Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

AINDA FALANDO DO “BOI”

Hoje, na maioria dos casos, para se dividir e retalhar o boi em arrobas, as separações se tornaram ingratas, principalmente, para a classe dos mais pobres.
O mercado futuro da bolsa de valores, faz a venda do boi ainda no campo, e por isso o boi ainda que solto no pasto, quando vai para negociação nas bolsas mundiais, recebe um preço ajustado para dez dias à frente do dia que está sendo feita essa negociação.
Isso ocorre porque aquele boi ainda será laçado no campo e transportado para o matadouro, onde será morto e distribuído aos frigoríficos, para então ser negociado e revendido aos nossos supermercados e açougues, na base dos traseiros e dianteiros.
A variação de preços chega a ser entre 120% e 180% do preço do boi em pé, ainda lá no pasto, e tem os seus acréscimos feitos pelos tipos de carnes, para os diferentes mercados de vendas, até mesmo para as carnes da cara do boi, um dos tipos escolhidos pelas fábricas de salsichas.
E assim também ocorre com os miúdos que têm sempre os seus preços reduzidos, sendo negociados na primeira faixa de preços mais baixos.
Ao longo da minha vida, já assisti em algumas das famosas pastelarias, no centro do Rio de Janeiro, a utilização das misturas de tipos de carnes bovinas, quando encomendam a carne moída para as suas fabricações.
Chegam a pedir que em cada 100 quilos de carne adquirida, 30% do peso, seja composto de misturas com alguns tipos mais baratos de carne, como os miúdos, tipo coração, fígado, rim e até mesmo cara de boi e bofe para lhes favorecer na queda do preço de custo de fabricação dos salgados e pastéis, ajudando assim, na sua diária competição nesse mercado louco da concorrência.
E apesar das misturas, no sabor, esses produtos às vezes ficam até melhores do que os confeccionados com apenas um tipo de carne, quando são feitos pela mão da sabedoria e do conhecimento, do profissional quituteiro, de cada casa especializada.
E hoje já alcançamos a posição tranqüila de sermos os melhores criadores e fornecedores de carne bovina na economia mundial, com capacidade e qualidade de poder fazer parceria com os grandes mercados do mundo, como os da China e da Rússia, conquistados recentemente.
Para concluir, eu quero afirmar que temos atualmente, o maior pasto do mundo e uma tecnologia bem controlada pela Embrapa, que dentro de todos os conceitos é uma das melhores Instituições do mundo.
Temos razões suficientes, para acreditar nas palavras roucas do nosso Presidente quando diz que somos criativos e que só nos falta ser produtivos, pois temos todos os tipos de tecnologia para criarmos o maior rebanho do mundo, com gado leiteiro, com gado de corte e com o gado confinado, para fornecimento de carnes especiais.
Não temos contra nós quaisquer acidentes na nossa natureza, que possam modificar esse caminho, pois no nosso Brasil, não cai neve nem sopram os furiosos tornados e temos histórias raras de existência de terremotos.
Vamos continuar a agradecer ao nosso Pai maior por essas indicações sadias e naturais da nossa Terra abençoada!
(Jorge Queiroz - agosto/2010)Fonte da imagem:flickr.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário