Lendo e ouvindo a música


Fofas


Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Uma saida para o aumento da receita do INSS

Por ocasião da última eleição, para Presidência da Republica, eu enviei a alguns dos nossos candidatos, uma idéia que se constituía, numa das mais novas lembranças que tive para apresentar como uma plataforma de governo, desde que ela fosse aceita pelos membros dos partidos aos quais foram encaminhados.
Fazia isso em razão de estar aposentado já há alguns anos e sentir que os principais criadores da base do crescimento do nosso pais, são sempre apontados como os que nada fazem, ou nada fizeram, em razão do crescimento do nosso PIB, ou da formação da nossa mão de obra especializada, o que é uma tremenda mentira.
Eu não posso esquecer de forma nenhuma do meu esperançoso pai, falecido prematuramente, aos trinta e sete anos, e que já afirmava para mim na época com onze anos de idade, que jamais faria qualquer contribuição ao INPS, pois aquela Instituição, não merecia ter crédito em nossa sociedade, e ainda garantia com toda a segurança, que o famoso IAPS, seria o futuro saco de gatos na economia brasileira.
E aquela classificação de meu pai, um homem que na época da guerra mundial, era um trabalhador que administrava estoques da nossa gasolina, importada e comprada a peso de ouro, e cuja venda naquela fase difícil de Brasil ligado as forças dos aliados em campanha na Itália, dava a ele uma responsabilidade sem tamanho, uma vez que as coisas serviam de alvo de cobiça para os criadores do famoso “cambio negro, do ouro negro” o petróleo que ainda não era nosso, porque não tínhamos ainda, a nossa poderosa Petrobras.
E agora, estamos diante de um fato que não se justifica, o de continuarmos sem criar recursos, para um órgão de tamanha importância para todos os trabalhadores brasileiros, o nosso mal tratado INSS, quando observo que somente existe a preocupação de fecharem as torneiras da corrupção, que são de muita importância para fazer com que nós brasileiros passemos a acreditar em nossa política publica!
Mas se observarmos com cuidado, temos que rever um assunto ligado aos Bancos no Brasil, eles se automatizaram e implantaram as máquinas de caixas automáticos, e assim reduziram em média mais de 30% o número de trabalhadores, nos quadros dos serviços de atendimento.
Cada uma dessas máquinas de caixa automático, substitui em média, três ou quatro trabalhadores.
Caso tenhamos apenas numa agência bancária umas dez máquinas dessas, estaremos desempregando no mínimo uns quarenta trabalhadores, sem falarmos das agências ligadas aos grandes shoppings, que fazem a mesma coisa do lado de fora nas áreas de estacionamentos, e afirmo que nenhuma máquina paga sequer um centavo ao INSS.
Já assisti na televisão anúncios de grandes Bancos, que afirmam ter mais de 150.000 máquinas de atendimento no Brasil inteiro, e vejam estou falando só de um banco, e ainda afirmo que o salário médio de um funcionário de caixa, gira em torno de R$ 800,00 que multiplicado por baixo por três, totalizariam um salário de contribuição em torno de R$ 2400,00, e estou falando de unidade de máquina automática.
Se pensarmos que máquina quebra e gera um custo de manutenção, teríamos um número acertado para dedução mínima nesta contribuição por máquina, porque nem todas elas quebram ao mesmo tempo.
Mesmo que exista a grande frase de “que o sistema esta fora do “Ar”, como os bancos vivem dizendo, nós sabemos que na realidade eles não estão, mas assim afirmam, para garantirem o alcance de metas das agências.
Alegam em determinados dias dos grandes saques e orientados pelas gerências, que precisam zelar pelo seu famoso saldo médio.
Eu tenho este assunto pensado e estudado, e pelo número assustador de máquinas que um grande banco anunciou em Televisão, eu garanto que esta contribuição, vai ser de muita valia para aumentar com muita justiça, os índices dos aposentados que ganham acima do salário mínimo por terem contribuído para o INSS por mais de 30 anos a fio, e que hoje se vêem prejudicados por quem assim não fez, e ainda recebem o famoso “Bolsa Família”, e acho tudo isto uma das maiores injustiças sociais. Esta idéia, é de toda maneira uma das ajudas que poderão, aliviar o déficit tão falado de uma instituição, sempre mal administrada.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Eu nem imaginava o que era uma UTI...

