Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Outro papo sobre empresários...

Vou sintetizar o papo de hoje, fazendo referência única a um tipo de empresário que conheci, mais precisamente no final dos anos 60 e início dos anos 70.
O que primeiro me lembro desse tipo, é que era um homem dinâmico e de raciocínio rápido, voltado inteiramente para a construção civil. Não fosse ele um eterno garanhão e bon vivant teria ficado marcado nesse mercado, como o gênio da nova dimensão do mercado imobiliário. Como administrador de empresa era um péssimo profissional,pois só se fazia presente em sua mesa de trabalho, após às l8 horas e normalmente acompanhado de uma equipe que mantinha o seu equilíbrio emocional: uma manicure permanente, um cabeleireiro, um amigo e empresário e a sua gatinha e amante, que não saía do seu pé.
A parte da noite era eternamente o horário preferido desse profissional. Normalmente, atendia aos seus diretores após uma sessão de massagem, corte e pintura das unhas de mãos e pés e uma descoloração nos cabelos para manter a sua lourice.
Gostava de saber das coisas da empresa, falando ao telefone, recebendo massagem nos cabelos e com os pés encima da sua manicure.
Habitualmente me pedia auxílio para ajudá-lo nas suas contas de projeção de negócios. Era um tipo raro, não temia resolver coisas de cabeça. Se por acaso, algum projeto na área de construção fosse colocado em suas mãos, rapidamente respondia: - aqui nesta planta podemos projetar dois edifícios de apartamentos de um, dois ou três quartos, com uma área útil de tantos metros quadrados.
Mas no entanto, para fazer contas de dois mais um, sempre me chamava para ajudá-lo, e para se desculpar, me dizia que já estava muito além dessas somas, pois não sabia mais fazê-las.
Não será necessário dizer que a sua empresa passou a ser concordatária e logo após, teve a sua falência decretada.
Foi uma pena, porque uma construtora que tinha todas as bases técnicas para se fixar naquele mercado, não poderia ter sido levada a uma situação de falência pela mão infantil do seu proprietário.
P.S. Este relato é verídico, mas deixo aqui de publicar nomes, por questões óbvias.
Que sirva de alerta para os jovens empresários de hoje
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