Lendo e ouvindo a música


Fofas


Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

domingo, 5 de agosto de 2012

Samba em Berlim !

A chegada da “Coca Cola” no Brasil, aconteceu na década de 42. Para a divulgação daquele novo refrigerante, iniciaram a distribuição nas escolas. Lembro-me bem que traziam carretas carregadas, pelo marketing do até então desconhecido refrigerante, que ameaçava a liderança do nosso único e tão saboroso “guaraná”. Por trás desta distribuição gratuita, eles exibiam filmes promocionais, mostrando a força do refrigerante em todo o mundo. Naquele momento, por certo, o Brasil seria a nova porta de entrada, de um grande mercado de consumo, a América Latina. Forçavam então os nossos professores a exibir o tal filme, em troca da distribuição gratuita. O filme publicitário contava todo o processo de fabricação daquela bebida, que nos era servida totalmente “quente”. Daquela forma, quente, era uma “ coisa horrível” e isto se dava porque ainda não existiam as atuais “super geladeiras” e os “freezers”. Mas mesmo assim, diante daquela imposição publicitária, a nossa infância tentou ser resistente, àquele lançamento. Éramos totalmente fiéis ao produto brasileiro, que até hoje, ainda é um líder de mercado, o nosso sempre maravilhoso “guaraná champanhe”. Essa fidelidade , instintivamente, nos levava a recusar a oferta do refrigerante. Nossa repulsa natural, nos tornava agressivos, quando recebíamos uma garrafa, ainda quente, para fazermos uma prova. Simplesmente corríamos, ao primeiro ralo de esgoto, e despejávamos o conteúdo da garrafa e o classificávamos de refrigerante de “sabor purgativo”. Até hoje, eu não consigo entender, como este refrigerante, conseguiu se firmar aqui no Brasil! Eu afirmo, que não foi por conta da minha geração, que ele conquistou o nosso mercado consumidor. Estou certo de que tudo fizemos, para evitar, que este “xarope”, como chamavam, chegasse a liderar, as nossas pesquisas de vendas. Para nós, naquele tempo, ele era igual as pizzas. Nunca me esqueço de que por ocasião da Segunda Guerra mundial, o Exército Americano, que já se utilizava da Coca Cola, como o seu principal refrigerante, para alimentação da sua tropa, e que também, participava junto ao Brasil, durante a campanha brasileira na guerra da Itália, passou a distribui-lo aos soldados brasileiros. Foi aí que nasceu o drinque chamado “Samba em Berlim”, que nada mais era, uma criatividade dos nossos soldados, que misturavam o refrigerante à velha “cachaça”, sempre presente no farnel das mochilas dos nossos soldados, por não suportarem o seu sabor amargo. Aquela mistura, provocava uma reação qualquer e eles passavam a ter dupla coragem. No decorrer da guerra, começaram a ser citados pelas tropas aliadas, como sendo os guerreiros de maior sangue frio, em todas as batalhas, inclusive na de “Montese”. Com isso o “samba em Berlim” ficou amplamente conhecido pelo mundo.
(Jorge Queiroz da Silva - abril/2009)
Fonte da imagem:barelanchestaboao.blogspot.com

