Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

EU ERA UM BRASILEIRO QUE ACOMPANHAVA O GLOBAL 40 , E AGORA?


Esse tipo de financiamento existe e bem claro.
Sempre se falou dele diariamente em nossos jornais e principalmente, que envolvia todas as dívidas de até 40 anos atrás e que dentro de um sistema de segurança da economia mundial, nos deixava desejosos de que nos dissessem do desinteresse de atualmente mostrá-las no local onde estariam relacionadas e controladas, no FMI.
Até então eram bem demonstradas naquele fundo, o Fundo Monetário Internacional, pra’ não se dizer nada em contrário nas informações a todos os países do mundo que tinham o seu uso devidamente autorizado, e que também eram os usuários daquele presente tipo de financiamento.
Mas eu entendo perfeitamente, que possa sim, ter ocorrido um acordo internacional para baixar a voz da nossa valente imprensa nacional, ou mesmo algum acerto de exigência mundial, e de repente estarmos envolvidos em uma crise financeira mundial, como a última por nós vivida no final do ano de 2008.
E por que devemos nos afastar das definições de nossos dirigentes políticos e de nossos Ministros e dos nossos Chefes de Governo?
Eu ainda acho que devemos como brasileiros, discutir entre nós, perguntarmos sempre e lermos os nossos jornais com toda a sabedoria.
E se nesse mesmo caso passarmos na frente de um desses nossos dirigentes ou políticos, devemos nos utilizar de uma grande ferramenta, a nossa bendita língua, que nos ajudará a reforçar um diálogo, sobre todas essas nossas dúvidas.
Nunca deveríamos deixar que nas reuniões onde se fizerem presentes grupos de brasileiros, que desacreditados de serem donos do Brasil, denotem interesses em poder explicar ou ouvir colocações à respeito desses acontecimentos de sempre, não debatam os assuntos que são sempre de maior fundamento do nosso pouco esclarecido povo brasileiro.
Esse povo bondoso, sempre gosta de mostrar uma grande satisfação de dar aquela boa e amiga mãozinha, para aqueles que estão de repente esquecidos e acomodados e que com certeza, desconhecem serem também donos dessa eterna dívida brasileira.
Eu sempre gosto de ouvir e de falar também, mas se por acaso na rua, estou dentro de um taxi e penso que posso puxar um papo rápido, pela conversa mantida com aquele taxista, eu já começo a medir a nossa opinião publica e tento influenciá-lo para ser um porta-voz.
No papo, vou descobrindo se ele também conversoucom alguém mais esclarecido, que lhe tenha dado alguma noticia, sendo ela de âmbito de governo, de política, ou de algum caso, na área da nossa segurança pública.
É assim que eu sempre vou ficando informado de como andam as coisas em nossa Cidade ou em nosso Estado, ou ainda no nosso Brasil.
Lembro-me que num determinado dia, eu cheguei a saber que o Brasil, já não tem mais nenhuma divida externa a ser paga, o que é uma tremenda “balela” que foi passada ao pobre taxista.
Alertando ao mesmo perguntei se ele não sabia que o Brasil já tinha transferido os títulos já vencidos do seu processo de empréstimo do
Nosso Global 40, avalizado pelas nossas letras do tesouro nacional do mercado futuro e ainda autorizados pelo famoso FMI.
Ele então me confessou que teria se utilizado das palavras do nosso presidente Lula que afirmou num “comício”, que felizmente o Brasil já não tinha mais nenhuma dívida externa para pagamento.
Ainda dentro daquele seguimento,perguntei a ele, se o presidente, não tinha dito nada sobre as dívidas que tínhamos naquele fundo Global 40
que eram garantidas pelos nossos títulos de governo e que fazem parte dos nossos novos orçamentos anuais do governo federal.
Expliquei que os títulos estariam relacionados para pagamento dentro do nosso orçamento futuro, e que representavam valores que tinham os seus vencimentos em até 26 anos.
Com isso esses títulos foram renovados e transferidos para os quarenta anos à frente, cabíveis nesse plano. Ainda reforcei que se o presidente não esclareceu esse pormenor foi porque não cabia a ele qualquer preocupação, haja vista que daqui há quarenta anos não mais faria parte do governo.
Vem daí, o mal uso político da palavra do presidente,
que não contou toda a historia que teve junto a um repórter da TV àquele taxista mas sim,ao brasileiro desavisado, que estava em sua casa, na hora do seu jantar, e que engolia tudo junto com aquela mentirosa notícia, a mais forte dos últimos tempos, a do acerto de uma dívida ainda em vigor.
Assim, outros, como o taxista, desavisado e inocente,sairão pelas ruas do nosso país, como um porta-voz, formando um imenso grupo , de um sem-número de brasileiros felizes com o nosso grandioso Brasil crendo e afirmando tudo a favor dos nossos governantes, e ainda assim ajudando a alimentar as suas grandes mentiras políticas, que certamente valerão milhares de votos nas urnas.
Essa história, no dia em que me foi contada por aquele taxista, me deixou triste e preocupado, quase me fazendo perder o sono, regado ao longo de mais de cinqüenta anos de trabalho, percorrido nos mais diversos campos de diferentes ramos e importâncias para esse nosso grande país.
Agora, só desejo e peço que as nossas autoridades, quando em seus pronunciamentos, não emitam frases truncadas que favoreçam suas campanhas eleitorais e que possam ser futuros distribuidores de notícias contendo números irreais, criando dúvidas para nosso povo esperançoso e credor.
Fonte da imagem:elucubracoesgrafistas.blogspot.com

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