Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mais uma de outro empresário...

Continuo hoje, meu relato ainda no campo da Construção Civil, para retratar o momento mais emocionante em que conheci outro empresário, um conhecidíssimo e comentadíssimo “águia” no ramo. Investia na ainda futura Barra da Tijuca e tinha implantado o grupo de desenvolvimento da Barra com os projetos das torres com novos tipos de apartamentos fatiados como queijos.
Ele me convocou para uma entrevista no seu escritório central na Rua do Carmo.
Fiquei muito surpreso e assustado, quando cheguei no seu gabinete. Nunca vi em toda minha vida um custo por metro quadrado tão caro; ao abrir a porta deparei com uma sala de trabalho de cem metros quadrados e em volta dessa sala estavam instaladas bandeiras de todos os Estados do Brasil.
Ao fundo, uma mesa de mais ou menos três metros de comprimento, com uma enorme cadeira rotativa, que abrigava em seu assento, aquele indivíduo de pequena estatura, tão famoso.
Imediatamente ao me ver, levantou-se da cadeira e gritou alto: - oh! Amigo, pode entrar, estava mesmo te esperando, sente aqui junto a mim.
Pedindo licença, sentei e observei que ele portava o meu currículo.
Na minha cabeça, pairava uma grande dúvida, não está restando a mim outra alternativa terei que trabalhar aqui, mesmo não compactuando com a linha de atuação desse empresário, mas emprego está difícil e terei que me adaptar à sua esperteza.
Já decorria a entrevista e sentia que ele se entusiasmava com as colocações profissionais que eu fazia.
Repentinamente, talvez até para o meu bem e pela proteção de DEUS, deixei sair uma frase que me cortou definitivamente a esperança de trabalho. Disse a ele que já conhecia as atuações que envolviam o seu nome no mercado da construção civil, só tendo que me adaptar a elas.
Aí então, como para um bom entendedor poucas palavras bastam, ele levantou e disse: - vamos ficar por aqui, mais na frente eu te convoco outra vez.
Não fiquei infeliz pelo corte, eu vivia na época a década de sessenta e os apartamentos só foram entregues vinte e cinco anos depois. Graças a Deus, não participei com o meu trabalho.

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