sábado, 4 de agosto de 2012

A vida injusta de um povo credor e merecedor

Basta de indecisões, que tornam a vida de um povo otimista ao extremo, em um perdedor constante de uma nação! Nação essa, politicamente mal controlada e mal dirigida, embora traga todas as condições de uma vida, que poderia ser progressista, real e verdadeira, se pudesse reunir somente verdades, com realizações, com resultados, e finalmente, com distribuição e divisão mais justa de uma renda. Renda essa que gerasse orgulho em toda a nossa classe produtiva e que aumentasse a nossa grandeza de país emergente e otimista. Que bom seria, se os nossos dirigentes não alimentassem as medidas que sempre se repetem, nas mudanças de governo, e que fazem com que as injustiças se abracem e comemorem a formação de um bloco de resistências, que impedem as mudanças, que se clamam necessárias. Um povo, não pode continuar esperando eternamente pelas coisas que não acontecem. A nossa política pública sempre foi mentirosa para aqueles que as elegeram, e as sustentaram. Perguntem a qualquer brasileiro menos informado, se ele por um acaso, sabe o que é “superavit primário”, perguntem também a ele se sabe para que serve a taxa do” selic “,e ainda, se ele sabe de onde vem os valores nominais dos nossos títulos, da nossa dívida pública, seja ela, interna ou externa, e perguntem ainda, se a realização dos lucros e prejuízos do balanço do orçamento brasileiro são explicados, no dia a dia , ao nosso povo tão trabalhador e ordeiro. País, não é empresa comercial, que obrigatoriamente tenha que dar lucro, e assim sendo, a palavra “superavit” pode estar sendo mal empregada no economês brasileiro. Hoje temos o nosso presidente, que era líder de uma classe de trabalhadores privilegiados, e que dirigia um sindicato da metalurgia, mas que deveria, por ter sido um “candango” como ele próprio diz, estar sim, ligado a uma organização populista, e que somente se preocupasse, única e exclusivamente, com o nosso trabalho no campo agropecuário. No entanto, ele anda hoje, pregando o nosso crescimento em suas viagens internacionais, aos países de primeiro mundo. Com muita justiça esta pregação se faz, e a melhoria da vida do nosso trabalhador do campo, que sempre foi um eterno desamparado, e que nunca pode provar, que plantar feijão seria tão importante, ou mais, que desenvolver a fabricação de carros, populares ou de luxo, que infelizmente em nosso país, não possuem as estradas preparadas para transitarem.... haja vista, os últimos acontecimentos de acidentes em nossas rodovias federais, que causam um enorme prejuízo, e ainda matam o nosso povo. DIGNISSIMO Presidente , só cresceremos, na agropecuária, na energia , na siderurgia, em navegação e na industrialização, ou seja, em qualquer atividade, se com certeza, tivermos a nossa infra estrutura protegida e a nossa .logística em perfeita sintonia com o nosso crescimento. Chamo a atenção de que o BRASIL, tem usado o plano básico da economia no sentido inverso, pois economia se faz com “capital e trabalho” e não, como vem sendo feito pelo nosso governo, cujo o básico da economia tem sido ‘ o trabalho do capital na mão de terceiros, o que torna difícil se ter a segurança, necessária de negócios de um fecho financeiro tão vultoso, que envolvem riscos nacionais e internacionais.
(Jorge Queiroz - novembro/2009)
Fonte da imagem:pensandonisso.com

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A perfeição

A perfeição é algo inexistente, pois ela, pelos próprios caminhos, demonstra sua indefinição. Acredito que seja composta de fatos e atos, de um passo contido do medo de errar. Diziam os antigos: perfeito só Deus! Na verdade, pregavam num mundo imaturo, buscando as idéias de um homem inseguro, que tentava, a qualquer instante, chegar à sonhada perfeição. As provas demonstram que, em todas as áreas da vida, mudanças constantes se fazem em busca da perfeição. Lembremo-nos do avião 14-Bis. Foi perfeito e voava, mas por um tempo. Hoje, os Mirages, os caças de guerra, foram ultrapassados por outros tipos de aviões, como o Concorde, de vôos rápidos e internacionais. Esse também foi proibido de atuar, pelo seu ronco acima dos limites normais. Posso citar outro exemplo de caminhos em busca da perfeição, quando me lembro da época em que estagiava na IBM e ficava impressionado com o computador do Centro de Estudos ser classificado como o mais veloz na execução de cerca de dezesseis tarefas diferentes ao mesmo tempo. A busca da perfeição fez com que chegássemos hoje ao “notebook” de tamanho reduzido e com muito mais propriedades do que o monstro de 1968, sem falar que só existiam dezesseis unidades do mesmo nas grandes e principais Empresas do país. Posso citar outro exemplo. No ano de 1957, em meio ao meu trabalho, um colega inventivo e criador pediu-me que dirigisse uma carta a uma empresa fabricante de automóveis oferecendo seu mais novo invento: uma roda de encaixe para utilização nos carrões fabricados. Para minha surpresa, provando-me que a busca da perfeição é constante, tal Empresa respondeu sua carta dizendo que o invento era muito avançado e que talvez pudesse ser utilizado nos carros que seriam fabricados dali a mais ou menos trinta anos. Por isso, creio que a perfeição ainda está a cargo de nosso pai Criador! •
(Jorge Queiroz da Silva - abril/2009) 
Fonte da imagem:oultimolampejodocrepus...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

As traições

As traições foram tantas e em quase todas as fases de minha vida. Será bom que eu as esqueça. Acredito que as traições são fundamentadas pela nossa boa fé individual. Penso que a boa fé coletiva é a protetora, pois a humanidade conjunta se envergonha de trair. A traição mal feita e aplicada será derrotada por qualquer ser humano verdadeiro e inteligente. Já estive em momentos de traição e para derrotar os traidores usei de coragem e sabedoria. Elas, juntas, darão o caminho. Encare, sempre, o traidor, pois todo ele é covarde!
(Jorge Queiroz da Silva - abril/2009)
Fonte da imagem:mulherescarnivoras.wordpress.com