No início desta narrativa, informo que quero passar aqueles que lerem, valores pessoais que se atrelam a números existentes em minhas características de personalidade.
Os numerólogos dizem que sou um ser de coisas e fatos muito fortes, sou um homem cheio de “noves” o que representa nesta individualidade, muita luta e muita energia.
E qual UTI não será um forte acontecimento, na vida de qualquer um ser vivente, tenha ele um “9” ou não?
Fazendo uma retrospectiva de minha vida, a numerologia sempre me afirmou que todos os números estavam cobertos de razão, pois eu tenho o peso de ser um geminiano, e todos os acontecimentos que marcaram a minha vida se prenderam por algum motivo ao número nove.
O caso “UTI” não poderia ficar de fora, pois veio a confirmar tudo isto.
Sofri um enfarto no dia 27.09. 2006. Observem que o dia já era dois mais sete que é igual a nove, o mês era setembro que é o mês nove, dia de São Cosme e Damião, e olha aí o símbolo do geminiano - o ano era na sua soma o oito o numero da infinidade.
Aí então conclui que os numerólogos estavam cheios de razão, pois em todos os principais fatos de minha vida, quer sejam na vida escolar, carreira profissional ou vida afetiva, confirmaram a força deste fantástico nove.
Quando enfartei, fiz um longo retorno a coisas que me aconteceram em todos os dias vinte e sete da minha vida, cujos fatos marcaram sempre o meu caminho, e daí, verifiquei que estou com um saldo positivo. Pois sempre diante dos fatos, o meu citado nove, pode ser vencedor ou perdedor.
E isto tudo se passava em minha cabeça, exatamente no momento em que eu ingressava na ambulância, depois de idas e vindas em outros estabelecimentos de saúde e ter finalmente chegado ao momento do Hospital onde realizar-se-ia a minha intervenção cirúrgica.
Ali naquela bendita Casa de Saúde eu teria que permanecer pelo menos durante sete dias, numa área que ninguém gosta logicamente de estar, a UTI.
Em lá chegando, fui conduzido ao meu espaço de recuperação. Tal espaço não ultrapassava um metro quadrado e oitenta e lá, tudo poderia acontecer!
Numa UTI não tem melhor nem pior, tudo corre conforme o tipo de doença para atendimentos, e tudo se passa e se faz naquela cama, já tão bem conhecida por mim, por ter sido na minha juventude, um empregado em fábrica de móveis e equipamentos hospitalares.
Mas ainda bem que a minha amada mulher, nunca me deixou sozinho naquele nosocômio. Naquela cama se faz tudo, lá tem que ser tudo rápido, é uma mistura de soros e alimentos, sondas, fios que ligados a aparelhos passam por cima de nós e substituem o fundamento utllidade.
O internado ali se acha totalmente desprezado e abandonado, mesmo diante dos médicos que coletivamente passam por lá em determinados horários do dia, nos fazendo pensar que aquelas aparelhagens, telas de vídeo, que mostram os números de batimentos, níveis de intervenção e gráficos do que se passa no nosso corpo, são as coisas mais importantes para aquela equipe.
Aí então, é naquele momento que o paciente se sente inútil, pois aqueles profissionais nem arriscam um olhar para a vida ali jogada a espera de uma palavra que seja para sua cura. Entreolham-se e balbuciam palavras ou termos técnicos, que o paciente no leito desconhece.
As máquinas de Raios X nos procuram quase que diariamente, tomamos em média uns vinte comprimidos ao dia, somos espetados de todas as formas, nos braços, pernas e abdome.
A nossa veia profunda é procurada por um vigoroso médico, numa busca intuitiva, e no momento em que a encontra, balbucia entre dentes, ufa, achei!, nos aliviando temporariamente, das grandes pressões físicas sofridas naquela busca.
Com a garantia do encontro da veia profunda se equilibram as coisas, para que as jovens enfermeiras possam iniciar seus trabalhos de nos alimentar com soros e remédios necessários para nossa sobrevivência até a bendita hora da intervenção salvadora!
Os jovens enfermeiros da Uti, sempre atuam nos momentos de força, transporte de pacientes e dos grandes maquinários que envolvem a segurança médica, como os aparelhos de Tomografia e Raios X, onde necessitamos da presença do macho.
Assim fiquei nesse estágio de preparação por mais sete dias, para finalmente poder então ser operado, para colocar as minhas três pontes de safena e as duas mamárias.
Os grandes riscos dessa intervenção cirúrgica não foram passados para mim, foram todos transferidos ao meu amor, que ficou sofrida e doida, pois já me acompanhava a nada menos de oito dias, e teria sido avisada, pelo cirurgião de que eu não resistiria a operação.
Os médicos levavam o planejamento da cura como resultado final, com grande disposição e seriedade, pois eu tive a satisfação de conhecer um grande especialista nessa área da cardiologia, o Doutor Panayotis! Figura sábia e importante que passou em minha vida, para me salvar.
Ele atende com toda a segurança e sabedoria no Hospital das Clinicas de Jacarepaguá, e passa força e confiança a todos que dele recebem a orientação. Apesar de ter um nome complicado é um excelente profissional brasileiro, que quem conheceu nunca mais esquece.
Mas se querem saber da verdade, em toda história existe um vilão, e quem foi o meu vilão?
A pobre da nutricionista do Hospital, que não aceitava de forma nenhuma que a minha alimentação fosse levada após as 13 horas, como sempre fiz em casa.
Ela afirmava que eu teria que comer a comida fria, já que não obedecia ao horário, pois a minha comida só seria levada pra mim no horário de onze da manhã.
Mas dos males o menor, como sempre me dizia minha mãe, “Não há mal que sempre dure e nem bem que nunca se acabe!”
Hoje, sem nenhuma dúvida, me considero um grande vencedor, pois esta foi a quarta e mais difícil intervenção cirúrgica na minha vida.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Abraçamos todos os nossos amigos hoje Dia do Amigo


