Lendo e ouvindo a música

Desenhos de Jorge Queiroz da Silva

sábado, 29 de outubro de 2011

OS AVIÕES ERAM OS MIRAGE FRANCESES, MAS O LUBRIFICANTE DE SUAS TURBINAS ERA BRASILEIRO

Em meados dos anos cinqüenta, a Esquadrilha da Fumaça Brasileira, no após-guerra, iniciava seus trabalhos de patrulhamento dos nossos litorais.
Os aviões Mirage eram objeto de compra para reforçar a nossa tecnologia habitual.
Estava eu naquele momento exatamente lendo aquela notícia sobre os Mirage, quando se aproximou de mim o Dr. Amaro Henrique de Sousa. Era ele um químico de grande importância para o Ministério da Agricultura.
A manchete do jornal deixou-o assustado e ele comentou que estava se relacionando dentro de um estudo para descobrir um óleo lubrificante compatível com as altas temperaturas do litoral brasileiro, pois o Brasil estava prestes a adquirir aqueles aviões para a Esquadrilha da Fumaça e pelos primeiros exames técnicos daquele tipo de avião tinham verificado que o óleo lubrificante indicado não resistiria às altas temperaturas do litoral brasileiro a ser patrulhado.
O Dr. Amaro era o autor de um livro sobre a castanha do Pará e estava empenhado naquela descoberta e nos finais de resultado que indicavam com certeza o óleo da castanha do Pará como o lubrificante ideal que deixaria as turbinas daqueles aviões resistentes, impedindo o super-aquecimento.
O Dr. Amaro estava certo de que indicando aquele óleo como lubrificante, abriria dois novos mercados comerciais no mundo:a castanha do Pará, já tão negociada e seu óleo que passaria a ser utilizado pela Força Aérea das maiores nações.
E assim, tempos depois, com a descoberta do Dr. Amaro, a compra dos Mirage foi realizada.
(Jorge Queiroz da Silva - janeiro de 2011)Fonte da imagem:pbrasil.wordpress.com

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