Hoje vou falar da minha tia “DUDU”. Ela era especialista em fabricar famosas receitas de doces, como Campista que era. Gabava-se constantemente das grandes compotas que preparava à base de goiaba, mamão verde, laranja da terra,além de deliciosos melados . Seu verdadeiro nome era Geraldina e por gratidão e admiração à minha mãe, de quem gostava muito, veio residir no Rio de Janeiro, em nossa casa. Na época em que conosco conviveu, transferiu para mim, todo o carinho que pudesse dedicar a nossa família, sendo categórica em declarar que veio para nossa casa para ajudar minha mãe, viúva que era, a me criar. Tomou para si todos os cuidados com a minha instrução e minha alimentação. Uma coisa muito importante, da qual nunca esqueci, era o grande cuidado que ela tinha comigo,quando preparava minhas refeições. Lembro-me sempre do tamanho dos pedaços de carne, preparados em bife, que ela com todo o carinho, partia em tamanhos diminutos, para que eu não engasgasse ao comer, pois, naquele tempo, eu sofria de uma forte amigdalite e por recomendação do Dr. Faria Lemos, meu médico, eu não deveria operar. Mas o fato curioso daquela nossa relação, tia/sobrinho, foi com respeito ao seu mal dormir. Ela dormia e de repente gritava muito, normalmente pedia socorro durante os seus pesadelos, e eu sempre acordava com seus gritos, tendo dificuldades de conciliar o sono novamente. Era comum eu perguntar a minha mãe, no dia seguinte, porque ela gritava tanto, ao que minha mãe respondia dizendo que era viúva de três maridos e que coincidentemente os três cometeram suicídio. Minha mãe atribuía os gritos a essas passagens pesarosas. Contava que o último deles, tocou fogo no seu próprio corpo. Com todos esses dramas, era justificado ter pesadelos. Essa minha tia Dudu também era pessoa extremamente cuidadosa com a saúde - não comia carne de porco, nem camarão. Era muito vaidosa e para estender roupas no varal, tinha o costume de subir num banco, para não elevar muito os braços e distender a musculatura. Usava cremes nas mãos e no rosto, andava muito bem vestida. Sempre que ia receber a pensão do falecido, que era militar, trajava-se muito bem e usava ainda, salto de sapato de sete e meio centímetros. Já adolescente, fiquei muito mais assustado, ao saber que ela mantinha um romance com um rapaz que não tinha nem trinta anos, mais novo uns cinqüenta anos do que ela. Sua verdadeira idade foi de fato descoberta no dia em que ela faleceu, quando tivemos que procurar os documentos para a certidão de óbito. Lembro-me que eu e minha mãe, nos olhamos e nos surpreendemos, verificando que aquela senhora, que não tinha nem rugas de expressão, já tinha completado os seus 83 anos de vida. Com essa tia sem laços de sangue, valeu a pena conviver, pelas delícias que preparava, pelo carinho que dedicava às pessoas e pela vitalidade e alegria que coroou parte da minha infância.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
A dinastia das tias
Eu confesso que a vida segue dinastias, mas a principal delas, é por certo, a que se relaciona com as “Tias”. Aqui com meus botões, eu fico admirado de nem sempre ter prestado atenção a um detalhe, como esse, tão predominante em minha vida.Até bem pouco tempo atrás, eu não conseguia fazer qualquer afirmação a respeito desse assunto, talvez pelo fato de não ter sido contemplado com uma tia, pois os irmãos de minha mãe eram todos homens, e por conseguinte, só me forneceram “tias postiças”, ou seja, como se diz no contrabando, “tias do Paraguai”.Ainda pelo motivo de residir no Rio de Janeiro, eu não pude conhecer a família oriunda de meu pai, que me contemplou com seis maravilhosas “tias”. Como nunca viajei para o Recife, não cheguei a conhecer nenhuma delas, visto que meu pai faleceu prematuramente, aqui no Rio de Janeiro..Assim sendo, só me resta lembrar a relação carinhosa que mantive ao longo da minha