Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O Ano não é novo e sim bem velho!


Estamos entrando em 2011.
Já discutimos vida há três milênios.
Os homens apesar disso, não cansam de pensar em modernizar todas as nossas antigas idéias.
Se nisso pensarem, chegarão a conclusão de que o mundo Universal, por mais antigo que seja, merece uma vida nova.
Nós, seres humanos, sempre buscamos aparecer no palco da vida tendo preparado um enredo que possa nos levar a um sucesso individual. Sejamos nós engenheiros, médicos, educadores, eletricistas, mecânicos ou pregadores religiosos.
No entanto, a vida exige de nós uma forte discussão sobre esse tema e aqui no Brasil se conclui hoje, que um dos nossos patrícios deixa um governo de oito anos seguidos de muito crescimento e muita aprovação.
Essa aprovação foi feita por um povo não somente de duzentos milhões de brasileiros, mas um povo Universal, que passará a vida a analisar se devemos seguir conselhos ou conceitos, pois esse homem que sai de um governo dirigindo autoridades, legisladores e pensadores de uma raça multicolorida, nos deixa uma grande lição.
Quem é velho na realidade é o mundo e não nós que aqui vivemos, pois esse exemplo cita a história de um membro familiar que em discussão eterna provou que quem é bom já nasce feito.
Feliz Ano novo a todos ! Paz, inteligência e muita sabedoria daqueles que já nascem feitos em 2011.
(Jorge Queiroz - 31/12/10)
Fonte da imagem:walldesk.com.br

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

As amarras de uma vida eterna


Belchior, Baltasar e Gaspar no dia do nascimento da fé, o nosso menino Jesus, juntaram-se a presenteá-lo, com as idéias de proteção da vida na Terra.
Sobretudo que para um rei temos que dar a essência da vida, a imunização dessa vida e a riqueza para que ele possa distribui-la.
Hoje, temos a certeza de que todas essas formas de presente dizem e confirmam que o homem em seu caminho de vida, se transformou num forte instrumento da ciência.
Antes do nascimento de Jesus, ninguém entenderia a virtude de cada um daqueles presentes dados pelos Reis Magos.
Hoje o ouro representa a riqueza mundial. O incenso o nosso meio-ambiente e a mirra a proteção individual que carregamos pelo carinho de nossas mães.
Lembro ainda que antigamente ao se aproximar o dia de Natal, simbolizava-se a festa com os nossos sapatinhos colocados nas janelas, para que ali ficassem depositados um sonho de esperança de uma criança que se inspirava em Jesus.
Aos amigos blogueiros, agradeço emocionado às várias manifestações de carinho recebidas nesse blog e aproveito essa data tão sublime, para transmitir a todos, os meus votos de um Feliz Natal, com muita paz, saúde, alegrias e amor.
Muito obrigado,
(Jorge Queiroz - 24/12/10)
Fonte da imagem:nadaesperes.blogs.sapo.pt

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Não devemos mudar tudo em nosso horário de verão !




Eu estou propenso a consultar o IBOPE, pois necessito de, com urgência, cruzar dados estatísticos.Quero saber se existe alguma pesquisa no campo da saúde com relação ao aumento de atendimentos, ou mesmo que tipos de vendas de produtos farmacêuticos se fazem mais presentes nessa época do tão famoso horário de verão.Eu afirmo pra’ vocês, como sou um cidadão infartado, que sempre que posso faço uma avaliação no campo da minha recuperação plena, em busca do equilíbrio de todos os graus de controles médicos.Ainda mais que primo pela alimentação sadia e orientada pela minha vigilante e cuidadosa mulher, que controla todos os meu passos , pois, até quando ouve qualquer barulho em nossa cozinha ou geladeira, fora dos horários normais da minha alimentação, vai supervisionar o que estou comendo.Uma das medidas que eu tomei por minha conta, foi a de não seguir o horário de verão, reprogramando o meu horário de remédios, alimentação, banho, trabalhos.Continuei mantendo o meu horário anterior, não mexendo assim no passo do meu metabolismo interno.Quanto a hora de dormir , deixo que o sono sempre desponte sozinho, como sempre fiz.Sempre que se anuncia o horário de verão faço praticamente a mudança dos relógios, mas na verdade adianto somente o relógio, mas continuo mantendo meus horários pra tomar remédios, tomar café, etc...Sinto-me assim seguro, em não ter alterado os meus horários básicos, de todos os principais passos, mantendo minha rotina alimentar.Este horário visa unicamente à economia do pais, mas temos que avaliar, que povo também é parte do pais, e este nosso Brasil, pode estar observando a energia e buscando a economia produtiva, mas o povo também é parte da produção na economia mundial.Acredito que devido ao horário de verão muitas outras coisas possam estar erradas e acontecendo por aí, por isso, acho que vou pedir socorro ao IBOPE, para que analise tudo em favor da segurança da saúde em nosso pais.


