Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Seria o ouro, a moeda internacional ideal?

A minha experiência anterior sobre esse assunto, já vem de longe. De 1960 a 1980, convivi com o honorário brasileiro, recomendado pelo Presidente Juscelino Kusbichek, o Sr. Antonio de Sommer Champalimaud, que representava uma das maiores fortunas individuais do mundo.
Ele não se cansava de me dizer que não suportava economistas, pois eles usam siglas e fórmulas, quando a vida correta eram somente relacionadas às quatro operações. Dizia que quando viajava pelo mundo, portava nos bolsos uma moeda que representava o mesmo valor no Universo comercial, fosse qual fosse a condição.
Gabava-se das folhinhas de ouro que sempre trazia consigo. Dizia também que a economia internacional não deveria responsabilizar nenhum país pela dança do mercado financeiro e deveria liberar daquelas responsabilidades as grandes nações do mundo, haja vista os estouros das bolsas internacionais em 1929 e as suas influências na garantia da moeda americana, que quase levaram o mundo a uma quebradeira geral.
Com todo aquele gabarito internacional, quando eu o conheci, diziam as más línguas, que ele ao comprar o seu primeiro Banco, verificou que os clientes só poupavam, acreditando nos rótulos daquelas entidades, lá deixando seus valores parados e rendendo, o que o levou a pagar o valor investido com o próprio dinheiro depositado pelos correntistas.
Será que ele tinha razão quando pregava que o ouro era a moeda ideal?
Ele acreditava tanto nisso que era um dos maiores clientes Degussa no Brasil.
(Jorge Queiroz da Silva, em ditado, 17/04/11)
Fonte da imagem:reisman.com.br

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