vida, com as tias de minha mãe e com as tias “do Paraguai”.Acrescento aqui também as famosas tias de aluguel, que pela minha observação, são aquelas que andam buscando crianças bonitas e engraçadinhas, que as chamem de “tias” para a perfeita satisfação do seu ego.Já falei aqui neste espaço de algumas tias e hoje, enfatizo que elas são as principais peças de equilíbrio numa família, servindo de exemplos variados de afeição.Vejam vocês, eu passei por todas essas existências de “tias”, na minha infância e juventude, e nunca admitiria o peso de uma tia numa sociedade, mas só agora, com o passar do tempo, após ter me ramificado em várias famílias, eu vejo que todas as tias são atuantes e politicamente situadas.Socialmente uma grande nação não se constrói sem “tias”, haja vista, que há bem pouco tempo atrás, as professoras passaram a ser chamadas assim, pelos seus alunos.Mas quero aqui deixar bem claro, que eu acredito firmemente na “ dinastias das tias” , mas, para que o mundo fique mais calmo e mais tranqüilo, peço que todas aquelas que pertençam realmente a essa dinastia, não sufoquem os outros membros da sociedade, como mães, pais, tios, avós, cunhados.Que façam o seu trabalho social, mas sem exageros que comprometam a personalidade dos seus valorosos e competentes sobrinhos, que na realidade serão o futuro da nação.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Mercado financeiro, sempre uma grande dúvida para o povo.
Cuidou com muita segurança da distribuição de gasolina durante a Segunda Grande Guerra Mundial, sem pensar que ali se instalava naquela época, o famigerado “mercado negro”, uma vez que o País teria que encarar um racionamento bem longo, já vindo desde a década de trinta, quando teve início a tal Guerra. Era nessa nossa forma de governo que se implantava a primeira ditadura, que desde os anos trinta, imperava.
O nosso povo era beneficiado pois servia de capa protetora ao nosso governante máximo, e não existia uma casa de pobre, que não tivesse um retrato do velho pendurado na sala principal da casa.
Vejo que hoje em dia temos alguns políticos que pensam nisso também - em ter o seu retrato na sala de cada brasileiro - e lembro que os antigos coronéis da época diziam que aquilo ainda perduraria por anos e anos, visto que aqueles retratos por certo eram distribuídos pelo partido dos trabalhadores, o “PTB’’.
Mas para compensar este “cabo-eleitoreiro” , os “trabalhadores do Brasil” tiveram naquela década, a C LT promulgada, ganharam a redução de horas de trabalho, tiveram o direito a semana inglesa aos sábados, tiveram os direitos indenizatórios conferidos e a lei da estabilidade assinada, que dava ao trabalhador com mais de dez anos de serviço, a indenização em dobro .
Com tudo isso, o nosso presidente viraria um Deus.
Mas eu tenho certeza que hoje o Brasil já o país do futuro, sendo aquele que já tem as suas reservas em ferro e aço, e se falamos de madeira para uso, temos um tema de proteção na mão, temos os replantios obrigatórios.
Falando em diversificação, já temos substituto para o petróleo do qual somos exportadores, e atuamos nos diferentes campos da energia verde do nosso bio combustível , assim como também, a nossa produção de cana seja ela a de etanol ou a de açúcar, a nossa soja, o nosso boi no pasto, pois somos possuidores dos maiores espaços e dos maiores rebanhos do mundo, isso tudo, sem falarmos das carnes especiais de boi de confinamento, do nosso feijão, do trigo e da soja e do arroz.
Já estamos incluídos também nas reservas de emissão de carbonos controladas, e ainda existe de todas as maneiras para constituir um fundo imponente junto a outras nações, chamadas de emergentes e que também lutam pela segurança do planeta.
Eu sei bem que o brasileiro hoje não é mais aquele caçador de cobra no meio do asfalto, nem tampouco a nossa capital da república é chamada de BUENOS AIRES.
