Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sábado, 16 de junho de 2012

O que seria da Polícia Rodoviária, sem o Inspetor Expedito ?

Às vezes, a gente pode encontrar um amigo pelos caminhos de nossas vidas e, por certo, nos deixará ser credor de que os homens de bem, se exercitam de diferentes formas e maneiras.
São esses homens que nos fazem acreditar que as falhas do nosso mundo confuso e perturbador, nunca deixaram de nos mostrar que as trilhas do caminho de uma vida correta, estão sempre envolvendo aqueles que dela se fazem aproximar.
Isso tudo nos dá a certeza de que o mundo vem pouco a pouco, se aproximando do equilíbrio dos ensinamentos, pregados por Deus, nosso grande pai!
Cito entre esses grupos do bem, um dos elementos da nossa Polícia Rodoviária Federal, que é do maior valor na proteção individual do nosso povo e também na proteção coletiva de nossas estradas e Cidades, sejam elas pequenas ou grandes metrópoles.
Quando proprietário do sítio em Magé, eu tinha a necessidade de estar diariamente no local, para poder ver logo pronto, o meu projeto da obra, mesmo tendo um desembolso diário altíssimo, em razão dos custos do combustível e pedágio.
Mas esse alto custo, me levava a cumprir rigorosamente aquele cronograma de obras,em alta velocidade, para que eu pudesse ficar livre daqueles ônus e encargos diários.
Como eu trazia do Rio, onde residia, os materiais necessários, por questão de preço e qualidade, eu tinha a obrigação de passar com o carro na barreira da Policia Rodoviária Federal.
A importância do correto amigo das estradas o famoso e honesto, e por mim jamais esquecido, o INSPETOR EXPEDITO, me fez provar na vida, que este nome tem uma origem santa, o próprio santo EXPEDITO!
Naquela época, o trânsito pelas rodovias federais estava vivendo um momento bem complicado, pois a União federativa brigava pelas rodovias e seus usos e direitos, e suspendeu o emplacamento de veículos até as apurações legitimas das arrecadações em cada Estado.
Por sorte ou azar, não sei eu, eu tinha adquirido um utilitário e gozava do direito de trânsito livre pelas estradas com a licença de pára-brisa.
No entanto, num determinado dia, fui parado pelos agentes rodoviários na barreira da estrada Rio/Magé, e mesmo com a minha camioneta carregada de material de obra e comida para os empregados que lá me esperavam, recebi uma inconseqüente ordem, de lá deixar o carro estacionado e apreendido, e seguir minha viagem de ônibus.
Ali, naquele momento, realizei a minha grande revolta, gritando para os guardas inspetores de trânsito que me brecaram, que aquilo era um verdadeiro absurdo! Repetia em altos brados que ao invés de me pararem, eles teriam que parar os transportadores de armas e drogas e relutava em sair do carro.
Ai então, quem surgiu nessa história, foi o bravo Inspetor EXPEDITO, que ouvindo o final da minha frase, me fez repetir as palavras colocadas para os dois outros agentes.
Mostrando uma lucidez sem limites, apenas pediu minha documentação, que examinou rapidamente, dizendo que eu tinha trânsito livre naquela rodovia. Com a dignidade de um homem de bem, ainda me recomendou que fosse com Deus, e se caso, no percurso, eu fosse parado por outro agente, que eu dissesse que tinha ordens do inspetor Expedito para transitar livremente.
Ainda hoje, lembro com admiração dessa grande figura que, antes de simplesmente cumprir ordens, avalia o problema para agir. Grande Inspetor Expedito !

Jorge Queiroz da Silva - agosto/2009

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