(Jorge Queiroz - outubro/09)


Fonte da imagem:soniamoura.com.br

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Meu São José, meu fetiche!

Minha fé se mantém irredutível até hoje e sempre se fortalece com as minhas visitas ao Templo de São José, na rua Primeiro de Março,no Rio de Janeiro,local onde pude sentir sua presença bem de perto, quase que fisicamente.Em todas as turbulências de minha vida, era no silêncio daquela Basílica, que eu encontrava a concentração devida e as respostas a todas as perguntas que eu fazia ao meu Santo conselheiro.Foram nos diversos momentos de busca de uma nova carreira profissional, que eu encontrei a segurança, nas tomadas de decisões e nos caminhos por onde seguir.Sei com bastante certeza, que ocupei tanto o meu protetor, que ele acabou por me colocar bem junto dele, ali bem em frente ao Forum, onde permaneci por mais de doze anos,trabalhando num Grupo Cimenteiro.Ali mesmo, tive a oportunidade de confirmar, mais uma vez, a sua proteção e a certeza de que eu estava verdadeiramente, sob seu manto e seu cajado.Num determinado dia, em que fui convidado para almoçar com amigos de profissão, num restaurante bem em frente à Igreja, estava eu me dirigindo para o restaurante, quando fiz menção de atravessar a Rua Primeiro de Março e não sei porque motivo, ao invés de atravessar, eu dei um passo para trás, o suficiente para que um carro de aluguel esbarrasse em mim e em seguida, me jogasse para cima do seu teto, onde vivi segundos de incerteza.Enquanto eu viajava no ar e pensava sobre o que seria de mim, em frações de segundos, pude sentir que pousava de pé, na ponta da calçada.Do outro lado da rua um senhor, mero expectador do fato, em aplausos gritava:- Bravo! Bravo, parece até um doublê de cinema. Eu, muito assustado, ainda comtemplei o taxí, que seguia em zig-zag a uns setenta quilômetros pela Avenida.Passei a me observar, percorrendo rapidamente as mãos por todo o corpo e senti que tinha sido apenas um grande susto, apesar de minha roupa estar amarelada do lado esquerdo, revelando a cor da tinta do carro nela impregnada. Apenas um pequeno corte no pulso, que nem sangrava e só ardia, provocado pela pulseira do meu relógio, me incomodava e firmava o que havia ocorrido.Agradecido ao bom São José, não deixei de comparecer ao almoço combinado. Estive no restaurante com toda a fé e galhardia e quando indagaram sobre as manchas na minha roupa, expliquei prontamente, que eram do carro que havia me atropelado.Com aquele fato verídico, somente eu posso crer numa coisa nesta vida, assim como temos, o dia certo para nascer, também temos o nosso dia certo para morrer. Mas ainda posso afirmar que quem tem padrinho não morre pagão!
(Jorge Queiroz, abril/2009)
Fonte da imagem:cristoreinosso.blogspot.com

domingo, 19 de dezembro de 2010

Nós, os vícios e a vida.

