Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sábado, 31 de março de 2012

Lembrando da força infantil na Segunda Guerra mundial...

Guerra mundial, uma profunda miséria. Que o homem, daqui para frente, não pense em criar, nada mais parecido no mundo. “Adolfo Hitler”, deixou vários maus exemplos, e mesmo, depois de tanto tempo do seu término, a guerra só serviu de marco à violência e às aberrações sociais. Quem sabe, talvez, todas as conquistas que colaboraram para o avanço tecnológico, pudessem ter sido de um preço bem mais suave, para toda a humanidade. Nós, brasileiros, tão distantes do campo de batalha, tivemos mesmo assim, o destino de sofrermos, a sua grande influência, no atraso da nossa economia, quando até fomos forçados a enviar tropas para a Itália, num acordo firmado com os aliados da ONU! Até nós, ainda crianças esperançosas naquela época, tínhamos muito medo de vermos, os nossos pais envolvidos, mas mesmo assim, fomos obrigados a participar indiretamente. Fomos orientados nas nossas escolas, e a nós cabia a obrigação de darmos a nossa colaboração, formando as famosas ”Pirâmides”, que eram erguidas nas esquinas das ruas e eram compostas de latas, borrachas, alumínio, zinco e madeira velha. Ainda por cima, tínhamos que participar do racionamento da gasolina, do racionamento do açúcar, do racionamento da farinha de trigo, todos estes produtos distribuídos por cotas, inerentes ao número de pessoas da família, e ainda a conviver, com o racionamento da energia elétrica, e a participar quase que diariamente, dos ensaios dos blackouts. Éramos, constantemente, ameaçados por uma expectativa de invasão do nosso território. E toda essa tensão, durou de 1938 a 1945. Só após a explosão da primeira bomba atômica, em Hyroshima e finalmente a da segunda, em Nagasaki, o que provocou a rendição das tropas da Alemanha, terminou o inferno. Uma pena que muitos inocentes japoneses, foram vítimas dessa única solução das forças aliadas! Ainda assim, o Brasil, indiretamente nessa Guerra, pode ser considerado como um território protegido pelo nosso bondoso Deus, pois todas as ofensas que recebemos durante todo o período, foram apenas no aspecto político e social, não nos afetando fisicamente, o que nos deu tranquilidade para continuarmos, no rumo do nosso crescimento como nação independente.
(Jorge Queiroz da Silva - abril/2009)
Fonte de imagem:ludy-quadrinhosdisney.blogspot.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário