Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

terça-feira, 7 de setembro de 2010

FALANDO DE SABOTAGEM INDUSTRIAL

Não sei porque aparência e motivos de ganhos, ficam em nossas vidas sempre onde existe a política em seu juízo final.
Este pensamento me deixa sempre atordoado e preocupado.
Ao longo da minha vida, eu sempre, desde os meus tempos de menino, ouvi falar que deveríamos ter cuidados com uma coisa chamada pelos homens cautelosos de “sabotagem”.
Cruzes amigos! que nome mais feio!
No entanto, infelizmente, às vezes, mesmo sem querer, temos que conviver com essa “coisa”.
Embora seja muito difícil para um homem de bem, que não enxerga nunca a possibilidade de vir a ser sabotado, nem tampouco sabotar, ter um convívio diário com esse tipo de traição na vida.
Mas, comigo também aconteceu.
Quero narrar aqui, fatos dos quais fui apreciador e crítico revelador, diante das maldades das indicações que permitiram a mim, recordar cenas de muita força de terror e de suspense!
Uma delas, vem da primeira versão de crimes comerciais, contrários ao crescimento do grupo cimenteiro em que eu trabalhava com a dedicação de brasileiro, que via uma nova e criativa forma de fabricar e vender, possibilitando ao nosso país a esperança da baixa de custos e aumentando a concorrência de todo o mercado. Não é necessário dizer que logo no início dos trabalhos tivemos a critica de quase toda a maioria de outros fabricantes.
A fábrica instalada tinha a capacidade de ter as suas áreas de produção independentes, mecânica e eletronicamente o que favorecia que se parasse uma das áreas de fabricação e continuasse a produção com as outras áreas.
Para que isso ocorresse bastava que se abrisse os cadeados de cada tipo de máquina, para fazê-la parar e prestar assim em seus motores. moedores e misturadores a manutenção necessária, imitando um novo sistema alemão de produção.
Esse novo sistema trazia riscos, pois enquanto a porta de segurança estivesse aberta, os cadeados jamais poderiam ser trancados, pois dentro da máquina haviam técnicos e empregados fazendo a devida manutenção. Caso os cadeados fossem trancados, a fábrica automaticamente reiniciaria os trabalhos de produção, ignorando que dentro da máquina, existiam técnicos fazendo sua manutenção.
Para nossa tristeza, um “sabotador” por lá passou e bateu propositalmente os cadeados, causando a morte de três funcionários.
Esse ato de sabotagem virou guerra na busca do criminoso e, conseqüentemente nas ações para indenizar as famílias e acionar a Companhia Seguradora, além dos problemas criados pela imprensa local com referência ao acidente.

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