Ao findar a noite de ontem, eu e meus vícios me chamavam.
A noite estava quente e no prédio ao lado do meu rolava uma festa de aniversário, com músicas altíssimas de todo o tipo.
Peguei então, o meu rádio portátil com os fones de ouvido e sentei confortavelmente numa cadeira em minha varanda e relaxei com as pernas encima de uma almofada na outra cadeira.
Sou um viciado em notícias e busco conhecer na vida todos os seus exemplos e vivências.
Perfeitamente acomodado, liguei o rádio na minha emissora preferida, a CBN, e ouvi um entrevistador eloqüente e uma outra entrevistadora, num programa em andamento discutirem sobre vícios com uma psicanalista e com um estudioso no Brasil naquela mesma área.
Eu, para não perder o foco do assunto, agredia meus ouvidos elevando o som dos fones do rádio, a cada concordância minha com as verdades das descobertas que eles me traziam naquele assunto tão delicado. O que me chamava a atenção era a palavra inteligente, elucidativa e rara que eu ouvia os dois entrevistados trocarem entre si. Fiquei entusiasmado quando ouvi eles dizerem que se pensavam os homens da Terra que iam debelar o vício, estavam completamente enganados. A psicanalista afirmava que os dados comparativos de hoje com o passado deixam as pessoas do bem a tentar descobrir um caminho que nunca será debelado na vida humana, pois a vida é nesses moldes desde o início do mundo. Eles afirmavam e engrandeciam o assunto provando que somos viciados em amizades, em carinhos, em remédios, em arte e em religião.
Terminado o programa, passei a analisar o que havia ouvido e retornei o pensamento para o primeiro crime de que somos sabedores – a morte de Caim por Abel e constatei que nós devemos, individualmente, fazer uma escolha dos nossos vícios para relaxarmos as posições dos homens que se assenhoram das drogas para negociarem a cocaína e fundarem as tristes comunidades do crack existentes e progressivas no nosso Brasil. Hoje, o bem e o mal tem que ser amigos, tem que trocar idéias, tem, enfim, que separar obrigatoriamente as suas formas de viver.
Caso isso aconteça, o que espalha o vício não terá pela frente nunca mais o seu viciado.
Os nossos vícios estão presentes na nossa caminhada e são de todos os tipos desde a escolha da alimentação, da indicação de remédios, da forma de vestir, da sexualidade e da religião.
Por isso afirmo mais uma vez que nunca conseguiremos acabar com o vício, mas sim, mudarmos os caminhos para adquirir somente os bons vícios.
(Jorge Queiros - 19/12/10, em ditado)

