Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

OS “JUROS” QUE NO BRASIL COMEÇARAM COM O SALIM!



-“Oi, dona Mancinha!
- É o Saul !, aquele que cobra baratinho!
e completava: -“eu juros pra’ senhora!
Essas eram as frases mais comuns e que eu ouvia quando criança.
Lembro que ficava intrigado, pois eu não sabia o que era “Juros”.
Perguntava a minha mãe e as explicações não me satisfaziam.
Aquele velho vendedor, sírio libanês, estudioso e persistente , passou sua forma de vender ao filho “Salim”, que, com o falecimento do Saul, herdou o seu posto e não deixou passar em branco, aquela grande e primeira oportunidade da sua vida, de usar a herança genética, que lhe fora deixada por seu pai.
Aquele antigo vendedor muito respeitado, fazia o fornecimento de roupas, gêneros e utilidades domésticas, dentro de um negócio típico e forte de negociante, em um mercado próprio para os países ainda sub-desenvolvidos. Ele foi um grande batalhador, durante anos a fio, no período da segunda guerra mundial, iniciada em 1938.
Dia a dia, ele ia aprendendo a levar o seu negócio e sempre ajudado pelo seu filho, que carregava suas malas, catálogos e mostruários, e que diariamente era parte do seu uniforme de trabalho.
O jovem Salim, aprendeu com seu pai, grande mestre mercador e batalhador, vendedor de quinquilharias da localidade da Penha no Rio de Janeiro, a arte de vender de “porta em porta”.
Na sua vitoriosa conquista, ficou com a grande clientela criada pelo seu velho mestre.
E eu posso assim afirmar pra’ vocês, que na minha visão ainda de criança, a figura do jovem Salim, trouxe para mim a confirmação de que idéias de grandes negócios, sempre chegaram em nossas vidas, através dos experientes homens de vendas, que fizeram a formação de grandes especialistas e de milhares de estudiosos nesse campo pra’ mim infindável, o permanente campo das demandas de vendas, que mexe com o agressivo mercado industrial dentro da produtividade mundial, sendo sempre direto vetor do crescimento do mundo comprador e de todos os motivos dos grandes investimentos para o fortalecimento do chamado “PIB” nas grandes nações, que estará agitando um mundo crescente de inventores e invenções, para transformar a vida em um grande jogo de perdas e ganhos das bolsas de valores nos negócios mundiais.
A consciência especulativa dos homens que pensam e querem enriquecer, logo nos primeiros passos na criação dos seus negócios, exige que o seu dinheiro aplicado nesse mesmo negócio, tenha o seu retorno no menor espaço de tempo possível.
Isso não me faz acreditar na sustentabilidade de rápida velocidade, pois eu sempre achei que a moeda comercial do mundo para negociação internacional, está erradamente rotulada dentro de uma moderna forma de uso e que os nossos economistas, deveriam sim, dar a ela um outro nome.
Deveria existir uma moeda única para uso comercial em todos os países incluídos nesse mercado, dentro dessa atual e confusa negociação.
Nunca essa moeda deveria ter um nome direto de um pais negociador desse mercado universal, mesmo que ele pudesse representar a maior economia e fosse pertencente a mais rica nação do mundo.
A atual moeda nos aprisiona a riscos constantes que atingem a rombos de trilhões de dólares e fazem picotar a economia mundial, em diferentes continentes.
Quem sabe, não cairia bem deixarmos o nosso egoísmo de lado e implantarmos de imediato essa nova moeda?
E que ela se chame moeda UNIVERSAL!
Aí sim, todos os países dentro dessa associação, receberiam a divisão justa de responsabilidade, para a garantia dos perigosos rombos financeiros, que só assim, ficariam melhor controlados, evitando as posturas individuais e políticas do pais que venha a ser o perdedor.
Até os fatos citados na Bíblia Sagrada, há milhares de anos atrás, serviu para contornar as posições políticas e financeiras, fazendo reviver no ano de 2008, o mesmo fato já ocorrido nos anos de 1929, e que também balançaram as economias de vários mercados, no mundo inteiro.
Pensem nisto.
(Jorge Queiroz - outubro/2010)
Fonte da imagem:flickr.com

Um comentário:

  1. Nasci e cresci numa aldeia e num tempo em que todos negociavam alguma coisa e havia verdadeiros mestres nesta arte.
    Admirava aqueles homens e mulheres do campo que davam banho aos leitões para os levar À feira e mostrá-los como a coisa mais importante das suas vidas. Conseguiam dar aos animais tantas qualidades e até virtudes que acabavam por vendê-los por um bom preço.
    O mesmo fazia com uma saca de batatas ou de cebolas. Arte !............

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