Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

terça-feira, 15 de junho de 2010

As viúvas investidoras

Um susto mundial!Os velhos mercados financeiros estão estremecendo a economia internacional.A garantia de mercados são as grandes vítimas das velhas viúvas investidoras.Elas ainda herdam a maior parte dos tesouros deixados pelos maridos, que envolvem as maiores fortunas do mundo, que giram em torno das grandes usinas de minérios, dos grandes estaleiros, dos maiores criadores e dos grandes banqueiros.Uma economia sólida se faz com capital e trabalho, e nós, brasileiros, teimamos em separar essas duas coisas tão importantes. A vaidade pessoal acaba com o princípio básico. Esquecemos que as grandes fortunas mundiais têm os dois ganchos de segurança representados pelo lado financeiro de um negócio e pelo lado econômico desse mesmo negócio.O lado financeiro tem em sua base monetária, seu lastro em depósitos e poupança.O lado econômico, o lastro de produtividade, o crescimento industrial, a sua prestação de serviços, a sua mão de obra, a sua criatividade.O Brasil continua sendo o grande cliente do mundo internacional.Ele é pela mão do seu dirigente, um campo em potencial aberto às importações inúteis.Lembro-me quando menino, de que as economias do nosso povo eram muito seguras, o Governo arrecadava, sem emitir moeda podre. Dava condição de uma maior fiscalização no consumo dos produtos industrializados, pois, esses produtos só iriam às prateleiras de venda, se tivessem o selo do imposto de consumo pago.Só assim, o Governo tinha um maior controle da arrecadação e podia planejar os gastos públicos, sem financiar as grandes fortunas.Daí o grande dilema: surgiram os políticos e os interesses pessoais, e com eles, vieram o grande mal brasileiro, aquele jeito de negociar nas gavetas.Em suma, a “corrupção” e as novas formas de proteção ao lado financeiro, deixando de lado, o aspecto de trabalho, o lado produtivo de um negócio em crescimento.Eu percorri, na minha vida profissional, seis campos diferentes: a industria gráfica, a farmacêutica, a da construção civil, a imobiliária, a indústria de madeiras e a de mineração.Em cada uma delas, eu senti as coisas erradas acontecendo.No campo gráfico, eu vi maior interesse dos jornais encalharem nas bancas.No farmacêutico, a inclusão de produtos de higiene e refrigerantes adicionados ao custo dos remédios, produtos esses, que eram consumidos na casa dos diretores.Na construção civil, a falsificação dos contratos de financiamento que eram fornecidos em quatro vias . Cada uma delas, tinha descrição diferente. Como exemplo, na via do comprador constava bronze martelado, na do construtor não aparecia esse item, já na do financiamento apareciam esses e outros mais.Na de madeiras, os caminhões que entravam mais de uma vez em cada obra do governo, com a mesma mercadoria e várias notas fiscais diferentes.E, finalmente, na indústria de cimento, as máquinas de ensacar eram reguladas para pesarem 49,5 kg cada saco de cimento.Vejam vocês, então, se as viúvas investidoras do primeiro mundo, não tem que estar preocupadas.Cuidado Sr. Presidente, conserte logo o lado econômico do país, porque as viúvas do primeiro mundo estão de olho e como de hábito, nós brasileiros, somos taxados de vagabundo pelo resto do mundo!

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