Fonte da imagem: fabiomenen.blogspot.com

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A nova Arca de Noé

Vai ser muito difícil toda a população do mundo estar envolvida com os novos critérios de recadastramento de vida para o novo milênio . Os escritórios dos Céus estão super-agitados e a super-população da segunda era, vem causando sérios problemas . Como os princípios básicos da Terra, desde o início, foram de proceder a reencarnação após decorridos trinta anos, fez este prazo deixar de funcionar na prática. O mundo desde o seu ínício , proporcionou a alguns milhões de seus habitantes a capacidade de reencarnar por mais de 70 vezes, assim , gerando sérios transtornos na identificação do curriculum de cada alma cadastrada nos arquivos celestiais. Uma vez que, conforme o grau de aprendizado de cada ser humano, os arquivos divinos ficam sujeitos à avaliações para futuras seleções, se complicam de certa maneira, pois hoje em dia, contamos na Terra com uma divisão já acima de 200 países e diversos dialetos e línguas. Por este motivo, a volta à Terra tem sido complicada e as diferenças se fazem mais presentes. Fica sendo muito comum hoje em dia, ouvirmos pessoas falarem coisas deste tipo: - este cara é um animal! - olha só aquele monstro, como ele come desse jeito! - que sujeito mais burro! - Vamos então a partir daí ,fazer uma análise mais racional e então chegar a conclusão de que o homem na Terra complica a sua própria vida, deixando em alguns momentos, a impressão nitída de nunca ter sido um produto de Deus. A verdade, no entanto, nunca desaparece ... Ela flutua e ficará sempre acima de todo e qualquer conceito. Vamos então , esbarrar no cadastramento do novo milênio. As novas fichas de inscrição nos serão enviadas no final do ano e pela previsão das suas características , o povo brasileiro, deverá ser privatizado por outras raças. Será o grande leilão do milênio. A bolsa do Universo , fará grandes pregões. Vamos ser classificados em lotes dentro de cada especialidade. E para melhor orientação , nos serão entregues formulários, onde relacionaremos as nossas habilidades de seres humanos. Como exemplo, ressaltaremos, os tipos de cadastramento que configurarão todas as nossas habilidades: Jogador de futebol , Dançarina de tchan, Cantor de pagode, Presidente da República, Entrevistador de tv, Procurador do INSS, Anão do orçamento, etc, etc. E daí para frente , todo o sistema da reencarnação estará integrado para reformulação do novo tipo de habitante da Terra Brasilís. Uma nova chance ao maior Território de adaptação de vida para um novo tipo de brasileiro. Será muito divertido. Vamos apreciar o alto interesse de pessoas de outras origens, que ao chegarem ao recadastramento da volta à Terra e consultarem os arquivos para formular o seu pedido, vão tomar um grande susto. Realmente, será muito engraçado. Quem não vai querer ser reencarnado, como um Ronaldinho?, Como uma Carla Perez ? Ou como um Pelé ? Pelo visto, a corrupção e o crime organizado, irão contaminar os escritórios celestiais, porque em se tratando de reencarnar no Brasil, o paraíso celestial como dizem por aí, (todos afirmam que DEUS é brasileiro), o passaporte deverá conter taxa de inflação , ágio , cpmf e outras cositas mais. Essa será a única forma de correção das distorções sociais aqui existentes, e a clonagem de seres será de um valor muito especial, pois ela já virá com almas embutidas e com características da nova tecnologia racial. Então, seremos felizes para sempre, pois vamos possuir uns duzentos mil Pelés, umas trezentas mil Carlas Perez, uns quinhentos mil Zecas Pagodinho e por aí afora. Teremos então, apenas uma única dificuldade. A necessidade de criação de um novo Detran, para emplacarmos, toda essa gente importante, que fará parte do novo milênio, terminando assim, definitivamente, com as diferenças de classes sociais. Só nos restará resolver um dilema: onde colocar a placa de cada um?: Na cabeça? No pé ? Ou na bunda ? !

(Jorge Queiroz - abril/2000)

Fonte da imagem: sociedadeblog.blogspot.com

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ESTÃO PENSANDO NO JOGO DE BINGO CONTROLADO PARA FAVORECER A SAÚDE. SERÁ?

Jogar no Brasil parece coisa do mundo moderno, mas acompanhando os canais de notícias, observo com certa expectativa que as leis sempre se cercaram em se ocupar diante do numeroso sistema do jogo do bingo.
Vejo os procuradores da República e alguns juristas e desembargadores, organizando regulamentos para a criação de um tributo voltado inteiramente para o campo da saúde e ainda pensam em formatar esse tributo nos moldes do CPMF, esquecendo que tal não logrou êxito.
Quero lembrar que já fiz comentários anteriores a esse respeito,quando citei um trabalho desenvolvido por mim, numa empresa de produtos farmacêuticos e de higiene pessoal.
Esse meu estudo visou quebrar as injustiças salariais dentro de um grupo daquela mesma indústria que reunia cerca de quinhentos e cinqüenta funcionários, que cresciam sempre que a sazonalidade dos produtos necessitavam, podendo atingir até 850 integrantes.
Foi ele baseado em diferentes departamentos, pois tínhamos áreas que diferiam em valores e altíssimo controle de qualidade.
Depois de uma luta junto à direção da empresa, para levar a cabo aquele meu estudo, consegui provar dentro da analise de custo, que se a empresa deixasse de ganhar o ínfimo valor de um determinado medicamento correspondente a uma unidade de cada caixa, poderia aumentar o seu quadro de funcionários dentro de uma ordem de progressão que faria justiça a todos os operários e demais funcionários da empresa.
Hoje essa preocupação em ajudar a área de saúde, deveria estar voltada para a realização idêntica ao fato anterior citado, medido pelo consumo de cada Indústria do país.
Além de direcionada ao sustento da área de saúde nacional, teríamos o controle das vendas a partir do desconto dos tributos , desde que o nosso governo se associasse as grandes industrias nacionais e estrangeiras, criando uma harmonia de incentivos dos tributos de IPI de sua fabricação, como já existiu na venda de automóveis, e dentro do tributo estadual do ICMS, por ocasião das vendas.
Assim, essa grande dúvida que levantam os nossos tributaristas, poderia ser pensada em favor de uma contribuição amarrada aos jogos de bingo e que seria controlada pela oficialização desses jogos e garantida pelas compras das fichas com a vinculação do CPF do jogador.


