Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sábado, 9 de junho de 2012

UM SONHO DE CONSUMO FAMILIAR, A USINAGEM !



O que representaria em nossa vida um sonho de consumo filiado a um grupo familiar?
Para mim se torna mais fácil explicar essa bravata e eu posso afirmar que aquele sonho de consumo se prendeu ùnicamente a um instinto de proteção pensado e triplicado, por mim, como chefe de família, vitimado na infância pela morte prematura de meu pai, falecido aos trinta e sete anos e que, conseqüentemente, veio a faltar no acompanhamento de minha história de vida.
Na época, eu contava com apenas onze anos de idade, mas meu pai naqueles poucos anos já me incentivava e ajudava com ensinamentos de importantes valores, fazendo com que eu analisasse cada passo e inconscientemente lembrasse de suas instruções.
Caminhei assim pela vida e tentei descobrir e firmar os caminhos, para a manutenção e o equilíbrio de um grupo de filhos, três rapazes em formação, que ainda em crescimento, cobravam anos de convívio, com um pai honestíssimo e muito trabalhador, que tinha criado para sua vida, novas formas de buscas e conhecimentos, que eram aplicados dentro da formatação do sempre cético, mas nobre e grande otimismo passado também pela minha mãe.
Foi nesse percurso de vida, que meu filho mais velho, recém-formado em engenharia mecânica me pediu que eu o ajudasse na instalação de uma empresa especializada na confecção de peças oriundas da mecanografia em usinagem mecânica.
A criação daquela fábrica, traria para ele a experiência desejada dentro de um aprendizado em novos formatos e nas aplicações no campo da agro- pecuária, pois a sua escolha estaria como outras tantas, numa daquelas relacionadas ao futuro crescimento de um Brasil produtivo, haja vista que ele tinha a intenção de realizar a instalação de um trabalho com formato industrial voltado para a extensa área da agricultura.
A princípio, pelas visitas dele à Embrapa, eu acreditei que a sua idéia tinha se voltado para aquele campo da agricultura, porque eu, naquela mesma época, já aposentado, me dedicava a outras formas de trabalho, inclusive ligado e incluído na produtiva área da agropecuária, não só como administrador, mas também como produtor, na busca de melhores conhecimentos numa área ainda pouco pensada pelo Brasil , que só tinha planos industriais nas áreas da mineração, da petrolífera e da automotiva.
Demos prosseguimento aquele sonho de brasileiro, que com certeza seria muito grande para nós, pois entraríamos no campo das colheitadeiras, das semeadoras, dos tratores e da irrigação da iluminação por células foto-elétricas e também pela iluminação de postes e instalações de linhas de transmissões em áreas de confinamentos, todas ideais para o nosso Brasil, dentro do mercado futuro.
Mas todos aqueles sonhos, que estavam montados dentro de uma busca familiar, foi assim por água abaixo, quando eu tive que depender das aprovações de prazos e de fatos políticos das leis necessárias a nós brasileiros, que gostávamos de pensar em produtividade e não, em sermos agredidos pelo cumprimento de leis alongadas e furadas, sem o devido conhecimento e comprometimento necessários, que eram cercados de objetivos pessoais, que nunca levariam progresso à nação.
Com a abertura enfim da empresa, nós, que tínhamos contratos firmados com grandes empresas naquelas áreas tão pouco pensadas, tivemos os nossos contratos congelados ilicitamente e com prazos prorrogados, dentro de um covarde “plano cruzado”.
O presidente daquela época, nos fez perder todos os recursos aplicados, com a manutenção por mais de dois anos do congelamento de preços dos contratos assinados pelos pequenos fabricantes e investidores com os grandes fabricantes.
Se todos lembram, naquela época, o Senador Sarney, o eterno senador do aço, fez falecer a maioria dos pequenos industriais, que perderam como eu, imóvel e veículos para não morrer de fome.
(Jorge Queiroz - 15/10/10)Fonte da imagem: aluton.com.br

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