Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MINHA EXPERIÊNCIA TRATANDO DE PLANTAS E ANIMAIS

Há alguns anos atrás, era eu, um pequeno criador e plantador no Município da grande Cidade de MAGÉ, na localidade de Nova Marília, onde tinha recentemente adquirido um pequeno sítio.
Lá, eu poderia exercitar a prática do plantar e aprender como se deve criar animais de pequeno porte, nessa nova área, por mim até então, totalmente desconhecida.
Meu espaço possuía dez hectares, com uma bela estrutura, com uma mina de água de nascedouro no centro do terreno. Tive a felicidade de levantar uma torre com uma super-reserva de água, extraída daquela mina, que tinha enchimento fácil, pois instalei no centro do seu poço, uma bomba d’água flutuante, conhecida como bomba sapo, que proporcionava com facilidade, o abastecimento de todas as áreas e cantos necessários, fazendo uma perfeita e total irrigação, pois os loteamentos eram distintos e compostos de plantações de laranjas, cana, mandioca, ervas e temperos, morangos silvestres, fruta pão, goiabas, etc...
Nessa bem pensada e pequena estrutura, ainda se alojava uma área para criação de coelhos, patos, galinhas poedeiras e suínos e no final do terreno, um lago de peixes, com tilápias e carás, que eram abastecidos por canos que distribuíam alimentação das sobras e resíduos excretados das pocilgas e galinheiros, alimentação essa, bastante apreciada pelos animais pequenos.
Eu administrava, aquela minha área, com o maior desejo de acerto, pois vivia um momento de buscar novos conhecimentos, entre os sitiantes vizinhos e alguns especialistas, daquela área agrícola, e que sempre me obrigavam a conversar bastante sobre os mais novos assuntos da minha vida, os de como plantar e criar.
Mas a minha expectativa de otimismo e criatividade para garantia de todas as causas que fossem extremamente necessárias ao melhor desempenho, que até então eram por mim desconhecidos, era a melhor possível.
Eu procurava equipar o local de trabalho com as ferramentas que fossem necessárias, e como seria normal, eu recém-chegado ali naquela área, chamava para mim a curiosidade da vizinhança, o que me trouxe uma vasta incapacidade, em discutir problemas de um negócio sobre o qual eu não tinha experiência em ser um planejador e executor, como aplicação de vacinas e de ferro nos animais, e ainda extração de dentes. No entanto, não pensava em desistir.
Contratei pessoal especializado em trabalhos de cercas e viveiros, uma grande turma, que eu tive que manter ali, durante o período das obras, hospedada e alimentada, pois teria que dar o melhor toque de velocidade, na execução do plano modesto de obra que planejei, e teria que garantir sobrevivência àquele grupo que ali ficaria alojado.
Apesar do trabalho constante até o término das obras, valeu a pena viver essa experiência por cerca de dois anos. Depois desse tempo, as grandes dificuldades financeiras, não amparadas pelo Governo, me fez desistir desse sonho.

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