(Jorge Queiroz - 16/12/10, em ditado)

Fonte da imagem:jornalvicentino.com.br

sábado, 11 de dezembro de 2010

COVARDIA NUM PAIS QUE TEM MUITO MEDO DE CRESCER!

Parece incrível mais é a pura verdade, o que eu sinto e vejo, em todas as nossas buscas de um bom governo para o nosso país.
Em quase todas as medidas de cautela, que são tomadas pelos ministros e ministérios, elas sempre nos afirmam que estamos com um medo vivido nos tempos de escola, de fazer as nossas provas e parecem que todas as medidas a tomar e que se definam em resultados positivos, estarão sempre acrescidas de muita falta de confiança e de um excessivo cuidado.
Essas atitudes acabam retardando e sempre fazendo com que esperemos e que fiquemos embutidos num doloroso medo de crescer.
Mas na verdade, uma das frases que a minha mãe sempre me dizia repetidamente, era a seguinte: - meu filho, “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza!”, portanto vá sempre devagar e nunca deixe o seu pote de melado cair, pois você já viu que sujeira que vai ser”.
O nosso Brasil está hoje, sem nenhuma dúvida, com o seu “pote” de melado na mão, pois nenhum país do mundo está cercado, por um vasto território, de um litoral tão extenso, com um clima tão diversificado e com matas e florestas protegidas dentro do seu interior coletivo e ainda num desenvolvimento de cultura agro-pecuária inteligente e estudiosa, com um crescimento técnico tão evoluído dentro das nossas indústrias.
Isso tudo nos dá a segurança de que o pais do futuro, dono de maior rebanho de gado bovino do mundo, hoje, já está aqui presente, e agora, só falta acreditar que vamos fazer e conquistar sempre, uma melhor condição nos mercados interno e internacional.
Observem as bolsas de mercado futuro, elas estão demonstrando confiança no nosso maravilhoso país, apesar de algumas invejas externas.
Só temos sim, que ter o zelo necessário para defender a nossa nação e nosso crescimento da especulação em nossas atuais formas de negócios.
Faço aqui uma observação, lembrando da época em que trabalhava no mercado financeiro.
Eu tinha uma grande influência, no dia a dia do nosso mercado econômico, pois zelava com muito cuidado e muito orgulho, do caixa de doze empresas de um grupo, onde o poder de negócios tinha aqui chegado, pelas mãos do saudoso Industrial e banqueiro europeu e também fazendeiro de expressão, o senhor Antonio de Sommer Champalimaud, que não cansava na qualidade de quarto homem mais rico do mundo, de repetidamente me dizer a mesma frase: - “eu não tolero os “economistas”; eles vivem de fórmulas e cálculos, para mostrar uma dificuldade que às vezes nem existe, quando para mim o importante será sempre “o somar, “o dividir”, “o multiplicar” e “o diminuir”, que eu deixo por ultimo!”
E não é que ele tem razão ?

(Jorge Queiroz, junho de 2010)
Fonte da imagem:desgracapocaebobagem.blogspot.com

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Uma barbearia, uma notícia, um comentário e um silêncio total!