Nem mesmo os estrangeiros que aqui chegam em viagem de turismo, lembram que ouviam dizer para que tivessem o devido cuidado ao desembarcarem no Píer da nossa Praça Mauá, pois teriam que jogar fora os bonés, porque se o vento os levasse e eles tivessem que pegá-los do chão, corriam o grande risco de serem assaltados.
Mas falei de tanta produtividade, de tanta riqueza e ainda tenho muito mais para incluir nesse nobre papo, mas não desconsidero o estremecimento financeiro que veio do mundo até então superior, que através de guerras urgentes e perigosas aumentou a sua despesa e controle.
A falência no mundo imobiliário, trouxe um grande risco, o seguro na América foi usado sem limites, e essa supervalorização, traz insegurança, pois quando se pensa somente em segurar alguma coisa, o campo hipotecário é olhado com excesso de zelo e confundem e misturam-se as seguranças.
Eu já disse uma vez que o Brasil errou quando acabou com a nossa letra do mercado imobiliário, quando pela instalação do BNH, hoje já falido e desativado.
Mas o nosso Pais, escrevi com maiúscula, pois assim já merecemos ser tratados, e na segurança dos nossos dois tão importantes Ministros, MANTEGA E MEIRELLES, que mais parecem marcas de produtos.
Será que temos que parabenizar ao presidente LULA, por esta acertada escolha? Pedindo e lembrando ao Presidente, que não mexa, e não deixem mexer no time que está ganhando hoje e de GOLEADA!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Um "p" de provisória ou de permanente?
O “p” de provisória ou “p” de permanente apenas se refere a duas palavras que estão totalmente fora de uma contribuição financeira, que já tivemos, e da qual nos livramos em 2007.
Resolvi voltar ao assunto porque agora, alguns dos nossos congressistas vão tentar ressuscitá-la, apesar da pressão dos meios de comunicação, especialmente da brilhante rádio CBN..
Não é possível que tenhamos novamente que aceitar esse embuste em nossas despesas financeiras, e ainda mais sendo ela a única taxação , onde seu fundamento é diretamente de responsabilidade do nosso Governo Federal, uma vez que, o titulo desse tributo, como já é sabido, prende-se única e exclusivamente ao destino do custeio da nossa complicada área de saúde.
E o nosso povo já está mais do que avisado e não desconhece que esse tipo de tributação já faz parte dos 27,5 % do nosso imposto do “Leão,” que a cada inicio de ano, por ocasião da declaração anual nos morde sem piedade parte da nossa renda. Fora qualquer outro argumento, não existe nenhuma nação no mundo democrático, que faça uma duplicação nos encargos de seu povo. O que necessitamos é de um gerenciamento com correção das despesas do nosso Governo, pois só assim teremos a certeza de que não seremos mais incluídos nos infortúnios dos impostos do lesa a Pátria!
Basta de CPMF, que parece ser provisória e de repente, querem transformá-la em permanente!
Mas eu quero aqui deixar uma idéia, para resolvermos logo o problema da saúde no nosso Brasil. Quando eu, dirigia uma industria química e farmacêutica, que produzia 228 tipos de produtos diferentes, eu era o chefe do departamento de planejamento e controle da produção e fabricávamos produtos nas linhas médicas e farmacêuticas e ainda na linha de produtos de higiene pessoal, como creme dental, talcos, sabonetes, cremes nutritivos, colírios, colônias, loções, tônicos, fortificantes, cremes de barbear, loções para após barba, etc...
Naquela ocasião, eu chefiava os operários da linha de produção e ali existiam quase quinhentos funcionários, que prestavam diferentes serviços, em diversos departamentos como o de pesagens, fabricações, filtragens, maturações, lavagens, envasamento, embalagens, encaixotamento.
Aquilo tudo me preocupava muito, por saber que ali existiam, tarefas e responsabilidades de valores bem diferentes. E que por certo, tínhamos que orientar aquelas pessoas de maneira que sentissem que trabalhavam numa linha de produção onde a falha humana não poderia passar por perto, pois eram áreas de remédios, que exigem grande responsabilidade e cuidados.
