Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O cigarro e a bebida, as próximas vítimas

Confesso que não sou nenhum fumante, nem beberrão inveterado, mas de todo não apóio a campanha deslavada, que vem sendo feita, contra esses dois hábitos comuns da humanidade. O Governo tem que arriscar, mesmo sabendo que esses dois vícios que não contribuem para a economia na área de saúde e levam uma infinidade de pessoas, a lotarem as enfermarias dos hospitais públicos e privados, e ainda provocam desajustes familiares, afetam em muito a produtividade do nosso país.Tenho alguns exemplos em minha família. Meus tios num total de 8 filhos, por parte de minha mãe, todos sem exceção foram vítimas do fumo e da bebida, e quantas outras famílias, também não foram atingidas?Mas temos que nos preparar para educarmos os nossos filhos a não beberem e a não fumarem. Existe o lado engraçado da coisa, como exemplo, a entrevista que vovô Osório deu ao Jô Soares, há algum tempo atrás, onde vimos uma figura de cento e quatorze anos de idade, que deixou de fumar aos cento e quatro anos,depois de fazer uso do cigarro, num período de noventa e seis anos.Tal usuário do cigarro ainda afirmou para o entrevistador, que não estava muito bem de saúde, porque fazia sexo quatro vezes ao dia, nas suas passadas em casa, e à noite após um dia de trabalho, queria repetir o ato, esquecendo que já havia feito. Dizia ao entrevistador que não estava bem de saúde porque sua memória não funcionava bem.Temos ainda que lembrar, que as fábricas de cigarros, representavam há uns anos atrás, a maior tributação em termos de IPI.O mercado financeiro balançava, todas as vezes, quando era previsto o recolhimento desse tipo de tributo, que levava alguns dos pequenos Bancos, a pedirem recursos ao Banco Central, para suportarem as saídas de caixa. Por sinal, a bebida também no início do ciclo industrial brasileiro, era uma das grandes divisas de tributos do governo.Naquela época, o imposto de consumo, era pago antecipadamente, para selagem dos produtos, que faziam parte do faturamento de muitas empresas. O restante do mundo, é grande consumidor de bebidas, pois o clima frio sempre obriga o seu uso, até no preparo de pratos quentes ou comidas especiais.Temos sempre que combater o fumo, a bebida, o narcotráfico, mas temos também que educar e criar um limite de consumo, que não possa afetar a saúde , a produtividade e o bom-senso de nossos filhos.Pensemos também que uma massa de profissionais, trabalha nestes dois campos e não podemos fomentar o desemprego em nosso país.Sabemos também que os números revelados pelas estatísticas nessa área, não correspondem aos índices da realidade, pois os nossos Institutos, deixam de incluir nesses cálculos, a grande população das nossas penitenciárias, que vivem improdutivamente.Os países do chamado primeiro mundo, não deixam de incluir em suas estatísticas o presidiário. Hoje, eu confesso a vocês que faço por onde, deixar de fumar e beber, mesmo socialmente, mas se realmente as fábricas de cigarros ebebidas fecharem, gerará um grande desemprego, não só nas áreas diretamente ligadas, como também, a outros determinados setores, como sejam, o do papel, das tintas, do papelão, do consumo energético, etc...Assim como, vai ficar profundamente sem graça, quando necessitarmos ir a um Centro Espírita para uma consulta, e verificarmos que os Pais de Santos, não fumam e nem bebem!

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