua e ficará sempre acima de todo e qualquer conceito. Vamos então , esbarrar no cadastramento do novo milênio. As novas fichas de inscrição nos serão enviadas no final do ano e pela previsão das suas características , o povo brasileiro, deverá ser privatizado por outras raças. Será o grande leilão do milênio. A bolsa do Universo , fará grandes pregões. Vamos ser classificados em lotes dentro de cada especialidade. E para melhor orientação , nos serão entregues formulários, onde relacionaremos as nossas habilidades de seres humanos. Como exemplo, ressaltaremos, os tipos de cadastramento que configurarão todas as nossas habilidades: Jogador de futebol , Dançarina de tchan, Cantor de pagode, Presidente da República, Entrevistador de tv, Procurador do INSS, Anão do orçamento, etc, etc. E daí para frente , todo o sistema da reencarnação estará integrado para reformulação do novo tipo de habitante da Terra Brasilís. Uma nova chance ao maior Território de adaptação de vida para um novo tipo de brasileiro. Será muito divertido. Vamos apreciar o alto interesse de pessoas de outras origens, que ao chegarem ao recadastramento da volta à Terra e consultarem os arquivos para formular o seu pedido, vão tomar um grande susto. Realmente, será muito engraçado. Quem não vai querer ser reencarnado, como um Ronaldinho?, Como uma Carla Perez ? Ou como um Pelé ? Pelo visto, a corrupção e o crime organizado, irão contaminar os escritórios celestiais, porque em se tratando de reencarnar no Brasil, o paraíso celestial como dizem por aí, (todos afirmam que DEUS é brasileiro), o passaporte deverá conter taxa de inflação , ágio , cpmf e outras cositas mais. Essa será a única forma de correção das distorções sociais aqui existentes, e a clonagem de seres será de um valor muito especial, pois ela já virá com almas embutidas e com características da nova tecnologia racial. Então, seremos felizes para sempre, pois vamos possuir uns duzentos mil Pelés, umas trezentas mil Carlas Perez, uns quinhentos mil Zecas Pagodinho e por aí afora. Teremos então, apenas uma única dificuldade. A necessidade de criação de um novo Detran, para emplacarmos, toda essa gente importante, que fará parte do novo milênio, terminando assim, definitivamente, com as diferenças de classes sociais. Só nos restará resolver um dilema: onde colocar a placa de cada um?: Na cabeça? No pé ? Ou na bunda ? !

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Uma decisão importante, inevitável e inadiável!

Era um dia normal de trabalho e eu fazia o que gostava.
Era o Chefe de Planejamento e Controle de Produção, na Indústria Química e Farmacêutica e naquele momento, havia substituído um funcionário de propriedade única.
Na empresa onde eu estava, ele havia se instalado, há dezesseis anos, num dos maiores e melhores processos de controle e de elaboração de um custo industrial indiscutivelmente seguro pela sua imposição, que exigia que não se errasse de forma alguma em seu funcionamento, e que levaria a indústria a ser planejada sem erros na sua produtividade, por anos e anos seguidos, sem nenhuma duvida de que poderia falhar no seu planejamento industrial, fosse ele de curto ou de longo prazo.
Iinfelizmente, a empresa havia perdido este excelente funcionário, pois ele tinha passado a pensar num novo e importante trabalho, a convite de um consultor de grande conhecimento no mercado, que lhe fez aceitar um desafio junto a Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais. Seria inevitável a sua saída da empresa onde junto trabalhávamos e por admirá-lo e pela observação que eu fazia àquela figura tão rara no meu caminho profissional, procurei seguir os seus passos e me sentir um observador de sua forma de administração.
Aí então me vem o primeiro teste importante dentro de minha atuação nessa substituição, com o pessoal envolvido e no sistema funcional da área de fabricação, quando identifiquei que o chefe de operações no preparo de tônicos e fortificantes havia se aproveitado da saída do antigo chefe, e instalado um esquema que facilitaria a sua vida na questão de moradia.
Ele que anteriormente residia em São João do Meriti, resolveu morar ao lado da indústria, num terreno baldio.
E daí, criou para mim o meu primeiro desafio administrativo, quando eu fui chamado por um funcionário também chefe e responsável pela área de máquinas de envasamento dos remédios, que me conduziu a sala de fabricação, onde o novo funcionário se instalou e exibiu o que ele havia feito no salão de operações de enchimento dos produtos. - “gatos” nas ligações de água e de energia elétrica - , puxando essas ligações pelas janelas que conduziam a claridade necessária ao sistema de economia dessa mesma sala. Esses gatos iam direto para o “barraco” que ele havia montado no terreno baldio.
Pensei como resolver o problema, pois sua atitude , contra todos os princípios da legalidade, exigia que a empresa fosse trimestralmente, visitada pelos serviços de fiscalização da medicina do nosso CRM, o Conselho Regional de Medicina. Decidi cortar as ligações e vieram as alegações de que ele tinha quatro filhos e era um pobre coitado.
Retruquei que também era pai e tinha minhas obrigações na vida, o trabalho e minha carreira e que não ia me deixar levar por uma imposição de um trabalhador que, sem nenhum diálogo com a chefia, toma uma decisão desse porte, fosse qual fosse sua necessidade.
Fiz então, a minha primeira intervenção, que poderia abalar o meu conceito, junto aos quatrocentos e tantos outros empregados que eram dirigidos pelo meu planejamento, mas jamais eu podia correr da raia, como se diz na gíria. Chamei o pessoal do serviço de manutenção de abastecimento de água e energia e autorizei imediatamente o corte de todo o fornecimento para o “barraco” do desafiante funcionário, que teria lançado para mim o meu primeiro grande teste de carreira profissional. Tomei tal atitude sem lhe dirigir uma palavra sequer, seguindo o seu mesmo critério de instalar tudo, sem me dizer nada, simplesmente me ignorando.
Pensam vocês que o assunto morreu aí?
Qual nada, ele mandou-me um aviso por outro funcionário dizendo que iria me matar naquele mesmo dia, no horário de saída. Fui alertado por vários funcionários para não sair, mas, felizmente eu não obedeci a nenhum dos conselhos e na hora da saída avisada pela sirene da indústria, me dirigi ao ponto do ônibus e lá estava postado o tal matador.
Fui exatamente em sua direção e notei que, como me avisaram, ele portava na cintura um punhal. Sem demonstrar meu medo, coloquei-me ao seu lado e assim, as coisas pararam por aí.
Com esse meu ato de coragem, consegui confirmar que seria o maior absurdo morrer na mão daquele “cabra da peste”, pois o nosso bom Deus assim não queria. Tenho certeza de que minha atitude o fez pensar melhor nos seus atos.

