Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O SACO DO ABRIGO... TERÁ QUE VOLTAR URGENTE!



Parece incrível, mas é a pura verdade!
Apesar de ser uma expressão do passado, é importante que se diga o que é o tão falado SACO DO ABRIGO.
Por certo esse “ saco” representa a idéia mais importante, assistida por mim ainda menino, que teria marcado a minha infância.
Ele tinha um fundamento correto, sem espírito político, pois até hoje, eu não consegui descobrir nem o nome do criador, nem o nome do inventor.
Era um instrumento de utilidade pública e de objetivos diretos, para dar a uma instituição pública, um conceito tão verdadeiro de ajuda ao próximo.
Naquela época, eu era um menino quase dez anos e minha mãe me incumbiu de ser, na minha casa, o responsável pelo famoso “Saco do Abrigo”, pertencente a Empresa de Limpeza Urbana.
Seria eu a pessoa a quem a carroça do lixo procuraria para receber os sacos já cheios, trocando-os por sacos vazios, para futura reposição.
Eu tinha a grande responsabilidade de conservar a sua arrumação no quintal de nossa casa.
Eram em número de três.
É o que chamamos atualmente de preparo para a reciclagem já bem controlada em nossa Cidade, por diversos meios e objetivos.
Cada uma daquelas três sacas, recebiam um produto diferente para fazer a devida reciclagem.
Vejam vocês que isso já acontecia nos anos quarenta e só alguém que tenha vivido as obras sociais daquela época, com certeza vão lembrar do que eu digo.
Ele o bendito SACO, pertencia ao ABRIGO CRISTO REDENTOR, que ficava num bairro do Rio de Janeiro, Higienópolis.
A diretoria daquela associação, sem nenhum selo político, é que cuidava de garantir a sobrevivência dos pobres velhinhos que ali residiam, e tiravam do Saco do Abrigo o sustento de casa, comida, roupa lavada, assistência médica.
Lembro que os velhinhos também recebiam aulas de treinamento, para executarem determinadas tarefas e não ficarem totalmente excluídos, ociosos e inertes, pois assim, teriam a ajuda saudável de ter a cabeça ocupada.
A direção do abrigo ainda terceirizava alguns outros serviços daqueles internos mantendo-os vivos e atuantes.
Era um empreendimento exemplo dos cuidados básicos e principais aos idosos e sem famílias, e dentro de uma cultura de ajuda aos nossos trabalhos sociais na nossa área de governo!
Hoje eu não saberia responder, se aquele tipo de distribuição dos sacos do abrigo continuaram a ser feitas ou se terminou e porque terminou?
Creio que essa seria uma idéia para a nossa bem estruturada COMLURB, que cuida de coisas parecidas ligadas às nossas residências.
Ela até poderia mudar o nome para SACO DO PREFEITO em ajuda aos velhinhos!
E assim eu posso afirmar, quem não gostaria de encher o saco do nosso PREFEITO!


(Jorge Queiroz da Silva - abril/2010)


Fonte da imagem:abrigocristoredentor.org.br

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