Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

E não é que o Arnaldo Jabour tem razão?

Certo dia na minha vida, eu consultei os anjos e perguntei sobre se eu seria um bom Presidente da República no Brasil.
Os anjos, ao invés de me darem a resposta desejada, me perguntaram se eu seria capaz, mesmo sem quaisquer motivos aparentes, pela minha própria história de vida, de acreditar nessa possibilidade.
Sem ainda me darem a resposta à minha pergunta, continuaram a me indagar se eu me filiaria, por motivos profissionais, a Sindicatos de Classe e se eu teria a coragem de encarar e dirigir movimentos positivos ou não, nas portas das Indústrias.
Perguntaram-me ainda, o que eu faria se eu chegasse a conclusão de que num país de mais de duzentos milhões de habitantes, mesmo que eu tivesse atingido a máxima aprovação naquele governo como Presidente, eu teria a coragem de indicar como sucessores pessoas a mim ligadas diretamente.
Como se ainda não tivessem bastado tantas perguntas, questionaram-me se eu seria capaz de me filiar a movimentos excitadores na busca de uma popularidade, mesmo que essa popularidade fosse inocentemente criada por um estado de confiança exacerbado.
Continuaram a me questionar se assim eu agiria, mesmo ciente de que esse estado de confiança me valeria a ficar envolvido pelos diferentes movimentos impensados dos partidarismos básicos preferenciais de uma nação que visa o progresso.
Finalizando os questionamentos, os anjos me indagaram se eu, como Presidente da República teria a coragem, mesmo sendo conhecedor de que o Brasil no campo da saúde está com a sua área fabril debilitada, de me dirigir a outros continentes e auxiliá-los tecnicamente a desenvolver seus projetos fabris.
Respondi aos anjos que, como Presidente, eu gostaria de deixar aos brasileiros o meu exemplo básico de administração de uma fábrica, na área de saúde pública.
Esse meu exemplo vinha de uma experiência vivida em quinze anos, chefiando a área de planejamento e controle da produção, dentro de uma Indústria Química e Farmacêutica.
Nessa Indústria não houve sequer um dia de greve, nem foi preciso que eu me filiasse a nenhum boné sindicalista.
Sei que antes de promover ajudas e ganhos a qualquer país estrangeiro, eu me ocuparia de resolver os problemas inúmeros do nosso Brasil, para que pudesse fixar a idéia de crescimento nacional.
Os anjos então me responderam que minhas boas intenções e meus critérios positivos não eram suficientes para me fazer um bom Presidente.
Esclareceram-me eles, que a vida tem mão dupla e o povo, para quem se governa, é quem decide o seu governante e aquiesce ou não às suas idéias.
O importante para se ter popularidade é emburrecer o povo e deixá-lo à mercê das carências básicas. Mas por quanto tempo?

(Jorge Queiroz - 16/11/10, em ditado)
Fonte da imagem:jornalismob.wordpress.com

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