Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A CRIAÇÃO DA SEGUNDA REPÚBLICA DO IMPÉRIO

Pensemos e analisemos.
O Brasil seguiu os passos políticos republicanos e democratas, da grande nação americana, os Estados Unidos da América, apenas oito anos após a descoberta dessa força mundial que ocorreu em 1492.
Podemos observar que, desde então, as passadas brasileiras vem seguindo as passadas norte-americanas. Por que digo isso?
Digo e afirmo porque os americanos começaram a sua organização quando os seus republicanos iniciaram a Constituição política e econômica da sua terra e ela foi elaborada dentro da defesa de territórios herdados e combatidos que viviam nas mãos das tribos apaches.
E o que fez o Brasil, senão uma cópia disto?
Tínhamos os nossos índios nativos e os nossos futuros descobridores também trouxeram da África a sua força aliada para criar a nossa República Imperial que após o ano de 1888 foi modificada quando a Abolição feita pela Princesa Isabel nos transformou numa nova raça livre e misturada, na convivência de negros, índios e brancos.
Essas divisões deram origem ao crescimento de nossos territórios formados e explorados pelos Bandeirantes.
A força do Império português seguia os passos e acompanhava essas fundações e assim, a família imperial crescia nas principais áreas brasileiras, onde existiam portos e vastos campos de plantação de cana de açúcar e criação de gado leiteiro.
Após o ano de 1889 com a divisão e a implantação da nossa República para a criação dos nossos Estados, aconteceram as heranças estabelecidas aos grupos familiares do nosso Império.
No início dos anos de 1900 uma das principais figuras do Rio de Janeiro,a tri-neta da Princesa Isabel, a Princesa Leopoldina, a conhecida Dona Venina, nascida dentro desse Império, herdava na Estrada do Cajá, duzentas e cinqüenta residências.
A Dona Venina residia numa casa dessa rua, que assemelhava-se a um castelo e tinha o hábito de apreciar a movimentação da rua, de dentro da sua sacada. Como ela mesmo dizia, podia dessa forma, identificar e conhecer seus vizinhos e locatários e funcionar como uma administradora da região onde possuía seus imóveis.
Foi nessa observação diária que, determinado dia, topou com minha mãe, uma jovem senhora de quinze anos e prestes à me dar à luz.
O fato de minha mãe, tão jovem, exibir uma “barriga” imprópria para a sua estatura, chamou à atenção da Princesa que a convocou com gritos, para uma conversa.
Naquela oportunidade, marcou com minha mãe um encontro para o domingo seguinte, pois deixou ciente que a queria conhecer mais profundamente.
Embora minha mãe tivesse estranhado chamado tão veemente, aquiesceu de pronto. Após uma entrevista, onde a Princesa quis informações sobre os dados pessoais de minha mãe, propôs a ela um emprego de administradora das residências de suas propriedades. Ficaria assim, encarregada do recebimento dos aluguéis e também do acompanhamento das necessidades de manutenção prediais dos imóveis. Como parte do pagamento, minha mãe teria como ganho uma daquelas residências para moradia, com autorização para sublocar dependências que julgasse livres. O contrato com minha mãe, embora firmado naquele momento, só teria início após meu nascimento.
Foi assim, que em junho de 1934, minha mãe orgulhosamente, passou a exercer a função de administradora dos imóveis de Dona Venina, o que perdurou durante trinta e cinco anos, até a morte da Princesa.
A importância da influência de uma pessoa dessa estirpe em minha infância e adolescência, até hoje se faz presente em muitos dos meus atos nessa vida.
(Jorge Queiroz da Silva – 10/11/10, em ditado)
Fonte da imagem: destaquenoticias.com.br

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