Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Educação sexual, um jogo perigoso!

Até os dias de hoje, o tema em questão sempre foi e será, um jogo perigoso. Que bom seria, se todo o homem do mundo, fosse heterossexual, mas a diversidade de vida e os conceitos de educação moderna , os hábitos de família e os segredos do corpo, juntam-se à curiosidade da mente do ser humano, modificam os caminhos de vida e obrigam as pessoas a se identificarem, dentro dos seus mistérios e a sair em busca da sua boa forma de relacionamento.Por este motivo, nunca devemos contestar, nem tentar alterar os diferentes tipos de grupos, sejam eles, homossexual, heterossexual, bissexual, ou qualquer um outro tipo, que venha a surgir na humanidade futura.Devemos sim, aceitar as diferentes formas de vida e escolher sem nenhum trauma, a nossa forma ideal de relacionamento, buscando sempre um entendimento e um relacionamento normal. Só assim estaremos contribuindo para que a vida caminhe para um mundo melhor, sem medos e traumas. O normal de uma vida, seria aceitarmos as indicações das nossas origens, ou sejam, de pai e mãe. Mas infelizmente, nem todas as pessoas tem a oportunidade de conhecer seus pais e tem que ser moldados, em suas buscas de personalidade, por aquelas que o mundo lhe apresenta.Eu por exemplo, quando mais a presença de meu pai, seria importante em minha vida, sofri um duro golpe, o perdi aos onze anos de idade, e pela forma como se conduziam as mães daquela época, eu teria de entender, que a busca da minha formação, seria sempre um mistério, o que me levaria com certeza, a observar os diferentes tipos de vida, que me cercavam, e assim, retirar daqueles exemplos, um caminho para mim. E hoje tenho absolutacerteza de que as personalidades se formam individualmente, e jamais seguem outras indicações para formarem a personalidade ideal.Isto se passa de pai para filho, e este entendimento de busca do caminho, será sempre difícil, haja vista, que tenho três filhos, e acompanhei o crescimento, e todas as associações de vida, das quais eles participaram, mas jamais interferi, na rotina normal de suas buscas de personalidade.Creio que isto é , na realidade, um peso genético e em grau muito forte, tornando-se o principal elemento de formação de qualquer grupo familiar.Como exemplo, cito a história, de uma pessoa da minha família, que muito preocupada com seu filho, que julgava já estar em idade de conhecer, o que seria realmente uma relação sexual , me pediu que o levasse para sua primeira experiência.Muito melindrado com aquela história, ainda argumentei, que nem aos meus filhos, eu tinha mostrado aquele caminho, mas a familiar insistiu muito, e disse que precisava de ajuda, pois seu filho era problemático e não tinha pai. Relutei em atender a seu pedido, pois não conhecendo a Cidade onde moravam, eu teria muita dificuldade em levá-lo a um lugar calmo e seguro.Mesmo assim, aceitei. Em direção ao Centro da Cidade, ainda sem nenhuma idéia, pensei em abordar um rapaz do local , para que nos ajudasse na indicação. E assim fiz, crendo que ele seria o guia ideal para tal evento. Seguindo as suas indicações, chegamos a um bairro distante, local pouco iluminado e cheio de casas decoradas por luzes vermelhas, com dezenas de carros estacionados nas redondezas. Parei o meu carro e observei tudo, pedindo a Deus que nos ajudasse naquela perigosa empreitada. Descemos e nos dirigimos a uma daquelas casas, e ao entrar observei, que o “calango” comia solto, e as pessoas ficavam no salão, como se estivesse ali para dançar. Enquanto lá estavam, faziam refeições ligeiras, que eram servidas por garçonetes, que faziam o papel das mulheres, que completariam os destinos dos homens que ali estavam na realidade para transar. Eu então, com o intuito de facilitar as coisas, fui logo dizendo para uma das garçonetes que o objetivo da nossa estada lá, era trazer o rapaz para conhecer de perto uma mulher. A garçonete respondeu, informando que tudo lá era cobrado junto, a alimentação, a bebida, o quarto e a mulher. Pedi que fizesse a conta da comida, mais duas mulheres, e o aluguel do quarto, pois somente os dois rapazes iriam participar , enquanto eu ficaria no salão aguardando e bebendo uma cerveja. Assustei-me com uma conta astronômica,que todo o meu dinheiro do bolso, não dava para pagar. Bastante nervoso, disse à garçonete, se ela estava pensando que eu era um boboca ignorante. Frizei que era do Rio de Janeiro, e nem o melhor restaurante de lá, cobraria tanto por um serviço daquele tipo. A garçonete entrou em contato com a gerência, e voltou acompanhada de dois policiais, devidamente armados até os dentes, que mais pareciam dois cães danados. Com a fisionomia pronta para me assustar, os dois me convidaram para entrar e, lá no escritório, conversar com a dona fulana, a tal cafetina, que apressou-se a perguntar-me se eu iria ou não pagar. Muito atrevido e sem qualquer espécie de medo, respondi que iria pagar o justo valor, pois conhecia os preços de comida, e como não havia ocorrido sexo, iria pagar o que achava correto, sem antes dizer em voz alta, olhando firme no olho da madame e no dos policiais, que era carioca da gema, conhecedor de samba, de comida e de bebida, e que as minhas credenciais eram ser brasileiro com carteira de reservista número tal, oficial da reserva do exército, carteira profissional, vacinado e outras coisas mais, e que não iriam me intimidar nunca, e o preço certo, para a comida e a bebida que havíamos consumido era o que eu estava jogando encima da mesa. Voltei a olhar severamente para os policiais. Em seguida chamei os meninos e fomos embora.Observemos que o risco de uma operação como aquela, é trazer à tona a vontade de uma mãe para identificar as características, que vão definir somente o sentido de que o seu filho será um homem normal, faltando, no entanto, a consideração principal, aquela que nos avisa que as coisas comuns ao sexo, devem se manifestar naturalmente, pois os nossos caminhos já estão marcados em nossa vida.
(Jorge Queiroz da Silva - abril/2009)
Fonte da imagem:zelmar.blogspot.com

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