Era dia daquela faxina geral na aparência - barba, cabelo e bigode - e eu chegava à minha barbearia de sempre, a procura do meu pelador preferido.Lá estava ele, como sempre bem ocupado e foi logo me dizendo pra’ sentar e aguardar, pois tinha três clientes na minha frente.Pediu que eu tivesse paciência porque escolhia sempre o final de semana, quando ele estava com mais clientes.Sentei-me na única cadeira vazia e peguei um dos jornais que ali estavam para ler.Naquele mesmo momento, o rádio ligado anunciava a fuga do bandido ELIAS MALUCO em Niterói. A notícia era complementada com o fato de que ele havia pago aos seguranças do xadrez, a propina de seiscentos mil reais, gerando um inquérito policial militar. Prosseguindo sobre a notícia diziam que o bandido era o mesmo que havia executado o jornalista TIM LOPES, reduzindo-o a cinzas no tal forno micro ondas, lá na pedreira do COMPLEXO no morro do ALEMÃO.A indignação tomou conta da minha cabeça fazendo com que eu dissesse em voz alta - ESTE PAIS NÃO PODE TER JEITO - Mais indignado eu fiquei, vendo que nenhuma das pessoas, ali presentes, disseram nenhuma palavra.Até mesmo o meu barbeiro preferido que é uma pessoa muito falante, nada falou sobre o assunto, ele, que nunca me deixou sem resposta, não me dirigiu nenhuma palavra. Estranhei o comportamento de todos, ali presentes, mas como eu ali chegava naquela hora, poderia ser uma noticia repetida, e assim permaneci calado, mas notei o meu barbeiro, com os olhos arregalados me olhando, como se quisesse me dizer alguma outra coisa. Aí então , o tal freguês que estava na cadeira do Joilson se levanta, e vem logo sentar-se ao meu lado.E eu ali na espera da minha vez, continuava a ler o jornal do dia, calado. O tal elemento, então, sacou o seu telefone celular, e começou a falar em voz alta, para quem quisesse ouvir. Como o salão estava cheio, a platéia era grande.Falava ele: - fulano, eu estou aqui com os meus amigos barbeiros, e tem dois deles que estão precisando tirar uma carteira de identidade com urgência urgentíssima, o que tu me diz a respeito disso? Sim, era exatamente, o que eu queria ouvir, ficam prontas em dois dias, e eu pego contigo, está bem assim? –Olhando para os barbeiros, que encomendavam a tal carteira, completou: - QUEM PODE, PODE!Eu lendo o jornal estava, e lendo o jornal fiquei. O tal sujeito ficou por ali rondando, todas as cadeiras da barbearia, e finalmente resolveu ir embora, despedindo-se do meu barbeiro.Nessa altura, o Joilson, aguardou o tempo passar um pouquinho e olhando para mim disse: - o cara, ficou nervoso com o que tu disseste, e eu já estava nervoso também-Então perguntei o porque e ele foi taxativo, esclarecendo que aquele cara era um policial civil e antes de eu comentar a notícia, ele havia falado para todos, como se tivesse se gabando, que dias atrás ele havia soltado um traficante e a grana tinha sido dividida, entre ele e o delegado, chefe dele, cabendo oitenta mil pra cada um !O barbeiro ainda nervoso, falou de sua preocupação comigo quando comentei a notícia sob a forma de protesto e do seu medo quando ele saiu da cadeira, e em vez de ir embora, resolveu sentar-se ao meu lado. Respondi ao Joilson que apenas havia falado uma verdade, lamentando que ficassem assustados, mas que a partir de então eu teria cuidado, com o que falasse em lugares públicos, pois as coisas estão cada vez mais doidas neste pais.Confesso que tive um certo temor quando sai de lá e com muito cuidado fui para minha casa!
Fonte da imagem:overmundo.com.br

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Os estádios de futebol do RJ eram bem freqüentados

