Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

terça-feira, 26 de junho de 2012

O que eu aprendi subindo a montanha...



Ele era um cidadão do presente, sempre com um pé no futuro.
Era um ambicioso e visionário homem de negócios e de resultados que eram esperados e quase sempre alcançados, em qualquer tipo de trabalho, que por ele fosse elaborado.
Era um verdadeiro curso de vida. Completo, em todos os sentidos, com diplomas unificados e autenticados pela sua estatura. Aquela, de um homem de quase dois metros de altura.
Foi uma grande verdade em minha vida.
A frase do meu título sempre foi para mim a grande frase, que me era, constantemente atirada por esse inteligentíssimo pensador. Sempre me dizia que ele já estava no pico da montanha e que eu, ainda estava subindo. Seu comentário me encheu de vontade de chegar até ele, no cume da vida.
Num passado bem próximo, em minha mente, ele me fez ouvir seus conselhos imensuráveis.
Dentro da sua grande sabedoria, no cimo da sua postura de empresário, colocava a todos curiosos.
Tive o privilégio de receber todos os seus grandes ensinamentos, que em contra-partida, me faziam testar todas as minhas novas investidas, nesse aprendizado, fazendo-me crer que os meus pensamentos, ligados às minhas áreas de aplicações, estariam com os seus resultados,sempre, já semi-aprovados.
Com muita segurança, converso com as lembranças desse saudoso amigo -o Dr. Milton Costa Lentz César.
Na menor das hipóteses, ele era um formador de visionários, tanto em termos pessoais, como profissionais.
Conheci-o num rápido encontro, numa seleção que ele realizava para a escolha de futuros administradores da Empresa que dirigia.
Meu nome estava incluso naquela convocação , fazendo-me sonhar com sua indicação e hoje, já bem vivido e profissionalmente formado, me sinto como se eu tivesse sido uma das suas boas descobertas.
Fez-me seguir seu exemplo em campos diferentes, com louvor, achando-me hoje, um pai biológico ou não, de muitos filhos profissionais.
Esse homem, Milton Costa Lentz Cesar, era o filho mais velho de um pastor presbiteriano - Paul Lentz César - que na década de quarenta, num mundo em guerra, deixou a Noruega e para cá veio, instalando-se na Veneza brasileira, a nossa linda cidade de RECIFE. Lá, conheceu e se casou com Márcia Costa Lentz César, e gerou toda a base de uma grande, linda e produtiva família brasileira.
Aqui, seu pai instalou aquela nova religião, que ainda hoje nos revela um grande número de adeptos brasileiros.
Eu troquei muitas figurinhas com aquele gênio empresarial, e nunca me senti por ele desprestigiado.
Foi fundador da Caderneta de Poupança Morada e foi um empresário que se especializou em consultoria.
Foi também o idealizador da Consemp (Consultoria Empresarial) onde ajudava a formar um grande grupo de empresas. Criava as grandes equipes raras de administradores empresariais, que atraiam novos objetivos a todas as Organizações, fossem elas de grande ou pequeno porte, de mercado industrial ou comercial.
Foi a partir de sua indicação, naquela seleção, que eu tive uma nova e grande visão, do que seria uma vida perfeita, de um executivo decidido e capaz.
Mas a minha capacidade de observação me afirmava que eu devia àquele gênio da administração profissional, tudo o que hoje sei e aplico como regras próprias em minha atual forma de trabalho.
Todo o meu jeito de um analista nato e cheio de criatividade que ele me passou.
Tamanha marca esse profissional colocou no meu jeito de ser, que sinto uma pena enorme de não poder apresentá-lo ao meu filho caçula.
Meu filho, jovem consultor de empresas, ainda em início de carreira, por certo ganharia muito em qualidade na sua forma de análise, se travasse com ele umas poucas palavras, pois o grande senso de criatividade que esbanja diariamente, somente aumentaria seus resultados.


(Jorge Queiroz da Silva -agosto/2010)


Fonte da imagem:catarinapoeta.blogspot.com

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