Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sábado, 17 de setembro de 2011

Uma passagem de ano complicada

Pela primeira vez, depois de muitos anos, eu voltei a comemorar o ano novo na companhia de minha mãe. Era o primeiro ano em que ela, depois que eu casei, tinha voltado a residir em minha casa.

Logo, próximo à meia-noite, estávamos sentados no terraço conversando, quando um vizinho do prédio em frente, começou a atirar em nossa direção, da sua janela. Surpreendentemente, uma das balas, passou rasteira entre nós dois e atingiu o piso, desaparecendo dentro da cozinha.

Minha providência imediata foi tentar encontrar o projétil e me dirigir à Delegacia mais próxima. No entanto, minha busca teve que ser, naquele momento, deixada de lado.

Intimamente, eu me prometia encontrar aquela bala e fazer prova daquele absurdo. Isso ocorreu somente,treze dias depois. Aí munido de um requerimento montado por mim, com o projétil nele anexado,dirigi-me a Delegacia do bairro e dei início a um processo. O Delegado de plantão entregou-me um protocolo e me prometeu providências imediatas.

Como decorreram quinze dias sem que eu tivesse a solução do caso, voltei à Delegacia e pedi a devolução do requerimento e da bala. Embora não devesse me atender, ele, novo naquela Delegacia, aquiesceu e entregou-me toda a documentação.

Indignado e descrente, resolvi me dirigir ao local do crime. Lá, convoquei o Síndico e passei toda a documentação para que ele, que talvez abrigasse um criminoso, tomasse as medidas cabíveis. Informei-o de que a Delegacia já estava a par do caso.

Por incrível que pareça, a solução que eu não tive da Delegacia, tive do Síndico que iniciou um processo de retirada daquele elemento da comunidade, com sucesso.

(Jorge Queiroz da Silva, em ditado - 20/04/11)

Fonte da imagem: asetadocupido.blogspot...

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