Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Um alerta para a segurança doméstica

Na vida presente, principalmente no caso de moradia de grupos familiares que se desenvolvem devido às expansões dos condomínios fechados, sejam de prédios ou casas planejadas adequadamente pelos seus donos, deve-se estabelecer novas regras de segurança, para modelos mais aperfeiçoados, apesar de toda a tecnologia avançada que cerca o mundo.
Vivenciei um caso importante de quebra de sigilos, através da associação de um determinado funcionário que admitimos para garantir a nossa segurança.
O caso se deu numa virada de final de ano, quando eu me deslocava para a casa de minha mãe e ao passar pela portaria do prédio, encontrava o porteiro chefe bradando em voz alta que se o vigia da noite, seu substituto direto, não chegasse na hora aprazada, ele iria abandonar seu posto e ir para a casa, visto que era final de ano e precisava comemorar com a família.
Eu, antes de sair, o chamei e argumentei sobre a sua grande responsabilidade no cargo, frisando que ele jamais deveria fazê-lo, sem a transferência de posto.
Deixei-o ciente de que ele seria o único responsável, se ocorresse alguma coisa de grave no prédio, na sua ausência.
Após passar a entrada de ano com minha mãe, regressei à casa por volta de quatro horas da manhã e encontrei os moradores do prédio em sobressalto, verificando que todo o quarto andar tinha sido arrombado. Cabe salientar aqui, que era do conhecimento do porteiro que naquela noite todos os moradores dos quatro apartamentos estariam fora de casa, em viagem.
Como síndico, tomei as providências de praxe acionando a polícia e as investigações comprovaram que o porteiro estava associado ao grupo de assaltantes.
A forma como isso foi descoberto é que vale a pena ressaltar: um carroceiro comprador de eletrodomésticos enguiçados e material reciclável, que costumava coletar esses materiais na lixeira do prédio, foi visto e denunciado pelos vizinhos do prédio em frente, carregando o objeto do roubo.
Quem poderia imaginar que uma criatura pobre e trabalhadora, faria parte daquele complô com o porteiro?
(Jorge Queiroz da Silva, em ditado - 03/04/11)
Fonte da imagem:independenciano.com.br

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