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Finalmente, chegamos a fase da vida , em que acontecem as principais “malas” de decisão.Chamo-a de quinta e derradeira mala de vida.A “mala” da nossa formação escolar, do nosso currículo profissional, e, conseqüentemente, da escolha do nosso trabalho individual, que por certo irá definitivamente, marcar os caminhos a percorrer.Esta mala se evidencia num período que podemos considerar sem divisões.Essas divisões se referem ao estudo e a formação, ao esporte e lazer, ao namoro e casamento, à profissão e emprego, aos prejuízos e lucros e ao patrimônio e herança.O estudo e formação é a fase em que os indivíduos vão,com certeza, buscar as suas aptidões ou se espelharem em qualquer um outro indivíduo do seu grupo familiar, seguindo naturalmente a carreira de um pai, de um tio ou de sua própria mãe. Isso no entanto, não é uma regra geral, pois estou cansado de ver casos totalmente diferentes onde o filho de um médico, opta por ser piloto de avião, ou o de um pastor de igreja, cujo filho segue o candomblé.As outras divisões citadas estão interligadas no seu dia a dia e jamais poderemos fazer uma análise das bagagem que carregamos sozinhos, nesse momento de vivência. Em alguns casos, necessitamos até de analista para compreender uma bagagem tão vasta e complicada.A pior mala da vida inclusa nesse momento de vida, é certamente a chamada “mala dos vícios”. Ela é a principal responsável pelo sucesso ou insucesso de sua vida, haja vista que paralelamente segue as outras malas já citadas, exatamente no momento de suas atuações.O melhor seria hoje, que todas as pessoas seguissem o preceito de que a melhor das malas de vida que devemos portar é aquela na qual acomodamos a obediência, a disciplina, o respeito, a formação cultural, a vontade de viver, o otimismo, o bom senso e a valorização do nosso próprio “eu”.Creio que não devemos seguir por completo a mala de outra pessoa e sim tomá-la como exemplo para compor a nossa mala.Devemos ser “nós mesmos”, individualmente, e não seguirmos o forte desejo de incorporarmos em nós, um personagem já atribuído a uma outra pessoa. Hoje o mundo nos dá facilidades no seu desenvolvimento em tecnologia; o avanço da informática nos coloca a cavalheiros para acompanharmos todos os novos processos de qualquer trabalho e a velocidade da globalização, já nos oferece resultados que conseguimos em fração de minuto sabermos o que acontece do outro lado do mundo.Assim, temos a nossa mão exemplos variados e consistentes para formarmos a nossa verdadeira mala, optando e experimentando coisas saudáveis ou não.(Jorge Queiroz da Silva - abril/2009)Fonte da imagem:maisumaaline.blogspot.com

A quarta mala de nossa vida é uma mala de grande responsabilidade.Ela diz respeito à saúde e aos cuidados pessoais, e envolve a nossa caminhada e estadia na terra. E como compreender que esta mala é com certeza, uma “mala hereditária”?Ela já esta amarrada e depositada em nossos genes, ela faz parte do nosso sangue, ela se liga às nossas imperfeições ósseas, elas herdam sinais, e complicam por demais a vida do seu portador e carregador. Este, coitado, só vai prestar atenção nas deficiências, quando na fase adulta. Sempre carreguei esta “mala” com muito cuidado, pois eu não conseguia entender a morte prematura do meu pai, um homem cheio de saúde, que deixou a vida aos 37 anos de idade, sem nunca ter tido uma gripe sequer.Partindo daí, eu iniciei um processo de observação sobre as coisas da minha “mala de saúde”, eu não acreditava que a carregaria por mais de 37 anos.Juro que fiquei complexado ao sentir que o meu gigante de saúde, tinha desabado com uma bagagem tão notória de proteção corporal.Fui então analisando tudo, com muita calma, e senti e intui,que todos os males de saúde, que me levariam a sucumbir, assim como a meu pai, prematuramente, seria com certeza por deficiência da circulação sanguínea. Arquivei esses pensamentos na memória e ninguém me fez pensar diferente.Observei que tudo o que ocorreu a meu pai, foi relativo a problemas do seu aparelho circulatório.Sua alimentação era básica da comida típica do nordeste, pois ele era pernambucano, acostumado a saborear as famosas buchadas e o tradicional sarapatel de carne de porco, bem como uma deliciosa carne seca assada, com uma espessa farofa de mandioca, carregada em ovos. Todos estes pratos bem dosados de um forte colesterol. E ainda por cima, diariamente, fumava dois maços de cigarros.O fumo, na época, era considerado um vício pouco combatido pelas autoridades médicas, visto que não era para qualquer um conseguir fumar um cigarro, onde até o fumo de rolo era usado freqüentemente por algumas mulheres.Meu pai fumava um cigarro fortíssimo que era vendido em carteiras glamorosas, o tradicional Jóquei Clube e fazia um uso inteiramente sem ponteiras ou filtros além do que, como todo bom carioca, socialmente tomava uma boa pinga.Gostava ele mesmo de preparar suas refeições e tudo isso, naquela época eram costumes brasileiros, que todos tinham sem nenhuma defesa médica, pois a nossa medicina ainda engatinhava nas descobertas.Nesse ano de 1946, por todas estas causas e deficiências do controle dos serviços de saúde, ele veio a falecer. E por este motivo, eu sempre procurei buscar na circulação sanguínea, a minha defesa pessoal.Hoje já passando dos 75, já estou acima dos meus objetivos esperados, e não sei até aonde chegarei, mas sei que levarei comigo diariamente na minha bagagem, sempre uma “aspirina e uma castanha da índia”, que me fazem companhia de segurança e me fazem acreditar que estou diariamente seguro na organização da minha “mala de saúde”.Espero que este meu comentário não venha a servir de receita para ninguém, pois já enfartei .Esse incidente mudou totalmente a minha anterior mala de saúde, pois não me sinto ainda garantido, depois do meu enfarto. Faço caminhadas e ginástica rítmica e estou sempre acompanhado do meu “captopril e do meu liptor”, os meus perenes guarda-costas.Já dobrei a idade de vida do meu pai, acabando com a minha cisma de que eu não atingiria jamais os 37 anos.Observem portanto com cuidado, a sua mala de saúde, pois ela é e será sempre de vital importância, dentro da nova escola médica brasileira!(Jorge Queiroz da Silva - abril/2009)Fonte da imagem:jf-forninhos.pt