No meu tempo de menino e olhem que já lá se vão muitos anos, meu pai que era um freqüentador assíduo de todos os estádios de futebol, sempre me levava com ele.
Naquela época, os trabalhadores do Brasil não tinham outra forma de se divertirem diurnamente senão acompanhando os campeonatos regionais.
Lembro-me bem de minhas idas aqueles estádios.
O futebol brasileiro era muito mais bairrista do que atualmente, pois os campos eram distribuídos pelos bairros e na capital do Estado, a cidade de Niterói.
Como Fluminense doente, comparecíamos a todos os jogos. Meu tio e padrinho, o Carreiro,jogador do Clube de nossa devoção, tinha sempre o cuidado de me colocar a par de todas as nuances do futebol e em todas as vezes que ele entrava em campo ia na direção onde eu e meu pai nos encontrávamos, junto ao alambrado e isso nem sempre era fácil, haja vista que com o estádio cheio era difícil nos localizar.
Meu pai, no modelo dos homens da época, ia aqueles jogos vestido de terno, gravata e chapéu. Minha vestimenta era igual, apenas não a compunha o chapéu. Naquele momento em que meu tio nos procurava, meu pai costumava tirar o chapéu da cabeça e acenar para ele com o mesmo. Assim, nos localizando, meu tio caminhava até nossa direção e eu, um menino de apenas sete anos era entregue ao meu tio por cima do alambrado para que ele me levasse a boca do túnel de ingresso, onde eu permanecia no banco de reservas, junto aos jogadores.
Naqueles momentos eu conheci todos os campos dos estádios do Rio de Janeiro – os da zona sul, norte e oeste.
Freqüentei também alguns estádios de Niterói, como o principal deles, o Caio Martins.
Recordo-me que quando terminava o primeiro tempo dos jogos, meu tio me conduzia pela mão até o vestiário onde o técnico do Clube, o uruguaio Ondino Vieira fazia sua preleção, analisando o comportamento de cada jogador. Era ali que eu me enchia de conhecimentos futebolísticos.
Num dia inesquecível para mim, o Bonsucesso que havia derrotado todos os grandes clubes durante o campeonato, ia jogar contra o Fluminense e seu goleiro, o chamado Madalena que defendia pênaltis com apenas uma das mãos, foi ressaltado numa jogada indevida pelo técnico do Fluminense para que não permanecesse na partida, visando obter uma expulsão provocada daquele jogador.
Chamou meu tio Carreiro e o instruiu para que no primeiro corner contra o Bonsucesso ele atacasse o Madalena e esquecesse a bola, causando uma briga entre os dois e gerando expulsões. Assim, os dois seriam expulsos e com isso o Fluminense com o gol aberto, poderia ganhar a partida, haja vista que o Madalena era um jogador insubstituível.
O técnico assim, provocou a vitória do Fluminense por quatro a um.
Jamais em toda a minha vida, deixarei de ter na memória esse dia tão importante para mim.
Afirmo que os subterrâneos do futebol brasileiro tem fatos incalculáveis.

(Jorge Queiroz, 07/12/10, em ditado)

Fonte da imagem:lanceactivo.com.br

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A grande massa da riqueza externa, nosso lixo!


Se temos lixo em nossa lixeiras, vamos deletar, mas com extremo cuidado!
Há muito tempo que o lixo em nossas casas valorizam a vida das pessoas e de quem agrega sacas e sacas desse produto.
A soma de todos os dias da semana em que os carros da limpeza pública, passam e colhem esses grandes volumes, acrescentam àquele recolhimento, no seu dia a dia, um aumento de um maior tempo, por retirar sacas numerosas indefinidas e variáveis, com os seus pesos líquidos crescidos, haja vista que a embalagem que abriga os resíduos, nada pesam em valor, em razão dos detritos que ali estão acomodados.
Dentro dessa premissa, e por dados comparativos, que faremos de casa em casa, de quarteirão em quarteirão e de bairro em bairro, iremos com certeza, chegar a avaliação do ganho do seu povo e da sua cultura também.
Através dos consumos de jornais e revistas, eu acho que a melhor forma de montarmos uma estatística perfeita, seria analisando diariamente o lixo agrupado pelas pessoas e residências daquela população.
Se fizermos isso, de Cidade em Cidade, teremos finalmente um resultado de dados que nos favorecerá a chegarmos ao crescimento econômico do pais.
Quero assim confirmar que os indivíduos que trabalham na reciclagem do lixo, deveriam ser melhor preparados na montagem desses dados estatísticos.
Vejam vocês que num determinado dia, eu saia de casa para ir a feira fazer as compras da semana e encontrei com uma das pessoas da nossa vizinhança, que costumava no dia de colheita dos carros da limpeza pública, exibir latões e latões de lixos orgânicos, oriundo das cascas dos alimentos que eram consumidos na sua residência.
Ali, naquele local, de repente, ela me perguntou se eu tinha o hábito de examinar o lixo da minha residência.
Fiquei surpreso com a pergunta e ela continuou dizendo que havia tomado a liberdade de fazê-lo por mim, tendo constatado que muita coisa útil e aproveitável, estava sendo jogada fora.
Prosseguiu na sua explanação pedindo que eu observasse a minha empregada ou a cozinheira, pois alguma dessas pessoas estava despachando peças de qualidade e de valor nutritivo, bastando que eu visse, os pequenos galinhos de “cheiro verde” e pães que poderiam virar torradas ou mesmo farinha de rosca, que eram atirados nas sacas de lixo.
Sem perceber minha surpresa, ela ainda me aconselhou que tomasse como meta o exame do meu “lixo” que por certo eu teria sobras de dinheiro para minha feira semanal.
Firmava aquilo, como dizia, de cadeira, pois antes de ser dona da sua boa casa, com tudo de primeira linha, era uma empregada doméstica, que pelo seu “zelo” tinha sido reconhecida pelo seu patrão, que casou com ela.
Segui seu conselho e pude atestar que jogamos fora fortunas no lixo.
(Jorge Queiroz - 16/10/10)
Fonte da imagem: sergeicartoons.blogs...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