sábado, 1 de agosto de 2009

Vale a pena ler de novo

Os serviços públicos de rua
Eu ainda era menino , mas me lembro, da festa que era “o serviço público de rua”. A alegria que traziam as carroças de lixo, ainda puxadas a burro.Eu morava numa das primeiras casas da rua e sabia o nome de todos os burros que puxavam as carroças, e era lá que os garis faziam a ultima coleta do lixo.Na calçada da minha casa eles faziam a farra, pois era o último ponto.Eles dançavam e cantavam samba, batucando nos latões coletores de lixo, dando um verdadeiro show.Depois da habitual apresentação, eles olhavam para minha mãe, e diziam - ô madame, com todo o respeito, só faltava agora a senhora, dar para nós, aquela água bem geladinha, com bastante gelo, pois nos já demos o nosso espetáculo, senão amanhã a gente não volta, para recolher o seu lixo! –Sem falar dos outros serviços, de porta em porta, como o do peixeiro “Tião”, que trazia de tudo, camarões, peixes, siris, caranguejos.Contávamos também com o serviço do verdureiro , o senhor Manuel, que vinha com a sua carroça lotada de tudo muito fresquinho, porque naquela época, as feiras livres só se realizavam aos domingos. Tudo na carroça do seu Manoel era de alto zelo e muita qualidade.Tínhamos também a famosa “vaca leiteira” que trazia das vacarias o leite puro de melhor sabor e que ainda vinha quente das tetas das vacas. Sem nenhuma mistura de água, era o verdadeiro tipo “A”, que proporcionava a quem sabia fazer, uma manteiga excelente.O povo naquela época tinha um atendimento personalizado, e se por acaso, algum daqueles comerciantes, não dispusesse na hora do produto desejado pela dona de casa, ela podia se dar ao luxo de encomendar para o dia seguinte. Que tempo bom era aquele!.Na esquina da nossa rua, passava a principal via de acesso a antiga Rio São Paulo, a avenida Braz de Pina.Era a via turística existente, que nos levava para as cidades serranas, pois não tínhamos ainda a atual Avenida Brasil. Era por ali que passavam todos os ônibus que iam para Petrópolis e Teresópolis, assim como para o Espírito Santo, São Paulo, Bahia, e Minas Gerais.Por ali também transitavam os saudosos bondes elétricos, que faziam as linhas de Madureira e Vaz Lobo, transportando uma grande massa de trabalhadores e estudantes..Mas a minha alegria era mais forte, quando se iniciava a noite.Era o feliz momento de ver o velho trabalhador da iluminação das nossas ruas. - um alegre senhor, maduro e experiente - que trazia sempre uma pequena escada nas costas. Vinha acendendo as luzes da rua, que eram a gás de querosene, uma a uma, alongando assim um pouco mais os nossos dias.Outro grande sucesso, era o lindo cavalo branco, cujo dono era o “Sanam”, o mais famoso banqueiro de bicho da região, que tinha a casa mais bonita e rica da Rua. Com o jogo de bicho proibido, todas as vezes que a polícia vinha prendê-lo, ele gritava para o seu cavalo: - Garoto, olha a polícia!O cavalo vinha correndo para junto dele e ele de um só pulo montava, mesmo sem arreios e sela e saía correndo em disparada em direção a cancela de madeira que limitava a travessia da linha férrea.Ali “Garoto”, aquele lindo cavalo branco, dava um tremendo salto e atravessava a linha férrea, que era defendida por uma cancela.Assim o “Sanam” conseguia sempre escapar da prisão e da ação policial, deixando os policiais assustados e com caras de “brocoió” , como se chamava o bobo daqueles tempos.Toda a garotada vibrava feliz pelo desempenho daquele lindo cavalo, que mais se parecia com o cavalo Sylver do Zorro, o famoso herói do cinema americano.Mas a emoção da criançada era aguçada quase que diariamente, quando corriam as notícias de que o banqueiro de bicho “Sanam” iria se defrontar num duelo a bala, com o outro não mais famoso banqueiro, o contraventor “Arlindo Pimenta”, que atuava na região de Ramos, um outro bairro do velho Subúrbio da Leopoldina.Aquilo sempre cheirava a um bang-bang, do cinema americano, causando expectativas e movimentando o pacato mundo daquela época.Mas a guerra teve fim com o assassinato do “Arlindo Pimenta” por um dos capangas do valente rival, o banqueiro invencível, “Sanam”.