Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A justiça tarda, mas não falta para ninguém...



O meu primeiro incidente profissional com o Robson, ocorreu por ocasião do curso de call-center que fiz para uso e aplicações no Departamento de Telemarketing da Empresa onde eu trabalhava.
Propus-me a fazer tal curso para evitar que viesse a acontecer um desentendimento familiar entre o citado Robson e o seu primo José Antônio, Diretor da Área Comercial, onde eu era locado. O Sr. José Antônio me incumbiu de realizar as futuras modificações operacionais que seriam necessárias naquele Departamento, pois ele achava que o Setor poderia ter um melhor desempenho, o que realmente veio a acontecer, devido ao novo esquema operacional de vendas que eu implantei.
O sucesso daquele projeto me proporcionou a alegria de depois de oito meses de trabalho contínuo, elevar um faturamento em vendas, que era em média em torno de oito milhões por mês, para a inesperada marca de vinte milhões por mês.
Esse resultado provocado unicamente pela minha atuação profissional, deve ter mexido e influído nitidamente no orgulho daquele senhor Robson, que era o responsável pela área de vendas e funcionava ali há mais de oito anos. Esse fato não era, no entanto, do meu conhecimento.
Como na minha contratação ele me exigiu o diploma de formação dentro da área especifica de telemarketing, requisito que eu não tinha, por jamais ter trabalhado em área de vendas, me fez praticamente forçado a obter aquele certificado.
Dessa forma, matriculei-me numa sala de aulas, lá no Clube dos Lojistas do RJ, onde fiquei com a nítida impressão de que não precisava de jeito e maneira alguma do tal curso.
Desse dia em diante - eu, já diplomado e com o Departamento indo de vento em popa e ele, o Sr. Robson, diplomado no exterior e ferido no seu orgulho profissional - senti no ar como se fosse um forte desejo de vingança dele contra mim, por ter sido o criador daquele Departamento.
Talvez, penso com meus botões, quando me obrigou a sair à rua, em sua companhia e da equipe de vendas externas, para pesquisar junto aos clientes potenciais as novas formas de vendas, de um novo formato analítico do nosso quadro de representantes, buscasse inconscientemente testar meus reais conhecimentos.
Talvez tivesse aflorado em suas idéias o desejo de na primeira oportunidade, buscar um contato mais ligado ao meu desempenho, nas empresas que formavam o nosso grupo de clientes.
Só isso justificava sua total rejeição ao que eu havia implantado, com modificações das planilhas existentes e que deixaram a equipe de vendas mais segura, pois quando saiam para suas visitas agendadas, tinham nas planilhas um apoio total daquela nova performance do Departamento, que se tornou bem mais produtivo e agressivo e totalmente apoiado pelo Departamento de Telemarketing.
Recordo-me com satisfação de um dia quando saímos juntos para visitas a novos clientes.
No dia anterior, esse senhor Robson, em tom de autoridade de dirigente, me telefonou e me comunicou com sua voz clara de mandante, que no dia seguinte estaria me acompanhando e ao nosso representante nas visitas.
Perguntou-me qual seria o roteiro. Respondi prontamente que iria visitar a PUC, na Gávea. E , assim, combinamos a saída.
No dia seguinte, pegamos um taxi e lá chegamos para desenvolver as nossas novas direções no trabalho de atendimento ao cliente e passamos todo o dia, em reuniões diversas, que nos custaram um bom tempo.
Ao deixarmos a PUC, nos deslocamos novamente de taxi para o Escritório Central da Empresa, quando ele liberou o representante de vendas e me pediu que eu não ficasse aborrecido, mas que ele queria que eu fizesse o papel de segurança dele, numa outra visita, já que não andava sozinho e tinha receio de ser seqüestrado.
Ali, tive toda a certeza de sua prepotência, mas não me aborreci e fui até cordial em atuar como seu segurança.
Perguntei para onde íamos e ele me disse que precisava ir primeiro ao BEMGE, ali na Avenida Rio Branco, falar com a Diretoria do Banco, pois necessitava da liberação de um valor muito alto.
Instruiu-me que subisse com ele mas na hora do atendimento, ficasse do lado de fora da sala do Diretor, aguardando o seu retorno, pois o assunto era extremamente particular.
Mas, naquele dia, as coisas ocorreram de forma totalmente diversa ao seu desejo, para que ele pagasse todos os seus pecados, principalmente por não conhecer o meu currículo profissional.
Ao chegarmos no andar da Diretoria do Banco ele pediu a secretária para anunciar sua presença, mas o Diretor, que era nada mais, nada menos, o meu amigo e velho conhecido, o nobre “Joe Garcia”, irmão do governador “Helio Garcia” do Estado de MINAS GERAIS, educadamente, saiu a porta do seu gabinete e disse em alto e bom som: - é você Queiroz?
Respondi que era eu sim, mas que naquele momento estava ali só como segurança.
Ficamos os dois em saia justa, quando o “Joe” meu velho amigo, insistiu que mesmo assim eu entrasse, o que não o fiz porque como expliquei ao Joe o assunto era confidencial.
Meu velho amigo não se deu por satisfeito e disse que tão logo o Robson saísse eu entrasse, porque queria ter o prazer de falar comigo e me dar um abraço, porque com ele eu tinha o trânsito livre e o que eu precisasse poderia lhe procurar.
E depois daquilo tudo terminado, voltamos para a Empresa.
No fim do expediente, me telefonou o grande “Joe”, me pedindo para dizer àquele “menino” que o dinheiro dele já estava na conta.
Fiz menção de passar a ligação para o Robson mas ele não quis, preferindo que eu, justamente eu, lhe desse o recado.
Vejam vocês, que a justiça tarda, mas não falta pra ninguém!
(Jorge Queiroz da Silva - setembro/2010)Fonte da imagem:indicavenda.wordpress.com

Um comentário:

  1. Na empresa onde trabalho tem um cara igual ao Robson.
    Desopilei meu fígado e vou esperar a justiça chegar pra mim.
    boa!
    Renan

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