Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Aonde andam os fiscais do Sarney ?

Há muito tempo estou para fazer esta pergunta: - aonde andam os fiscais do Sarney?
Hoje, como Presidente do Senado Federal, ele continua como nosso Presidente.
Pelo que sei, ele não é mais um Maranhense, pois foi eleito por um estado do norte do Brasil, o Amapá, que lhe forneceu o seu último estágio político, pois nessa área, ele é simplesmente um especialista.
Confesso aqui que ele me lembra muito, o nosso Rui Barbosa, aquele que quando viu as mobílias do governo brasileiro gravadas com as iniciais letras RB, que queriam dizer Republica do Brasil, tratou de levá-las pra sua casa, afirmando que tinham mandado tudo para ele!
E garanto que ele ficaria por certo, muito lisonjeado em conhecê-lo.
Mas hoje, eu tenho a certeza que ele já chegou no fim da linha, mas mesmo assim, merece ser cumprimentado, por todos os seu feitos políticos, pois até no regime militar, que bem conheci, foi um tremendo freqüentador.
Fico triste porque seus filhos não se ligam aos seus partidarismos, mas não importa mais nada, e acho que este separatismo que faz a criação de campos políticos diferentes, deve ser fruto da sua crueldade de homem público que pula de galho, para nunca se esborrachar no chão. Para o nosso bem, esse antigo processo de vida já se aproxima do seu final.
Eu tive sim um sério e forte prejuízo, oriundo das atitudes do Sarney, em minha vida de pai, trabalhador e empreendedor e chefe de família, hoje já enfartado pelas grandes emoções provocadas pelo nosso maravilhoso Brasil, de todos os poderes.
E tenho a certeza absoluta, que eu perdi muito, em ter nascido brasileiro. Só fui um ser humano produtivo, que nasceu no país errado, pois em qualquer outro país, eu deveria ser indenizado, pela vontade e criatividade, pois sempre trabalhei em campos produtivos e necessários, e que fazem de mim um homem de conhecimento histórico, pois conheço do plantar ao colher, do extrair ao transformar, do riscar ao projetar, do planejar ao vender, e do saber cobrar sem receber.
Me considero um ótimo ser humano, como os dirigentes nacionais gostam, e, no campo profissional, tive a admiração de um famoso industrial e banqueiro internacional, que me confiou até alguns segredos de família.
Mas a revolta desse brasileiro que lhes fala, é ter sido fiscalizado erradamente pelos fiscais do “SARNEY”,ou seja, pelas suas idéias e ideais, pois exatamente no seu plano cruzado, quando ocorreu o deságio para recebimentos de contas, eu, para apoiar meu filho mais velho que se formou em engenharia mecânica, pude aplicar todos os meus esforços financeiros, instalando uma Usinagem Mecânica.
Tudo, pelo fato de que o Brasil não oferecia emprego e eu fazia a força necessária para manter uma pequena equipe de técnicos na tal Usinagem de minha propriedade e de meu filho.
Tinha nessa época a esperança de com esse empreendimento salvar o investimento para a garantia financeira da minha família composta de três filhos homens, todos em crescimento técnico.
Preferi me ligar ao negócio de usinagem, com fabricação de peças direcionadas para a área agrícola, considerava que pelo tipo de terra brasileira, o agro-negócio, estaria voltado para o campo da principal economia, de crescimento rápido e verdadeiro, em qualquer parte do mundo.
Pois foi aí que o governo dos deságios me fez perder tudo e tentar salvar as coisas úteis, de um nobre pensamento de brasileiro, que tinha feito todos os contratos de fabricação voltados para a área agrícola podendo manter trabalhos junto as empresas de tratores e peças, de postes de iluminação, de cercas e hastes de seguranças, e outros materiais.
Para garantir a empresa produzindo e suportando o ano de prazo dado pelo governo para descongelar os valores dos contratos , fui aplicando todas as minhas capitalizações, vendendo tudo que podia. e não podia, e que me fizessem suportar aquele ano do prazo maldito.
Não esqueço que isso foi estabelecido pelo governo, nas atualizações de nossos preços, já vencidos, mas garanto que os fiscais do Sarney, fiscalizaram errado, e na hora de dar um aditivo às mudanças de contratos, daquele congelamento, todos os contratos que mantínhamos na área agrícola, foram simplesmente congelados por mais um ano.
Foi assim que todas as nossas esperanças de sermos salvos, se esvaíram com essa punição totalmente injusta.
Revolto-me quando vejo hoje em dia se salvar empresários pelas enchentes, se dar bolsa família para serem roubadas e se autorizar re-financiamentos a dar com o pau por aí.
Naquela época, eles elegeram a nós, pobres trabalhadores dessa mesma área beneficiada hoje, para ganharmos a morte total.
E por isso, com muita revolta, eu repito – cadê hoje os fiscais do SARNEY para permitir o que se evidencia às claras no Senado Federal ?

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009

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