A terceira mala de vida que também nos dá muito peso, é exatamente aquela que decide qual a “crença” que vamos receber – se a católica, a espírita, a judaica, a ortodoxa, a batista, a evangélica, a eclética, a carismática, a maçônica - porém, pela formalidade dos sistemas de educação religiosa da família, os filhos recebem dos seus pais a orientação sobre qual deverá ser sua bagagem religiosa.Eu, por exemplo, ainda me lembro que minha mãe era uma adepta do espiritismo, mas que por total interferência da minha escola, ela foi obrigada socialmente, a me indicar para a religião católica, o que me causou, um “nó” nas idéias, visto que eu, normalmente, assistia em minha casa às sessões de reuniões espíritas, comandadas por ela e por seus guias, que faziam a sua doutrina ligadas a uma corrente Indiana, se utilizando de magias e das visões futuras.Por isso eu confesso que essa mala foi dura de arrumar, pois o meu curso de catecismo, me fez fazer seguidamente, quatro comunhões, e eu ainda com oito anos, tinha que conviver com o conselho passado pelo Padre e com a fé que me era transmitida pelos guias de minha mãe, caboclo “Ubirajara”, cabocla “Jurema”, Pai “Joaquim”, “Ogum Beira-mar”, “Mamãe Oxum”, “Sete Encruzilhadas” e os “ Êres”, e ainda fazer as comparações infantis, entre o defumador da Igreja e o defumador do terreiro de minha mãe!Vejam vocês que “mala” espiritual me arranjaram!Mas hoje, graças a Deus, eu consegui conciliar todas essas dúvidas e certezas na minha cabeça, e por este motivo coloquei nesta “mala”, uma crença múltipla, e por esse motivo, mesmo não sabendo para onde vou após a morte, sei que chegarei com a minha bagagem de um camelo de crenças, sempre disposto a conversar com o Bispo ou com o Papa, com Deus ou com o Demo, com o Pastor ou com o Esotérico, com o Judeu ou com o Ateu, sem qualquer preconceito.(Jorge Queiroz da Silva - abril/2009)Fonte da imagem:lembrancasdoquevivi.bl...

A minha segunda mala é aquela que vai nos acompanhar por todos os caminhos na vida, o da nossa verdadeira identidade.Para mim, seria a minha certidão de nascimento, que vai dar a etiqueta de identificação.No entanto meu pai, por ser um homem totalmente contrário as burocracias e a tudo que dizia respeito a documentos, o que abominava, quando eu nasci ele não se deu conta de que teria que providenciar o meu registro.O tempo foi passando e naquela época, há mais de setenta anos atrás, íamos para a escola muito cedo. Só aí quando eu já contava quatro anos e minha mãe foi me matricular, surgiu a necessidade da certidão de nascimento.Instalou-se assim o problema. O nosso Governo obrigava o pagamento de uma multa aqueles que não registrassem os filhos, num prazo de seis meses.Por esse motivo, o meu registro só foi feito, seis anos depois, quando o presidente Getúlio Vargas, concedeu o perdão dessa multa para todos os brasileiros.Acredito que isso ocorreu não tanto por dificuldades financeiras, mas porque meu pai, que abominava imposições, achava inconcebível pagar a tal multa.Talvez seja também por isso, que até hoje, eu também dou mais valor a palavra do que ao papel, seguindo assim, os prenúncios de meu pai.Não posso negar que isso, ao longo da vida, tem me trazido alguns problemas. Mas não importa.Hoje, com tudo normalizado, eu até já esqueci, mas com certeza, essa foi a segunda “mala” da minha vida, que só foi resolvida pela imposição da formação da vida de um ser humano, o estudo!Hoje, as coisas são mais fáceis de resolver, o Governo já mudou inteiramente esse quadro, e tem facilitado a vida dos mais pobres, inclusive, para moralização do senso, ele obriga aos cartórios de registro a não cobrarem taxas, para uma certidão de nascimento. Mas as coisas vão mais além, e as “malas” de vida não nos abandonam e temos a obrigação, de portar a mesma até os últimos dias da nossa vida.(Jorge Queiroz da Silva -abril/2009)Fonte da imagem:dicasdiarias.com