Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

terça-feira, 10 de julho de 2012

O NOBRE CONDOMINIO DO EDIFICIO ALMIRANTE BITTENCOURT


A vida me deu várias belas oportunidades, algumas de vastos e interessantes conhecimentos.
Um desses conhecimentos me orgulhou profundamente, quando me levou a esbarrar com uma figura nobre de brasileiro - o sempre por mim lembrado, Almirante Geraldo de Barros Bittencourt.
O citado Almirante orgulhava-se de nossa pátria e fazia-se imprescindível, quando exemplificava para os mais jovens, o seu grande formato de executar e realizar todo e qualquer novo trabalho, dependesse ou não da sua formação de cidadão lúcido e militar dedicado, mesmo sendo um Almirante já reformado da Marinha de Guerra Brasileira.
Fosse no círculo civil ou militar, era uma figura sempre respeitada.
Na época em que o conheci, exercia a presidência da Superintendência Nacional da Marinha Mercante, a nossa conhecida “Sunaman”.
Por indicação do governo brasileiro, teve a oportunidade de ocupar várias posições de destaque e nunca as recusou.
Na minha vida profissional, tive o grande prazer de conviver com ele por mais de quatro anos.
Esse convívio me trouxe a oportunidade de poder admirar e conhecer um homem exemplo de vida, que contribuiu para a minha identidade profissional numa nova fase da minha carreira, implantando em mim novas historias.
Fiquei convencido de que, com ele, cresci mais um pouco nas minhas melhores e grandes idéias. No aspecto moral, me deu com seus nobres exemplos de trabalho, um novo formato de grande utilidade para toda a minha vida.
Por ocasião da construção do Condomínio do Edifício Almirante Bittencourt, lá em Vila Isabel, tínhamos reuniões semanais para avaliação da obra e quando nos dois conversávamos, saímos certos da nossa equidade de pensamentos, pois ele sempre aprovava as minhas posições e colocações nos negócios da obra em construção, que eram por ele avalizados e que eu apresentava os resultados do seu andamento todas as quartas feiras.
Essa obra fazia parte do nosso plantel de vinte e uma outras obras a serem executadas na Cidade do Rio de Janeiro, nas adjacências dos bairros do Andaraí, Grajaú, Tijuca, Maracanã e no corte do Cantagalo, e que eu como assessor administrativo e financeiro da Construtora, acompanhava do inicio ao final, com a fiscalização do Almirante.
Na década de sessenta a construção civil ainda não havia se firmado no ramo de negócios com seriedade e obras mal administradas, corriam sem conclusão por anos a fio.
Parte integrante do Conselho da Empresa, o citado Almirante primava na defesa do cumprimento dos prazos acordados, jamais permitindo qualquer mínimo atraso e descumprimento, sobretudo porque num desses condomínios o que teve o seu nome como nome de batismo, adquiriu três apartamentos, nos andares mais altos do prédio, para uso e moradia da sua família.
Grata lembrança desse homem íntegro e bondoso.
Fonte da imagem:skyscrapercity.com

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