UM SECRETÁRIO DE FINANÇAS E UMA VISITA INESPERADA

Decorria a década de 1980 e eu dirigia o Departamento Financeiro da área de Tesouraria do Grupo de empresas da Soeicom.
Num determinado dia, a recepcionista anunciou pelo telefone a visita de Paulo Roberto Campos, secretário de finanças do Estado do Rio de Janeiro.
Antes de fazê-lo entrar para o meu gabinete, solicitei a recepcionista que colhesse dados sobre aquela visita não programada, tentando descobrir inclusive quem o havia indicado.
Sem qualquer indício que me esclarecesse, a recepcionista insistiu que ele se dizia o Secretário de Finanças e que precisava falar comigo naquele momento.
Embora bastante assustado, autorizei sua entrada.
Formalmente nos apresentamos e o referido senhor esclareceu que estava lá para me oferecer ajuda e que provaria ser meu amigo.
Esclareceu que seu tio era o Ministro da Fazenda e havia lhe dado o cargo de secretário por já ter testado sua grande capacidade nos negócios.
Mostrou-me seu cartão de visitas que guardei na gaveta sem olhar e indaguei sobre o real motivo de sua visita e sobretudo quem lhe havia recomendado.
Sem querer dar nomes aos bois, o senhor Paulo alegou ter chegado a mim apenas pelo seu instinto e como conhecedor das grandes empresas no mercado. Mais uma vez, frisou que ali estava com o único intuito de prestar-me ajuda. Retruquei que naquele exato momento eu não necessitava de qualquer ajuda nos negócios sobre a minha responsabilidade. Perguntei se ele tinha conhecimento do tempo em que eu exercia aquela função e ele respondeu-me que desconhecia. Disse-lhe então que naqueles oito anos no cargo, eu tinha tido tempo suficiente para organizar e implantar mais de dez tesourarias em diferentes empresas do grupo, sem citar a inauguração da sede de um Banco na área fabril em Minas Gerais.
Naquela época eu era um pouco audacioso nas minhas ações e mesmo aquele momento não exigindo aquela atitude de minha parte, frisei que não tinha nenhuma obrigação de prestar contas ao Estado dos meus atos administrativos naquela Empresa, ainda mais que o grupo cumpria religiosamente com o pagamento dos impostos devidos. Concordei, apenas por delicadeza, em dar-lhe pequenos detalhes do trabalho que eu realizava, embora acreditasse ser completamente desnecessário. Apesar da insistência dele, dei fim àquela conversa agradecendo sua visita.
Creio até hoje, que minha postura firme naquele momento o deixou completamente desconcertado, por ter sido uma postura totalmente desconexa no mundo dos negócios, onde os interesses pessoais e os amigos políticos não se descartam com palavras de desagrado.
(Jorge Queiroz - 01/12/10, em ditado)

Fonte da imagem:jcconcursos.uol.com.br