Naquela época os serviços de fiscalização de medicina, não deixavam por menos e o normal era recebermos sua visita de dois em dois meses.
Com o intuito apenas de valorizar os trabalhos da equipe, eu cai na asneira, de tentar melhorar os salários, trazendo mais motivação ao quadro de operários que ali trabalhavam comigo.
Já havia feito um levantamento na área recursos humanos e tinha descoberto uma injustiça muito grande em relação aos ganhos individuais de cada um deles. Sendo assim, criei índices para reajustes salariais que atingiriam a todos indefinidamente.
O critério de que me utilizei para chegar aos índices, foi a análise dos preços unitários de venda de cada produto, e em contrapartida, os valores que apurei de custo unitário de produção.
E até hoje tenho o relatório em que me apoiei para presentear ao grupo de trabalho, com a palavra justiça!
E preparei este relatório fazendo menção de função por função , criei uma tabela de pontos para cada departamento e operação e cheguei a conclusão de que ali existiam funcionários que já trabalhavam há mais de vinte anos e que recebiam o mesmo salário mínimo como se tivessem entrado na empresa naquele ano.
E naquela pontuação analítica, eu fui sempre muito sincero a toda prova, e para função de mais responsabilidade, a valorização, teria um fundamento correto em posições de chefias.
Digo aqui e repito, fui muito responsável, com todo o grupo de trabalho que representavam quase quinhentas famílias.
Ainda fui honesto com eles, avisando do que eu preparava, e afirmando que se a Diretoria não me respondesse afirmativamente, eu deixaria a Empresa para a qual já trabalhava há quatorze anos, numa época em que ainda não existia o FGTS, que só viria a ser implantado no ano seguinte ao que estávamos, pois era o ano de 1966!
Existiam operários que me olhavam com um sorriso de orelha a orelha e me perguntavam se eu já tinha tido notícias da proposta de aumento salarial, ao que eu, com tristeza respondia que não.
E eu achava que estava demorando muito a obter a resposta do meu Diretor Industrial, embora estivesse sempre cobrando uma solução.
Um dia, seis meses depois, pressionei a Diretoria e fui então informado que eles iam dar os aumentos de salários de acordo com os meus cálculos, pois no meu relatório eu afirmava, que se eles deixassem de ganhar um centavo em cada unidade vendida no Brasil, sem falar no Exterior, eles teriam aquela condição de corrigir os salários sem problemas financeiros, como provava o meu relatório.
Eles deram o aumento, mas eu, perdi um emprego e uma indenização de vinte e oito anos de anos de serviço, pois naqueles tempos quando se atingia mais de dez anos de serviço, a indenização era paga em dobro. E perdi tudo, porque pedi as contas, devido a grande pressão que comecei a sofrer por parte da Diretoria que temia novas idéias daquela ordem, de minha parte. Recebi somente os dias trabalhados naquele mês tão lembrado de novembro de 1966.
E é por ainda hoje fazer fé naquele meu relatório que modificou a vida de quase quinhentos brasileiros é que eu afirmo, que ele serve para acalmar a sede da tributação do CPMF que, se dirigida a quem de direito, ajudará com certeza a salvar a saúde de quase duzentos milhões de brasileiros.
Basta direcioná-la aos planos de saúde e a todas as farmácias do nosso imenso Brasil.
Falo nos planos de saúde, porque eles recebem e nem sempre usam o dinheiro, pois depois de aposentado e pagando há mais de dez anos um dos melhores planos de saúde, tive o desprazer de necessitar de uma operação que não podia pagar, e ouvir da Seguradora QUE A MINHA DOENÇA ERA PRE EXISTENTE.
Como se pré- existência, pode se dizer de quem paga um contrato há mais de dez anos.
Por isso acredito que devamos incluí-los nesse esquema.






