Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

domingo, 15 de maio de 2011

MINHA CONVIVÊNCIA COM OS CHINESES

Quando eu residia em Vila Isabel, no famoso bairro do Noel Rosa, eu tinha próximo a mim uma estação de metrô, a estação Maracanã, e assim eu tinha toda a facilidade de locomoção para o meu trabalho no Centro da Cidade.
Ali, naquele bairro, meu filho caçula, estudava no antigo e já meio secular, Colégio Nossa Senhora de Lourdes.
Por obra do destino, eu conheci ali, uma família chinesa, que residia na rua vizinha, a rua Oito de Dezembro, pois esse meu filho estudava na mesma classe de um dos meninos daquela família.
Nossa ligação foi se estreitando e fez com que o meu filho levasse o seu coleguinha “chinês”, pra’ brincar com ele em casa e participar de jogos de vídeo game.
Aquela aproximação fez com que ficássemos amigos dos pais do menino.
Sua mãe, que era uma chinesa, de nome Elisabete, tinha se formado na China em jornalista.
Foi ela quem me ensinou a identificar nas mãos dos homens a quantidade de filhos homens que teriam na vida, examinando as linhas das dobras dos dedos.
O pai do menino, o senhor Chao Chim Pang, se dizia um economista lá na China, que teria ocupado um cargo elevado no Ministério da Economia Chinesa, e que aqui no Brasil, foi enganado por um brasileiro e se estabeleceu na Praia do Flamengo, como proprietário de uma loja de produtos importados, entre porcelanas para enfeites e decorações e eletro-eletrônicos.
Confidenciou-me ele, que tentou se estabelecer na área de mineração lá em Belo Horizonte e foi ludibriado pelo dono da mineradora, quando assinou um contrato de sociedade de parte do dinheiro que trouxe da China, em torno de oitenta mil dólares. Seu então sócio, aproveitando-se da sua falta de conhecimento das leis brasileiras, vinculou o tal contrato de sociedade com ele, em dólares, fazendo-o perder grande parte do dinheiro, pois ao tentar reaver o seu dinheiro em dólares ali empregado, perdeu a causa.
De uma certa feita, foram almoçar lá em casa, a nossa comida brasileira e depois nos convidaram para saborear a comida chinesa na casa deles.
Era quase diariamente, que nos encontrávamos no metrô, ele, indo para o Flamengo, e eu, indo para o escritório da empresa onde trabalhava, no Castelo.
Esses chineses ficaram amigos, durante muito tempo e eu indicava a eles outros brasileiros, que se tornaram seus compradores na importadora , passando a me visitar com constância na empresa em que eu trabalhava, em busca de bons negócios.
Ajudei-o enquanto pude, sem nenhum interesse financeiro ou de negociar com ele.
Tempos depois eles se afastaram e vim a saber que ele saiu da China exonerado do cargo que ocupava e fugiu da última revolução interna política chinesa, o que normalmente o levaria à mudanças constantes de residência.


(Jorge Queiroz da Silva - setembro/2010)

Fonte da imagem:caratinga.net

3 comentários:

  1. Os chineses me lembram as grandes importadoras, quando ainda não íamos ao Paraguai buscar as novidades do mundo.
    abraços,
    angélica

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  2. Oi! Angélica, Hoje a coisa continua,o que eles teem para vender, nada mais é! do que coisas da China, porque eles, nao fabricam nada, e nos ainda temos a ajuda de que o cambio, entre os paises da America do Sul, é totalmente livre, e se trouxermos dinheiro via Paraguai, ficamos isentos de qualquer tributaçao por que a lei nos proteje. mas a grana só pode vir por via banco brasileiro, de filial de um nosso banco para o mesmo banco aqui no BRASIL.

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  3. EI AMIGA TEM SELINHO PARA VC NO MEU BLOG E O SELINHO DE DESTAQUE DESSE MES TBEM.SAO 4 SELINHOS ESTA NO INICIO DO MEU BLOG OK!!!

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