Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um "p" de provisória ou de permanente?

Se vocês ainda não entenderam o meu tema, vou explicar.
O “p” de provisória ou “p” de permanente apenas se refere a duas palavras que estão totalmente fora de uma contribuição financeira, que já tivemos, e da qual nos livramos em 2007.
Resolvi voltar ao assunto porque agora, alguns dos nossos congressistas vão tentar ressuscitá-la, apesar da pressão dos meios de comunicação, especialmente da brilhante rádio CBN..
Não é possível que tenhamos novamente que aceitar esse embuste em nossas despesas financeiras, e ainda mais sendo ela a única taxação , onde seu fundamento é diretamente de responsabilidade do nosso Governo Federal, uma vez que, o titulo desse tributo, como já é sabido, prende-se única e exclusivamente ao destino do custeio da nossa complicada área de saúde.
E o nosso povo já está mais do que avisado e não desconhece que esse tipo de tributação já faz parte dos 27,5 % do nosso imposto do “Leão,” que a cada inicio de ano, por ocasião da declaração anual nos morde sem piedade parte da nossa renda. Fora qualquer outro argumento, não existe nenhuma nação no mundo democrático, que faça uma duplicação nos encargos de seu povo. O que necessitamos é de um gerenciamento com correção das despesas do nosso Governo, pois só assim teremos a certeza de que não seremos mais incluídos nos infortúnios dos impostos do lesa a Pátria!
Basta de CPMF, que parece ser provisória e de repente, querem transformá-la em permanente!
Mas eu quero aqui deixar uma idéia, para resolvermos logo o problema da saúde no nosso Brasil. Quando eu, dirigia uma industria química e farmacêutica, que produzia 228 tipos de produtos diferentes, eu era o chefe do departamento de planejamento e controle da produção e fabricávamos produtos nas linhas médicas e farmacêuticas e ainda na linha de produtos de higiene pessoal, como creme dental, talcos, sabonetes, cremes nutritivos, colírios, colônias, loções, tônicos, fortificantes, cremes de barbear, loções para após barba, etc...
Naquela ocasião, eu chefiava os operários da linha de produção e ali existiam quase quinhentos funcionários, que prestavam diferentes serviços, em diversos departamentos como o de pesagens, fabricações, filtragens, maturações, lavagens, envasamento, embalagens, encaixotamento.
Aquilo tudo me preocupava muito, por saber que ali existiam, tarefas e responsabilidades de valores bem diferentes. E que por certo, tínhamos que orientar aquelas pessoas de maneira que sentissem que trabalhavam numa linha de produção onde a falha humana não poderia passar por perto, pois eram áreas de remédios, que exigem grande responsabilidade e cuidados.
Naquela época os serviços de fiscalização de medicina, não deixavam por menos e o normal era recebermos sua visita de dois em dois meses.
Com o intuito apenas de valorizar os trabalhos da equipe, eu cai na asneira, de tentar melhorar os salários, trazendo mais motivação ao quadro de operários que ali trabalhavam comigo.
Já havia feito um levantamento na área recursos humanos e tinha descoberto uma injustiça muito grande em relação aos ganhos individuais de cada um deles. Sendo assim, criei índices para reajustes salariais que atingiriam a todos indefinidamente.
O critério de que me utilizei para chegar aos índices, foi a análise dos preços unitários de venda de cada produto, e em contrapartida, os valores que apurei de custo unitário de produção.
E até hoje tenho o relatório em que me apoiei para presentear ao grupo de trabalho, com a palavra justiça!
E preparei este relatório fazendo menção de função por função , criei uma tabela de pontos para cada departamento e operação e cheguei a conclusão de que ali existiam funcionários que já trabalhavam há mais de vinte anos e que recebiam o mesmo salário mínimo como se tivessem entrado na empresa naquele ano.
E naquela pontuação analítica, eu fui sempre muito sincero a toda prova, e para função de mais responsabilidade, a valorização, teria um fundamento correto em posições de chefias.
Digo aqui e repito, fui muito responsável, com todo o grupo de trabalho que representavam quase quinhentas famílias.
Ainda fui honesto com eles, avisando do que eu preparava, e afirmando que se a Diretoria não me respondesse afirmativamente, eu deixaria a Empresa para a qual já trabalhava há quatorze anos, numa época em que ainda não existia o FGTS, que só viria a ser implantado no ano seguinte ao que estávamos, pois era o ano de 1966!
Existiam operários que me olhavam com um sorriso de orelha a orelha e me perguntavam se eu já tinha tido notícias da proposta de aumento salarial, ao que eu, com tristeza respondia que não.
E eu achava que estava demorando muito a obter a resposta do meu Diretor Industrial, embora estivesse sempre cobrando uma solução.
Um dia, seis meses depois, pressionei a Diretoria e fui então informado que eles iam dar os aumentos de salários de acordo com os meus cálculos, pois no meu relatório eu afirmava, que se eles deixassem de ganhar um centavo em cada unidade vendida no Brasil, sem falar no Exterior, eles teriam aquela condição de corrigir os salários sem problemas financeiros, como provava o meu relatório.
Eles deram o aumento, mas eu, perdi um emprego e uma indenização de vinte e oito anos de anos de serviço, pois naqueles tempos quando se atingia mais de dez anos de serviço, a indenização era paga em dobro. E perdi tudo, porque pedi as contas, devido a grande pressão que comecei a sofrer por parte da Diretoria que temia novas idéias daquela ordem, de minha parte. Recebi somente os dias trabalhados naquele mês tão lembrado de novembro de 1966.
E é por ainda hoje fazer fé naquele meu relatório que modificou a vida de quase quinhentos brasileiros é que eu afirmo, que ele serve para acalmar a sede da tributação do CPMF que, se dirigida a quem de direito, ajudará com certeza a salvar a saúde de quase duzentos milhões de brasileiros.
Basta direcioná-la aos planos de saúde e a todas as farmácias do nosso imenso Brasil.
Falo nos planos de saúde, porque eles recebem e nem sempre usam o dinheiro, pois depois de aposentado e pagando há mais de dez anos um dos melhores planos de saúde, tive o desprazer de necessitar de uma operação que não podia pagar, e ouvir da Seguradora QUE A MINHA DOENÇA ERA PRE EXISTENTE.
Como se pré- existência, pode se dizer de quem paga um contrato há mais de dez anos.
Por isso acredito que devamos incluí-los nesse esquema.

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