Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

segunda-feira, 12 de março de 2012

A quinta mala da vida

Finalmente, chegamos a fase da vida , em que acontecem as principais “malas” de decisão.Chamo-a de quinta e derradeira mala de vida.A “mala” da nossa formação escolar, do nosso currículo profissional, e, conseqüentemente, da escolha do nosso trabalho individual, que por certo irá definitivamente, marcar os caminhos a percorrer.Esta mala se evidencia num período que podemos considerar sem divisões.Essas divisões se referem ao estudo e a formação, ao esporte e lazer, ao namoro e casamento, à profissão e emprego, aos prejuízos e lucros e ao patrimônio e herança.O estudo e formação é a fase em que os indivíduos vão,com certeza, buscar as suas aptidões ou se espelharem em qualquer um outro indivíduo do seu grupo familiar, seguindo naturalmente a carreira de um pai, de um tio ou de sua própria mãe. Isso no entanto, não é uma regra geral, pois estou cansado de ver casos totalmente diferentes onde o filho de um médico, opta por ser piloto de avião, ou o de um pastor de igreja, cujo filho segue o candomblé.As outras divisões citadas estão interligadas no seu dia a dia e jamais poderemos fazer uma análise das bagagem que carregamos sozinhos, nesse momento de vivência. Em alguns casos, necessitamos até de analista para compreender uma bagagem tão vasta e complicada.A pior mala da vida inclusa nesse momento de vida, é certamente a chamada “mala dos vícios”. Ela é a principal responsável pelo sucesso ou insucesso de sua vida, haja vista que paralelamente segue as outras malas já citadas, exatamente no momento de suas atuações.O melhor seria hoje, que todas as pessoas seguissem o preceito de que a melhor das malas de vida que devemos portar é aquela na qual acomodamos a obediência, a disciplina, o respeito, a formação cultural, a vontade de viver, o otimismo, o bom senso e a valorização do nosso próprio “eu”.Creio que não devemos seguir por completo a mala de outra pessoa e sim tomá-la como exemplo para compor a nossa mala.Devemos ser “nós mesmos”, individualmente, e não seguirmos o forte desejo de incorporarmos em nós, um personagem já atribuído a uma outra pessoa. Hoje o mundo nos dá facilidades no seu desenvolvimento em tecnologia; o avanço da informática nos coloca a cavalheiros para acompanharmos todos os novos processos de qualquer trabalho e a velocidade da globalização, já nos oferece resultados que conseguimos em fração de minuto sabermos o que acontece do outro lado do mundo.Assim, temos a nossa mão exemplos variados e consistentes para formarmos a nossa verdadeira mala, optando e experimentando coisas saudáveis ou não.

(Jorge Queiroz da Silva - abril/2009)

Fonte da imagem:maisumaaline.blogspot.com

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