Consideramos nossos amigos todas as pessoas que nos visitam diariamente, prestigiando esse espaço.
Hoje, Dia do Amigo, queremos deixar aqui nosso abraço afetuoso, agradecendo a visita.


Fonte da imagem: hillyann.blogspot.com

domingo, 19 de julho de 2009

Um programa de TV que me trouxe lembranças...

Revirando os canais da televisão, num horário de final de noite que traz as noticias do dia, em busca de novos programas, encontrei um bastante interessante, dinâmico, e ilustrativo.
Interessei-me de imediato, mantendo-me ali sintonizado, pois finalmente identifiquei um programa jornalístico baseado num fundamento, ao demonstrar os erros que são cometidos por alguns profissionais de Imprensa, sem nenhum corporativismo.
Lembrei-me então, que trabalhei na Imprensa em dois momentos da minha vida - ainda jovem, quando no primeiro emprego e já mais maduro, quando pesquisava novos caminhos na década de 1960-.
Num país, quase sem memória, onde o crime do colarinho branco passou a ser um hábito muito comum e onde a corrupção e a pressão social andam de braços dados, não posso deixar de citar dois episódios da nossa Imprensa Marrom, por mim observados.
O primeiro deles, quando eu era o assessor administrativo e financeiro do Diário de Notícias e presenciei a reunião, marcada à “força” pelos dirigentes que substituíam os verdadeiros proprietários daquele Jornal. Com a finalidade de tirarem dinheiro dos banqueiros de jogo do bicho, ameaçaram os contraventores de publicarem a relação de todos os pontos de jogatina da Cidade caso eles não atendessem a sua solicitação de ajuda financeira.
O segundo e mais danoso, foi saber que a Tribuna da Imprensa recebia um alto valor da Imprensa espanhola, anualmente, para fazer campanha contra um grande empresário, na época, meu patrão.
Sofri na carne de brasileiro, aquele atentado de jornalismo sujo, pois era eu o seu homem de confiança e fazia pregação do valor pessoal, financeiro e industrial daquele “águia internacional”, como era tratado pela Imprensa Marrom.
Uma vez eu me dirigia para uma reunião com a Diretoria do Banco onde tínhamos a maior conta, para acertar uma carta de fiança para uma compra de caminhões pesados e tratores e para minha surpresa, quando lá cheguei, fiquei estarrecido, pois, o gerente do Banco mostrou-me na primeira página da Tribuna da Imprensa, a seguinte publicação: - “ rato internacional, usa dinheiro do país para criar novos negócios”.
Sabia eu, mais do que ninguém, que aquilo era uma mentira deslavada, pois conduzia os empréstimos externos que ele avalizava para trazer dinheiro para o Brasil e expandir os seus negócios.
No entanto o tal Banco não quis nos fornecer a carta de fiança, apesar de ter sob seu domínio uma grande conta, o que me fez cancelá-la com indignação, recebendo elogios da minha Diretoria por aquela conduta.