Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A COPA DO MUNDO VAI PUNINDO JUÍZES E PROCURA A SUA SALVAÇÃO

Felizmente a FIFA sabe que tem que começar a pensar seriamente nas arbitragens dos jogos de futebol.
A tecnologia avança e a bola de futebol a famosa “JABULANI”, impressiona o mundo,principalmente quando se fala de uma visão de termos a relação do seu uso num mercado hoje tão diverso.
Nesse mercado que reúne atletas de todo o Universo, não podemos pensar em medir o passo da sua trajetória, pois sentimos que a visão humana falha e nunca pode acompanhar sozinha a sua caminhada nos gramados.
Temos que proteger o futebol, como esporte preferencial do ser humano.
O homem encarregado de ajuizar a um público exigente e fanático e de defender a verdade de lances dos mais intricados de uma partida de futebol, tem que ser bem preparado.
Hoje, se torna difícil a preparação desses atletas, para poder responder de imediato pela trajetória dessa bola, esse pequeno e mais observado instrumento que é a emoção de uma partida de futebol, na hora em que acontece o GOL!.
Já se pensa, em colocar um “chip eletrônico”, nessa mesma bola, para que ela pudesse acionar um instrumento de alarme colocado no braço dos juízes ou dos seus auxiliares.
Pensa-se também, que podemos autorizar a exibição do lance através dos telões da televisão, colocados nos estádios, mas aí, surge uma pergunta:- e o futebol de várzea como ficaria?
De minha parte, eu já penso que o solo do fundo das balizas de futebol, poderia ser móvel, para que ao sentir o peso da bola com sua queda, acendesse um alarme na parte posterior da baliza.
Pensam ainda numa esteira sensível e magnetizada, submersa no gramado no fundo da baliza.
No entanto, é difícil resolver esse problema, na hora do gol.
Essas providências, deverão ser muito bem pensadas, pois todas terão um alto custo financeiro.
Os erros de juízes são as vezes equívocos, e não podemos julgá-los, e sim ajudá-los. Creio que seria mais barato colocar um auxiliar atrás do gol.
Todas essas considerações me fazem lembrar que no ano de 1957, ainda como estagiário no Exército, na VILA MILITAR, no Rio de Janeiro, fui designado para apitar a partida final entre dois times de diferentes Regimentos, que definiam o campeonato da Olimpíada Militar.
O Coronel Álvaro Alves da SILVA BRAGA, me impôs aquela tarefa de fazer a arbitragem, missão que seria irrecusável.
Logo ao primeiro minuto de jogo, eu marquei pênalti e ouvi, num Estádio cheio de militares a seguinte frase de um coronel responsável pelo time punido: - Ô Tenentinho, você está maluco?
Quando eu encerrei o primeiro tempo, com a bola no ângulo de corner, antes do mesmo ser batido, -porque para mim na regra de futebol, naquela época, a única falta que deveria ser batida, caso acontecesse, seria o pênalti – esse mesmo Coronel levantou-se , gritando :- não é que o Tenentinho ficou maluco beleza?
Por essas e outras, FIFA, acabe de vez com o sofrimento dos juízes!

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