Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

SEREMOS NÓS POLÍTICOS?


Essa pergunta já me foi feita há muitos anos atrás, pelo meu amigo, meu sempre lembrado doutor Milton Costa Lentz Cesar.
Eu respondia que não sabia fazer política e nem a tolerava.
Hoje, vendo tanta política no mundo, creio que foi um dos caminhos errados que tomei, pois eu deveria sempre, ter feito política na minha vida.
Confirmo que para imperar em estudo, trabalho, família, negócios e saúde, só o conseguiremos , com muita política.
Aproveito esta oportunidade aqui e pergunto a você: - o que, de fato, você deveria responder, quando fosse assim indagado, sobre se deveria ou não fazer política?
Falo hoje, de cadeira, que viver será sempre um ato de se fazer política, pois até dentro de nossa casa, nós temos que optar em fazê-la em alguns momentos, e ser até partidários a algumas delas, para saber usar a política, seja ela a seu favor ou contrária a você.
Eu sempre figurei, dentro de um quadro de pessoas, que jamais quiseram ser políticas na vida, pois naquele momento de Brasil, nos meus primeiros anos de nascido, os políticos eram todos condenáveis.
Tínhamos abolido a escravidão, acabando com os interesses comerciais de “vendas de escravos”.
Agora, bem mais vivido, eu sei perfeitamente que os dias de hoje só tem os seus movimentos e as suas idéias marcadas através de atos políticos. Temos que ficar bem atentos, pois os políticos proliferam em determinadas famílias e classes e estão sendo criados os políticos “profissionais” que passaram até em alguns momentos a se filiarem a “atos criminosos”.
Na minha época de menino, quando eu necessitei ir para a escola, tudo era também um ato político obrigatório, implantado pelo governo de Getúlio Vargas, que me obrigou a ser um católico fervoroso e que me fez cumprir a infeliz obrigatoriedade de fazer a comunhão em “Cristo”, por quatro anos seguidos. E haja catecismo!
Lembro que essa política religiosa ainda vivia firme muitos anos à frente, lá pelos idos de 1975, quando meu filho mais velho se filiou ao TLC(Treinamento de Liderança Cristã), que era um forte movimento que nascia dentro do catolicismo e realizava visitas constantes às favelas do Rio de Janeiro.
Para atendimento aos favelados, que eu considerava “missão perigosa”, visto que no morro do alemão já se implantavam sinais da interferência e dos riscos das intromissões do tráfico de drogas, que ali já se aquartelava, eu preocupado com a sua segurança, fui obrigado a lhe perguntar sobre o porque daquele excesso de missões nos morros da nossa Cidade.
Questionei a ele se Cristo era uma inspiração ou um patrão e ele ofendido, me respondeu que Cristo era o melhor patrão do mundo.
Para justificar sua resposta, intimou-me a comparecer a missa dominical de domingo, pois a música sacra de abertura da missa tinha sido composta por ele e havia ganho o prêmio de segundo lugar no Concurso Nacional promovido pela Igreja Católica.
Parabenizei-o pela sua vitória que, religiosamente persistiu por sua vida tornando-o hoje um Diácono da Igreja Nova Vida, na qual milita há mais de quinze anos, seguindo assim, seu caminho político na vida.
(Jorge Queiroz - 15/10/10)Fonte da imagem:nosso-cotidiano.com.br

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